Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Na Bahia, Exército e Força Nacional nas ruas

Escalada do "Jornal Nacional":

A greve de policiais militares completa quatro dias na Bahia. A madrugada de sexta-feira tem saques em Salvador. Tropas do Exército e da Força Nacional de Segurança ocupam ruas da capital baiana durante o dia. Encontrado morto o marido suspeito de assassinar uma procuradora federal em Minas. Presos no Rio dois jovens acusados de espancar um mendigo e um estudante. O Egito vive mais um dia de violência depois da tragédia num estádio de futebol. Governo de Cuba nega permissão para a blogueira Yoani Sánchez vir ao Brasil. O ministro Mantega fala sobre a demissão do presidente da Casa da Moeda. Supremo restitui poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça. Frio intenso mata centenas de pessoas na Europa. A China anuncia disposição de aumentar a ajuda financeira à Europa. CBF apresenta as novas camisas da Seleção Brasileira. 

E do "Jornal da Record":

Clima de insegurança: Polícia Militar em greve e os baianos com medo. Agressão covarde: estudante é espancado ao defender mendigo no Rio. Vaticano pune padre acusado de pedofilia a uma vida de oração. Na reportagem especial, a síndrome do pavio curto. Medicamento em teste é esperança de pacientes com câncer. A emoção dos aprovados no vestibular mais concorrido do Brasil. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

O blog volta a ser atualizado regularmente na segunda.

Escrito por Nelson de Sá às 21h12

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Twitter vicia mais que Marlboro?

Pesquisa chefiada por um professor da Universidade de Chicago monitorou, via BlackBerry, os "desejos" de 205 pessoas na cidade alemã de Wurtzburg e concluiu, segundo o "Guardian":

Twitter e e-mail podem ser mais difíceis de resistir que cigarro e álcool.

A pesquisa será publicada na "Psychological Science".

Escrito por Nelson de Sá às 15h07

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Para encerrar, Anonymous ataca o Banco Central

Depois de Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC, a semana de ataques a bancos brasileiros de uma ala do Anonymous termina hoje anunciando como alvo o próprio site do Banco Central do Brasil, informa o "Valor".

PS - O G1 confirmou "Tango Down".

Caíram também Febraban, Citibank, BMG, PanAmericano etc. etc.

PS 18h - A operação acabou. Mas o grupo, questionado aqui e ali por outras supostas alas do Anonymous, gravou até vídeo para a globotv.

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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Os investidores salivam

No "Wall Street Journal", "Petrobras perfura poço cheio com venda de títulos". Os US$ 7 bilhões arrecadados marcam "o maior negócio corporativo em mercados emergentes de que se tem notícia". Seu "tamanho e o interesse que atraiu dos investidores sublinham a recuperação nos emergentes, que caíram no final do ano com o temor de que os problemas europeus iriam se espalhar".

Dizendo que os "investidores salivam pelos emergentes", ouve de um diretor do Barclays que é efeito de "uma evolução no pensamento dos investidores", mais despreocupados com o "ZIP Code", o CEP, dos títulos.

No "Financial Times", a venda "sublinha a força dos mercados financeiros do Brasil, que apresentam forte retomada após os ventos induzidos pela Europa no ano passado". Ouve de um analista da Standard Chartered que "parece haver um grande apetite pelos títulos emergentes por toda parte".

O "FT" acrescenta que "os mercados mal haviam digerido a notícia da colossal venda de títulos da Petrobras quando outra surgiu no horizonte", agora da Votorantim, "a última de uma série de empresas brasileiras que estão fazendo dinheiro no rali".

Também no "FT", "Quem quer administrar um aeroporto no Brasil?". Avisa que na segunda a Bovespa vai realizar leilão de concessão de "três dos principais aeroportos do país", Brasília, Guarulhos e Campinas.

"FT" e "New York Times", com Reuters, informam que a "potencial fusão" entre as mineradoras Xstrata e Glencore criaria a quarta maior empresa do setor no mundo, entrando para a "primeira liga", à frente da Shenhua e atrás de Vale, BHP Billiton e Rio Tinto. A "concorrência mais dura" à nova empresa viria da Vale, "maior produtora de minério de ferro do mundo", que "tem buscado entra no setor australiano". 

O "China Daily" entrevista e perfila Jim O'Neill, "orgulhoso de seu trabalho", ele que cunhou o acrônimo Bric. Sublinha que ele está otimista com a China, "país que considera 'o mais importante' dos Brics".

No "Washington Post", Fareed Zakaria envia "carta" ao republicano Mitt Romney. Em "O mundo mudou, Mr. Romney", questiona sua crítica a Obama como "o presidente do século pós-americano", destaca a ascensão econômica, militar e diplomática chinesa e avisa que "não é só a China". Aponta o avanço econômico e político do Brasil e dá como exemplo de sua política externa "extremamente ativa" os acordos de Dilma em Cuba.

Escrito por Nelson de Sá às 09h30

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"The coolest idea"

No "New York Times", Tina Rosenberg destaca a "inovação em iluminação" da lâmpada de garrafa criada pelo mecânico brasileiro Alfredo Moser em 2002 "para iluminar sua oficina, quando o bairro sofreu um longo apagão". Registra que, "embora muitos creditem a invenção ao laboratório de design do MIT, o MIT diz que não é verdade".

Relata que a invenção logo se espalhou pela vizinhança de Moser, mas "a festa da lâmpada de garrafa acontece nas Filipinas", onde a organização My Shelter Foundation instalou em milhares de casas em 2011 e pretende alcançar milhões neste ano. Reproduz o vídeo abaixo e anota:

A lâmpada de garrafa talvez seja a ideia mais legal que eu já vi.

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

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Hu oferece recursos e relação estratégica a Merkel

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, CD/Nm/móvelWSJ/Nm/móvel. Sites: NYT, CD, WSJ e GT. Não foi possível reproduzir o FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h04

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STF fortalece Eliana Calmon, corregedora do CNJ

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel. Sites: FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 07h40

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Ameaçado acordo que barateia carro do México

Escalada do "Jornal Nacional":

Protestos no Egito: manifestantes tomam as ruas depois da briga de torcidas que causou 74 mortes e são reprimidos pela polícia, em mais um dia de violência. Presa em São Paulo uma quadrilha que agia dentro de hospitais e revendia remédios que deveriam ser distribuídos de graça à população. Em Minas Gerais, a polícia investiga o assassinato de uma procuradora federal. Identificado o funcionário do TRT do Rio que movimentou mais de R$ 280 milhões. Ameaçado o acordo que barateia carros importados do México. Cai o sétimo ministro do governo Dilma sob suspeita de irregularidades. O Supremo retoma julgamento da liminar que limitou os poderes do Conselho Nacional de Justiça. Pesquisadores descobrem como o Alzheimer avança. 

E do "Jornal da Record":

Crime deplorável: quadrilha que desviava remédios do SUS é presa em São Paulo. Funcionários de hospitais participavam do esquema. Ex-marido é acusado de assassinar procuradora federal em condomínio de luxo. Wando passa por nova cirurgia e médicos dizem que estado de saúde do cantor é grave. Em Brasília, Aguinaldo Ribeiro assume o Ministério das Cidades. No Egito, um dia de protestos depois de massacre em futebol. Na série Ataque de Fúria, quando o consumidor quer fazer uma reclamação e cai no telemarketing. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h40

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Foxconn concordou em investir, diz Digitimes

"Foxconn está pronta para iniciar produção de tablets no Brasil", noticia o Digitimes. A empresa "completou a preparação de suas linhas de montagem para smartphones e tablets, segundo fontes da indústria". O site anota que os investimentos da empresa taiwanesa começaram por Manaus, anos atrás, com a compra das linhas de produção da finlandesa Eimo Oyj, e que agora, "durante o ano lunar, o Brasil anunciou que os produtos feitos pela Foxconn receberiam alívio fiscal de 95% até 2014":

Em troca, a Foxconn também concordou em usar 4% de seus lucros para investir em pesquisa e desenvolvimento.

Por fim, "quanto aos rumores de que estabeleceria fábricas de tela no Brasil, as fontes esperam que a Foxconn anuncie logo uma decisão firme".

Escrito por Nelson de Sá às 18h16

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Zuckerberg, o grande ditador

O "New York Times" evitou manchete para o IPO e já saiu com crítica ao Facebook. Destacou "As riquezas do Facebook, dos fundadores aos decoradores", e acrescentou, citando reações no perfil de Mark Zuckerberg:

As massas do Facebook vão exigir sua parte?... O Facebook não está oferecendo nada além de um obrigado de coração, no final de seus documentos financeiros, aos "milhões de vocês que fizeram isso possível". Vamos ver se é o bastante para evitar uma revolta.

Mas o questionamento maior é quanto ao fato de ser, para os investidores que entrarem, "Uma aposta grande em Zuckerberg". Ele "vai manter o controle sobre o Facebook mesmo quando o site se tornar uma das maiores empresas abertas dos Estados Unidos".

A crítica ecoa por Bloomberg, "Controle de Zuckerberg põe poder demais nas mãos de uma pessoa e pode afastar investidores", e Reuters, "Zuckerberg vai exercer controle quase total, deixando investidores com pouca voz", além de GigaOM, VentureBeat etc.

Por outro lado, sobre si mesmo, o "New York Times" destaca hoje que o "Lucro trimestral cai 12,2% na Times Co.".

Escrito por Nelson de Sá às 16h17

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Por um punhado de dólares

Na nova "Economist", sobre o IPO do Facebook, ecoando o título original do filme de Sergio Leone com Clint Eastwood, "Um punhado de dólares". Com o mesmo título, destaca em editorial que "seu crescimento pode estar se desacelerando em alguns países ricos e ele é bloqueado na China, mas ainda está crescendo rapidamente em grandes mercados emergentes como Brasil e Índia".

Afirma que o Facebook "pode ser uma boa aposta para os investidores agora, mas problemas regulatórios vêm aí". Compara Mark Zuckerberg a John Rockefeller, que detinha o monopólio do petróleo até ser obrigado a dividir a Standard Oil em várias empresas, e anota que o órgão regulador americano (FTC) já começou a agir para conter o Facebook:

Assim como a Microsoft caiu diante dos caçadores de trustes, também os novos gigantes da internet certamente vão cair. É provável que o Google enfrente logo uma investigação das autoridades europeias; o Facebook vai em seguida, um dia. O filme já foi feito, mas a história do Facebook deve ficar mais intrigante.

Escrito por Nelson de Sá às 12h49

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Facebook oferece Brasil e Índia aos investidores

O Facebook entrou com os documentos para abertura de capital na comissão americana de valores mobiliários (SEC) e destaca Brasil e Índia nas passagens centrais. Abrindo "nossa estratégia":

Expandir nossa comunidade global: Tivemos 845 milhões de usuários ativos mensais, com 80% acessando de fora dos EUA. Continuamos a focar o crescimento de nossa base através de todas as geografias, inclusive mercados grandes e relativamente pouco penetrados como Brasil, Alemanha, Índia, Japão, Rússia e Coreia do Sul. 

Sobre as "tendências" de audiência:

Experimentamos crescimento através de diferentes geografias, com usuários no Brasil e na Índia representando fonte chave de crescimento. Tivemos 161 milhões de usuários ativos mensais nos EUA até 31 de dezembro, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Tivemos 37 milhões no Brasil, um aumento de 268%. Adicionalmente, tivemos 46 milhões na Índia, um aumento de 132%.

Sobre a concorrência:

Competimos com as ofertas de mídia social do Google, inclusive Google+, e também com outras redes sociais, que têm posições fortes em certos países, inclusive Cyworld na Coreia, Mixi no Japão, Orkut (controlada pelo Google) no Brasil e na Índia e vKontakte na Rússia. Também enfrentaríamos competição de Renren, Sina e Tencent, no caso de sermos habilitados para acessar a China no futuro. 

O "Wall Street Journal" aponta "onde o Facebook vê o maior potencial de crescimento": Brasil, Índia e China, países em que a rede tem baixa ou nenhuma penetração. Também no "Financial Times", "dá para ver de onde está vindo o crescimento": Brasil e Índia.

Na edição de hoje, ouço Alex Tabor, do Peixe Urbano, que descreve a cerimônia em que recebeu o Crunchie de "melhor startup internacional", em San Francisco, enfatizando que ao subir ao palco "eles falaram sobre o Brasil, um mercado gigante". Brinca que viu "o Brasil no topo do mundo". Tabor também visitou Stanford, Berkeley e Caltech, atrás de engenheiros, com "resposta excelente, muita gente que quer trabalhar no Brasil". E se encontrou com engenheiros do Facebook e do Linkedin:

Essas empresas estão bastante focadas no Brasil. No Linkedin, encontrei vários brasileiros que trabalham lá, inclusive um que é o responsável pela globalização do site. Estão investindo muito. O Facebook também.

Escrito por Nelson de Sá às 10h53

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Facebook anuncia abertura de capital de US$ 5 bi

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, CD/Nm/móvel, WSJ Asia/Nm/móvel e FT/réplica/móvel. Sites: NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h29

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Acordo automotivo com México cai em 2013

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel. Sites: FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 09h02

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No Egito, torcedores brigam e dezenas morrem

Escalada do "Jornal Nacional":

O petróleo que vazou de um poço do pré-sal se espalha por 70 quilômetros quadrados no oceano Atlântico. Técnicos ainda buscam explicações sobre as causas do acidente. A Petrobras diz que o vazamento foi controlado. Supremo começa a julgar a liminar que reduziu os poderes de ação do Conselho Nacional de Justiça. O presidente do tribunal faz defesa enfática do judiciário brasileiro. Exportações brasileiras são afetadas por novas restrições argentinas. Mitt Romney vence as prévias do Partido Republicano na Flórida, na corrida para disputar as eleições norte-americanas. Tumulto em partida de futebol deixa mais de 70 mortos no Egito. Divulgado o símbolo oficial da Copa das Confederações.  

E do "Jornal da Record":

Depois da denúncia do "Jornal da Record", a reação da Justiça: presa que foi algemada ilegalmente após o parto será libertada. Barbárie no futebol: no Egito, torcedores invadem o campo, brigam e dezenas de pessoas morrem. Um atacante brasileiro participava do jogo. Em Goiás, polícia invade boate e acaba com festa regada a drogas. Presidente Dilma chega ao Haiti e nossos repórteres mostram que as marcas do terremoto ainda estão por toda a parte. Ministro Negromonte anuncia que vai deixar o governo. Descontrole geral: no Brasil, a loucura dos casais possuídos por ciúmes. Na França, a fúria da eleitora que calou um político com um saco de farinha.  

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 23h26

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Brasil é o segundo país no Twitter, diz Semiocast

O Brasil passou o Japão e é o segundo país mais representado no Twitter, segundo a empresa de pesquisa de mídia social Semiocast _que analisou 383 milhões de contas abertas até 1º de janeiro de 2012, usando critérios como localização citada e língua. Os cinco mais, em milhões de perfis:

EUA                107,7
Brasil               33,3
Japão              29,9
Reino Unido     23,8
Indonésia        19,5

O Brasil cai para 12º na lista dos países mais ativos, que levantou os perfis com pelo menos um post entre setembro e novembro. A liderança é da Holanda, com Japão em segundo. Via PC Magazine.

Escrito por Nelson de Sá às 18h43

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Mais alguns bilhões para a Petrobras

O "Financial Times" noticia, com base na Bloomberg, que a Petrobras estuda um lançamento de títulos de US$ 6 bilhões:

Precisa de mais prova de que os títulos corporativos latino-americanos são o investimento obrigatório de 2012? Não é preciso mais do que a Petrobras, que deve anunciar hoje planos para vender de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões de títulos em dólar. O negócio viria apenas um ano após a grande companhia de petróleo brasileira levantar US$ 6 bilhões na maior oferta de títulos na história empresarial do país. Também sublinha o apetite feroz por títulos corporativos no momento no mercado. 

Cita outros, realizados por Vale, Banco do Brasil e pelo México, para proclamar que é, "portanto, hora de boom".

Na mesma linha, o "New York Times" registra, com base na Bloomberg, que o "UBS pode comprar banco no Brasil, em busca de ampliar presença lá".

Já o estatal "China Daily" publica que o "Veto a mega-cargueiros deve atingir Vale". Ouve, de um especialista da Universidade de Dalian, que a "regulação de capacidade é necessária para a operação segura de portos e rotas".

David Rothkopf, novo "publisher" da "Foreign Policy", faz um balanço do Fórum de Davos no "FT", enfatizando que, para além dos "atos públicos de introspecção das elites" diante da "desigualdade", sempre recebidos com "merecido cinismo", este ano houve um "acompanhamento de ironia":

A ironia é que o futuro do capitalismo não será determinado pelos capitalistas "alfa" de Davos. Agora, além do darwinismo econômico do modelo anglo-americano e do capitalismo "com características chinesas", há o "eurocapitalismo"; o "capitalismo de desenvolvimento democrático" da Índia e do Brasil, com fortes agendas sociais para acompanhar suas aspirações crescentes; e o capitalismo empreendedor de pequenos estados como Cingapura, países do Golfo e Israel. O que podemos prever com segurança é que a visão anglo-americana vai se tornar menos influente e um consenso global deve emergir _de que deve haver um papel maior para o estado no mercado.

Escrito por Nelson de Sá às 09h38

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O "soft power" de Dilma

O "New York Times", com Reuters, destaca que "Dilma Rousseff se encontrou com Fidel Castro, o herói revolucionário de sua juventude", o que teria sido "confirmado por um diplomata brasileiro".

E o "Wall Street Journal" publica que a "Presidente do Brasil flexiona poder [clout] em viagem a Cuba", ressaltando ainda que "Rousseff oferece laços econômicos mais próximos, refletindo a busca de maior liderança regional; direitos humanos permanecem sendo uma questão". O texto abre falando do projeto brasileiro de renovação do porto de Mariel.

Matthew Taylor, da American University, diz que a visita reflete o "crescente soft power do Brasil" e busca "elevar seu papel no mundo". Segundo o "WSJ", "muitos analistas dizem que o Brasil pode ser uma força estabilizadora em uma região conhecida pela volatilidade política e econômica" e que os "EUA não se opõem à busca do Brasil por influência regional".

Também no "WSJ", o anúncio da Índia de que passa a negociar só com a francesa Dassault, para a compra de 126 caças, "é uma grande vitória para o Rafale, após a frustração no Brasil e nos Emirados Árabes Unidos", segundo James Hardey, analista da revista de defesa "Jane's". Para o jornal, "o acordo pode marcar uma mudança" na sorte do jato francês, embora, em se tratando de ìndia, "não signifique nada até que o contrato seja assinado".

Escrito por Nelson de Sá às 08h44

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Peixe Urbano leva Crunchie de startup internacional

O Peixe Urbano, site de compras coletivas criado por Júlio Vasconcellos, Émerson Andrade e Alex Tabor, venceu o prêmio Crunchie de "melhor startup internacional", nesta madrugada em San Francisco.

"Oscar das startups", o prêmio é organizado pelos sites de tecnologia TechCrunch, GigaOm e VentureBeat. Como "melhor startup", de maneira geral, venceu o DropBox, de computação em nuvem.

Quem estava lá para receber o prêmio era Tabor. Ontem, antes da premiação, Vasconcellos já comemorava a indicação entre os seis finalistas:

A gente ficou surpreso com a indicação, porque imagina que está aqui, isolado no Brasil, e ninguém conhece. E a gente não fez nenhum lobby, então foi bom, meio que do nada.

Escrito por Nelson de Sá às 08h00

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Romney retoma as rédeas com vitória na Flórida

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, CD/Nm/móvel, WSJ Asia/Nm/móvel e FT/réplica/móvel.
Sites:
NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 07h27

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Para Dilma, quem joga pedra tem "telhado de vidro"

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel.
Sites: FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 07h10

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Sem-terra do Paraguai ameaçam propriedades

Escalada do "Jornal Nacional":

Tensão na fronteira: o JN no Ar chega à região onde os sem-terra do Paraguai ameaçam tomar propriedades dos agricultores brasileiros. Presidente Dilma Rousseff chega a Cuba e evita discutir os direitos humanos na ilha comunista. Eleitores da Flórida escolhem quem preferem ver como adversário de Barack Obama nas eleições norte-americanas. O Conselho de Segurança da ONU discute medidas para acabar com a violência na Síria. Petrobras detecta vazamento de petróleo na área pré-sal da bacia de Santos. Em Santa Catarina, artistas consagrados e jovens iniciantes se encontram no festival de música clássica. 

E do "Jornal da Record":

Perseguição e tiroteio no meio da rua: bandidos disfarçados de carteiros roubam casa e atiram em carro. Jovens em perigo: garota de 14 anos passa a noite com namorado em hotel e morre com suspeita de overdose. Em Minas Gerais, filhas denunciam pai por abuso sexual. A brincadeira perigosa de meninos que pulam do alto de uma ponte. Vídeo exclusivo: presa é algemada minutos depois do parto e proibida de amamentar o filho. No primeiro dia da visita a Cuba, presidente Dilma fala de direitos humanos. Nos EUA, os ataques de fúria entre colegas de trabalho. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h30

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O que vem à cabeça de Rupert Murdoch

Rupert Mudoch, dono da Fox em cinema e televisão, do "Wall Street Journal" e de muito mais, tomou gosto pelo Twitter, para alegria de David Carr, que não escondeu sua admiração no "New York Times".

Murdoch já criticou o Google e se explicou sobre o MySpace _e acaba de atacar diretamente o concorrente "Financial Times", que publicou que ele estaria adiando o lançamento do "Sun on Sunday" por causa da prisão de jornalistas do "Sun". Pergunta se "FT" quer dizer "Fawlty Towers", torres defeituosas, e diz que a reportagem de hoje estava "100% errada".

Escrito por Nelson de Sá às 20h28

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Mais Foxconn

O secretário de Planejamento do Estado de São Paulo declarou a Camila Fusco que a Foxconn deverá montar mais cinco fábricas no Brasil _e que o governo paulista negocia o investimento, assim como outros. A assessoria de imprensa da Foxconn diz que "por enquanto não há confirmação". Mais no Teletime.

E o jornal local "Bom Dia" publicou hoje que a Foxconn abriu mais 400 vagas para sua fábrica já existente em Jundiaí, no interior do Estado. A seleção seria pelo Posto de Atendimento ao Trabalhador, "que não confirma oficialmente o nome da empresa".

Escrito por Nelson de Sá às 18h58

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Um G7 com os Brics?

Em entrevista ao "Financial Times", Jim O'Neill, que criou o acrônimo Bric e hoje preside o fundo de investimento do Goldman Sachs, defendeu "revisão radical" do G7, que passaria a ter como membros: EUA, Japão, um só representante da zona do euro e os quatro Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). "Refletiria melhor as mudanças no poder econômico", argumenta, e "reenergizaria" a agenda do G20, que se tornou burocrática:

Por os países da zona do euro precisam representar a si mesmos se compartilham uma política monetária e fiscal? E tem o Reino Unido e o Canadá: Por que eles merecem estar no G7?

O'Neill quer que a proposta seja feita pelo México, que sedia a próxima cúpula do G20, por ser um emergente mas não pertence aos Brics, podendo sugerir sem ser acusado de agir em interesse próprio.

Na cobertura do encontro da União Europeia, o "China Daily" anota que a região "espera que os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) invistam em seu fundo de resgate, mas os investidores potenciais serão cautelosos, diz Zhang Jianping", de think tank ligado ao governo chinês. Pequim "deve esperar para ver" se serão adotadas medidas para controlar orçamento e estimular crescimento, "antes de se unir a qualquer esforço de resgate, dizem economistas chineses".

"FT" e "New York Times" noticiam que o maior banco da zona do euro, o Santander, teve queda de 35% nos lucros em 2011, devido sobretudo ao "colapso do mercado imobiliário" espanhol. O faturamento caiu no Brasil, de € 751 milhões em 2010 para € 637 milhões em 2011, mas a América Latina, "pela primeira vez, respondeu por mais de metade dos lucros do grupo".

Também no "FT", Pequim soltou comunicado questionando a segurança dos novos super-cargueiros (Valemax) da brasileira Vale. O jornal diz que "é o mais recente barulho na longa tensão entre a China e as maiores mineradoras de ferro" e que "os ataques à frota Valemax têm sido liderados pela Associação de Armadores Chineses, cujos membros viram os lucros desabarem em meio à queda nos embarques globais".

Por outro lado, o "WSJ" noticia que a Sany, fabricante de equipamentos pesados "do homem mais rico da China", Tang Xiuguo, comprou a alemã Putzmeister, em "passo audacioso para ampliar sua presença global". Em "rara entrevista" no final do ano passado, Tang afirmou que estava "estudando aquisições na Europa, nos EUA, na Índia e no Brasil".

Escrito por Nelson de Sá às 11h58

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Cuba & Flórida, via Brasil

Na manchete do "Granma", jornal do PC cubano, "Dilma inicia visita a Cuba" visando ampliar laços "especialmente nas esferas econômica e comercial". A análise "A locomotiva verde-amarela" sublinha que "o gigante do Sul é um subcontinente que exerce grande influência sobre o resto da América Latina e tem peso significativo na economia e na política mundial".

O "New York Times", com Reuters, também destaca que a "líder do Brasil chega a Cuba para conversar sobre comércio" _embora "importunada pelas sempre presentes questões de direitos humanos". O "Washington Post", com AP, informa que a visita "ressalta comércio", em especial o "projeto portuário". O chinês "Shanghai Daily", com Xinhua, vai pela mesma linha, enfatizando o "porto estratégico para o comércio".

Também na BBC, "foco comercial" _acrescentando em análise que o "Brasil quer representar um grande papel na abertura econômica cubana", daí a "oportunidade chave" do porto. O enviado da BBC Brasil João Fellet, detalha como o porto de Mariel, "símbolo do declínio cubano, revive com investimento brasileiro".

O correspondente do "NYT", Simon Romero, observa via Twitter que, "enquanto a Odebrecht do Brasil constroi o porto de Mariel em Cuba" (abaixo, à esq.) "ela também aumenta o porto de Miami" (abaixo à dir.), como noticiou o "Miami Herald".

Escrito por Nelson de Sá às 10h39

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Europa endurece laços fiscais, mas nada de Grécia

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, CD/Nm/móvel, WSJ Asia/Nm/móvel e FT/réplica/móvel.
Sites:
NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h58

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SP capital tem maior queda de homicídio em ranking

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel.
Sites: FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 09h42

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Plantas e imagens da obra no edifício que desabou

Escalada do "Jornal Nacional":

O "Jornal Nacional" tem acesso a novas plantas do edifício Liberdade. Elas mostram como nasceu o prédio que desmoronou na semana passada. E reforçam as suspeitas de engenheiros sobre o que teria provocado o desastre. Cresce o número de brasileiros que não conseguem pagar as prestações do carro novo. A polícia abre inquérito sobre acidente em teatro do Rio. Dois atores e três espectadores de um musical ficaram feridos. Jovem é resgatada três dias depois de despencar de um barranco de dez metros de altura. Produtores se preocupam com o veto americano ao pesticida usado em laranjais brasileiros. Começa a retirada de toneladas de lixo do arquipélago de Fernando de Noronha. Violência na Síria: combate entre rebeldes e forças do governo se intensificam nos arredores da capital, Damasco. O novo destino do JN no Ar. 

E do "Jornal da Record":

Reportagem exclusiva: imagens de obra no edifício que desabou podem esclarecer desastre no Rio. Acidentes em série: cinco brasileiros morrem em engavetamento na Flórida. Jovem capota carro, vai parar em córrego e fica três dias à espera de socorro. Explosão em bueiro mata um operário no porto do Rio. Antes e depois: advogado de falsa grávida mostra foto da mulher sem a barriga. Quase um mês após a ocupação da cracolândia, viciados se espalham por São Paulo. Cantor Wando passa por cirurgia no coração e está em estado grave. Na série especial, os riscos de ter um ataque de fúria no trânsito. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h07

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A guerra pela internet

O Anonymous anunciou e já começou pelo Itaú a #OpWeeksPayment, com ataques a bancos brasileiros ao longo de toda a semana.

E o Huffington Post abre a manchete abaixo, "Guerreiros da web", para um perfil do "grupo hacker que está lutando pela 'alma' da internet".

Intitulado "Anonymous e a guerra pela internet", o texto descreve o "desenvolvimento da comunidade amorfa" que começou com "pegadinhas" e virou "uma força nos assuntos globais". Abre com o impacto da derrubada no último dia 19, em defesa do Megaupload, dos sites do Departamento de Justiça, do FBI, da MPAA, o lobby dos estúdios, e da RIAA, o lobby das gravadoras. Inclui uma linha do tempo.

No "Financial Times", pesquisa da organização SDA (Agenda Segurança e Defesa), de Bruxelas, avaliou 23 países com provas de "stress" e concluiu que os países nórdicos, sobretudo Finlândia e Suécia, mais Israel, estão entre os mais preparados contra "cyberattacks". Por outro lado, "expressou preocupação com Índia, México e Brasil".

No caso do Brasil, "avalia que a corrupção policial generalizada e a falta de legislação contra cybercrimes constituem seu calcanhar de Aquiles".

Escrito por Nelson de Sá às 13h08

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Os valores da Apple

O presidente da Apple, Tim Cook, reagiu à série de reportagens do "New York Times" sobre as condições de trabalho na fabricação dos aparelhos na China, pela Foxconn. Em e-mail aos funcionários:

Como empresa e como indivíduos, nós somos definidos por nossos valores. Infelizmente, algumas pessoas estão questionando hoje os valores da Apple, e eu gostaria de tratar disso com vocês diretamente. Nós damos atenção a cada trabalhador de nossa cadeia de suprimento ao redor do mundo. Qualquer acidente é profundamente perturbador e qualquer questão sobre condições de trabalho é motivo de preocupação. A sugestão de que não damos atenção é claramente falsa e ofensiva. Como vocês sabem mais do que qualquer um, acusações como essas são contrárias aos nossos valores. Para as muitas centenas de vocês que estão baseados nas fábricas de nossos fornecedores ao redor do mundo, ou gastam longos períodos trabalhando nelas longe de suas famílias, eu sei que vocês estão tão ultrajados quanto eu estou.

Por aqui, enquanto Apple, Foxconn e o governo não se acertam sobre a fabricação dos aparelhos no país, a concorrente Amazon começa a perder a paciência com as editoras de livros, no esforço para também entrar no mercado brasileiro. Do Radar, na nota "e-book hostil":

A Amazon pôs em prática um plano B. Sem sucesso com as editoras, tenta seduzir os escritores, sem intermediação. Augusto Cury, que vendeu mais de 15 milhões de livros de autoajuda, foi procurado pela Amazon sem passar pela Planeta, sua editora. As conversas não avançaram. A Amazon já tem os direitos de outro best-seller, Paulo Coelho. A versão digital de sua obra será vendida no Brasil pela Amazon sem interferência das editoras que o publicam por aqui.

Ao fundo, o "NYT" registra que a agência Dentsu, de Tóquio, comprou a Lov, de São Paulo. Prossegue a invasão estrangeira também na publicidade.

Escrito por Nelson de Sá às 11h09

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A crise do Ocidente, vista do Brasil

Do Rio, o correspondente do "New York Times" no Brasil, Simon Romero, escreve que a "América Latina olha para as crises fiscais do Ocidente e vê seu próprio passado". Do texto:

Por muitos meses já, latino-americanos vêm acompanhando a batida constante de crises nos países desenvolvidos com espanto, ironia e, sim, até um pouco de schadenfreude [satisfação]. Para eles, a Europa e os Estados Unidos estão mostrando problemas que já foram um dia associados à região, que, não faz muito tempo, era uma campeã perene em crises e resgates financeiros.

Ouve de Matias Spektor, da FGV:

Eu estive no parque Zuccotti e a sensação foi como estar na América Latina, por volta de 1985. O clima geral de divergência, a desconfiança em relação às classe mais altas e governantes _essas não são coisas que nós associamos normalmente aos Estados Unidos. 

De Nova York, o "Financial Times" reporta que a "Chevron busca ser tratada 'com justiça' pelo Brasil". O presidente da segunda maior companhia petróleo americana, John Watson, admitiu que ela "não mostrou necessariamente seu melhor em parte da comunicação", quando o vazamento ocorreu, mas "o acontecimento em si foi tratado como manda o figurino":

Tudo o que pedimos é sermos tratados com justiça [fairly], de modo consistente com os fatos, e sermos tratados como a Petrobras e outras seriam tratadas em circunstâncias similares.

Ele sublinhou que "no Brasil há muitas visões sobre o desenvolvimento do petróleo, com diferenças entre autoridades estaduais e federais". A Chevron chegou a se reunir com o então governador paulista José Serra, antes da eleição, e ouviu dele a promessa de mudar as regras do pré-sal.

Também no "FT", a OGX, "grupo controlado pelo bilionário Eike Batista", iniciou os procedimentos finais para produzir seu primeiro barril na costa do Rio, "dando largada à tentativa de se tornar o maior produtor privado de petróleo do país". Ele "anunciou uma série de descobertas gigantescas" e agora "os investidores estão em modo de esperar para ver".

O "China Daily" publica que o presidente Hu Jintao indicou o novo embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, para o lugar de Qiu Ziaoqi. Li é o vice-ministro do exterior da China, desde 2006.

Escrito por Nelson de Sá às 10h23

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Graffitti como arma, em São Paulo

Com a chamada de capa "No Brasil, graffitti como arma", o "New York Times" de domingo acompanhou pichadores pela noite paulistana. No título interno, com foto de Mauricio Lima, reproduzida acima, "Em guerra com o establishment de São Paulo, tinta preta na mão". No site do jornal, junto com a reportagem, o documentário de João Wainer, "Pixo".

Entrevistando líderes pichadores como Djan Ivson Silva, o jornal diz que "a guerra das autoridades da megacidade ao que chamam de poluição visual se entrelaçou com um conflito social mais profundo entre os brasileiros que têm e os que não têm _e os que são privados de direitos e indignados atacam em uma forma de expressão sem igual em outras cidades".

Anota que "os brasileiros foram chocados pelos confrontos em São José dos Campos, cidade industrial a 50 milhas de São Paulo, quando a polícia atacou violentamente um assentamento, expulsando 6.000 residentes", o que se somou à "limpeza violenta, por forças de segurança, dos viciados em crack de uma área do centro de São Paulo chamada cracolância".

Também no "NYT" de domingo, um longo perfil com foto de Camila Vallejo, 23, a líder estudantil chilena que se ergueu contra o sistema educacional e cujo "movimento começou a se espalhar". Ela já "levou seu 'star power' para os protestos estudantis brasileiros em agosto". E no fim do ano "estudantes protestaram na França, na Alemanha e em vários outros países em apoio à Marcha pela Educação Latino-Americana", liderada por Vallejo.

Escrito por Nelson de Sá às 09h42

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No Iraque, drones. Na Síria, ataque chega a Damasco

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, CD/Nm/móvel, WSJ Asia/Nm/móvel e FT/réplica/móvel.
Sites:
NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

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Como PC chinês, PC cubano restringe mandatos

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel.
Sites: FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

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O meio importa

Na edição de hoje, publico reportagem sobre a retenção de notícias, a partir da pesquisa americana Medium Matters, que mostrou que o leitor recorda "significativamente mais" quando lê no papel do que quando lê on-line. Vale também para a publicidade.

Arthur Santana, ex-"Washington Post" e um dos autores da pesquisa na Universidade de Oregon, diz que os resultados não mudam "o que está ocorrendo com os jornais, ao menos neste país, onde seguem em declínio". Mas "é importante saber e compreender".

Pessimista, acredita que seu próximo levantamento, sobre notícias via tablet e smartphone, também deve revelar uma leitura superficial, que "tende a escanear os textos". Eugênio Bucci, da Universidade São Paulo, discorda:

Internet e tablet são completamente diferentes. O tablet está cada vez mais perto da leitura em papel e tem retenção e credibilidade equivalentes. E seu hardware ainda está na pré-história. 

Pesquisa sobre leitura em tablets feita pelo instituto Pew, três meses atrás, parece indicar que Bucci está certo. "Eles leem textos longos assim como as manchetes", destacou o relatório.

Escrito por Nelson de Sá às 13h18

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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