Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Sobe o número de mortos no desabamento no Rio

Escalada do "Jornal Nacional":

Sobe para 14 o número de mortos no desabamento dos prédios no Rio. As equipes de busca e resgate dizem que alguns foram atingidos quando tentavam escapar. Empresa responsável admite: a obra no 9º andar do primeiro edifício a cair não tinha engenheiro responsável. Nossos repórteres mostram como é feita a fiscalização de prédios no Brasil e nos Estados Unidos. Carregamentos de suco de laranja brasileiro são barrados por autoridades norte-americanas. Arrecadação de impostos bate recorde e atinge quase R$ 1 trilhão em 2011. Cresce a tensão entre agricultores brasileiros e sem-terra do Paraguai. Aumenta a legião de trabalhadoras que estão deixando a função de empregada doméstica. Perto de completar 40 anos, o piloto Rubens Barrichello descarta aposentadoria. 

E do "Jornal da Record":

Quarenta e oito horas após o desabamento, diminuem as chances de encontrar sobreviventes. Enterro de vítimas reúne multidões. A tristeza de quem viu o patrimônio virar poeira. A busca por explicações e a reforma que pode ter provocado o desastre. Mordomia na cela: ex-deputado e prefeito presos tiveram ceia de Natal de luxo. Vazamento de óleo interdita a principal praia do Rio Grande do Sul. Carro cai em rio e motorista desaparece. Casa em área de risco desaba. Na série especial, os truques dos vendedores que invadem as esquinas das cidades. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

O blog volta a ser atualizado regularmente na segunda.

Escrito por Nelson de Sá às 21h38

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Em busca dos menores juros no Brasil

Em meio ao bombardeio contra Alexandre Tombini, o correspondente do "New York Times", Simon Romero, informa que o banco americano Nomura soltou nota para investidores, sobre o anúncio de mais corte de juros pelo Banco Central, qualificando-o como "coerente e factível".

De Tony Volpon, do Nomura, citado por Kenneth Rapoza na "Forbes":

A ata reforça vários temas importantes, mostrando mudanças tanto nos procedimentos operacionais como na estratégia básica do BC. Primeiro, a discussão de taxas neutras na reunião sugere que o BC quer descobrir os limites mais baixos das taxas no Brasil. Sem dúvida, todos os fatores mencionados pelo banco, defendendo taxas neutras menores, são verdadeiros, mas como se sabe a taxa neutra, não sendo quantificável, é não apenas difícil de estimar como está constantemente mudando. Fazer isso após fechar a inflação no teto da meta é uma ação ousada. Segundo, o BC parece estar mandando um forte sinal ao resto do governo, sobre a importância de manter uma política fiscal firme como pré-condição para uma taxa neutra mais baixa. Isso também demonstra a natureza mais coordenada da política econômica no governo Dilma Rousseff, pois uma taxa neutra mais baixa envolve não só coordenação de políticas fiscal e monetária, mas também reformas microeconômicas.

E a Bloomberg noticia que os juros futuros voltaram a cair, pois a ata do BC "realmente mudou o pensamento das pessoas", diz o banco Credit Agricole.

Escrito por Nelson de Sá às 18h01

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Globo pode seguir mandando na grade da Net

O "Wall Street Journal" noticia que o bilionário mexicano "Carlos Slim assume controle da operadora de cabo Net, do Brasil", ele que já era "dono de facto". A Anatel, reguladora de telecomunicações, autorizou ontem a mudança.

No site Teletime, por outro lado, "Anatel abre caminho para que Globo continue influindo na programação da Net":

Em sua decisão sobre o pedido de anuência para que a Embratel [de Slim] assuma o controle da Net, a Anatel deu o caminho das pedras para que a Globo continue com poder sobre a programação da operadora de TV paga. Pela decisão, a Globo deverá abrir mão de todos os poderes de controladora em questões referentes à distribuição de serviços de telecomunicação. Mas ao mesmo tempo a lei 12.485/2011 diz que a atividade de empacotamento é livre e pode ser exercida por qualquer empresa, e isso foi destacado pelo conselheiro Rodrigo Zerbone, da Anatel. Assim, caso Globo e Embratel alterem seu acordo de acionistas de modo a garantir que os poderes de veto da Globo dizem respeito à atividade de empacotadora, não de distribuidora, o grupo Globo poderá continuar determinando decisões da Net. 

Segundo o site, a Globo passará a ter 33,56% das ações ordinárias da Net, sendo o resto da Embratel. Já "no capital total a Globo ficará com 12,56%".

Escrito por Nelson de Sá às 11h29

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"WSJ", "FT", "Economist" & bancos contra Tombini

O "Wall Street Journal" destaca que o Banco Central do Brasil "avisa de possível corte na taxa" de juros, em "pronunciamento inusual", mas no mesmo dia em que o BC americano "deu mais insight" sobre sua política monetária, também de afrouxamento. Reproduz críticas de representantes do mercado financeiro, como banco Barclays, fundo Daycoval e consultoria Tendências, que cobram juros maiores, argumentando com risco de inflação.

O "Financial Times" noticia que o desemprego caiu para taxa "recorde de baixa". E destaca a reação do banco Goldman Sachs, dizendo que o dado mostra reativação da economia e cobrando que isso "não foi apreendido" pelo BC ao anunciar juros mais baixos. Em análise, descreve o "FT":

O Brasil inteiro vai esperar que os instintos do presidente do BC, Alexandre Tombini, que até aqui se provaram perigosamente exatos, estejam corretos mais uma vez. 

Ao fundo, antes mesmo do aviso do BC, a "Economist" elaborou uma tabela global de dados para dizer que China e outros podem até afrouxar a política monetária, mas Brasil e outros, não. O alvo é Tombini, novamente:

O BC do Brasil ignorou a luz vermelha e cortou juros quatro vezes. Na última, sinalizou mais cortes. Isso vai sustentar o crescimento este ano, mas ao risco de reacender a inflação em 2013. Ainda que seja desejável seguir se movendo, ignorar sinais vermelhos é arriscado.

O "New York Times", com AP, informa que, "Com obstáculos nos EUA, o caça F-35 força vendas no exterior". Descrito no Congresso americano como "escândalo" e "incrivelmente caro", por parlamentares como John McCain, o avião da Lockheed avança em aliados como Japão, Israel e Austrália. E busca o "interesse" de Coreia do Sul, Arábia Saudita, Índia e Brasil.

Já o "Times of India" noticia, com eco no "WSJ", que Japão, Alemanha, Índia e Brasil, o G4 que cobra presença no Conselho de Segurança, abriu "nova ofensiva" e apresentou "pela primeira vez" uma proposta de mudança à ONU.

Escrito por Nelson de Sá às 10h39

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O Rio, entre o desabamento e o campo de golfe

A cobertura do desabamento prossegue mundo afora, concentrada em vídeos e contagem de mortos, da CNN ao "Times of India". O "Wall Street Journal" noticia que o "colapso mortal testa o Rio", diante das "pilhas de entulho no coração da cidade que se prepara para sediar a Copa e a Olimpíada".

Mas o mesmo "WSJ" de papel destaca bem mais "a competição para construir o melhor campo de golfe do mundo para a Olimpíada". O esporte vai estrear no "fórum global definitivo", os Jogos Olímpicos, na edição do Rio, e o desafio é "um campo à altura da ocasião". Para tanto:

Oito dos maiores nomes no design de golfe, inclusive Jack Nicklaus e Greg Norman, farão suas apresentações finais, de 45 minutos, na terça ou na quarta. Logo depois, um contrato será fechado para o que é, sem dúvida, o prêmio mais brilhante na arquitetura de golfe da década.

A disputa conta com um brasileiro, o ex-profissional de golfe Mario Gonzalez, que se associou ao americano Robert Trent Jones Jr.

A "Economist" aborda a "divisão racial" no Brasil, diz que poucos ainda veem "democracia racial", mas que o "campo de batalha sobre ação afirmativa" se limita às universidades, com o avanço do ProUni, citando o Rio, e a reação das "melhores universidades". A correspondente reproduz e apoia as críticas à ação afirmativa, "invasão de ideias acadêmicas americanas", e defende a resposta do governo paulista, de cota só para alunos de escola pública.

Escrito por Nelson de Sá às 09h30

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Israel diz que Irã não tem como contra-atacar

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, CD/Nm/móvel, WSJ Asia/Nm/móvel e FT/réplica/móvel.
Sites:
NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h51

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Obras podem ter rompido pilar de sustentação

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel.
Sites: FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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O drama, a dor, a esperança

Escalada do "Jornal Nacional" de 26.1:

O trabalho de busca e de resgate nos escombros dos três prédios que desabaram ontem à noite no centro do Rio. Nossos repórteres passaram toda a madrugada de quarta-feira acompanhando o esforço das equipes na procura por sobreviventes em meio à poeira e à fumaça dos focos de incêndio. O drama dos parentes de desaparecidos na procura de informações. O trabalho de identificação das vítimas. Peritos tentam explicar os motivos para os prédios terem se desmanchado tão rapidamente. O relato de sobreviventes, como o operário que estava em um dos prédios e correu para o elevador quando viu que as paredes começaram a desabar. Exonerado o diretor do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, depois de denúncias de irregularidades no órgão. Na França, a polícia anunciou a prisão do fabricante das próteses defeituosas de silicone da marca PIP.  

E do "Jornal da Record":

Em menos de um minuto, três prédios desaparecem: nuvem de poeira toma conta do centro do Rio de Janeiro. A dor de quem perdeu um parente. A esperança de encontrar vida nos escombros. Entrevista exclusiva com o homem que buscou abrigo no elevador e saiu sem nenhum arranhão. As investigações para saber o que provocou o acidente. Vingança pode ter motivado a execução de uma policial militar. Cantor Agnaldo Timóteo depõe em processo de pedofilia. Reportagem especial: como um vendedor transformou R$ 200 em um negócio milionário.

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 00h25

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"NYT" fala aos chineses

Enquanto Foxconn e governo brasileiro negociam palmo a palmo a produção dos aparelhos da Apple por aqui, o "New York Times" abriu uma série de reportagens, no domingo, questionando as condições da produção na China.

Na primeira e longa reportagem, sob o título "Como os EUA perderam o trabalho no iPhone", publicou que "não é só que os trabalhadores são mais baratos". Eles têm mais "flexibilidade, diligência e habilidade industrial". Também não há como concorrer com "a vasta escala das fábricas".

A segunda reportagem, na edição de hoje, mostra como, "Na China, custos humanos são incluídos no iPad". Ainda mais crítica das condições de trabalho, toma por referência a explosão em uma unidade da Foxconn que matou 18 operários chineses, no ano passado.

A inovação maior da cobertura é que o "NYT" fez um acordo com a revista "Caixin" para publicar a segunda reportagem em chinês, com o objetivo de "compartilhar o conteúdo com os leitores na China".

Também para incentivar "comentários chineses, para tradução, que possam ser esclarecedores dos leitores do artigo no NYTimes.com". O blog The Lede já traz uma seleção, tirada do site da "Caixin" e de seu perfil no Weibo.

Escrito por Nelson de Sá às 16h55

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Apple, Netflix, Viacom e a corrida ao Brasil

O destaque dado por Tim Cook ao Brasil na terça, quando anunciou que o país é "oportunidade enorme" e "o segundo" em sua lista dos Brics, só atrás da China, ecoa por GigaOm etc.

Ecoa também a concessão pelo Brasil de isenção fiscal à Foxconn para iniciar a produção do iPad no país, reproduzida por CNet etc.

E o 9to5mac informa que Cook acaba de tirar um dos principais executivos da Sony Ericsson "para chefiar suas operações latino-americanas", o brasileiro Anderson Teixeira. É "a primeira vez que a empresa de Cupertino, Califórnia, coloca alguém encarregado da região de alto crescimento".

O site anota que o Brasil, além da "crescente classe média", da produção anunciada pela Foxconn e do lançamento do iTunes Store em dezembro, pode ter uma Apple Store, uma loja física, segundo "rumores". Cook, o presidente, nega: "Não vejo isso acontecendo no curto prazo".

O paidContent faz longa análise, anotando no final que "a Apple não é a única empresa de mídia de olho na América Latina em busca de crescimento". Destaca o Netflix, que acaba de dar a "volta por cima" com os resultados de 2011, no enunciado do AllThingsD. Mais sobre o Netflix no Brasil, aqui.

Na mesma linha, a Viacom informou ao "Tela Viva" que o canal "Comedy Central" estreia no Brasil no dia 1º, ampliando a grade da programadora, concorrente no país da Globosat e da Fox. "O negócio internacional é muito importante para a Viacom", justificou seu presidente, Doug Herzog.

Escrito por Nelson de Sá às 12h50

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Contando mortos e questionando Copa e Olimpíada

Já com vídeos, CNN, BBC, CCTV, Telesur, HuffPost, "USA Today", "Guardian" e outros seguem a contagem dos mortos no "colapso" dos prédios no Rio. Também nas páginas iniciais de "New York Times" e "Wall Street Journal", com agências. A cobertura destaca que "levanta dúvidas" quanto à preparação para Copa e Olimpíada, como anota o "Financial Times".

Escrito por Nelson de Sá às 11h14

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Brics abrem 2012 com "ganhos espetaculares"

No "Financial Times", já com o primeiro balanço de 2012, "os emergentes tiveram ganhos espetaculares com a inesperada recuperação nos mercados financeiros globais este ano", destacando bolsas de China, Brasil e Índia.

O banco americano JPMorgan Chase avalia que "isso é tudo por causa das percepções de risco global, que estão diminuindo" e levando ao desempenho "melhor dos emergentes". O inglês HSBC concorda e já vê "recuperação global", justificando que "havia muita negatividade nos preços e os investidores decidiram que o panorama era um pouco melhor que isso".

Sob o título "2012: o retorno dos Brics?", o "FT" já se pergunta, em blog, se o investidor deve voltar a priorizar os quatro países, como indica o Citibank.

A revista do think tank nova-iorquino Americas Society, ligado a George Soros e à família Rockefeller, dedica a nova edição à China na América Latina. Aponta a presença militar chinesa e a "míope complacência dos EUA com as atividades econômicas da China". Por outro lado, dá ensaio do chinês Zhang Ming, dizendo que Pequim "não representa ameaça".

Em texto disponível on-line e já ecoando no "FT", afirma que as exportações chinesas aos EUA prejudicam as exportações de Brasil e México, este sobretudo, ao mercado americano. E vê "nuvens no horizonte" das relações comerciais Brasil-China.

Ao fundo, o "New York Times" ecoa que o Brasil concedeu "visto para blogueira de Cuba, a dissidente" Yoani Sánchez. O pedido "havia emergido como um teste das políticas restritivas de viagens de Cuba e da vontade do Brasil de incitar um governo amigo numa questão de direitos humanos".

Escrito por Nelson de Sá às 10h28

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De Davos para Porto Alegre

No diário de Davos, o "Wall Street Journal" noticia que o presidente da Renault Nissan, Carlos Ghosn, diz que "não tem jeito" de escapar da contração na Europa, este ano, mas "não será o Armageddon" _exemplificando com o Brasil, cujo "crescimento saudável" perderia só meio ponto, dos 4% previstos.

O mesmo "WSJ" e as revistas "Economist" e "Foreign Policy" sublinham a forte presença do Brasil, convidado para organizar "a maior festa" de Davos. Comentário de Ian Bremmer, da consultoria "estratégica" Eurasia, em conversa com o economista Nouriel Roubini, na "FP":

Eles têm Copa e a Olimpíada caminho, e são os anfitriões do banquete de Davos este ano, o que nunca fizeram antes. É a sua hora. Rousseff se livrou de um bando de ministros por corrupção e se mostrou competente e capaz, não apenas um líder de mercado emergente. Ela é mais capaz de se equilibrar entre os EUA e a China, entre ser um Bric e ser um país que vem se mostrando um destino seguro para o capital. E mais, eles têm imensa riqueza em commodities e mais está vindo com o pré-sal. Este pode ser o ano do Brasil em Davos

No blog Cassandra, a "Economist" contrasta o Fórum Econômico ao Fórum Social, sob o título "É um longo caminho de Davos para Porto Alegre". Diz que no primeiro, "espreitando sob todas as platitudes, estará a questão dos que 'têm muito' e dos que 'não têm'":

Não se sabe se os caras espertos em Davos terão qualquer solução. Mas haverá alguma solução no rival anual de Davos, o Fórum Social Mundial em Porto Alegre? Francamente, Cassandra duvida. Mas eu aplaudo sim o conceito do FSM como uma forma de deflacionar o comportamento autoconfiante [hubris] do homem de Davos do passado. Afinal, os esquerdistas do FSM vêm atacando o capitalismo e se batendo contra os perigos da desigualdade social e de renda ao longo da última década, inclusive nos anos em que o homem de Davos parecia pensar que a alta nos mercados jamais tropeçaria. A ironia é que este ano, quando os capitalistas do mundo estão inseguros sobre si mesmos, o FSM terá menos público. Ainda assim, os 15 mil serão premiados com um discurso [hoje] da presidente Dilma Rousseff. Embora o Brasil seja tema quente em Davos, o FEM aparentemente não é digno da presidente do Brasil, mas apenas de alguns de seus ministros.

Escrito por Nelson de Sá às 09h35

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BC americano indica três anos de juro "ultra" baixo

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, CD/Nm/móvel, WSJ Asia/Nm/móvel e FT/réplica/móvel.
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NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

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Famílias procuram por desaparecidos no Rio

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel.
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Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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Desemprego baixo ajuda brasileiro a honrar dívida

Escalada do "Jornal Nacional":

Ministro da Integração anuncia mudanças no órgão nacional de combate à seca. Diretor geral é suspeito de privilegiar o Estado de origem na distribuição de verbas. Pinheirinho: a retirada dos invasores deixa mais de 2,5 mil pessoas sem ter onde morar. Justiça Federal suspende acesso de candidatos à correção das provas do Enem. Senado amplia o número de funcionários dispensados do controle de frequência. Serviços de beleza sobem mais que a inflação em 2011, mas o movimento não diminui. Aumenta o número de famílias em condições de pagar o que devem. Neymar é homenageado no Santos pelo gol mais bonito do mundo no ano passado. Os finalistas do Oscar deste ano.  

E do "Jornal da Record":

Saque em rodovia: caminhão-frigorífico tomba e população carrega frango e linguiça. Moradores acompanham demolição de casas em área invadida. Bandido atrapalhado dá tiro no próprio pé durante assalto. Motorista em ziguezague provoca acidente. Bote de resgate vira no mar. De porta em porta: dona Nilza, a vendedora que tem um jeito especial de conquistar clientes. O Brasil no Oscar: tema do filme "Rio" concorre ao prêmio de melhor canção.

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

O blog volta a ser atualizado na quinta.

Escrito por Nelson de Sá às 21h01

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Julian Assange, apresentador de "talk show"

Em longa entrevista à "Rolling Stone", na semana passada, Julian Assange discorreu sobre "o futuro do jornalismo". E ontem o WikiLeaks anunciou que ele vai realizar uma série de entrevistas com "atores políticos, pensadores e revolucionários de todo o mundo. O tema: o mundo amanhã".

O julgamento de Assange, que está em prisão domiciliar no Reino Unido, começa no dia 1º. A série de televisão vai ao ar a partir de março, segundo o WikiLeaks. As "redes de cabo, satélite e terrestres interessadas" devem entrar em contato com a Quick Roll Productions _criada há duas semanas.

No destaque do "Washington Post", Assange "promete controvérsia".

Escrito por Nelson de Sá às 13h05

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FHC na "Economist", em blog

A entrevista do ex-presidente ao blog Americas View, no site da "Economist", é noticiada pelo jornal com a chamada "FHC critica Serra e diz que Aécio é candidato óbvio para presidente".

Intitulada "Mais segurança pessoal, menos desigualdade", a entrevista original, feita dia 12 e postada dia 19, está aqui, em texto e áudio em inglês. A correspondente linka a tradução de Eduardo Graeff.

Escrito por Nelson de Sá às 11h48

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O amor da News e da Pearson pelo Brasil

O "Wall Street Journal", que é da mesma News Corp. de Rupert Murdoch, noticia que a "Fox Sports vai lançar canal no Brasil". É "parte de uma expansão planejada para o maior país da América Latina" e, "entre outras ações, vai transmitir a competição conhecida como Libertadores da América".

Sobre a BandSports, a Fox negou a compra e disse que está "engajada em negociações com a BandSports e outros, sobre a programação e vários outros projetos para transmitir juntos, como parte da expansão no Brasil".

E o "Financial Times" noticia "O amor do 'private equity' [participação em empresas] pelas salas de aula brasileiras", com a compra de uma divisão do Sistema Educacional Brasileiro (apostilas do sistema COC) pela Pearson, "a proprietária do 'FT'", e de parte no grupo educacional Kroton pela Advent.

Argumenta que estaria acontecendo "uma revolução silenciosa acontecendo no setor educacional privado" do país.

Escrito por Nelson de Sá às 10h57

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Primeira mulher na mais importante empresa da AL

O "Wall Street Journal" noticia a indicação de Maria das Graças Silva Foster, para presidente da Petrobras, dizendo que "investidores e executivos de petróleo aplaudiram a seleção" e que ela "é uma respeitada tecnocrata".

No "Financial Times", a recepção da "engenheira experiente", com "reputação de ser uma tecnocrata eficiente", levou as ações da Petrobras ao maior valor em oito meses. Dá o currículo acadêmico da "primeira mulher presidente da mais importante empresa da América Latina" e registra:

Nascida numa favela no Rio em 1950, na área agora conhecida como Complexo do Alemão, começou a trabalhar aos oito, coletando papel, garrafas e latas de alumínio para pagar por seu material escolar. 

Por outro lado, ela "entrou sob escrutínio após a mídia brasileira revelar que uma empresa dirigida por seu marido teve contratos com a Petrobras".

Mais no Business Blog do "FT", com "os segredos de seu sucesso", "Forbes", "Upstream", Bloomberg etc.

"New York Times" e "FT" ecoam a entrevista de "um dos principais consultores do presidente do Irã", Ali Akbar Javanfekr, ao correspondente da Folha em Teerã, Samy Adghirni. Nos títulos, "Conselheiro acusa Brasil de arruinar relação" e "Novo Brasil cria certa distância do Irã". Do "NYT":

Os esforços do Irã para cultivar apoio na América Latina, num momento de tensão sobre seu programa nuclear, parecem ter encontrado obstáculo significativo: o Brasil, a potência econômica da região.

Escrito por Nelson de Sá às 10h10

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Gingrich toma dianteira e sofre ataques de Romney

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, WSJ Asia/Nm/móvel, FT/réplica/móvel e JT/NS.
Sites:
NYTWSJ, JT e FT. O CD não circula hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 09h21

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UE corta petróleo do Irã a partir de julho

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel.
Sites: FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h39

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Governo federal critica truculência policial em SP

Escalada do "Jornal Nacional":

Tensão no interior de São Paulo: moradores despejados de terreno voltam a protestar contra ação de reintegração de posse e entram em confronto com a polícia. Turbulência deixa passageiros e tripulantes feridos no voo do Recife para os EUA. Sobe para 15 o número de mortos em naufrágio da Itália. A Polícia Rodoviária usa helicópteros na fiscalização das estradas. No futebol, nossos repórteres acompanham a preparação dos clubes brasileiros para o início da Libertadores.  

E do "Jornal da Record":

De um lado, moradores revoltados; do outro, polícia com balas de borracha e bombas de efeito moral. Desocupação de terreno no interior paulista leva mais de 30 horas. Governo federal critica a truculência policial. Velozes e ilegais: jovens pagam ingresso para assistir racha. Delegada é detida em blitz da lei seca. Descaso com a vida: paciente morre depois de esperar 12 horas por uma ambulância. Temporal alaga São Paulo e astro de Hollywood se diverte na enchente. Na série especial, a arte da venda: uma lojinha à moda antiga onde se encontra de tudo.

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h53

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Netflix vs. Globosat

Também na edição de hoje, publico reportagens sobre o crescimento da produção nacional para televisão, com o aumento da concorrência na TV por assinatura, tanto entre operadoras como entre programadoras, em parte devido à nova lei 12.485 _que abre o cabo para as teles e estabelece cota de programação nacional.

Ao fundo, o vídeo por demanda, com a chegada do gigante Netflix, também começa a alavancar a produção nacional, via internet. São ouvidos produtores, operadores, programadores. Abaixo, de maneira mais extensa, dois dos principais atores.

De Jonathan Friedland, do Netflix, sobre os quatro meses de Brasil:

Quando viemos, sabíamos que iríamos enfrentar muitos desafios. Para nós, o mais importante era usar os primeiros meses para levantar e melhorar o serviço. Diferente de muitos tipos de produtos, a televisão conectada, pela internet, é muito dinâmica. Você começa com algo e vai continuamente melhorando, aprendendo o que as pessoas gostam, o que não gostam, que aparelhos estão usando, que conteúdo preferem. Achamos que os primeiros meses foram bons, o crescimento foi bom. Foi um período de grande aprendizado para nós, de ouvir muito os brasileiros, entender o que gostam no serviço e o que não gostam. Mais que dobramos o número de filmes e shows de TV, estamos a caminho de ter tudo com legendas, exceto o conteúdo infantil, adicionamos vários aparelhos, notadamente mais "smarTVs" da LG e da Sony, Xbox, tablets e smartphones Android e Apple, a Apple TV. O serviço vai muito bem, os brasileiros parecem gostar.

E de Alberto Pecegueiro, da Globosat, sobre o vídeo por demanda:

A gente pensa sobre isso o tempo todo, acompanha de perto. No início do ano passado, quando pela primeira vez na história as operadores de TV paga enfrentaram uma redução na base dos assinantes [nos EUA], a imprensa especializada e os jornalistas financeiros cunharam uma expressão, "cord cutting". É uma referência ao corte do cordão umbilical, fazendo uma metáfora do fato de que o domicílio americano médio é conectado ao mundo através do cabo da TV paga. Pela primeira vez essa relação poderia estar sendo abalada, em função da oferta de conteúdo crescente na internet. E aí começou um debate intenso, sobre que tipo de impacto a internet poderia gerar no modelo de negócios da TV paga. 2011 fechou sem nenhuma indicação concreta de que isso estivesse acontecendo. A conclusão mais compartilhada foi de que essa pequena queda, de algumas operadoras, se deu mais em função da recessão econômica americana do que da substituição do consumo de vídeo através das operadoras de TV paga pelo de internet.

Mais Pecegueiro, da Globosat:

O que contribuiu um pouco também para essa conclusão foi a debacle do Netflix. Quando começou essa história de "cord cutting", o Netflix era a face mais visível da possibilidade de troca de consumo de TV paga pelo consumo de internet. E aí ele era uma estrela ascendente, um negócio que parecia que ia explodir no mundo todo, até que no meio do ano o Netflix perdeu o pé e em três meses eles perderam dois terços do seu valor de mercado e se colocaram numa posição muito delicada. Então, o ano acabou com um arrefecimento muito grande dessa discussão. As bases de assinantes voltaram a crescer na TV paga. Não há hoje nenhuma indicação concreta de que a oferta de vídeos de internet pode representar uma queda de consumo de TV paga.

É claro que se constata, nas medições e nas pesquisas, que tem havido um aumento no consumo de vídeos, de maneira geral, pela maior possibilidade de alternativas de acesso. As próprias operadoras de TV paga, não só nos EUA como no Brasil, estão reagindo muito a isso, através de um conceito, que também até aqui depende de uma expressão em inglês, que é a  "TV everywhere". Se você é assinante de uma operadora de TV paga, essa operadora vai buscar te dar acesso aos produtos que você assina independente de onde você esteja e de que tipo de aparelho você usa. Nós mesmos já temos várias coisas. Desenvolvemos o Muu, que é o nosso portal de vídeos de internet, disponível para os assinantes. Se você for assinante da Net, você tem acesso a uma boa parte dos nossos vídeos no portal de internet, no seu iPad, no seu smartphone. E temos produtos como o Now, da Net, e o Sky Online, que a Sky acabou de lançar, que competem muito bem com a oferta de vídeos da internet. Você tem um acervo de filmes e de programação muito grande, que dá experiência muito parecida com o que a internet oferece. Então, até aqui não há nenhuma grande, para usar outra palavra da moda, "disrupção" no negócio de TV paga, que tenha se caracterizado como uma ameaça concreta.

E a resposta de Friedland, do Netflix:

Em primeiro lugar, o que fizemos nos EUA foi que levantamos os preços do nosso serviço de DVD pelo correio, então não afetou em nada o serviço em streaming, que continuou a crescer. Foi o DVD pelo correio que perdeu e foi o preço das ações da empresa que perdeu. Mas não trabalhamos visando o nosso preço de ações, não é como pensamos as coisas. E houve muita gritaria, mas novamente vamos anunciar nossos resultados, dia 25... O que já adiantamos publicamente é que esperamos recuperar consumidores em dezembro. E que o número de horas que as pessoas estão assistindo dobrou ao longo do último ano. Então, não é realmente como dizem os nossos amigos da Globo... mas é bom saber que eles nos querem bem. 

"TV everywhere" é a mesma reação que as redes tiveram nos EUA. Por ser assinante de cabo, você pode ver os programas que tem sob assinatura em aparelhos móveis. Nos EUA, você só pode usar o HBO Go se for assinante da HBO através de uma operadora de cabo, como Time Warner ou Comcast. Você não pode adquirir individualmente, como no Netflix. Tem que ser parte de um pacote muito maior e, como resultado, muito mais caro. [Nos EUA] está apenas começando. Alguns aplicativos têm ido bem, como o HBO Go, porque a HBO tem grande conteúdo e as pessoas já pagam "premium" por ele. ESPN, a mesma coisa. A grande diferença é que o modelo de negócios do cabo é ter inúmeros canais, muitos dos quais você não quer mas tem que aceitar, e como resultado eles cobram de você muito dinheiro. É uma tentativa de manter as pessoas dentro do sistema. É desenhado para manter o modelo de negócios do cabo tanto quanto possível.

Deixe-me explicar o que pensamos sobre cabo. Nós, do Netflix, nunca teremos esportes, notícias e essa TV muito popular tipo "American Idol". Há certas coisas que não queremos ter. Nosso negócio é oferecer um grande catálogo de coisas que as pessoas querem ver, coisas que podem ter deixado escapar, que nem sabiam existir. Nosso negócio é criar o melhor serviço possível para o indivíduo. A diferença é que o cabo transmite uma coisa para muitas, muitas pessoas, e nós transmitimos muitas coisas diferentes para um indivíduo, de modo que ele possa escolher o que ver. Você não vai ver o que todo mundo está vendo. Isso muda a maneira como você pensa sobre como entreter a si mesmo, porque põe o consumidor no controle. O cabo diz, "você tem que assistir isto neste horário". Nós dizemos, "você pode assistir o que quiser quando quiser"... Por falar nisso, eu quero dizer que todos vão se mover nessa direção. Vai levar dez anos, mas todos vão estar lá, até a Globo vai estar fazendo a mesma coisa.

Escrito por Nelson de Sá às 14h52

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A cabeça livre

Na edição de hoje, publico reportagem sobre a "saturação" da vida digital nos EUA, onde o Facebook vem crescendo cada vez menos e os internautas estão se tornando "espectadores", interagindo menos, segundo a Forrester Research. De David Carr, repórter e colunista da área no "New York Times", que decidiu para 2012 cortar "alguns dessas hábitos digitais que está me comendo vivo", sobre as três primeiras semanas do ano:

Meu Twitter ainda está me comendo vivo, embora eu tenha tido certo sucesso em desligá-lo. Na maior parte do tempo, porém, é como ter um cão amigável que quer ser sempre acariciado, levado para passear. Em outras palavras, continua me deixando louco. 

No Brasil, onde a vida digital ainda avança sem controle, o diretor de teatro Antunes Filho vai na mesma trilha de Carr. Livrou-se de seu notebook e afirma que, para criar, gosta de "ficar com a cabeça livre":

A internet é o grande cheio. Você tem de ficar no grande vazio, no grande zen, solto, nuvem branca correndo no céu.

Escrito por Nelson de Sá às 11h46

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As belezas e os zumbis do Brasil

No final de semana no "New York Times", duas reportagens sobre as belezas do Brasil, uma no caderno de Viagem, "Uma bela praia brasileira, refinada e intocada", sobre a Praia do Rosa, perto de Florianópolis, a outra no caderno de Grandes Casas e Destinos, "Ipanema tem tudo, inclusive preços de casas que chegam ao céu", sobre o Rio.

Já no "Wall Street Journal" o correspondente John Lyons escreve de São Paulo sobre o "Mercado emergente do Brasil: o crack". Destaca que, "contidos nos EUA, os traficantes encontraram um substituto" no Brasil, onde "Zumbis esqueléticos governam a Cracolândia de São Paulo depois de escurecer". Em destaque na galeria de imagens, "um homem fuma crack no centro de São Paulo", na foto de Yasuyoshi Chiba:

Dilma segue em alta, como mostrou o Datafolha, mas a fé nos políticos brasileiros está em queda livre, segundo pesquisa que será apresentada no Fórum de Davos e é noticiada por "Financial Times" e "Economist". As "fortes quedas na posição dos políticos em países como França e Brasil são inéditas nos 12 anos da pesquisa", diz o jornal. Da revista:

O colapso foi mais espantoso no Brasil, país onde a confiança foi a maior em 2011, 80%, mas onde agora, depois de uma série de escândalos de corrupção, caiu para 51% (reconheça-se que ainda está acima dos Estados Unidos e do Reino Unido, entre outros).

Escrito por Nelson de Sá às 11h04

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Os limites da nova liderança americana

A nova edição da "Time", "O mundo de Obama", traz entrevista de Fareed Zakaria com o presidente dos EUA, editada sob o título "Eu me comprometi a mudar a trajetória da política externa americana". Obama diz que conseguiu "restaurar a liderança americana no mundo":

Não é exatamente o mesmo momento que existia pós-Segunda Guerra. É uma liderança americana que reconhece a ascensão de países como China e Índia e Brasil. É uma liderança que reconhece nossos limites em termos de recursos, capacidade. 

Seguindo "Economist" e outros na revisão do episódio, Zakaria pergunta sobre a "proposta brasileiro-turca" para o Irã. De Obama, dizendo que antes havia tentado negociar com os iranianos:

Eles adiaram e eles adiaram, e então quando finalmente a proposta brasileiro-indiana [sic] foi colocada, foi num ponto em que eles estavam se dizendo prestes a alcançar 20% de enriquecimento de urânio, o que derrubaria todo o propósito de mostrar boa fé. 

Escrevendo no "New York Times" sobre o que espera do próximo presidente americano, o colunista Thomas Friedman destacou pesquisador que mostra que os americanos "estão muito à frente dos políticos" e hoje:

Os americanos acreditam que China, Alemanha e Brasil têm estratégias para obter sucesso e nós não. Mas eles estão procurando por isso. Estão procurando por um líder que seja realmente arrojado. 

Por fim, em longa reportagem-análise, o "NYT" questiona que o conceito Bric tenha se tornado "a história dominante de nossa geração", como afirma Jim O'Neill, e tenta ver "duas eras douradas" simultâneas, uma nos emergentes, outra nos próprios próprios países ricos.

O "Wall Street Journal" reporta da Cidade do México que o "esquerdista" Andrés Manuel López Obrador, candidato a presidente, "tenta seduzir a classe empresarial com uma nova mensagem: ele não é Chávez". E "em vez disso elogia o legado do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva". De AMLO: 

Ele foi capaz de equilibrar crescimento econômico com bem-estar. É um objetivo que deveria ser o alvo de qualquer governo.

Escrito por Nelson de Sá às 09h43

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Nos EUA, Gingrich põe Romney na defensiva

Edições: NYT/réplica/Nm/móvel, CD/Nm/móvel, WSJ Asia/Nm/móvel e FT/réplica/móvel.
Sites:
NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h09

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Dilma "golpeou o que Lula fez", diz Irã

Edições: FSP/réplica/Nm/móvel, VE/móvel, OG réplica/Nm/móvel e ESP réplica/Nm/móvel.
Sites: FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h47

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João Santana e a nova classe média

Na edição de hoje, publico "Nova classe média não é garantia de moderação política", ouvindo os cientistas políticos André Singer, ex-porta-voz de Lula, e Antônio Lavareda, ex-marqueteiro de FHC, além de João Santana, marqueteiro de Dilma Rousseff, do presidente de El Salvador e, este ano, do favorito para presidente da República Dominicana. Perguntas e respostas de Santana:

Na pesquisa Datafolha, todas as classes, inclusive as novas classes médias, dizem viver melhor do que seus pais. Qual é o reflexo disso na política? Uma "pax social", com menos polarização?

Ao contrário. Todo movimento de ascensão social provoca a liberação de uma forte descarga de energia política. A tendência de quem está subindo, de quem está melhorando de vida, é querer subir cada vez mais. Isso pode gerar desequilíbrios muito interessantes dos pontos de vista político, social e cultural. Na verdade, em qualquer tipo de sociedade, há dois momentos fortemente imprevisíveis, de riqueza política e social única: seja quando ocorre uma forte ascensão social ou quando ocorre um forte descenso. É nesses momentos que surgem grandes mudanças políticas. Para ficar só no fenômeno que nos interessa, o da ascensão social, vale lembrar que o indivíduo que está ascendendo leva, dentro de si, quatro tipos de sentimentos primários, que convivem simultaneamente. Um de gratificação e alegria porque está melhorando de vida; outro de medo de perder a súbita conquista e cair, retornando para sua condição anterior (ou até para outra pior); um desejo de imitar, mimetizar, macaquear o novo grupo social que está integrando; e uma disposição consciente _e inconsciente_ de se libertar, na forma e no conteúdo, de traços culturais, gostos e atitudes do espaço social que ocupava anteriormente. Como dá para perceber, qualquer tipo de "nova classe média" tem uma cabeça complexa e cheia de nuances. Um verdadeiro turbilhão. É preciso, portanto, muito cuidado para desvendar os seus mistérios. 

Como os partidos devem adaptar sua estratégia diante da ascensão das novas classes médias? Os eleitores passam a ser mais conservadores, em suas prioridades e valores?

O que distingue um partido vivo e em movimento, de um outro estagnado e quase morto, é justamente a capacidade de entender, de se adaptar, de acompanhar e, também, de provocar as mudanças sociais. Trata-se de análise incompleta e superficial dizer que as novas classes médias têm uma tendência de ser mais conservadoras em seus valores. Elas são, sim, mais pragmáticas, mais plásticas e adaptativas. Mas podem ser, igualmente, mais rebeldes e progressistas. Acho que as principais lideranças petistas estão muito atentas para esse fenômeno. O PT é o partido mais identificado com essas novas classes médias. Por sinal, foi sua política de governo que ajudou a acelerar esse processo e ele é o partido mais apto a ser desaguadouro dessa nova torrente. Uma coisa importante é despertar o gosto para a política dos setores em ascensão. É a linha do programa de rádio e TV e dos comerciais que foram ao ar [em dezembro].

Candidatos de maior apelo às classes médias, como Dilma Rousseff e Fernando Haddad, já seriam um reflexo da mudança?

Sim, mas o presidente Lula também. Não por acaso, Lula foi o deflagrador desse processo. Ele tanto ampliou a sua base social de apoio, trafegando da classe média urbana para as camadas mais populares, como fez essa travessia junto com sua base social, no sentido contrário. Estimulou e acompanhou esse movimento de ascensão social. A presidenta Dilma e o ministro Haddad, cada um à sua maneira, fazem parte desse processo. Assim como Lula tem uma trajetória única e quase épica, Dilma está fazendo um percurso surpreendente e espetacular. Haddad também promete muito e o cenário social é bastante favorável para ele. 

Como é o fenômeno no Nordeste?

O Nordeste é hoje tão urbanizado como as outras regiões. Esse dado aproxima suas novas classes médias daquelas de outras regiões. Mas há um fato muito interessante: apesar de ainda continuar muito mais pobre do que o Sudeste e o Sul, foi no Nordeste que, nos últimos anos, essa ascensão social ocorreu de forma mais rápida. Esse salto histórico, depois de anos e anos de estagnação, já trouxe e vai trazer reflexos políticos. Acho, mais uma vez, que se o PT não der bobeira continuará sendo o mais beneficiado por essas mudanças na região.

Escrito por Nelson de Sá às 15h46

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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