Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Policiais de São Paulo são suspeitos

Escalada do "Jornal Nacional":

Os olhos do mundo em Bruxelas: líderes fecham acordo para tentar salvar economia europeia, mas a Grã-Bretanha ficou ainda mais distante do bloco europeu. Em Roma, atentado a bomba atinge um prédio da receita federal italiana. Policiais civis de São Paulo são suspeitos de vender liberdade para traficantes. Ministro Fernando Pimentel diz que está disposto a dar explicações ao Congresso e que as denúncias contra ele são parte de um jogo político. A estiagem no Rio Grande do Sul provoca racionamento de água. O Irã denuncia os EUA ao Conselho de Segurança da ONU por ações militares secretas em território iraniano. Os norte-americanos negam. A distância entre aviões nos pousos foi diminuída em Guarulhos. O instituto Datafolha mostra a intenção de voto dos eleitores paraenses sobre a divisão do Estado.

Mais "Jornal da Record", "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 00h00

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Mais Apple entre nós

A loja on-line da Apple no Brasil anuncia hoje que vai começar a venda direta do iPhone 4S e do Iphone 4 de 8GB na próxima sexta, dia 16. Pela primeira vez, a Apple "passa a ter responsabilidade legal sobre assistências, reparos e trocas" no Brasil, diz o MacMagazine.

O Radar acrescenta, sobre o iTunes brasileiro, que "a Apple está convidando vários dos envolvidos no projeto para evento no dia 15, que passa a ser a data mais provável para o lançamento da loja".

Ao fundo, o Citigroup divulgou nota dizendo que, segundo "várias fontes", o iPad 3 com tela de "retina" de maior resolução chega às lojas americanas já em fevereiro, após as vendas de Natal do iPad 2, informa o BusinessInsider.

O iPad 3 é também o modelo que "deve sair da fábrica nacional", diz o Blog do iPhone, "se as negociações se concretizarem".

Escrito por Nelson de Sá às 11h35

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Sem amor, poesia, emoção

O "NYT" dá longa resenha desfavorável da instalação "Alphaville e outros", de Antoni Muntadas, no museu de arte do Bronx. A obra retrata a vida do 1% de ricos na "comunidade murada" _em paralelo, mas sem as mesmas "imaginação e emoção", com a "distopia tecnocrática" do filme de Jean-Luc Godard, "onde o amor, a poesia, a emoção e o individualismo foram tornados ilegais":

Na galeria cavernosa, as paredes são cobertas por anúncios publicitários promovendo casas e apartamentos de luxo em complexos que só admitem a entrada de moradores e pessoal autorizado, tudo na cidade de São Paulo, Brasil. "Banners" gigantes suspensos do teto mostram slogans prometendo conforto e segurança.

Escrito por Nelson de Sá às 11h28

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Brasil e os dez anos da China na OMC

O "China Daily" produziu especial sobre os dez anos da China na Organização Mundial do Comércio. Entrevista Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, para quem a entrada "transformou tanto a China como o mundo". Seu tamanho, afirma, "torna a China diferente de outras economias emergentes, como Índia, Indonésia e Brasil".

Também entrevistado, o então ministro do Comércio, Shi Guangsheng, sublinha que a entrada "ajudou a mudar a estrutura da economia mundial", com a China se tornando, junto com "países e regiões como Brasil, Índia" e outros, "protagonista" no FMI e no Banco Mundial:

A OMC agora reflete os interesses dos países em desenvolvimento, e isso é uma mudança significativa. 

O especial traz longa reportagem sobre os laços com o Brasil, "Construindo relações duradouras", sublinhando a presença no país de fábricas chinesas como a Gree, de equipamentos eletrônicos, e entrevistando o embaixador em Pequim, Clodoaldo Hugueney, e o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, que defendem a diversificação das importações de produtos brasileiros.

O "CD" relata que, após a entrada na OMC, as empresas chinesas fizeram "avanços rápidos no palco global", exemplificando com a presença da Sinopec no pré-sal e relatando que, segundo a consultoria Ernst & Young, as fusões e aquisições devem aumentar no futuro, no Brasil.

Mas o jornal estatal afirma que "investigações criam fricção entre parceiros comerciais", destacando ações de EUA e outros desenvolvidos e também dos outros quatro países dos Brics, contra a China.

O "CD" traz artigo de Zhou Xiaoyan, do Ministério do Comércio, citando negociações e contra-medidas adotadas pela China para enfrentar as ações de parceiros como EUA, União Europeia, Índia e Brasil. E também do advogado José Ricardo dos Santos Luz  Jr., de um escritório brasileiro em Pequim, defendendo "tolerância" das empresas brasileiras com "o timing e a cultura empresarial chinesa" e "compreensão mútua".

Na coluna Breakingviews, o "New York Times" destaca hoje a crescente integração entre empresas da América do Sul, com 143 fusões e aquisições até aqui, em 2011, "a maior quantidade na história". Toma como exemplo da crescente "unificação" a fusão entre TAM e LAN, cita Simon Bolívar e diz que uma moeda única "pode ser eventualmente uma possibilidade real". Isso, "é claro, se a zona do euro sobreviver".

Escrito por Nelson de Sá às 10h53

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EUA, China e o acordo que não sai, em Durban

O "New York Times" informa, com AP, que os "negociadores se aproximaram de um acordo para salvar o único tratado sobre aquecimento global, mas ainda pode ser desfeito por objeções dos EUA, China e Índia", segundo o negociador europeu. Brasil e África do Sul "aceitaram os limites de redução". As conversas "atravessaram a noite" de ontem para hoje.

O "Financial Times" diz que, em coletiva "convocada às pressas", o negociador americano negou que os EUA estejam "bloqueando" e apoiou a proposta europeia. Mas depois divulgou nota para "esclarecer suas declarações", o que, diz o "FT", "mostra o caminho difícil que o governo democrata trilha para evitar dar munição aos republicanos, diante da eleição do ano que vem".

Escrito por Nelson de Sá às 10h02

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Teremos união fiscal na zona do euro, diz Merkel

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h27

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Denarc e Deic cobraram R$ 3 milhões para soltar

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h58

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BC reduz juros na Europa, mas teme recessão

Escalada do "Jornal Nacional":

O Banco Central Europeu tenta diminuir a crise de crédito: reduz os juros para a zona do euro e amplia a oferta de dinheiro para os bancos, mas vê risco de recessão em 2012. Começa a reunião que pode ser decisiva para o futuro do euro. Pesquisadores condenam o uso de inseticidas no combate ao mosquito da dengue. Cientistas britânicos afirmam que a dieta de apenas dois dias da semana pode ser mais eficaz para emagrecer. Preso o PM que desencadeou o escândalo do Ministério do Esporte em Brasília. Surge o novo favorito da oposição para enfrentar Barack Obama nas eleições do ano que vem. A avenida Paulista completa 120 anos. Nossos repórteres mostram as transformações e a modernidade do coração de São Paulo. O Brasil aceita metas de redução obrigatórias de emissão de gás. Na última reportagem da série especial, por que os produtos orgânicos ainda são caros e difíceis de encontrar.  

Mais "Jornal da Record", "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 22h35

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Sorrell e a publicidade no Ano Novo

O "New York Times" reporta, da conferência UBS de mídia e comunicação global, em NY, que o presidente do grupo WPP, "maior holding de agências de publicidade do mundo", Sir Martin Sorrell, "expressou relativo otimismo para o próximo ano". Os primeiros dados de novembro, diz ele, são "mais fortes do que prevíamos". Nos EUA e Europa, as empresas decidiram não expandir produção, mas "estão elevando os orçamentos para publicidade de marca":

E em mercados de rápido crescimento como Brasil e China existe um duplo feitiço, com as empresas investindo tanto em adicionar capacidade como em elevar os gastos com publicidade.  

No dia anterior, na conferência, "todos" os executivos de comunicação focaram os Brics ao fazerem suas previsões, "explicando como o crescimento dos gastos em publicidade [de Brasil, Rússia, Índia e China] compensaria a fraqueza na Europa e salvaria os resultados mundiais em 2012".

A exceção foi o presidente da Viacom, Philippe Dauman, que enfatizou o crescimento nos países que chamou de "Bri", pronunciando "brie", para Brasil, Rússia e Índia, deixando de fora a China, pela pirataria e pelas barreiras para empresas de conteúdo como a Viacom.

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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Um país contaminado por otimismo

Na manchete do "China Daily", "Ano difícil à frente para as empresas exportadoras", pelo "enfraquecimento da demanda nas economias desenvolvidas". Wang Shouwen, do Ministério do Comércio, diz que "a China vai dar mais atenção aos emergentes, que desempenharam bem".

O "CD" exemplifica com a fábrica de motos Qianjiang, que espera alta de 30% nas exportações aos emergentes e fez joint ventures no Brasil, onde espera "crescimento explosivo". Na mesma direção, a montadora privada de carros Chery anunciou recorde de exportações.

O "Wall Street Journal" noticia a compra de 3% da Gol pela americana Delta, que consolida assim suas parcerias na América Latina:

Com baixo desemprego, renda em alta e bastante crédito, o Brasil formou uma nova geração de viajantes aéreos. A indústria obteve crescimento anual de dois dígitos durante boa parte da última década. A Copa e os Jogos só acrescentam atrativos ao mercado.

A nova edição do "Brazil Confidential", do "Financial Times", aborda o impacto da crise europeia e agora global no Brasil. No destaque do editor Richard Lapper, "por mais que a presidente Dilma Rousseff queira alertar para os tempos difíceis à frente, muitos líderes políticos, autoridades e empresários entrevistados nos últimos dias estão otimistas e confiantes". Seu título é tirado de uma frase do chanceler Antonio Patriota, de que o país, apesar da crise que já desacelera sua economia, está "contaminado por otimismo". A edição prevê que a "política fiscal vai continuar prudente, mas as reformas serão adiadas".

O "FT" noticia de Bruxelas que a União Europeia "vai parar com toda a ajuda bilateral para China, Índia, Brasil e outros", citando Argentina, Peru, Colômbia, Malásia, Indonésia e Tailândia. A decisão "sublinha o fato de que novas superpotências econômicas como China e Brasil ultimamente parecem mais propensas a resgatar a frágil economia europeia do que de depender de suas ajudas". De Thomas Klau, do European Council on Foreign Relations:

É um sinal dos tempos. Tanto no sentido de que a Europa busca maneiras de reduzir gastos como no da força crescente de algumas economias. Está tornando as políticas europeias atualizadas. 

O "FT" noticia que o Código Florestal traz de volta "temores pela Amazônia".

E o "New York Times" registra que "o governo brasileiro vai investir mais de US$ 2 bilhões para conter o avanço do crack".

Escrito por Nelson de Sá às 10h05

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Alemanha insiste em novo tratado para Europa

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h59

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Mantega resiste a gastos. Dilma muda PAC

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h42

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Contra o crack, dinheiro e internação compulsória

Escalada do "Jornal Nacional" de 7.12:

O governo federal anuncia mais um plano contra o consumo de crack, agora com internação compulsória dos viciados e investimentos de R$ 4 bilhões. A oposição pede ao Ministério Público Federal que investigue as suspeitas de tráfico de influência contra o ministro Fernando Pimentel. Preso na Itália um chefão da máfia procurado há 16 anos. Em Israel, um ex-presidente começa a cumprir pena por estupro. Condenado à cadeia o político americano que quis vender a vaga deixada por Barack Obama no Senado. O Nobel da Paz Mikhail Gorbatchev pede anulação das eleições na Rússia. O Senado vota a emenda constitucional que irá destinar recursos à saúde. Na série especial de reportagens, o uso de agrotóxicos proibidos em outros países em nossas lavouras.  

E do "Jornal da Record":

Milionários da droga: traficantes usam empresa para lavar R$ 80 milhões. Vítimas do crack: governo promete leitos e dinheiro para cuidar dos dependentes. Mãe se irrita por não poder sair de casa e joga filhos gêmeos pela janela do quarto andar. Séries especiais: no Barato do Natal, as pechinchas pelo Brasil; em O Medo de Cada Um, gente que se apavora até com estátua. Boas notícias: médicos têm treinamento especial para identificar a dengue; Ivete Sangalo deixa o hospital.

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 00h37

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A China quer dominar a inovação

Do "New York Times", na longa reportagem "O poder nos números: a China mira a supremacia em alta tecnologia", de Pequim:

Wu Jianping está diante de uma parede gigante de vidro fosco. Ele aperta um botão e o vídeo se torna transparente, permitindo ver um imponente centro de operações de rede cheio de telas de computador. Eles mostram mapas da China e do mundo, apontando os links chineses de IPv6, a próxima geração da internet. A China já tem quase o dobro dos usuários de internet dos EUA, e o doutor Wu, um cientista de computação e diretor da Rede Chinesa de Educação e Pesquisas, aponta como seu país está se mudando mais rápido do que qualquer outro no mundo para colocar em campo o novo protocolo. IPv6, protocolo de internet versão 6, oferece opções avançadas de segurança e privacidade, mas, mais importante, muito mais endereços de IP, cujo suprimento na internet atual (IPv4) está quase exaurido. "A China tem que se mudar para o IPv6. Nos EUA, algumas pessoas não acreditam que é urgente, mas nós acreditamos que é urgente."

Se o futuro da internet já está na China, o futuro da computação também está? Muitos especialistas nos EUA afirmam que pode muito bem estar. Por causa da disponibilidade de força de trabalho de baixo custo, a China já se tornou o produtor dominante de computadores e produtos eletrônicos de consumo. Agora, dizem esses especialistas, sua economia em boom e sua crescente infraestrutura tecnológica podem impulsioná-la para a linha de frente da nova geração de computação. Para a China, a busca de centros avançados não é simplesmente uma questão de orgulho nacional. É uma tentativa de estabelecer os fundamentos para empresas chinesas inovadoras e para remodelar o panorama tecnológico, fazendo mais do que montar os computados do mundo. Não importa que não exista um Steve Jobs chinês, diz Clyde Prestowitz, presidente do Instituto de Estratégia Econômica. "Há diferentes tipos de inovação. Nós tendemos a igualar inovação com empresas que começam em garagens." 

Abaixo e aqui, mapas do "mundo em rápida mudança" na alta tecnologia. Aqui, o passado e o futuro da inovação na computação.

Escrito por Nelson de Sá às 12h09

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Foxconn, Eike e a pressão por imposto zero

Eike Batista, o bilionário que chegou a anunciar parceria com a Foxconn para fabricar iPads, diz agora que "a viabilidade depende da concessão de isenções tributárias" pelo governo brasileiro. Dele, à Agência Estado:

Hoje, com o que está aí, dá para você montar, mas não baixar dramaticamente o preço. O objetivo é levar a zero os impostos.

Escrito por Nelson de Sá às 11h13

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As apostas e os erros da "Economist"

No jornal de hoje, publico uma análise sobre a edição de previsões da "Economist", "O Mundo em 2012", que inclui um artigo de Dilma e a aposta de que os emergentes, pela primeira vez, vão responder por mais da metade das importações no mundo.

David Fleischer, analista de política externa ligado à UnB, sugere cuidado com as apostas da revista, "a julgar pelos erros passados".

Escrito por Nelson de Sá às 10h52

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Código Florestal racha o Brasil

O "Wall Street Journal" noticia que o Senado aprovou "um código florestal controverso", que "racha a nação". É apoiado por fazendeiros e combatido por ativistas, que "reconhecem a necessidade de reforma no código, mas dizem que vai longe demais".

O jornal avalia que traz "um novo dilema político" para a presidente Dilma, pois "está em linha com sua visão pró-desenvolvimento, mas pode alienar grupos ambientalistas de seu partido de esquerda".

De Durban, no encontro sobre clima, o "China Daily" diz que o grupo "Basic está unido" e demanda um segundo compromisso com o Protocolo de Kyoto. O representante chinês "refutou rumores de que [Brasil, África do Sul, Índia e China] teriam rachado". Também o representante brasileiro diz que os quatro "estão comprometidos" e querem um fundo para o clima "inteiramente funcional, não uma casca vazia".

O diretor do Programa Ambiental da ONU, Unep, dá entrevista e diz que manter os princípios do Protocolo de Kyoto é "o grande desafio" em Durban, diante da oposição de EUA, Japão, Canadá e Rússia.

O "New York Times" volta a lembrar Sócrates, "que tornou o jogo bonito", agora em longo relato pessoal de George Vecsey. Ele se descreve como um americano que passou a "amar" o futebol depois de assistir à seleção brasileira na Copa de 1982 com "as pessoas mais ágeis, rítmicas, belas, sensuais que eu jamais havia visto".
 
O jornal também volta a tratar de João Havelange, na coluna de Rob Hughes. Diz que o brasileiro "parece ter finalmente deixado a cena" e anota que os escândalos já chegaram também aos cartolas americanos de futebol.

Escrito por Nelson de Sá às 09h59

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A desaceleração dos desenvolvidos cobra seu preço

Na manchete das edições americana e asiática, o "Financial Times" informa que a economia brasileira parou de crescer e, logo abaixo, destaca que "a vulnerabilidade dos mercados emergentes é exposta" e "a desaceleração nas economias desenvolvidas cobra seu preço".

O texto reproduz avaliação do banco Nomura, em Nova York, de que "o consumo está realmente desacelerando, não é mais um temor". E sublinha que "China, Brasil e Índia, as três maiores economias emergentes, estão agora desacelerando".

No Brasil, a desaceleração "vem depois de uma série de aumentos na taxa de juros na primeira metade do ano". E agora "a forte deterioração no crescimento traz desafios políticos para a presidente Dilma".

O correspondente Joe Leahy registra em análise que, para a consultoria Capital Economics, o Brasil pode registrar contração no quarto trimestre "recessão técnica", mas pergunta: "Será que isso é razão para preocupação?". Responde que "aparentemente não", pois o país "tem reservas, um sistema básico seguro, finanças públicas sólidas e assim por diante, para ultrapassar a crise".

E diz que, "talvez de maior importância a longo prazo, se a recessão técnica acontecer, o Banco Central e o governo terão provado que estavam certos em sua corrida para cortar as taxas de juros" em agosto, contra as pressões do mercado financeiro.

O "Wall Street Journal", sob o enunciado "crescimento do Brasil desacelera até rastejar no terceiro trimestre", abre a reportagem enfatizando que "as incertezas globais finalmente minaram a atividade na maior economia da América Latina".

Destaca resposta do ministro Guido Mantega, de que ações recentes como o corte de juros devem garantir que "no quarto trimestre teremos uma situação diferente". Cita também, do banco Itaú, que o terceiro trimestre deve ser o piso do ciclo de desaceleração e para o quarto "esperamos um crescimento levemente positivo".

No "China Daily", "Economia do Brasil para no terceiro trimestre". Diz que é "devido à influência da crise da dívida na zona do euro". E que, "apesar do arrefecimento da economia, a confiança do mercado se mantém, conforme o governo brasileiro corta taxas de juros e impostos para estimular o consumo interno e reduzir os impactos do tumulto financeiro global".

Em texto à parte, o jornal registra que o "crescimento do comércio chinês sustenta crescimento da economia mundial", sublinhando que hoje o país serve como "maior mercado exportador para Japão, Coreia do Sul, Austrália e Brasil", entre outros.

No "New York Times", "Mergulho nos gastos dos consumidores diminui crescimento no Brasil". Diz que "o recente boom do Brasil parece ter se esgotado, pelo menos por agora, embora os mercados financeiros tenham reagido com calma na terça".

Destaca, de um fundo de investimento de São Paulo, que o problema do Brasil não é "estrutural", como em outras economias, mas "cíclico, o que dá espaço para medidas que revertam declínios no consumo e investimento".

Escrito por Nelson de Sá às 09h19

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Crescimento brasileiro estremece e para

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h37

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Consumo encolhe. Investimento público é a saída

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h23

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Brasil tem crescimento zero no terceiro trimestre

Escalada do "Jornal Nacional":

A economia brasileira em ponto morto. A agropecuária tem resultado positivo, mas os setores industrial e de serviços encolhem. O crescimento zero do PIB no terceiro trimestre reduz a estimativa para 2012. Líderes europeus protestam contra a ameaça de terem notas rebaixadas por uma agência de classificação de risco. Suspeitas de fraude na eleição motivam confrontos entre oposicionistas e forças de segurança na Rússia. Críticas da secretária de Estado americana são rebatidas duramente por uma autoridade russa. Maranhão: o Ibama não encontra vazamentos no navio carregado de minérios que tem rachadura no casco e ele é levado para reparos em uma área mais distante do porto. Senado prevê votar ainda hoje o novo Código Florestal. No início de uma série especial de reportagens, o perigo do uso descontrolado de agrotóxicos nas nossas lavouras. Na festa dos melhores do Brasileirão, o Corinthians recebe a taça pela conquista do pentacampeonato.  

E do "Jornal da Record":

Polícia de verdade: operação prende traficantes e descobre refinarias de cocaína. Polícia suspeita: por que PMs acusados de torturar e matar continuam nas ruas? Brasil parado: país tem crescimento zero no terceiro trimestre. Brasil em movimento: reportagem especial mostra o caminho das boas compras de Natal. Copa sem lei: Congresso pode liberar bebida alcoolica em estádios durante o Mundial de 2014. Pesquisa do mercado publicitário revela: Record é uma das emissoras mais admiradas do Brasil. Monstros, sombras, trevas: na série especial, o medo das crianças. A história de Esdras: depois de uma batalha para provar que não era mulher, ele, enfim, pode se casar. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 22h10

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Mais Amazon e Apple entre nós

Camila Fusco informou que, ao vender quase metade da Companhia das Letras à Penguin, do grupo Pearson, dono do "Financial Times", o editor Luís Schwarcz destacou que o negócio vai acelerar o "processo de digitalização". A Penguin "é uma das principais editoras do mundo em parceria com a Amazon para conteúdo digital".

E Lauro Jardim informou no fim de semana que "nos próximos dias um diretor da Amazon desembarca no Brasil para uma nova rodada de negociações com as editoras brasileiras", visando "instalar-se aqui de qualquer maneira até abril". Ou seja, "falta pouco" para o mercado de e-books decolar no Brasil.

À frente da Amazon, a Apple estreia "em breve" o iTunes local e, "segundo executivos da indústria fonográfica, quer vender boa parte das faixas a R$ 1,99", publicou a "Época". Por outro lado, o ministro Alozio Mercadante confirmou à Reuters a fabricação do iPhone no país, mas não do iPad. O blog do iPhone arrisca março, com o iPad 3.

Escrito por Nelson de Sá às 11h36

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A economia brasileira rasteja

Os sites de "Financial Times" e "Wall Street Journal" noticiam agora pela manhã que a o PIB brasileiro "parou" ou "rastejou" no terceiro trimestre, em relação ao anterior. Do primeiro:

A desaceleração dos últimos cinco trimestres parece mostrar que estava certa a decisão do Banco Central de começar a cortar juros em agosto. A ação foi questionada por economistas na época, mas foi depois seguida por outros BCs de emergentes, conforme a crise na zona do euro e os temores de desaceleração global se aferraram. 

Por outro lado, Richard Lapper, editor da publicação quinzenal "Brazil Confidential", do "FT", descreve no jornal que, "apesar da expectativa de recessão na Europa e estagnação nos EUA, a China e outros emergentes estão ajudando a sustentar a demanda" e "não há maior sinal de dificuldade em Carajás, na Amazônia brasileira", onde os "caminhões gigantes, seis vezes maiores do que um homem, tiram o minério de ferro no primeiro passo de sua longa jornada para a Ásia".

A manchete do "China Daily" de papel destaca que a "flexibilidade" de Pequim, que agora aceita um acordo sobre clima com exigências legais, "dá esperança" para o encontro mundial em Durban. A organização Oxfam avalia que "esta flexibilidade da China é realmente encorajadora, mas não podemos baixar a pressão sobre os EUA e outros países desenvolvidos por metas de redução de emissão ".

O "FT" diz que o anúncio chinês foi bem-recebido pela delegação europeia, "mas os EUA, relutantes em aceitar qualquer coisa que cheire a um acordo antes de um ano de eleição presidencial, dizem que não ficou claro o que a China quer dizer com um novo acordo". O jornal sublinha, ouvindo a organização WWF, que "pela primeira vez os países Basic [Brasil, África do Sul, Índia e China] estão falando como um bloco".

O "WSJ" noticia que, segundo "amplo estudo" do Grupo Consultivo em Pesquisa Agrícola Internacional, é o mau "gerenciamento da água", não sua escassez, que dificulta a expansão da agricultura em regiões como os rios Amarelo, Ganges, Nilo e Niger. De Simon Cook, do Centro pela Agricultura Tropical, que encabeçou o estudo:

Uma exceção seria o Brasil, que adotou um caminho sistêmico de longo prazo para desenvolver a agricultura. Pode haver algumas questões sobre sua sustentabilidade ecológica, mas eles adotaram um caminho de longo prazo e criaram uma revolução agrícola em 20 anos. 

No "FT", por outro lado, "Brasil age rápido para limpar vazamentos de petróleo". Carlos Minc, secretário de Meio Ambiente do Rio, diz que "todos querem vir para o Brasil e, se não formos estritos, este lugar vai se tornar uma piscina de óleo". Já a Chevron volta a questionar as autoridades, argumentando que "ninguém se feriu e, até onde sabemos, nenhum óleo chegou às praias do Brasil e nenhum impacto ambiental é visível".

O "CD" noticia que o "Brasil espera colaboradores da China" para Copa de 2014 e Jogos de 2016, segundo o representante brasileiro no Fórum de Cooperação de Governos Locais e Cidades dos Brics, em Hainan. Ele cita "oportunidades para as empresas chinesas na construção de infraestrutura" e defende "maior transferência de tecnologia".

O "New York Times" e o "CD", por outro lado, noticiam com agências que João Havelange deixou o Comitê Olímpico Internacional "três dias antes de enfrentar uma possível suspensão por supostas propinas como presidente da Fifa", entre 1974 e 1998.

Também no "NYT", Rob Hughes dedica sua coluna de futebol a lembranças de suas "longas noites" conversando com Sócrates e de sua "risada":

Um colunista, ou alguém de qualquer área, está perdendo o significado da vida se não tem ninguém no nosso campo que tenha jogado exatamente como poderíamos ter jogado, nos nossos sonhos. Para muitos de nós, Sócrates, do Brasil, foi esse jogador.

Escrito por Nelson de Sá às 10h18

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Na Rocinha

Com uma imagem de pai e filho na Rocinha em 1999, o "New York Times" apresenta no blog Lens uma galeria de fotos de André Cypriano, que quis "mostrar a dignidade das pessoas que moram lá" e relata como fez para ser aceito no local pelo tráfico.

No post, Fernanda Santos, que morou no Rio diante da favela, escreve que "as regras da Rocinha são diferentes hoje", um mês depois da ocupação pela polícia. "Mas a pobreza ainda é a mesma."

 

Escrito por Nelson de Sá às 09h37

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China cede para acordo sobre clima em Durban

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h47

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Dilma corta declaração e documentos das empresas

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h24

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PDT mantém apoio a Dilma, apesar da demissão

Escalada do "Jornal Nacional":

Punição para países endividados demais: é a proposta de França e Alemanha contra o aprofundamento da crise na zona do euro. O PDT anuncia que mantém o apoio ao governo Dilma, apesar da demissão de Carlos Lupi. Dados oficiais indicam que quase 50 cidades brasileiras têm risco de surto de dengue. Um acidente mata 13 pessoas que estavam em uma van na Paraíba. A Nasa descobre um planeta em uma região do Universo considerada habitável. A festa da escolha do craque do Campeonato Brasileiro. Como os jogadores do Corinthians eternizaram o penta fora do campo. Nesta edição, a despedida de Fátima Bernardes e as boas-vindas a Patrícia Poeta. 

E do "Jornal da Record":

Fim de um drama: mãe reencontra bebê sequestrado há cinco dias. Fim de uma espera: dois anos depois, famílias começam a sepultar as vítimas do acidente da Air France.  Ivete Sangalo é internada com meningite. O medo de dez milhões de brasileiros: eles sofrem da síndrome do pânico. O medo de um cartola: João Havelange renuncia para evitar ser expulso do Comitê Olímpico por corrupção. O lado triste no futebol: Brasileirão termina com violência e morte. A alegria dos pentacampeões: corintianos comemoram o título até agora. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h25

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No futebol, a diluição dos custos e da qualidade

O jogo de ontem do Corinthians, que fechou o Campeonato Brasileiro, registrou 29 pontos na Grande São Paulo, informa o blog de Patrícia Kogut. Ficou acima do jogo anterior, que já podia ter decidido o campeão e não passou de 20, mas abaixo do recorde da competição _alcançado em setembro, em outro jogo do Corinthians, com 30, segundo a coluna de Alberto Pereira Jr.

Na edição de ontem, publiquei reportagem sobre a audiência baixa no futebol. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, explicou:

Tem muito futebol, muito jogo de má qualidade. A gente está transmitindo para cumprir tabela. E acho que a gente devia transmitir somente os bons jogos, os jogos mais interessantes. Eu sei que tem o custo disso, sei que é para diluir o preço dos direitos [de transmissão pagos pela Globo]. Mas eu acho que tem futebol demais.

Escrito por Nelson de Sá às 12h58

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"New York Times" e o Brasil

O "New York Times", agora com correspondente que estudou no Brasil e é casado com uma brasileira, Simon Romero, e também com uma baiana como repórter de educação em Nova York, Fernanda Santos, vem estabelecendo Matias Spektor, do "think tank" de relações internacionais da FGV-Rio, como colunista regular no site do jornal.

No final da semana, Spektor escreveu sobre a "retomada das favelas", analisando as ocupações que "oferecem uma nova sensação de possibilidade onde antes não havia nenhuma".

Também sobre o Brasil, o "NYT" postou artigo do peruano Eduardo Gonzalez, da organização ICTJ, saudando a Comissão da Verdade e a lei do acesso a informações, sob o título "Brasil rompe sua parede de silêncio".

Por outro lado, no domingo a revista "T" acompanhou uma viagem turística da modelo Raquel Zimmermann a Fernando de Noronha. E o caderno de livros resenhou "The Unconquered", livro sobre as últimas tribos não contatadas da Amazônia, que perfila o indigenista Sydney Possuelo.

Escrito por Nelson de Sá às 11h28

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Brics e a fome da China

Em longa reportagem intitulada "Alimentando a China", o estatal "China Daily" relata que a colheita de grãos no país foi recorde neste ano, mas os "anos gordos" podem estar no fim, diante do risco de secas, enchentes e pestes.

Diz que o país "busca no exterior por cooperação, intercâmbio e assistência" e destaca que em abril "foi lançado em Pequim um laboratório conjunto, estabelecido entre China e Brasil, para pesquisa agrícola, com agenda para estudar recursos genéticos e ciência veterinária", entre outras áreas. Um laboratório "gêmeo será construído no ano que vem no Rio".

Noticiando encontro de governos locais e municipais dos Brics, na província chinesa de Hainan, o "CD" publica que o assessor político Bai Lichen defendeu que os cinco países "devem aumentar sua capacidade de produzir grãos para garantir a segurança alimentar" e "promover mecanismos de comércio justo entre os Brics, combatendo qualquer forma de protecionismo na agricultura".

O jornal segue cobrindo quase sozinho o encontro mundial sobre clima, em Durban, e reporta que o negociador chinês se diz "otimista", apesar da pressão de EUA, Europa, Japão e outros contra o Protocolo de Kyoto. Relata que estudo brasileiro mostra que 90% da elevação na temperatura global, entre 1850 e 1990, foi causada pelos "países industrializados".

O "CD" anota, reproduzindo a agência indiana PTI, que a Índia refutou especulações de que estaria em negociações de bastidores com os EUA.

O "Wall Street Journal" noticiou que a Venezuela sediou cúpula regional ("excluindo os EUA") que criou a Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe. Ouve analistas do banco Nomura e do Inter-American Dialogue, de Washington, dizendo que a região na verdade está dividida.

Já o "CD" diz em reportagem que o "novo bloco reflete visão global da América Latina", citando declarações do mexicano Felipe Calderon e do cubano Raul Castro, relacionando a Celac à "independência".

E dá artigo de Sun Hongbo, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, dizendo que a Celac segue "a tendência de multipolarização da governança mundial". Mas ele também cita as diferenças regionais, sobretudo entre Brasil, mais atento à América do Sul, e México, "que está sob o Nafta", o acordo de comércio com os EUA. De todo modo, Pequim "tem esperança de que a Celac se torne uma grande plataforma para o diálogo China-América Latina".

Ao fundo, o "New York Times" destacou os testes de veículos vendidos na América Latina, realizados pela Latin NCAP, "programa similar ao da New Car Assessment Program (NCAP) que promove segurança nas estradas nos EUA". A nota mais baixa foi para o Geely CK1, "fabricado na China". A mais alta, para o Ford Focus Style, da montadora americana.

David Ward, um dos executivos por trás dos testes, disse que, "se os países latino-americanos não estabeleceram um piso regulatório, carros cada vez mais baratos serão vendidos e, numa corrida assim, China e Índia vão vencer".

Depois do esforço na semana passada para dar o conceito Bric por morto, o "Financial Times" defende agora "não jogar o bebê com a água da banheira". Relata que o conceito está por toda parte, da estratégia de fundos e multinacionais à pesquisa acadêmica. E bateu em 2011 seu recorde de menções de mídia. Quanto à política, diz o editor de emergentes, Stefan Wagstyl:

Estamos nos primeiros dias. As potências econômicas muitas vezes precisam de décadas para desenvolver influência política. Potências estabelecidas vão defender seus privilégios _como os europeus fazem no FMI. Os Brics devem perseverar. O desenvolvimento de influência política deve ser perseguido por muitos caminhos simultaneamente, como os europeus fizeram por dédadas em tudo, do comércio à ciência e à religião. As cúpulas Bric não são substituto para um papel efetivo em organizações estabelecidas, da ONU para baixo. Mas são um bom complemento.

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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O rei filósofo do futebol

No "New York Times", o correspondente Simon Romero destaca que Sócrates "transcendeu o esporte através de seu envolvimento no movimento pró-democracia e da defesa aberta de seus próprios excessos boêmios".

Ele teve uma "carreira multifacetada", com futebol, medicina, colunas de jornal. Foi para o Corinthians "num momento de intensa atividade política em São Paulo, quando a raiva e a resistência estavam se unindo contra a ditadura militar". Além da Democracia Corintiana, "falou em manifestações contra o autoritarismo". O jornal reproduz a nota de Lula sobre Sócrates.

No "Wall Street Journal", Gabriele Marcotti, colunista do "Times" de Londres, escreve que, para além de liderança, personalidade e estatística, "a grandeza de Sócrates estava num plano ainda mais elevado: o futebol provavelmente nunca produzirá alguém como ele novamente". Ele foi "o rei filósofo do futebol".

"Capitão do maior time que jamais ganhou uma Copa", é comparado a Magic Johnson, lembrando o toque de calcanhar. E encerra lembrando que "foi também um ativista que fundou um movimento contra o regime militar", que se autodescrevia "como maoísta e pacifista" e tinha como heróis "Che Guevara e John Lennon". A mistura de talento, erudição, política, "o gosto pelo tabaco e pelo álcool", tudo o tornou "uma imensa figura romântica, parte rebelde, parte intelectual, parte superstar".

O "Financial Times" não noticiou, mas o colunista de política internacional, Gideon Rachman, postou que ele foi "a versão moderna" do Sócrates original, que em campo "se parecia charmosamente com um filósofo ateniense". Reproduz "uma das grandes frases sobre o futebol", de que um de seus gols "resumiu a filosofia do futebol brasileiro".

O "China Daily" destacou a morte da "lenda brasileira", sua participação política e a repercussão entre os chineses no Sina Weibo, o principal microblog do país. Do comentarista Su Dong, no Weibo:

Eu sempre quis ser o camisa 8, quando jogava futebol no ensino médio, porque era o número de Sócrates. Para mim ele era Deus naquela época, com o rosto magro e as costeletas, alto e bonito. Eu não imaginava que um PhD poderia jogar um futebol tão fabuloso e inteligente.

Escrito por Nelson de Sá às 09h55

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Rússia Unida, partido de Putin, perde cadeiras

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h02

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Após aviso, pedetista pede para sair

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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