Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Aeroportos já se preparam para o verão

Escalada do "Jornal Nacional":

Os aeroportos já começam a se preparar para a temporada de verão. A serra catarinense enfrenta um frio fora do normal. A situação do ministro Carlos Lupi fica em suspense até que a presidente Dilma volte da Venezuela. Preso o ex-presidente da Associação de Moradores da Rocinha, no Rio. Suspeita de grilagem de terras leva para a cadeia o operador do mensalão, Marcos Valério. A Alemanha pressiona por mudanças nas regras para prevenir crises nos países que usam o euro. Uma feira de automóveis carregados de tecnologia. Os superclássicos do Rio e de São Paulo que decidirão o Campeonato Brasileiro. 

Mais "Jornal da Record", "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h40

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As derrotas do WikiLeaks

O WikiLeaks adiou o lançamento de seu novo site para "whistle-blowers", vazadores, no que o "Financial Times" deu como "mais uma derrota".

E ontem jogou no ar os SpyFiles, arquivos espiões, descritos como "vazamento", mas na verdade "uma coletânea de centenas de e-mails promocionais e outros materiais de marketing". São da "indústria secreta" que vende "sistemas de ponta que permitem que governos monitorem qualquer um através de seus telefones e computadores", na descrição do Bureau of Investigative Journalism, traduzido pelo site A Pública.

Desta vez há menos parceiros. Dos EUA, entrou o "Washington Post", com a reportagem "Comércio de tecnologia de vigilância levanta preocupação", dizendo que entre os eventuais compradores estariam FBI e forças militares dos EUA. Outros são o indiano "The Hindu" e a italiana "L'Espresso".

Antes parceiro, o "Guardian" só deu um vídeo em que Julian Assange aparece dizendo que os usuários de iPhone, Blackberry e Gmail estão "fodidos". Já o "New York Times" ignorou por inteiro.

Sobre o Brasil, como mostra a página com o mapa abaixo, o foco é "a empresa Suntech, de Florianópolis", que vende "serviços para operadoras de telecomunicação como interceptação legal, retenção de dados e gerenciamento de rede". Também é no país, em Brasília, uma das feiras da indústria, só para convidados.

O UOL ouviu, da Suntech, que "só intercepta dados de indivíduos mediante autorização judicial". Acredita que foi parar na lista "porque, assim como as outras companhias que aparecem no mapa, participa regularmente de um evento do setor chamado ISS (Intelligent Support Systems)".

Escrito por Nelson de Sá às 12h57

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"Evolução"

Na edição de hoje, publico análise sobre as mudanças no jornalismo da Globo, atento à ascensão da classe C. A troca de apresentadores ao longo dos últimos meses culminou, ontem, no afastamento de Fátima Bernardes do "Jornal Nacional", trocada por Patrícia Poeta.

Escrito por Nelson de Sá às 11h00

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A corrida às start-ups brasileiras

O "New York Times", um dia depois do TechCrunch, noticia que o fundo de "venture capital" Accel Partners, do Vale do Silício, investiu no site de críticas e buscas locais Kekanto. A "start up" fundada por Fernando Okumura, Bruno Yoshimura e Allan Kajimoto deve usar os recursos para expansão por Argentina, Chile e outros países latino-americanos.

É o quinto investimento do Accel no Brasil, que também apostou recentemente nos sites Elo7 e Shoes4You. O fundo diz ver "uma aceleração das oportunidades de alta qualidade". Comenta o TechCrunch:

Não é segredo que o Accel vê o Brasil como um grande mercado de crescimento para serviços on-line.

Escrito por Nelson de Sá às 10h28

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Pacote pequeno visa permitir mais corte de juros

A exemplo do "Valor", que vê "baixo impacto", o "Financial Times" noticia o corte de impostos sobre eletrodomésticos dizendo que "não é o bastante, sobretudo se a economia europeia continuar a mergulhar".

Em análise, o correspondente Joe Leahy acrescenta que o "indômito" Guido Mantega não se conteve e disse, sobre a visita da diretora-gerente do FMI, que "é com grande satisfação que vejo que o Fundo não veio trazer dinheiro, mas pedir dinheiro para as nações desenvolvidas". De Leahy:

Porém isso não significa que o Brasil está livre do problema, o que Mantega reconheceu quando anunciou as medidas. A economia brasileira está desacelerando rapidamente. O governo também sabe que o pacote não vai ajudar muito. A Capital Economics divulgou sua visão das medidas sob o enunciado "Estímulo brasileiro é trocado", com "números muito pequenos". Claramente, é um band-aid que busca elevar a moral, para impulsionar os consumidores a continuar comprando. Mas as autoridades serão cautelosas em não estimular demais desta vez, o que ameaçaria o objetivo de trazer os juros para um dígito

Já no "Wall Street Journal" o correspondente no Brasil ouve vozes do mercado financeiro, Brown Brothers Harriman e RBS Securities, dizendo que o vaivém de medidas de contração e estímulo atrapalha os negócios.

Em coluna, o "WSJ" publica que, com as medidas, "Pequim e Brasília estão oficialmente preocupadas". Sugere comprar ações "pró-cíclicas" como bancos e construção, além da própria Bovespa, no Brasil.

Na coluna "As coisas estão mal de verdade?", Roger Cohen, do "New York Times", lista boas novas como o "grande número de pessoas tiradas da pobreza na última década", no mundo todo, e diz que "China, Índia e Brasil não estão sozinhos na sensação de que a onda da história mudou para o seu lado". Em suma, respondendo à sua própria pergunta:

Depende de onde você está. O mundo se sente imprevisível porque o que é apresentado como crise financeira em Frankfurt e Nova York é, no nível mais profundo, uma crise de transição. Ninguém ainda sabe como administrar um mundo globalizado ou torná-lo mais uniforme. É a grande questão do nosso tempo, para a qual China, Índia, Brasil e outras novas potências terão de fazer contribuições muito mais substantivas do que fazem. Os EUA não conseguem mais impor sua vontade, mas ainda assim as vigas do mundo são dadas pela Pax Americana. A China está disposta para se juntar a ela, por enquanto, em nome da estabilidade necessária para seu pleno desenvolvimento até 2050. Há sede por alguma nova ordem, mas não a prontidão para adotar uma. Isso se traduz como mal-estar. 

O colunista ouve, de Charles Kupchan, de Georgetown:

Estamos acostumados a ter um pequeno grupo de democracias tomando as decisões, mas elas agora têm cada vez menos influência sobre a política global. Estamos caminhando para um mundo de ninguém, um mundo de múltiplas modernidades, interdependente e globalizado, sem um centro político dominante ou modelo.

O "FT" noticia, do encontro sobre clima em Durban, que o Brasil, a exemplo da China, alertou que o mercado de carbono não poderá prosseguir "a não ser que os países [desenvolvidos] concordem com novo compromisso com o Protocolo de Kyoto". E disse que os emergentes não aceitarão metas de redução, como querem os europeus, se os EUA não fizerem o mesmo, ratificando Kyoto. Do negociador André Corrêa do Lago:

A questão agora é evitar que países façam o que quiserem sem que ninguém puna ["get away with murder"]. Você não pode pensar que pode ter os instrumentos do Protocolo de Kyoto sem participar dele.

O mercado de carbono, descreve o "FT", "permite às empresas nos países ricos compensarem suas emissões comprando créditos gerados por projetos de corte de carbono nos países em desenvolvimento". Ele "se tornou popular entre empresas e investidores nos países industrializados por ser uma forma mais barata de atingir as metas de emissão _e por gerar lucros para as novas empresas que financiam o sistema".

Escrito por Nelson de Sá às 09h18

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Se houver maior união fiscal, BC europeu resgata

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h30

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Dilma tenta criar condições para crescer em 2012

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h13

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Governo reduz impostos para estimular consumo

Escalada do "Jornal Nacional":

Geladeiras e fogões mais baratos, juros menores na prestação dos financiamentos: o governo anuncia redução de impostos para estimular o consumo. Uma pesquisa do IBGE mostra que o brasileiro está vivendo mais. A expectativa de vida muda o prazo para a aposentadoria. As Nações Unidas afirmam que a Síria enfrenta uma guerra civil com mais de quatro mil mortos. Novas denúncias aumentam a pressão sobre o ministro Carlos Lupi. Ronaldo Fenômeno assume um cargo importante no comitê organizador da Copa. Você vai saber as novidades que vão aparecer nesta bancada, na tela da Globo.  

E do "Jornal da Record":

Lavanderia do tráfico tem escritório na cadeia. Fernandinho Beira-Mar movimenta R$ 60 milhões sem sair da cela. O lado bom da economia: FMI elogia estabilidade brasileira e governo baixa imposto dos eletrodomésticos. O lado ruim da Copa: obras para melhorar acesso aos estádios estouram o orçamento. Ronaldo defende os investimentos para o Mundial. No mundo dos homens, um depoimento de quem escapou da morte por causa da câmera de segurança. Na vida dos bichos, o sofrimento dos cães que eram cobaias de laboratório; e o dia do chacal que escapou do leão distraído.  

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 22h34

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Vem aí a fábrica de tela?

O site Digitimes, de Taiwan, noticia que "especulações de mercado indicam que a Foxconn planeja construir uma linha de produção de painéis de LCD 8.5G no Brasil, empregando tecnologia avançada de fabricação da Sharp".

Também "pode adquirir equipamento de produção da Sharp ou da CMI". Os projetos de investimento na linha de produção seriam comandados por Hsing-chien Tuan, presidente da CMI, "indicaram as fontes".

Por outro lado, "devido a preocupações quanto a tecnologia, capital, tributação, assim como condições de mercado, a Foxconn não deve finalizar seus planos de investimentos no Brasil até 2012, comentaram as fontes".

Em meio ao cabo-de-guerra entre Foxconn e o governo, que prossegue, falei sobre o tema com o ministro Aloizio Mercadante há duas semanas. Dele, questionado sobre o iPad a ser produzido pela Foxconn:

Somos hoje o terceiro maior mercado de computadores, o quinto em celulares e o quinto em televisores. O esforço do governo é fomentar a produção de equipamentos no país. Por que estamos fazendo esse esforço? Para atrair a indústria de componentes, que são essas telas de display, e a indústria de semicondutores. Só quatro países do mundo fazem a tela de display, que é a indústria pesada da área, e só 20 fazem semicondutores. É onde está a pesquisa, a capacidade de inovação. Quando você domina, você dá um salto quântico na indústria de TI [tecnologia da informação] e na indústria eletro-eletrônica. 

Oi, Claro, Vivo e TIM "começam a vender iPhone 4 de 8 GB feito no Brasil", noticia o G1. Na Vivo, onde "já pode ser encontrado em algumas lojas", os preços vão de R$ 949 a R$ 1.799. "Fabricado no Brasil", pela Foxconn.

Escrito por Nelson de Sá às 17h10

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Nova velha história

Na edição de hoje, publico análise sobre o ranking dos "artigos mais compartilhados de 2011", divulgado pelo Facebook. Com "New York Times", CNN e outros órgãos americanos, a mídia tradicional lidera com 21 dos 40 posts mais populares na rede social.

Entre os 19 restantes, 11 são de agregadores que se basearam em informações produzidas também pela mídia tradicional (jornais, TV, agências).

Escrito por Nelson de Sá às 14h21

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Dos EUA à China, a onda dos bancos centrais

Para a manchete de hoje, sobre a boa recepção nos mercados financeiros, o "Financial Times" juntou não só a ação dos países ricos, mas também a decisão chinesa de afrouxar a política monetária e "o corte ontem à noite da taxa Selic de juros do Brasil", destacando tudo como "uma onda de bancos centrais ao redor do mundo para conter uma crise de liquidez".

A manchete do estatal "China Daily" tratou de dizer que, embora a decisão do BC chinês seja "sinal de que o país começa a relaxar sua política monetária conforme a inflação é contida", especialistas, também chineses, não esperam corte na taxa juros tão cedo.

Já o "New York Times", com Reuters, postou que a China "se junta aos BCs de Brasil, Indonésia, Tailândia e da zona do euro, entre outros, no afrouxamento, um sinal de alarme de que a crise da dívida europeia e a fraca economia americana poderiam levar o mundo de volta a uma recessão".

Em outro texto sobre o corte de juros no Brasil, enviado de São Paulo, o "FT" voltou a ouvir vozes do mercado financeiro, dizendo que o BC vai ter de elevar a taxa mais à frente, devido à inflação.

Noticiando o ranking de corrupção da Transparência Internacional, o "FT" destaca que Itália e Grécia, "no centro da crise", são agora "percebidos como tendo setores públicos mais corruptos". Sobre os emergentes, enfatiza negativamente a posição da Rússia, mas também que "outros emergentes se dão melhor, com China e Brasil na metade superior da lista".

Anota, de todo modo, que "críticos dizem que a Transparência Internacional se baseia pesadamente em fontes ocidentais", daí as distorções.

O "Wall Street Journal" destaca que a Chevron, "enfrentando uma investigação criminal sobre o vazamento de petrólo na costa do Rio", partiu para o ataque, criticando a "reação exagerada" das autoridades brasileiras.

O jornal ouve, do analista do banco de investimento Oppenheimer, Fadel Gheit, que a Chevron "pode ter de se acostumar", pois o vazamento da BP no Golfo do México, no ano passado, "mudou a visão das pessoas" e as autoridades "não podem se permitir qualquer deslize, por menor que seja".

O "WSJ" ironiza o quadro abaixo, divulgado pelo candidato republicano Herman Cain, dividindo o mundo em amigos, aliados etc. Diz que deixou a Arábia Saudita e a França de fora, por exemplo, porque seriam muito "difíceis de classificar", ao mesmo tempo "rivais e aliados":

Escrito por Nelson de Sá às 12h00

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6 BCs agem para comprar tempo na crise europeia

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h53

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Comissão de Ética sugere a Dilma que exonere Lupi

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

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Nas famílias brasileiras, mais divórcio

Escalada do "Jornal Nacional":

O IBGE revela as mudanças dos últimos anos nas famílias brasileiras. O Unicef apresenta as maiores ameaças aos nossos adolescentes. Seis dos maiores bancos centrais do planeta se unem contra a crise financeira internacional. As bolsas de valores têm um dia de otimismo no mundo todo. No Brasil, o Banco Central reduz os juros básicos em meio ponto pela terceira vez seguida. A Comissão de Ética Pública da Presidência recomenda a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Jogador Marcelinho Paraíba é indiciado por estupro. Britânicos expulsam diplomatas iranianos em resposta à invasão de sua embaixada em Teerã. O JN no Ar faz a segunda escala no Pará, dias antes da decisão dos eleitores sobre a divisão do Estado.  

E do "Jornal da Record":

Reportagens exclusivas: descaso no transporte escolar para crianças deficientes; e a travessia arriscada de passageiros em linha de trem. No interior de São Paulo, uma cidade invadida por bois. Jogador vai parar na cadeia por acusação de estupro. Mais divórcio e mais miséria: separação de casais bate recorde no Brasil e cresce o número de adolescentes que vivem na extrema pobreza. Na série De Olho no Crime, assalto, sequestro, prisão em flagrante: tudo registrado em tempo real. O rei voltou: Santos anuncia seu novo reforço. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 22h47

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Na Foxconn, mil funcionários e subindo

Apesar dos vazamentos seguidos, o "Valor" informa que, segundo a assessoria da Foxconn, sua fábrica de produtos Apple no Brasil não inicia produção até o fim do ano. Porém:

Mesmo sem ter sido inaugurada oficialmente, a fábrica na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, já conta com mais de mil funcionários. "Estão só testando os equipamentos. Coisa de chinês", diz Evandro Santos, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí.

Mais no Blog do iPhone, que foi até Jundiaí.

Nos EUA, enquanto isso, a Reuters noticiou e o TechCrunch confirmou que o Kindle Fire, da concorrente Amazon, foi o produto mais vendido da Amazon.com na "Black Friday" e lidera a lista de tablets mais vendidos da Bestbuy.com, à frente do iPad mais barato.

Escrito por Nelson de Sá às 12h27

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Bric, 10

Na edição de hoje, publico a análise "Rótulo é êxito de marketing para Jim O'Neill e para o Brasil", sobre o décimo aniversário do conceito Bric.

Escrito por Nelson de Sá às 11h04

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Reino Unido corre atrás de China e Brasil

Ao mesmo tempo em que o ministro das finanças britânico previa mais austeridade, na manchete do "Financial Times", ele anunciava ontem um Plano Nacional de Infraestrutura. O jornal destacou, do discurso de George Osborne, o exemplo da China e do Brasil. Dele:

O setor financeiro sempre será muito importante para o Reino Unido. Mas temos que ajudar outras partes do setor privado a crescer. Isso significa rodovias e ferrovias para movimentar produtos, que não podem ser reduzidos a uma tela no pregão da Bolsa. Isso significa garantir fontes seguras de energia a preços razoáveis. Isso significa novas redes digitais super-rápidas ao redor do nosso país. Elas não existem hoje. Vejam o que países como China e Brasil estão construindo, e vocês também verão por que estamos nos arriscando a ficar para trás. 

Detalhando o plano, o "FT" diz que prioriza criar "cidades superconectadas", com "banda larga super-rápida e conexões WiFi".

Por aqui, informa a AFP, o ministro Paulo Bernardo propôs, em encontro com outros ministros de telecomunicações da América do Sul, a criação de uma rede de banda larga ligando todos os países. Disse que muitos ainda se comunicam uns com os outros "via EUA", o que eleva o custo em três vezes.

Mais sobre a integração da infraestrutura de TI, em discussão na Unasul (União de Nações Sul-Americanas), no site Teletime.

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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Pela primeira vez em 62 anos

O "Wall Street Journal" destaca que, com a "combinação do boom de demanda dos emergentes e da vacilante atividade interna, os EUA estão perto de um marco histórico em 2011: tornarem-se exportadores de combustível, pela primeira vez em 62 anos". Avalia o jornal:

A mudança é uma das provas mais claras dos destinos divergentes dos EUA e das economias emergentes. Enquanto os EUA se debatem sob desemprego alto e crescimento arrastado, os emergentes crescem fortemente, estimulando a demanda por combustível.

E o Brasil é "um dos grandes consumidores das exportações americanas". Cinco anos atrás, "os EUA eram importadores de derivados de petróleo do Brasil, mas no ano passado enviaram 106 mil barris por dia". Dois analistas, do Citigroup e da Platts, avaliam que é uma tendência que deve se manter por toda a década, "transformando o sistema de energia".

Por outro lado, no "New York Times", o presidente do Banco Mundial, o americano Robert Zoellick, durante palestra em Harvard, alertou para o risco de os problemas nos países desenvolvidos "assustarem os consumidores nos emergentes, como China, Índia e Brasil, que foram mais rápidos em se recuperar do aperto de crédito de 2008".

Sublinhando que multinacionais americanas como GE e Caterpillar tiveram "lucros sólidos" por causa da demanda dos emergentes, que compensou a fraqueza nos EUA e na Europa, Zoellick sublinhou aos estudantes:

Tenham em mente que, nos últimos cinco anos, dois terços do crescimento mundial vieram dos mercados emergentes. Portanto, não é ruim só para os emergentes, é ruim para o mundo. 

Em análise sobre a American Airlines, o "WSJ" credita seus problemas em parte à "bolha" da indústria aeronáutica. Em julho, a empresa aérea anunciou a maior encomenda de aviões da história, de US$ 38 bilhões, "e esta semana entrou com pedido de falência".

Diz que o "frenesi de vendas visa deter novos atores" que ameaçam o duopólio Boeing/Airbus, "vindo do Canadá, Brasil, China e Rússia".

No "NYT", com Reuters e AP, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, declarou no encontro mundial sobre ajuda e desenvolvimento, na Coreia do Sul, que os países "precisam desconfiar de doadores que estão mais interessados em extrair seus recursos":

Muitas vezes, as decisões dos doadores são pautadas mais por seus próprios interesses políticos do que pelas necessidades dos parceiros.

Sem citar, ela "parecia claramente visar a China". O foco do encontro, com os cortes das "nações ricas", vem sendo a ajuda de "emergentes como China, Brasil e Índia, que estão ampliando rapidamente seus programas".

Por outro lado, os próprios EUA foram questionados no encontro, porque sua ajuda "muitas vezes vem com a exigência de que empresas americanas implementem os programas" e:

Sua ajuda vai prioritariamente para países que servem aos seus interesses geopolíticos, em vez dos países mais necessitados. 

No encontro sobre clima na África do Sul, "das divisões se aprofundam", informa o "Financial Times". Além dos EUA, agora a Europa é criticada pela China, em nome do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China), por mudar de posição e fazer novas exigências aos emergentes.

Ameaçou com a retirada do apoio do Basic ao programa de crédito de carbono, segundo o jornal, "popular entre as empresas dos países desenvolvidos, porque facilita que atinjam as metas de emissão de carbono".

Escrito por Nelson de Sá às 09h09

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American Airlines aterrissa em falência

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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Aumento de emprego eleva lucro do FGTS

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h06

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Óleo recolhido agora ameaça contaminar rio

Escalada do "Jornal Nacional":

A Polícia Federal afirma que o óleo recolhido das águas da bacia de Campos ameaça contaminar rio. O produto teria vazado para galerias fluviais. O atirador que produziu um massacre na Noruega é considerado insano. Anunciada a pena para o médico que estava com Michael Jackson no dia da morte do cantor. A depredação da embaixada britânica no Irã provoca protestos no Ocidente. Ministros das Finanças tentam achar uma solução para a dívida de países da zona do euro. A gigante American Airlines entra com pedido de recuperação judicial. Lançada uma nova forma de identificar tamanhos de roupas masculinas. Depois da condenação por estupro na Itália, jogador Mancini, do Atlético, diz que é inocente. O JN no Ar visita o Pará, dias antes do Estado decidir se vai ou não se dividir.  

E do "Jornal da Record":

Crime contra a saúde: farmácias ignoram a lei que restringe a venda de antibióticos. Dois crimes contra o meio ambiente: depois de vazar no mar, óleo é encontrado em córregos. Reportagens especiais: na série Polícia Eletrônica, câmeras de segurança de olho no tráfico. A hora da decisão no Pará: o Estado deve ou não ser dividido? O sonho de dez milhões de brasileiros: passar em um concurso público. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 23h18

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Assinatura pode deixar publicidade para trás

O presidente do "Financial Times", John Ridding, diz à Reuters que a receita de assinaturas e vendas do jornal pode ultrapassar em 2010 a receita de publicidade. A principal razão é o crescimento em tablets:

Este é obviamente um momento desafiador para a publicidade impressa, então esses aparelhos de assinatura digital e conteúdo são essenciais e valiosos. Acreditamos que neste ano nossas receitas de conteúdo serão equivalentes e talvez até excedam as receitas de publicidade impressa pela primeira vez na história.

Diz que o conhecimento da base de assinantes tem sido "vital". O "FT" abandonou meses atrás o aplicativo que havia criado no sistema da Apple _que impedia acesso a dados dos assinantes e cobrava 30% da receita_ em troca de um aplicativo baseado na web, em HTML5. E agora tem 1 milhão de assinantes digitais, entre tablets, smartphones e o site.

O "FT" é dono de 50% da "Economist", que segue estratégia diferente quanto à Apple, mas também com êxito e avaliação semelhantes. O presidente da revista, Andrew Rashbass, em entrevista ao "Guardian", se declara feliz com o aumento na circulação em papel, mas não se ilude:

Minha expectativa é que caia. Estou tranquilo, por estar convencido de que vamos terminar com uma circulação paga maior, no final.

A revista tem agora 100 mil assinantes digitais, entre iPad, iPhone e o site, "mas este em minoria". E o aplicativo para tablet é réplica do papel:

Fizemos a escolha consciente de evitar interação ao estilo da internet. Vimos o potencial que havia em oferecer uma experiência de leitura recostada, calma, melhor do que jamais tivemos com o impresso.

Escrito por Nelson de Sá às 13h50

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Ainda o debate, 22 anos depois

Na edição de hoje, publico reportagem sobre as reações do ex-presidente Fernando Collor e do diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, à entrevista que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, principal executivo da Globo durante a campanha presidencial de 1989, deu ao jornalista Geneton Moraes Neto, na Globo News.

Abaixo, a íntegra do trecho em que Boni descreve a reunião em que preparou o então candidato para o segundo debate com Lula:

Você, como grande nome da TV, chegou a ser procurado por algum candidato na primeira eleição direta para presidente depois do fim do regime militar? Que conselho objetivo você deu?
Nós fomos procurados pela assessoria do Collor. O Miguel Pires Gonçalves [então superintendente executivo da Globo] é que pediu que eu desse alguns palpites. E eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade. Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma glicerinazinha e colocamos as pastas todas que estavam ali, com supostas denúncias contra o Lula. Mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco. Foi uma maneira de melhorar a postura do Collor junto ao espectador, para ficar em pé de igualdade com a popularidade do Lula.
O suor de Collor no debate, então, foi produzido.
Todo aquele debate foi. Não o conteúdo. O conteúdo era do Collor mesmo. Mas a parte, vamos dizer assim, formal nós é que fizemos. Eu me lembrei do Jânio [Quadros]. Só não botei uma caspazinha no Collor porque ele não aceitou.

A íntegra da reação de Collor, por e-mail:

Nunca pedi a ninguém para falar com o Boni. Meu contato era direto com o dr. Roberto [Marinho]. Portanto, não houve assessor nem intermediário para falar com ele. Mentira. Nunca tirei a gravata nos debates. Mentira. Suor durante os debates - Nem natural nem aspergido pelo Boni. Glicerina - Mais uma viajada na maionese. Mentira. Debate produzido - Um foi na Manchete e o segundo foi na Band. Mentira. Pastas vazias - Ao contrário, cheias de papeis, gráficos, números da economia, que sequer utilizei. Mentira. Resumo, o Boni despirocou.

E de Kamel, também por e-mail:

A afirmação de Boni só pode surpreender a quem não acompanha de perto da história da TV Globo. Já no livro "Notícias do Planalto" (1999), de Mario Sergio Conti, há referências minuciosas ao mesmo episódio, jamais desmentido por quem quer que seja. De lá para cá, Boni voltou ao tema algumas vezes, a última delas, creio, em entrevista à revista "Imprensa" de 1/9/2010, quando disse: "Houve o debate no qual eu, de certa maneira, participei. O Miguel Pires Gonçalves e a Zélia Cardoso de Mello pediram para que eu desse uma mão para o Collor. E eu dei umas dicas a ele, como se vestir mal para não ficar engomadinho, dicas em relação às pastas de informações que tinham que conter nos debates".
Foi, portanto, uma iniciativa do Boni, como cidadão, mesmo que com o consentimento de Roberto Marinho. Isso fica claro no livro de Mario Sergio. Ali, está dito que Boni, indagado por Roberto Marinho sobre a atuação de Collor no primeiro debate do segundo turno, fez uma análise de "dez minutos". Roberto Marinho disse então que gostaria que ele fizesse essa análise à campanha de Collor, e Boni aceitou dar palpites para o segundo debate "em caráter pessoal e informal, até mesmo porque pretendia votar no candidato do PRN". O livro conta que, quando chegou o dia da reunião, ao saber que a conversa seria realizada na sala de Miguel Pires Gonçalves, então funcionário da Globo, e por imaginar que "o encontro com os colloridos teria caráter particular", Boni consultou Roberto Irineu Marinho, "então seu superior imediato na hierarquia da rede". Roberto, nas palavras do livro, respondeu: "A Globo não tem nada a ver com essa reunião. Foi o Miguel quem falou com papai. Acho que você pode ir na sala dele e dar uns palpites".
E o noticiário da Globo nada tinha mesmo a ver com aquela candidatura. A análise da cobertura levada ao ar em 1989, no primeiro turno, quando disputavam 22 candidatos, 11 competitivos, mostra que foi adotado um sistema de rodízio no qual todos tinham a oportunidade de aparecer. No segundo turno, os dois candidatos mereceram tempos iguais no ar, nas matérias do "Jornal Nacional". Jamais houve reclamações quanto à cobertura do primeiro e segundo turnos. O que houve foram críticas quanto à edição do segundo debate, tema já amplamente debatido pela emissora, que, inclusive, reconheceu publicamente, no livro "JN, 35 Anos de História" e no site do Memória Globo, que, sem má-fé, houve ali um erro grave.
Portanto, nem eu mudei de opinião nem Boni está equivocado quanto à sua própria atuação, o que, aliás, seria um absurdo. E, como acabo de demonstrar, não é verdade que Boni só venha a mencionar o episódio agora: tem feito referência a ele há muitos anos (a primeira edição de "Notícias do Planalto", repito, é de 1999).
Acrescento, com segurança, que, se o episódio era factível no contexto histórico da época, hoje ele seria de todo impossível. Por último, é gratificante saber que você teve conhecimento do episódio, somente agora, justamente numa entrevista à Globo News, o que comprova nossa política de isenção e transparência.

Escrito por Nelson de Sá às 11h50

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Jim O'Neill estava certo

Amanhã se completam dez anos desde que Jim O'Neill, do Goldman Sachs, cunhou a expressão Bric, no estudo "Building Better Global Economic BRICs". Brasil, Rússia, Índia e China seriam locomotivas de crescimento e rivalizariam em tamanho, por fim, com os países desenvolvidos.

Na equação, Brasil e Rússia entravam como fornecedores de matérias-primas, Índia e China como consumidores.

O "New York Times" de hoje trata pela primeira vez do aniversário, publicando na coluna Breakingviews, produzida originalmente pela Reuters, que "Mr. O'Neill estava certo":

Investidores agora usam a ideia Bric como diminutivo para mercados emergentes de todos os tipos. Ser membro do clube elevou o status internacional dos presidentes Lula da Silva, do Brasil, e Vladimir Putin, da Rússia. É quase certo que também estimulou os líderes indianos a pensar mais globalmente e influenciou a escolha do Brasil para a Olimpíada de 2016. Os quatro governos realizaram suas próprias cúpulas, com a África do Sul se juntando para tornar o grupo ainda mais eufônico _os Brics. Até o momento, as economias compreendidas têm sido quase tão sólidas quanto, bem, um tijolo [em inglês, brick]. Mr. O'Neill buscou o trocadilho desde o princípio. A próxima década deve ser mais díficil. Todos os países sofrem com corrupção, a começar da Índia; a China tem uma bolha financeira; a Rússia desmoronaria e o Brasil se debateria se os preços das commodities caíssem dos altos níveis atuais. Mas um tropeço ou outro não vai alterar a mudança de poder global no longo prazo, da Cristandade _a ideia que deu forma à realidade por séculos_ para o mundo simbolizado pelos Brics.

O britânico "Financial Times", também hoje, se pergunta: "E então, ele estava certo?". Examina a lucratividade das aplicações nos quatro Brics com números do mercado financeiro ao longo da década e:

A conclusão? A seleção dos Brics por O'Neill foi inspirada.

Mas o mesmo "FT" publicou coluna de Philip Stephens na direção oposta, voltando ao argumento de que os quatro, agora cinco, nada têm em comum e "é hora de dizer adeus aos Brics". Em resenha do livro que O'Neill está lançando para marcar a data, o "FT" também fez restrições ao fato de que dá pouca atenção ao autoritarismo na China e na Rússia.

O livro "O Mapa do Crescimento", capa ao lado, já acessível em e-book, foi lançado na última quinta-feira, com extratos adiantados pelo "Telegraph". No título do primeiro e principal extrato, "Bem-vindo a um futuro construído com Brics".

 

 

 

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h42

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A defesa da floresta como negócio

Com a capa ao lado, destacando que a "floresta primitiva é um recurso finito", e a contracapa tomada por um anúncio da Vale, sobre sua responsabilidade com sustentabilidade e o futuro, o"Financial Times" publica hoje um caderno especial de quatro páginas em defesa dos "negócios sustentáveis" na Amazônia. No texto principal, com foto de colheitadeiras de soja no Mato Grosso, propõe estabelecer um "valor" para o meio ambiente como forma de "evitar o desenvolvimento danoso".

Também aborda o "potencial para a medicina" e as questões legais e éticas envolvidas; ouve um fazendeiro que trocou o Texas por Mato Grosso e defende a conservação; elogia a Zona Franca; e entrevista a ministra e a ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e Marina Silva.

Ao fundo, o "Wall Street Journal" publica reportagem, ouvindo o presidente e o novo executivo econômico da Vale, Murilo Ferreira e Tito Martins, sob o enunciado "Vale vê licenciamento como maior risco para completar projeto", referência ao Terra Sul, em Carajás, no Pará. De Ferreira:

O licenciamento ambiental está fora de controle, é o risco mais importante para a execução de projetos. 

Por outro lado, do encontro sobre clima em Durban, na África do Sul, deixado de lado pelos jornais ocidentais, o estatal "China Daily" noticia que a "China conclama a um segundo compromisso com o Protocolo de Kyoto".

O negociador Wei Su, "falando em nome de China, Brasil, África do Sul e Índia, conhecidos como Basic nos esforços para enfrentar a mudança no clima", defendeu que os países desenvolvidos, inclusive EUA, "maior poluidor per capita", "devem adotar compromissos de redução de emissão".

Escrito por Nelson de Sá às 09h36

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Facebook quer US$ 10 bilhões com IPO em 2012

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h04

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Dilma cede a PT e PDT e cria aposentadoria especial

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h51

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Camelôs incendeiam lojas e carros em SP

Escalada do "Jornal Nacional":

O "Fantástico" denuncia irregularidades em prefeituras. No momento da reportagem, o fornecimento de energia em uma cidade alagoana é alvo de sabotagem. São Paulo: camelôs protestam com violência contra a proibição de uma feira no centro. Empresas aéreas poderão compartilhar balcões para diminuir filas em aeroportos brasileiros. Conselho de Direitos Humanos da ONU acusa o governo sírio de matar 250 crianças. Pela primeira vez desde a queda de Hosni Mubarak, multidões de egípcios vão às urnas para eleger parlamentares. Divulgados os números da Aids no Brasil. Uma cidade inteira declara guerra a um inseto. Nossos repórteres mostram como vascaínos e corintianos começam a semana decisiva do Brasileirão. 

E do "Jornal da Record":

Camelôs incendeiam lojas e carros no centro de São Paulo. Na hora do telefonema, ameaças de extorsão: presos lucram fortuna com golpe do falso sequestro. Pai mata filha e forja sequestro para enganar a polícia. De olho na criminalidade: na série especial, como uma simples câmera levou cinco homens para a cadeia. De olho no ídolo: nossos repórteres mostram o que acontece quando o craque Neymar chega perto dos fãs. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h38

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A ungida. A voz poderosa do Sul

Sob o título "A ungida" e o subtítulo "Uma ex-radical política pode liderar o Brasil através de seu boom econômico?", Nicholas Lemann, colunista da "New Yorker" e diretor da escola de jornalismo da Universidade Columbia, publica na nova edição um longo perfil da presidente Dilma Rousseff, a partir de conversas com ela e com Lula. Do extrato:

Até recentemente, o Brasil era um dos países mais deseducados e economicamente desequilibrados no mundo. Agora sua economia está crescendo muito mais rapidamente que a dos EUA. 28 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza na última década. O país tem um orçamento equilibrado, uma baixa dívida nacional, quase pleno emprego e baixa inflação. Ele é caoticamente democrático e tem uma imprensa livre. O Brasil funciona de uma maneira que fomos condicionados a pensar que é incompatível com uma sociedade livre bem-sucedida. Não é só que ele é governado por ex-revolucionários, muitos dos quais _inclusive a presidente_ foram presos por anos por serem terroristas. O governo central é muito mais poderoso e intrusivo do que nos EUA. É também muito mais corrupto. A criminalidade é alta, as escolas são fracas, as estradas são ruins e os portos mal funcionam. Mas ainda assim, entre as grandes potências econômicas do mundo, o Brasil alcançou uma tríade rara: alto crescimento, liberdade política e desigualdade em queda.

A presidente, Dilma Rousseff, é uma presença enérgica. Como parte da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, passou anos na prisão e foi submetida a tortura. Sua primeira iniciativa presidencial, Brasil Sem Miséria, foi um amplo programa antipobreza. Os EUA parecem estar constantemente na cabeça de Rousseff, como exemplo de como não lidar com a crise econômica global. A política no Brasil gira em torno do predecessor de Rousseff, Luis Inácio Lula da Silva, conhecido pelos brasileiros e pelo resto do mundo simplesmente como Lula. Nos últimos cinco anos dos oito de Lula como presidente, Rousseff serviu como sua ministra da Casa Civil. Lula a ungiu como sua sucessora em 2010.

Também no extrato, Lemann menciona "os numerosos escândalos" e afirma que "ninguém acredita que Rousseff é corrupta, mas ela trabalhou por anos com algumas das pessoas que se demitiram".

Dilma Rousseff está também na nova lista de "pensadores globais" da revista "Foreign Policy", em 42º lugar, "por ser a voz poderosa do novo Sul global".

 

Escrito por Nelson de Sá às 12h04

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A caixa de Pandora foi aberta

Na edição de hoje, publico entrevista com Misha Glenny, escritor e jornalista inglês que está lançando "Mercado Sombrio" no Brasil, um mês depois do lançamento no Reino Unido e nos EUA.

Na Folha.com, a entrevista na íntegra, em que ele fala não apenas de "cybercrime", mas da forte cena hacker no Brasil e da corrida armamentista, depois do ataque com o vírus Stuxnet:

O Stux é muito, muito importante, por razões políticas. Em primeiro lugar, significa que agora sabemos que agências de inteligência, de uma vez por todas, estão gastando muito dinheiro na criação de vírus complexos. Quer sejam os americanos ou os israelenses ou os chineses, que são os três candidatos, de certa maneira não importa. O que sabemos é que quem gastou todo aquele dinheiro para criar o Stuxnet estava disposto a usá-lo contra duas instalações de enriquecimento no Irã. Eles estão dizendo, "não só temos essa tecnologia, mas vamos correr o risco de um derretimento nuclear". O mundo todo, quando aconteceu o Stuxnet, pensou, "'shit', essa tecnologia existe e é usada, todos nós vamos ter que começar a trabalhar nela". Agora temos uma corrida armamentista global por armas cibernéticas de ataque, que está acontecendo fora de todos os acordos de controle de armamentos. Cibernética é diferente de tudo mais, porque pessoas comuns conseguem pôr as mãos, atores não estatais, grupos de hackers, Hezbollah, quem quer que seja.

Escrito por Nelson de Sá às 11h38

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O pastor e seu jatinho, em "guerra cultural"

Com a foto acima, de Mauricio Lima, e destacando que Silas Malafaia viaja pelo Brasil num jatinho Gulfstream, o "New York Times" publicou a reportagem "Líder evangélico se levanta nas guerras culturais do Brasil". Ouve, do pastor:

Sou o inimigo número 1 do movimento gay. 

Especialista em religiões latino-americanas de uma universidade da Virgínia, Andrew Chesnut diz que "ele é como Pat Robertson, no sentido de ser pioneiro em levar o movimento evangélico para a política nacional".

Escrito por Nelson de Sá às 10h44

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Em Durban, mais EUA vs. China

No dia da abertura da reunião da ONU em Durban, na África do Sul, o "New York Times" entrevista o negociador americano e destaca que os EUA exigem que os Brics também paguem pelo combate à mudança no clima, sob o título "Em encontro, questões urgentes mas pouca expectativa".

Em editorial e artigo, o "China Daily" também diz não esperar muito de Durban, reúne argumentos para dizer que os países ricos devem ajudar os países em desenvolvimento a conter emissões e sublinha que o Greenpeace soltou relatório afirmando que multinacionais exercem influência nos EUA, Canadá e outros para adiar as ações contra a mudança no clima.

O "Financial Times" descreve o esforço da África do Sul, parte do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China), para "ganhar os ricos" para um extensão do Protocolo de Kyoto. Conseguiu Noruega e Austrália, mas enfrenta "resistência de alguns países desenvolvidos".

O "Wall Street Journal" entrevista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, "consultoria" financiada por companhias de petróleo, e destaca que o vazamento da Chevron "lança sombra" sobre o pré-sal. Segundo Pires, o programa "foi completamente politizado" e "a realidade é que tirar petrólo do fundo não será tão fácil como o governo dá a entender".

Já o "FT" informa de Londres que há "dúvidas crescentes" sobre a capacidade de fornecimento de petrólo do Brasil, que segundo um executivo "é fonte de crescimento do consumo, não do suprimento".

O "FT" reporta sobre os "cargueiros gigantes" da Vale, que, apesar de construídos na China e financiados por bancos chineses, enfrentam resistência nos portos do país pelo lobby da Associação de Cargueiros da China.

Já o "CD" noticia que a montadora chinesa JAC, que terá fábrica no país, fechou nova joint venture com a brasileira SNS, para investimento de US$ 600 milhões cada uma na montagem de uma rede de concessionárias.

O "FT" noticia que o Banco do Brasil, "maior banco da América Latina em ativos", vai estabelecer presença em quatro Estados americanos "como parte de um ambicioso plano de expansão que vai das Américas à Ásia".

Escrito por Nelson de Sá às 09h40

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União Europeia negocia aprofundar pacto fiscal

 

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h41

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Maioria dos profissionais responde e-mail nas férias

 

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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