Nelson de Sá

Toda Mídia

 

A comissão que vai apurar abusos durante a ditadura

Escalada do "Jornal Nacional":

O Brasil em números do IBGE: o Censo 2010 registra o impacto da violência na nossa juventude. No Maranhão, o JN no Ar mostra como vive o município do Estado com o menor rendimento familiar médio. Manchas nas águas do Atlântico: brasileiros aguardam uma informação precisa sobre a extensão do vazamento de óleo na Bacia de Campos. Especialistas explicam a operação de fechamento do poço no fundo do mar. A presidente Dilma Rousseff assina a lei que cria a comissão que vai apurar abusos dos direitos humanos durante a ditadura militar. A Justiça quebra o sigilo bancário e fiscal do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. A Polícia Federal prende o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia. O ditador da Síria aceita a entrada de observadores internacionais. Cientistas americanos apresentam uma estrutura metálica revolucionária. Neymar concorre ao prêmio de gol mais bonito do ano. 

Mais "Jornal da Record", "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 22h01

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Apple entre nós

Citando fonte do mercado fonográfico, o site da revista "Época" posta que o iTunes abre escritório em São Paulo no mês que vem, para disponibilizar músicas daqui. Hoje "a loja virtual já aceita brasileiros, mas para produtos que foram disponibilizados nos países onde existe escritório".

Escrito por Nelson de Sá às 10h33

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S&P dá "um voto de confiança"

"Wall Street Journal" e "Financial Times" publicam que a Standard & Poor's elevou a nota do Brasil, "citando o compromisso com políticas fiscais sólidas e a perspectiva de crescimento apesar da desaceleração global" e "tornando-se a terceira agência a elevar a dívida brasileira, num voto de confiança que contrasta com a situação na Europa e nos EUA".

Também na agência chinesa Xinhua, dizendo que "o governo Dilma Rousseff 'demonstrou seu compromisso de cumprir metais fiscais'".

Na manchete do "China Daily", "Questão cambial não é do interesse da OMC". O ministério chinês do comércio diz que é assunto do FMI, "em resposta ao anúncio de que a OMC concordou em discutir se nações protegem setores internos manipulando moeda". Li Zhongzhou, ex-diretor do ministério, sublinha que "a proposta do Brasil não especifica quais países", mas "a China provavelmente será um dos alvos".

"New York Times", com AP, e "FT" noticiam que a Polícia Federal abriu investigação sobre o "vazamento de petróleo da Chevron". O "WSJ" publica que a "segunda maior companhia de petróleo dos EUA" anunciou estar "cimentando" o poço na região do campo de Frade, no Rio.

O "WSJ" entrevista o presidente da Embraer, Frederico Curado, e destaca que a "quarta maior fabricante de aviões do mundo" vê sua unidade de defesa liderando o crescimento da empresa nos próximos anos.

Ele cita a perspectiva de encomendas do próprio governo brasileiro, devido às necessidades de segurança para Copa, Olimpíada e pré-sal, e também de países com os quais o Brasil mantém relações de longa data, na América Latina, na África e no Sudeste da Ásia.

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

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Contágio se espalha pela Europa dividida

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h34

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Em plena crise, aumenta a nota do Brasil

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h21

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Nos EUA, tecnologia vs. mídia

Anteontem, nove gigantes da internet, inclusive Google, Yahoo, Facebook e Twitter, compraram página no "New York Times" contra a revisão do Digital Millennium Copyright Act, lei de 98 que abriu o caminho para as mesmas corporações.

Seu alvo é o Stop Online Piracy Act, Sopa, a nova lei em debate no Congresso, em defesa da propriedade intelectual e bancada por Motion Picture Association of America, que representa Hollywood, e outras.

A disputa é entre dois grandes grupos de interesse, lobbies com poder de fogo em Washington. De um lado, as empresas de tecnologia, de internet. De outro, as empresas de mídia, de conteúdo. Os congressistas estão mais pendentes ao segundo grupo.

Escrito por Nelson de Sá às 12h10

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China continua a comprar

O "China Daily" noticia que a empresa de autopeças chinesa CAAS vai formar uma joint venture com duas empresas brasileiras para entrar no país, nos passos de montadoras como a Chery, "um de nossos maiores clientes", na explicação do presidente da CAAS. Mira "as oportunidades de crescimento no Brasil e na América do Sul como um todo".

E o "Wall Street Journal" noticia, de Xangai, que a estatal de mineração de ouro Shandong ofereceu US$ 1 bilhão pela brasileira Jaguar. "O fato de a China continuar a comprar no Brasil", apesar das divergências sobre ferro, soja e câmbio, "indica o forte interesse em assegurar recursos e a sua capacidade de investir enquanto o resto do mundo enfrenta austeridade".

Já o "Financial Times" informa que "os planos ambiciosos do Brasil para a energia nuclear estão atraindo muitas das maiores empreiteiras do setor", como as francesas Areva e GDF Suez e a britânica EDF. E que novas descobertas triplicam as reservas de urânio do país, aproximando-as das reservas dos líderes Austrália e Cazaquistão.

O "New York Times" publica artigo do jornalista Leão Serva, denunciando que o novo Código Florestal, que o agronegócio quer aprovar no Congresso, "condenaria vastas áreas de floresta tropical ao extermínio".

Escrito por Nelson de Sá às 10h28

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Bancos europeus enfrentam estresse de liquidez

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h45

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Barba e cabelo. Um outro Lula. Um novo Lula

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h53

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Pela primeira vez, maioria se assume negra ou parda

Escalada do "Jornal Nacional":

O Brasil em números: o IBGE anuncia dados do Censo 2010. Eles mostram mudanças no perfil das famílias brasileiras e desafios que o nosso país ainda precisa vencer. A Polícia de São Paulo apresenta os quase R$ 2,5 milhões que encontrou enterrados em um quintal. Colegas de partido de Carlos Lupi contradizem o ministro sobre viagem. A presidente Dilma decide aguardar as explicações dele ao Congresso nesta quinta-feira. Divulgadas as imagens do ex-presidente Lula sem barba e cabelo. Itália e Grécia começam o esforço para recuperar a confiança internacional em suas economias. A crise política se agrava na Síria. 

E do "Jornal da Record":

Novo Brasil: pela primeira vez na história, a maioria da população se assume como negra ou parda. Velho Brasil: brancos ainda ganham quase o dobro do que os negros. Cenas que se repetem: cliente é baleado durante assalto a banco. Lições de vida: nossos atletas levam o Brasil à liderança no ParaPan de Guadalajara. A superação de um sobrevivente da chacina da Candelária. A nova imagem de lula: ele se antecipou aos efeitos da quimioterapia. Jornalismo premiado: reportagem da Record sobre a Transamazônica ganha o Prêmio Esso de Telejornalismo. 

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h48

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Unilever & Weibo

A Reuters pergunta "o que FMI, Louis Vuitton e Unilever têm em comum?". As três "instituições ocidentais" estão no Weibo, "espécie de Twitter chinês". Do diretor de uma agência digital de Xangai:

É a forma mais rápida de se comunicar com as plateias chinesas. Quando a coisa é bem feita, as multinacionais podem localizar seus mercados-alvos, reunir informações, dados sobre hábitos e começar a se conectar quase imediatamente com uma significativa redução de custos em relação à mídia tradicional.

Escrito por Nelson de Sá às 11h56

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"NYT" diante de Apple, Google, Amazon

De Bill Keller, editor-executivo do "New York Times" até setembro, para Roberto Dias, editor de Novas Plataformas:

Os profetas da internet argumentavam que tudo era gratuito e que as pessoas não pagariam por nada, que a informação em todos os formatos seria livre. Mas apareceu o iTunes e viu-se que as pessoas ainda queriam pagar por música. Desapareceu toda a noção, que é um eco dos anos 60, de que tudo deveria ser gratuito. 

Olhamos para Apple, Google, Amazon como amigos e inimigos. São tanto aliados quanto concorrentes. Concorrentes não por substituição do trabalho jornalístico, mas porque disputam a atenção dos leitores e as receitas. A Apple criou o iPad, um boom para o jornalismo. Mas a Apple também quer pegar seus 30%.

Escrito por Nelson de Sá às 11h10

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Lei e ordem na maior favela do Brasil

"Wall Street Journal" e "China Daily" publicam que o "Brasil toma duas favelas dos traficantes de drogas" ou "favelas sem lei", destacando o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e os preparativos do Rio para Copa e Olimpíada.

Em coluna no "New York Times", Rob Hughes aborda os "novos desafios para dois grandes do Brasil", Zico e Romário. O primeiro é agora o treinador da seleção do Iraque, sétimo país em sua carreira. O segundo agora "ataca aqueles que o julgaram no passado", Fifa e Ricardo Teixeira.

Também em coluna no "NYT", Luisita Torregrosa escreve que as "mulheres brasileiras", depois de Gisele Bündchen, "agora têm uma nova imagem, uma nova face", Dilma. E lista mulheres no comando não só do governo, com Casa Civil e outros, mas em empresas como CSN e TAM.

Já o correspondente Joe Leahy, do "Financial Times", escreve contra a "correção política emergente" que teria oposto Dilma à "supermodelo" Gisele, com vitória da segunda, que conseguiu manter no ar um comercial da Hope considerado degradante para as mulheres. Leahy ouve, do editor do site Propmark, Marcello Queiroz, que foi tentativa de "censura".

Escrito por Nelson de Sá às 10h26

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Crise europeia freia avanço financeiro no Brasil

Com foto da Bovespa na capa e do BNDES na página seguinte, o "Financial Times" publica caderno especial de oito páginas sobre os mercados de capital no Brasil, com informes publicitários de Santander, na capa e na contracapa, Banco do Brasil e Itaú.

No texto principal, elogia as reformas introduzidas pelo "Novo Mercado", mas cobra mais e diz que a crise do euro paralisou o crescimento do setor no Brasil.

Também no "FT", William Rhodes, ex-representante do Citi e dos credores privados na discussão da dívida do Brasil, nos anos 80, defende que o FMI volte a ser "independente" como então, dizendo que "mais recentemente o Fundo errou ao se submeter aos políticos da zona do euro". 

O "Wall Street Journal" noticia que o "debate sobre a manipulação do yuan vai para a OMC". A Organização Mundial do Comércio examina "nos próximos meses se as regras de comércio podem ser usadas para punir governos que manipulem suas moedas, um debate comandado pela raiva do Brasil com a política cambial da China".

O jornal não registra que o Brasil entrou com o pedido na OMC, aprovado na segunda, também por causa da maniputação do dólar pelos EUA.

O "WSJ" publica hoje que a companhia de petróleo americana Chevron "declara que o poço no Brasil foi selado":

Embora seja supostamente um vazamento pequeno, o poço deficiente levantou preocupação de uma repetição, no Brasil, do incidente no Golfo do México em 2010, que causou um desastre de relações públicas.

Escrito por Nelson de Sá às 09h51

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Occupy Wall Street, expulso, tem futuro incerto

 

 

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h38

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17 Estados, inclusive SP, desrespeitam professor

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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Inovação, como fazer?

Na edição de hoje, publico entrevista com o brasileiro Tony Knopp, que faz a ponte do MIT com as empresas e que já levou Embraer e outras para parceiras com a universidade americana. Em suma, ele descreve como a inovação, palavra mágica hoje no Brasil, se dá na prática.

Abaixo, entrevisto Aloizio Mercadante, titular do ministério agora denominado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Dele, sobre o modelo do MIT e o de outras três instituições estrangeiras de excelência:

O MIT sempre foi um centro de formação da elite intelectual. Na graduação, por exemplo, os alunos do ITA têm um padrão médio superior. No entanto, na pós-graduação, eles são muito rigorosos, exigentes. Ali eles têm não só as engenharias. Você tem o Chomsky, por exemplo, pesquisando um modelo matemático de linguagem. Você tem centros na área de economia. Você tem laboratórios de arte visual. E você tem um pólo, na área de biotecnologia, espetacular. E muita coisa, hoje, interdisciplinar. O MIT teve uma contribuição muito importante para o Brasil, porque o brigadeiro Montenegro trouxe o reitor do MIT e sete professores e fundou o ITA, 60 anos atrás. Que até hoje é um grande centro de excelência na engenharia. Só que o ITA acabou convergindo para engenharia aeronáutica. O ITA é a origem do Inpe, que é um dos melhores centros na área espacial, e da Embraer, que é a terceira empresa aeronáutica do mundo. Agora, o ITA não se diversificou. Está mudando a reitoria do ITA. Seria muito importante que ele abrisse novas áreas e ampliasse o número de alunos. E isso está sendo discutido hoje. Quer dizer, o ITA pode cumprir um pouco esse papel, por sua cultura, por sua origem, de ser uma grande escola de engenharia e de pesquisa, ciência e tecnologia, com um pouco mais de diversidade, avançando um pouco na direção em que foi o MIT.

Um exemplo pelo qual nós temos grande admiração é a Alemanha. Você tem a fundação Helmut [Newton], que faz a pesquisa aplicada em áreas estratégicas, do Estado, e você tem a fundação Fraunhofer, que é dedicada à inovação. A Fraunhofer tem vários centros de pesquisa, é mais ou menos esse modelo que estamos adotando na Embrapii, inclusive temos feito convênios com a Fraunhofer. E cada centro desses está ligado a uma universidade e a um complexo industrial importante. Ela tem foco nessa parceira com o setor privado e em atender à demanda do setor privado. Nós temos brasileiros lá também. Tem uma brasileira que dirige uma das áreas estratégicas, um laboratório de ponta da fundação Fraunhofer.

A Coreia do Sul é um exemplo também, porque é um país pequeno, numa situação bastante adversa, que investiu muito em educação, em formação de talentos. Você não tem ciência, tecnologia e inovação sem formar recursos humanos. E a Coreia criou uma articulação entre algumas grandes empresas, em setores estratégicos, como é por exemplo no complexo de eletro-eletrônicos, Samsung, LG, Automotive e outros. Eles criaram alguns centros de excelência e esses centros, em parceria com as grandes empresas, deram uma grande competitividade à Coreia. E eles têm um centro de formulação de políticas estratégicas, que é o Craft, que pensa essas diretrizes. É uma instituição que merece muita atenção e nós estamos fazendo convênio com eles também, para buscar essa expertise, de gestão da inovação.

A Academia Chinesa de Ciências também é um negócio fantástico. Eles têm um faturamento de US$ 4 bilhões, tem empresas estratégicas, estão na área de espaço. A Lenovo é deles, na área de computação.

Escrito por Nelson de Sá às 12h34

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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