Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Contagem regressiva para a libertação da Rocinha

Escalada do "Jornal Nacional":

Contagem regressiva para a libertação da Rocinha: a polícia intensifica o controle dos acessos a uma das maiores favelas do Rio. O oficial que recusou o suborno de R$ 1 milhão do traficante Nem diz que não se considera um herói. Defensores públicos pedem habeas corpus de um homem condenado a 18 meses de prisão em São Paulo. Ele tentou roubar quatro latas de atum e uma de óleo. O Ministério do Trabalho dá explicações sobre o dinheiro público que Carlos Lupi liberou para uma ONG investigada pela Polícia Federal. O Senado italiano aprova medidas de austeridade contra a crise econômica. O Brasil é bicampeão na burocracia dos impostos para as empresas. A blitz do JN no Ar visita obras de Belo Horizonte para a Copa das Confederações. No Japão, você vai conhecer as maiores atrações de uma feira de robôs. 

E do "Jornal da Record":

Meio a meio: Nem diz que 50% do dinheiro do tráfico ia para o bolso de policiais. Sete a menos: traficantes que fugiram do cerco são presos em outra comunidade. Contra o crime: a ocupação da Rocinha será no domingo. Contra a crise: Itália aprova corte de gastos. Animais vítimas de maus tratos procuram novo dono e mostram que são fieis até a morte. 11 de 11 de 2011: coincidência no calendário promove casamentos coletivos e nascimentos com hora marcada.

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 21h38

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Redes sociais e privacidade

"Wall Street Journal" e "New York Times" informam que o Facebook está para fechar um acordo judicial aceitando que qualquer mudança retroativa sobre privacidade não poderá ser feita sem o consentimento do usuário. Ou seja, o Facebook não poderá mais revelar informação não-autorizada a terceiros. Em suma, comemora a "Atlantic":

Mark Zuckerberg está perdendo sua guerra contra a privacidade.

Por outro lado, no "NYT", um juiz determinou que o Twitter "tem de revelar informação sobre três de seus usuários, que estão sob investigação por ligação com o WikiLeaks," ao Departamento de Justiça dos EUA. Entre eles, "um cidadão holandês" e "uma integrante do parlamento da Islândia".

Escrito por Nelson de Sá às 12h00

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Por turistas Brics, EUA aceleram vistos

O "China Daily" destaca que o Departamento de Estado dos EUA decidiu elevar o número de funcionários na China e no Brasil, com mais 50 em cada um. É para responder à alta nos pedidos de visto, diz o diretor da área, Ed Ramotowski, prevendo aumentar a capacidade para 2,2 milhões de vistos na China e 1,8 milhão no Brasil, em 2013.

É para atrair mais consumidores dos emergentes, diz o jornal.

E o "Financial Times" informa que o presidente da Disney, Bog Iger, afirmou ser "imperativo para esta companhia plantar uma série de sementes no mundo emergente", em busca de crescimento. Os parques do grupo tiveram "forte frequência" no terceiro trimestre, com a queda "leve" dos britânicos "compensada pela alta nos turistas da Ásia e do Brasil".

A consultoria de marcas FutureBrand, do grupo McCann, divulgou que a "marca Brasil" subiu em seu ranking de 113 países, devido à melhor imagem externa em temas como consciência ambiental, qualidade de vida e facilidade para fazer negócios, informa a BBC. Do relatório:

A Índia [em 29º] lidera os Brics em percepção geral da marca do país, mas o Brasil [31º] é a estrela em ascensão do grupo. Depois de garantir a Copa de 2014 e os Jogos 2016, o Brasil saltou dez posições, tornando-se uma estrela ascendente no índice geral. Ao contrário da China, o Brasil conseguiu também melhorar em outras dimensões do ranking, como turismo, com uma subida de 30 posições neste ano. 

Nos índices de turismo, o Brasil é o terceiro em vida noturna, atrás de EUA e Reino Unido, e o segundo em praias, atrás da Austrália.

Escrito por Nelson de Sá às 11h23

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Nem é preso. "Elite Squad" estreia

Ambos com a foto acima, de Felipe Dana, da AP, os correspondentes Simon Romero, do "New York Times", e John Lyons, do "Wall Street Journal", relatam a prisão de Antônio Bonfim Lopes, "um dos mais procurados chefes das drogas no Brasil". É "o maior golpe da campanha para pacificar as favelas nos morros antes da Copa de 2014 e dos Jogos de 2016":

Conhecido como Nem, ele é famoso aqui pelos gostos extravagantes, que incluem ternos Armani e alugar um helicóptero para sua mulher fazer turismo no Rio dos céus. 

E hoje estreia em Nova York e Los Angeles "Elite Squad: The Enemy Within", tropa de elite, o inimigo interno, título local de "Tropa de Elite 2". O crítico Stephen Holden, no "NYT", faz restrições aos personagens estereotipados, "exceto pelo Nascimento de Wagner Moura", mas avalia que é "entertaining", divertido, e apresenta uma "jornada moral" do protagonista:

O novo filme aparenta ser um esforço consciente para rebater acusações de que o primeiro foi fascista na sua visão de lei e ordem, com mão de ferro, para lidar com as favelas infestadas de drogas no Rio.

Escrito por Nelson de Sá às 10h30

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China avança sobre o pré-sal

"New York Times", "China Daily", "Wall Street Journal" e "Financial Times", todos noticiam de Pequim que a estatal Sinopec comprou 30% da subsidiária brasileira da companhia de petróleo Galp, de Portugal, por US$ 5,2 bilhões.

O "FT" sublinha que é mais um na série de investimentos chineses em petróleo no Brasil. No "CD", a Sinopec afirma que, com o negócio, passa a ter acesso aos quatro blocos de que a Galp participa no pré-sal.

Escrito por Nelson de Sá às 10h04

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Tecnocracia assume Grécia e Itália. Mercado aguarda

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 09h36

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UE já vê corte em investimentos e empregos

 

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Escrito por Nelson de Sá às 09h02

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A captura do traficante mais procurado do Rio

Escalada do "Jornal Nacional":

Policiais do Rio abordam um veículo suspeito e recusam uma tentativa de suborno de R$ 1 milhão. Do porta-malas do carro, o traficante mais procurado do Estado vai para o camburão. Nossos repórteres mostram a captura de Nem, da Rocinha. A próxima favela a ser libertada do domínio de bandidos. Depois de dizer que é osso duro de roer, depois de avisar que só sai do ministério abatido a bala, depois de ser advertido pelo Palácio do Planalto, Carlos Lupi se desculpa e se declara: "Presidente Dilma, desculpa se eu fui agressivo, não foi minha intenção, eu te amo". A blitz do JN no Ar mostra como estão as obras para Salvador ser a sede da Copa das Confederações. A perda de receitas com o petróleo leva multidões às ruas em protestos no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Partidos políticos finalmente entram em acordo para formar o novo governo da Grécia. Um pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos comete uma gafe durante um debate na TV. A seleção brasileira vence o amistoso contra o Gabão. 

Mais "Jornal da Record", "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 23h59

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O vasto choque geopolítico

O "New York Times" destaca que o relatório anual da Agência Internacional de Energia, que reúne os países importadores de petróleo em contraponto à Opep, prevê declínio nas compras dos EUA, sendo ultrapassado pela União Europeia como maior importador em 2015. Mas a demanda crescente de China e Índia vai manter os preços sob pressão. Da agência:

Os países importadores vão depender cada vez mais de um pequeno número de países produtores. A previsão é que a produção de petróleo cresça principalmente no Iraque, na Arábia Saudita e no Brasil. 

Já o "Wall Street Journal" publica que as companhias ocidentais de petróleo, que "perderam a chance nas grandes descobertas em lugares como Brasil e África ocidental na última década", vêm obtendo melhores resultados em "descobertas recentes". Cita a espanhola Repsol na Argentina, a italiana Eni em Moçambique e a norueguesa Statoil no Mar do Norte.

O "NYT" reproduz análise da Reuters, prevendo que o "fracasso da zona do euro enviaria vastas ondas de choque ao redor do mundo, mudando o equilíbrio de poder geopolítico".

A consultoria de risco estratégico Wikistrat diz que levaria as potências europeias a segundo plano, "enquanto China, Índia, Brasil e outros sobem". A fundação George Marshall, também dos EUA, avalia que para as "novas potências" não se trata de uma crise na zona do euro, mas "do mundo rico, o que dá a elas mais confiança de que chegou sua hora".

Outros analistas dizem que é "uma ilusão". Para um ex-assessor da chancelaria britânica, "não haveria vencedores e sim uma crise bancária e de dívida que atingiria todos". A consultoria de inteligência Stratfor arrisca que a China, que tem na UE seu principal mercado, "poderia ser o maior perdedor". E fala em "colapso no fluxo de capital para países como Vietnã e Brasil".

Ao fundo, o "China Daily" noticia que tanto as exportações como as importações chinesas caíram em outubro, devido às "incertezas nos EUA e na Europa, que reduziram a demanda externa".

Já o comércio com África do Sul, Rússia e Brasil cresceu "muito acima da média", nos primeiros dez meses, respectivamente 87%, 43,8% e 37,4%.

Escrito por Nelson de Sá às 11h00

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Temor pela Itália se espalha pelo mundo

 

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Escrito por Nelson de Sá às 09h35

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Berlusconi resiste e juros da dívida sobem

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Escrito por Nelson de Sá às 09h01

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Nem a saída de Berlusconi acalma os mercados

Escalada do "Jornal Nacional":

Cresce o temor de que também a Itália não consiga pagar o que deve. Nem a saída de Silvio Berlusconi acalma os mercados. O ministro Carlos Lupi desagrada o governo com declarações sobre sua permanência no cargo. A presidente Dilma Rousseff diz que quem nomeia e demite ministro é ela. O Supremo começa a julgar a validade da lei da Ficha Limpa. Policiais que escoltavam traficantes em fuga de uma das maiores favelas do Rio são presos em flagrante. A blitz do JN no Ar mostra a correria no Recife para tentar sediar a Copa das Confederações. Veja também o contrato que segura Neymar no futebol brasileiro. E como a Lei Seca no trânsito pode ficar ainda mais seca. 

E do "Jornal da Record":

Erro fatal: enfermeira que injetou leite na veia de bebê será indiciada pela morte da criança. Policiais são presos no momento em que davam cobertura para fuga de traficantes da Rocinha. Começa o julgamento dos PMs acusados de executar a juíza Patrícia Acioli. Tolerância zero: Senado decide que um gole de álcool pode mandar motorista para a cadeia. Chuva não para e provoca desmoronamentos em Salvador. Flagrante de um crime sem punição: animais são explorados e torturados no meio da rua. Heróis do Pan: nossos atletas são homenageados pela presidente Dilma.  

Mais "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 23h45

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Os tablets são um campo aberto

Na edição de hoje, publico um painel sobre a corrida ou "guerra" para estabelecer o modelo dos agregadores de mídia para tablet, que começou com o Flipboard e já abrange Yahoo e AOL, que lançaram Livestand e Editions, e espera agora a chegada do Google, com o Propeller.

Ken Doctor, um dos analistas ouvidos, autor de "Newsonomics", descreve como os grandes grupos, todos com aplicativos em HTML5, buscam no ambiente dos tablets o mesmo domínio que alcançaram na internet on-line _em busca, por exemplo. E prevê muita mudança até o final de 2012, quando a penetração dos tablets deve passar de 11% para 22% ou mais nos EUA.

Ele acrescenta abaixo uma previsão para o mercado americano de tablets, com a entrada em cena de Amazon e Barnes&Noble:

O iPad, da Apple, tem cerca de 80% do mercado, hoje. E nós acreditamos que ele continuará com cerca de três quartos do mercado pelos próximos 18 meses a dois anos. O Kindle Fire, da Amazon, será provavelmente o número 2, e o Nook Tablet, da Barnes&Noble, será provavelmente o número 3 nesse ponto. Eu acredito que o iPad é realmente o meio número 1 para tudo isso. Mas o Kindle terá um papel significativo, no longo prazo, e por causa da sustentação da Amazon ele vai terminar sendo um número 2 mais forte.

Escrito por Nelson de Sá às 12h16

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A nova classe média _e a moda, a religião etc.

O "New York Times" posta um especial sobre a indústria brasileira de moda, publicado por sua versão global, "International Herald Tribune", com atenção voltada em parte ao comércio on-line. Diz que o Brasil já está conectado, mas ainda não chegou lá, nas compras via internet. Por outro lado, já tem uma plataforma com 26 blogs de moda, a F*Hits.

Além do "maior poder de compra das baixas classes médias", diz o jornal, uma novidade é que "esses consumidores buscam produtos que vão além do design moderno e das novas tendências nas passarelas _eles querem um 'selo de qualidade' ecológico", o que já muda as coleções.

Também no especial, pequenos perfis/entrevistas com Alexandre Herchcovitch, Carlos Miele e Pedro Lourenço.

Matias Spektor, analista de política externa da FGV, escreve no site do "New York Times" sobre como os "evangélicos cortejam os que estão ascendendo no Brasil" e já somam um em cada cinco, com o catolicismo em queda. Mas não é só em religião que se fazem sentir:

As baixas classes médias em expansão são um grande motor de mudança. Seu novo poder econômico e político estão colocando sob pressão as estruturas existentes que gerenciam as aposentadorias, a educação, os impostos e o crédito _todas enviesadas em favor dos ricos. Confundir conservadorismo social com uma ideologia de conservadorismo política pode ser um erro. 

Spektor, informa o "NYT", finalizada o livro "18 Dias", sobre as relações EUA-Brasil nos governos dos presidentes Lula e George W. Bush.

PS - Uma dica: se tiver dificuldade para acessar o "New York Times", entre pelo Google, buscando o título original da reportagem ou do artigo.

Escrito por Nelson de Sá às 10h02

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A nova rota da seda

O "Financial Times" publica mais um caderno especial com foco nos emergentes _e anúncio publicitário do banco Itaú_ agora sobre a "nova rota da seda". Em suma, "o comércio Sul-Sul está em expansão, mas é preciso fazer mais para remover barreiras".

Na reportagem de abertura, escrita de Cingapura, o jornal anota que a atenção hoje está em "Atenas ou Washington", mas "as mudanças mais importantes de longo prazo estão emergindo mais ao Sul". O economista-chefe do banco londrino HSBC, Stephen King, resume:

O maior espetáculo da Terra está acontecendo em outro lugar. O comércio no Sul está ganhando potência turbo.

É King quem fala em "estrada da seda do Sul". Cita as rotas de comércio entre Ásia e América Latina e, mais especificamente, o super-cargueiro Vale Brasil, que "apareceu no Rio há seis meses, com capacidade para transportar quase o dobro de minério de ferro que os anteriores".

No segundo destaque do caderno, o "FT" enfatiza que a "mudança na direção [para a Ásia] estimula crescimento em toda a América Latina", listando Brasil, Chile, Argentina, Peru, Venezuela e Colômbia, que passam por "aprimoramento de infraestrutura":

Talvez o mais ambicioso desses planos seja o projeto brasileiro de construir uma série de estradas através da Amazônia que vão ligar o país aos portos do Pacífico no Peru e daí aos mercados asiáticos. 

Na manchete do "China Daily", "Investir no exterior rende dividendos", em defesa dos projetos de empresas chinesas que "empregaram 1,1 milhão de pessoas, 800 mil delas estrangeiras", mundo afora. Citando a consultoria Ernst & Young, prevê que "Brasil, Argentina, Austrália e Canadá vão se manter como principais destinos do investimento" nos próximos anos.

O "CD" reporta também sobre o segundo encontro de ministros de agricultura dos Brics, em Chengdu. Sublinha que o vice-primeiro-ministro "e membro do Escritório Político do Comitê Central do PC Chinês", Hui Liangyu, defendeu aprofundar "cooperação", "comunicação", "coordenação" entre os cinco.

Já o "Wall Street Journal" relata a visita da diretora-gerente do FMI a Pequim, destacando que Christine Lagarde defendeu uma política monetária mais frouxa para a Ásia e a China em especial. Ela está no país para tentar estruturar um plano de apoio dos Brics à zona do euro, anota o jornal.

E o "CD", em meio à visita, publica artigo criticando a "euro-paralisia" no G20, quando os "líderes europeus poderiam ter facilitador o investimento dos Brics na zona do euro", por exemplo, "acelerando reformas na OMC, no FMI e no Banco Mundial", mas não o fizeram.

Escrito por Nelson de Sá às 09h33

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Crise da dívida é a última defesa de Berlusconi

 

 

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h01

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Crise da dívida derruba o quarto primeiro-ministro

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h34

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Por Carlos Lupi, bancada do PDT ameaça governo

Escalada do "Jornal Nacional" de 8.11:

O ministro do Trabalho divide opiniões no próprio partido. Parlamentares do PDT pedem a investigação das denúncias de cobrança de propina no ministério, mas a bancada no Congresso ameaça abandonar o governo se Carlos Lupi deixar o cargo. O Tribunal de Contas da União recomenda a paralisação de mais de 20 obras suspeitas de irregularidade. O governo tenta renovar o direito de usar o dinheiro do orçamento com mais liberdade. A blitz do JN no Ar vistoria os preparativos em Fortaleza para a Copa das Confederações. A Agência Internacional de Energia Atômica afirma que o Irã está tentando fabricar armas nucleares. O italiano Silvio Berlusconi perde maioria no Parlamento e admite renunciar. Na Universidade de São Paulo, a polícia cumpre a ordem judicial para desocupar o prédio da reitoria invadido na semana passada. 

Mais "Jornal da Record", "SBT Brasil" e "Jornal da Band".

Escrito por Nelson de Sá às 00h17

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Siga o dinheiro

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, chega hoje a Pequim, atrás de recursos para enfrentar a crise europeia, e ontem estreou sua conta no Weibo, que atinge 30% dos internautas chineses, penetração semelhante à do Twitter nos EUA. Da Reuters, de Xangai:

Lagarde se juntou à crescente coleção de expoentes e celebridades ocidentais como Bill Gates e a atriz Emma Watson na plataforma mais popular de microblog da China, Weibo _e recebeu uma resposta calorosa. Já tem 28 mil seguidores. Gates, que fez sua estreia no Weibo em setembro de 2010, agora tem 2,1 milhões de seguidores, enquanto a estrela de "Harry Potter" atraiu 510 mil seguidores desde a sua primeira mensagem, em julho de 2011. 

E o "Financial Times" informa que a rede chinesa CCTV "vai transmitir programação em inglês do coração da capital dos EUA", Washington, onde abriu novos escritórios. Serão seis horas diárias, a partir de meados de 2011, mas no momento ainda busca ampliar sua distribuição.

A CCTV também planeja um centro de transmissão na Europa, como parte dos esforços chineses de ampliar "soft power". Ou melhor, "ruanshili".

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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Brics querem trocar dinheiro por poder no FMI

O "China Daily" ecoa o programa semanal de rádio da presidente Dilma Rousseff, que defendeu a criação de empregos como forma de enfrentar a crise econômica na Europa.

O jornal noticia, com Bloomberg, que os "Brics buscam maior peso no FMI com as discussões de ajuda" à Europa. Em meio à visita da diretora-gerente do FMI a Moscou, o assessor econômico Arkady Dvorkovich disse que os Brics decidirão sobre sua "contribuição financeira nas próximas semanas" e querem mais poder no Fundo, para "influenciar decisões".

E o "New York Times" traz artigo de Mira Kamdar, do think tank World Policy Institute, sublinhando que na reunião do G20 "pela primeira vez as economias avançadas buscaram ajuda das economias emergentes":

No final do encontro, uma coisa estava clara: o domínio das instituições multilaterais por um punhado de países desenvolvidos não é mais sustentável num mundo em que o crescimento econômico está do lado do grupo político Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). 

Por outro lado, Fan Jianping, do Centro de Informação do Estado, "think tank do poderoso escritório de planejamento da China", defendeu que a moeda chinesa seja desvalorizada quando outras moedas emergentes, casos de "Brasil e Rússia", também depreciarem, informa o "Financial Times".

Os comentários de Fan "confrontam-se com o pedido de governos no G20", Brasil inclusive, "para que a desvalorização cambial" não seja usada com instrumento contra a crise.

Em seu blog dedicado a corrupção, o "Wall Street Journal", que já deu manchete ao revelar o escândalo da Alstom no metrô de São Paulo, noticia que agora é o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que "enfrenta acusações de corrupção", publicadas pela revista "Veja".

E o "NYT" posta, com Reuters, a análise "Rousseff surfa na onda anticorrupção, por enquanto". Cita pesquisa que constatou o aumento de sua aprovação no Sul e Sudeste como prova de que "a percepção de que não tolera os desvios de sempre" joga em seu favor. Porém:

A necessidade de manter relações de trabalho com sua espinhosa coalizão de 16 partidos, para aprovar uma reforma tributária e outras, indica que sua "faxina", como foi apelidada pela mídia, deve parar antes de enfrentar as raízes profundas da propina política.

Escrito por Nelson de Sá às 09h34

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Berlusconi luta para se manter

 

 

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

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Custo da dívida italiana bate recorde

 

 

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h14

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Presidência pede explicações a ministro

Escalada do "Jornal Nacional":

A comissão de ética da Presidência pede explicações ao ministro do Trabalho. Assessores são suspeitos de cobrar propina de ONGs. O ministro diz que não vai deixar o cargo. A Europa em crise: a Grécia aguarda o anúncio do novo chefe de governo e é pressionada a implantar medidas de austeridade. A França aperta o cinto para demonstrar compromisso com o equilíbrio das contas. E o italiano Silvio Berlusconi usa a internet para desmentir que vai renunciar. Nos Estados Unidos, médico é condenado por ter provocado a morte de Michael Jackson. Um padre é preso no Paraná sob suspeita de abusar de crianças. Enterrado no Rio o corpo do repórter cinematográfico da TV Bandeirantes atingido por um tiro de fuzil. Identificados os corpos de vítimas do voo 447 da Air France. Indicada uma nova ministra do Supremo. As matrículas dos cursos superiores mais que dobraram em dez anos. O JN no Ar dá início a uma blitz: como estão as obras em sedes da Copa das Confederações. 

E do "Jornal da Record":

Guerra no morro carioca: a busca pelos traficantes que mataram um cinegrafista durante operação policial. Guerra no asfalto paulistano: três assaltantes são mortos depois de invadir mansão. Flagrantes do "Jornal da Record": a invasão de um prédio por sem-tetos; o abuso dos cambistas na porta dos estádios; o modo de agir de uma das maiores quadrilhas do Paraná. Júri condena médico pela morte de Michael Jackson. Animais da selva invadem a cidade: na série especial, tem onça no quintal e na churrasqueira.

Escrito por Nelson de Sá às 21h32

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Gelson Domingos e o dever

De José Hamilton Ribeiro, ex-correspondente de guerra, diante da morte do cinegrafista da Band e da TV Brasil, Gelson Domingos:

O que leva um jornalista a atuar em situação de risco? Um pouco é ambição profissional; um pouco é vaidade; um pouco é falta de juízo. Tudo isso para trás é um pouco. E muito é a sensação que o jornalista tem de que é seu dever estar aonde a notícia está acontecendo, seja para ser uma testemunha da história, seja para denunciar o que ele vir ali de prepotência, preconceito, crueldade. 

Ribeiro avalia a tragédia como resultado de "uma polícia agindo fora da lei, que cria um clima de violência descontrolada". E recomenda:

Para o jornalista atuar em área de risco, tem que ouvir um conselho que o Chateaubriand deu ao Joel Silveira, que foi mandado para a Segunda Guerra. O Chateau disse: "Olha, não me vai morrer lá, seu trabalho é mandar notícia, não é morrer". De um lado o jornalista tem que pesar o risco e prestar atenção ao medo. É preciso levar o medo a sério. Mas de outro o que acontece no Rio é uma prova da incompetência da polícia. Eles tinham que cuidar da segurança, ter um esquema de proteção aos jornalistas. Dar declaração culpando bandido, depois, é fácil. 

Eugênio Bucci, professor da USP, concorda:

A culpa é das autoridades do Rio. Não estou defendendo que jornalistas arrisquem suas vidas, mas não podemos cair na armadilha de inverter o ônus. A falta de segurança é responsabilidade do Estado.

Escrito por Nelson de Sá às 18h16

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Compras de Natal

O AllThingsD destaca que a Apple continuou a dominar o mercado de tablets com o iPad, no terceiro trimestre, mas "tenha em mente que o quarto trimestre verá a estreia do Kindle Fire".

E o tablet da Amazon não vem sozinho. O Endgadget detalhou que a Barnes&Noble lança no dia 16, um dia após a chegada do Kindle Fire aos consumidores, o Nook Tablet, um pouco mais caro, US$ 249.

A Amazon de Jeff Bezos estreou ontem seu segundo comercial do Kindle Fire, na blitz publicitária para as compras de Natal, estrelando o preço, US$ 199. Abaixo, o primeiro comercial:

Ao fundo, a "New Yorker" publica que ser um "tweaker", um adaptador de ideias dos outros, foi "o verdadeiro gênio de Steve Jobs".

Por exemplo, ele "tomou emprestadas" as características do Macintosh (mouse e ícones) desenvolvidas pelos engenheiros da Xerox após uma visita ao seu centro de pesquisas. E depois tentou passar uma descompostura em Bill Gates, da Microsoft, pois o Windows estaria "furtando" o mesmo do Macintosh. Ao que Gates respondeu, "calmamente":

Bem, Steve. Há mais de uma forma de ver isso. Está mais para nós dois termos este rico vizinho, chamado Xerox. Eu invadi a casa dele para furtar o televisor e descobri que você já havia furtado. 

Foi assim também com iPod e iPhone, adaptados de concorrentes. Agora que o sistema Android passou o iPhone, a Apple está em campo com uma "guerra termonuclear" judicial contra a Google de Larry Page.

E é assim com o iPad. A ideia era de um engenheiro da Microsoft, que convidou Jobs para seu aniversário e falou como Bill Gates iria mudar o mundo com o tablet que estava desenvolvendo. Jobs correu e fez antes.

Escrito por Nelson de Sá às 11h50

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Inovação Bric

Sob o título "O estímulo à inovação da Índia", o colunista Thomas Friedman descreve no "New York Times" seus encontros com empreendedores indianos de tecnologia, como K. Chandrasekhar, da Forus Health, que criou "um aparelho portátil, inteligente, não invasivo" para exame oftalmológico. E diz já estar "conversando com uma empresa brasileira interessada em produzir a nossa tecnologia na América Latina". De Friedman:

No caminho de Nova Délhi para Agra, você começa a perceber um padrão: a cada poucos quilômetros há uma torre de celular e um novo prédio no meio do caos. E o cartaz na frente invariavelmente anuncia "escola" _escola de engenharia, escola de biotecnologia, de línguas, de negócios, de computação ou escola elementar privada.

Escrito por Nelson de Sá às 10h08

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Bancos que ofuscam os rivais globais

O "Wall Street Journal" destacou, em coluna de Jack Hough e vídeo, que as melhores alternativas para aplicação em títulos estão nos emergentes, a começar do Brasil. Já o "Financial Times" postou em seguida, como alerta, que a aplicação nos emergentes "é útil, mas não porto seguro".

O mesmo "FT" publica que os "bancos brasileiros ofuscam os concorrentes globais", sublinhando Itaú e Banco do Brasil. Ouve de André Esteves, do BTG Pactual, que "o sistema financeiro no Brasil está muito bem".

O jornal ouve também do presidente da Visa para as Américas que o grupo se prepara para aproveitar o crescimento do uso de cartões no Brasil, com o "número cada vez maior de pessoas se juntando à classe média".

O "FT" relata, com a foto acima, como o inglês Luke Dowdney se estabeleceu no Rio com um centro de boxe no Complexo da Maré, onde encontrou "espaço comercial" e agora prepara nomes para a Olimpíada.

Escrito por Nelson de Sá às 09h40

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A longa sombra dos Brics

O "New York Times" informa, com Reuters, que o chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou pouco antes de se reunir com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, que os Brics "estão prontos para tomar parte em esforços conjuntos, inclusive crédito, sob as regras e os canais que existem no Fundo", para ajudar a zona do euro. Lagarde deve ir à China, em seguida.

O "China Daily" publica que o discurso do presidente chinês, Hu Jintao, em defesa de uma ação conjunta global contra a crise financeira, repercutiu positivamente no exterior, citando "Estado" e "Globo". E relata os encontros com outros integrantes dos Brics, inclusive Dilma Rosseff, do Brasil.

Segundo o jornal, a principal feira de comércio da China, em Guangzhou, terminou com crescimento de 9% nas encomendas dos emergentes, "inclusive Índia, Rússia e Brasil", em contraste com EUA e Europa.

O "CD" também noticia que o economista-chefe do FMI e vice-presidente do Banco Mundial, o chinês Justin Yifu Lin, prevê um "renascimento" da cultura chinesa, com o crescimento econômico, ecoando a decisão do país de estimular a cultura como instrumento de "soft power".

Lin disse que outras economias emergentes como Índia, Rússia, Brasil e África do Sul "também vão iniciar seu renascimento cultural com base nas respectivas heranças culturais e valores étnicos".

O "NYT" publicou que "a longa sombra do Brasil irrita alguns vizinhos", com a foto acima, de Noah Friedman-Rudovsky, da marcha de grupos indígenas bolivianos contra a estrada que cruza o país, "apoiada pelo Brasil". As tendências "imperialistas" são questionadas também por intelectuais bolivianos, que atacam a "burguesia de São Paulo", comparada aos "caçadores de escravos que expandiram as fronteiros do Brasil colonial".

Outros focos de resistência, enumera o correspondente Simon Romero, são encontrados na Argentina, no Equador e no Peru. Matias Spektor, da FGV, alerta que o Brasil está ampliando sua presença na América Latina sem uma estratégia para enfrentar a "ansiedade" que cria.

Escrito por Nelson de Sá às 09h22

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Débitos velhos assombram bancos europeus

 

Para edições, NYT/índice/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h56

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Sob pressão europeia, cai o governo na Grécia

 

 

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h34

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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