Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Países ricos não chegam a acordo para reforçar FMI

Escalada do "Jornal Nacional":

Decepção no G20: os líderes dos países mais ricos não chegam a um acordo sobre o reforço do FMI para salvar a economia europeia. Reviravoltas do Enem: o tribunal de Recife mantém a anulação de 13 questões apenas para alunos do colégio do Ceará. Em Belém, a Justiça determina o fim da greve que já dura quase 40 dias na rede estadual de ensino. A Justiça faz alunos da USP encerrarem a invasão, mas eles decidem não sair do prédio da reitoria. Aumentam as reclamações contra sites de compras pela internet. No Rio, surge um novo instrumento para monitorar as áreas de risco de deslizamentos. A seleção feminina de vôlei estreia com derrota na Copa do Mundo. Você vai conhecer como vivem os moradores da cidade com a maior renda agrícola do Brasil e acompanhar um desafio sobre as Cataratas do Iguaçu. 

E do "Jornal da Record":

Violência contra mulheres: guarda municipal é preso por tentativa de estupro no metrô; aluna sofre ataque dentro de banheiro de universidade. No Rio de Janeiro, policiais e traficantes se enfrentam. Na fuga, criminosos invadem uma escola. Pai mata filho de 2 anos para se vingar da mãe da criança. Relato de um sobrevivente: na reportagem especial, gari conta como foi o atropelamento que matou dois colegas. Mão fechada: no G20, Dilma diz que não vai contribuir para o fundo europeu. De goleada: preparador físico é acusado de dopar jogadores para garantir derrota.

Escrito por Nelson de Sá às 23h38

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A caixa de Pandora já foi aberta

Washington soltou ontem um relatório acusando Pequim e Moscou de espionagem on-line, ecoando por todo lado. E hoje a Associated Press reporta que a "CIA está seguindo o Facebook e o Twitter":

Num parque industrial anônimo na Virgínia, num despretensioso prédio de tijolos, a CIA está seguindo tuítes _cinco milhões por dia. Uma equipe chamada afetuosamente de "biblitecários vingativos" também acompanha Facebook, jornais, canais de notícias, rádios locais, salas de bate-papo _qualquer coisa fora dos EUA que uma pessoa possa acessar. De árabe a mandarim, de um tuíte raivoso a um blog cheio de ideias, os analistas juntam informação. Cruzam referências com o jornal local ou um telefonema interceptado clandestinamente. A partir daí, constroem um quadro solicitado nos níveis mais altos da Casa Branca. 

Na "Foreign Policy", David Rothkopf diz que "a guerra fantasma já começou" e ouve, de um diplomata americano anônimo:

A América ainda não compreendeu que estamos abrindo a caixa de Pandora. Por exemplo, os drones. Achamos que podemos usá-los em qualquer lugar _e logo outros vão usá-los contra nós. Há dezenas de países ao redor do mundo desenvolvendo sua própria tecnologia de drones ou comprando o que tem no mercado. O mesmo vale para tecnologias como a do Stuxnet. O dia seguinte ao Stuxnet foi como o dia seguinte a Hiroshima: nós tínhamos a tecnologia e ninguém mais tinha, mas em poucos anos isso já havia mudado.

Escrito por Nelson de Sá às 11h41

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Concorrência, não

O Radar informa que o canal Fox Sports "luta para estrear" em fevereiro, com Libertadores, mas "está difícil, muito difícil", por causa das operadoras. A mexicana Net e a americana Sky, duopólio que controla a TV paga brasileira, têm participação minoritária das Organizações Globo:

E as resistências são grandes, a começar da Globosat.

O canal SporTV, da Globosat, perdeu a Libertadores para o Fox Sports.

Escrito por Nelson de Sá às 10h54

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Brics em frente unida

No "China Daily", "líderes dos grandes países em desenvolvimento se encontraram em Cannes para forjar uma frente unida para o G20", listando Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os Brics.

O chinês Hu Jintao declarou que "a comunidade internacional deve oferecer ajuda" à zona do euro e instou "todos os países a unificar sua posição". Disse que os Brics "devem manter consulta próxima para acompanhar o quadro em mudança". Também o presidente russo, Dmitri Medvedev, defendeu "a necessidade de os Brics assumirem posição conjunta".

O "New York Times", com AP, postou que os países da zona do euro se voltam ao FMI "para usar seus recursos e experiência para evitar que a crise da dívida se espalhe para países como Itália e Espanha":

Mas dentro do FMI os poderes mudaram. Até dois anos atrás, o Fundo, dominado pelas potências tradicionais da Europa e dos EUA, aplicava seus dolorosos programas de ajuste nos países pobres e emergentes da Ásia, América Latina e África. Agora são as potências em ascensão como China, Brasil e África do Sul que têm de decidir se ajudar a Europa vale a pena. Países ricos em reservas como China, Rússia e Brasil deixaram claro que qualquer investimento teria de ser através do FMI. Isso asseguraria que seus empréstimos viessem vinculados a condições e poderia dar a eles mais influência no Fundo. 

O "CD" publica artigo de Wang Li, do Instituto de Relações Internacionais da China, sobre o G20, "reafirmado como o último recurso de governança global". Diz que o grupo "reflete uma mudança histórica de poder na realidade econômica mundial". Anota que as grandes organizações multilaterais, FMI, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio, "agora funcionam todas sob o G20" e "até a ONU está entrando".

Conclui que é "a arena ideal para a evolução do poder da China".

A Índia encerra hoje licitação para a compra de 126 jatos, negócio antes previsto em US$ 11 bilhões e que passou para US$ 20 bilhões, informa o "Financial Times". Sobraram o Rafale, da francesa Dassault, e o Eurofighter, de um consórcio europeu. Os americanos F-16, da Lockheed, e F-18, da Boeing, foram eliminados em abril, "uma derrota para os EUA, que haviam investido energia considerável na relação com a Índia".

Os americanos saíram "por não oferecerem seus jatos mais avançados e por causa dos controles sobre a transferência de tecnologia". Em "esforço de última hora", o Pentágono se diz disposto a "ceder informação à Índia sobre o F-35, da Lockheed, mas analistas indianos avaliam que o processo já está muito avançado para uma troca, que afetaria a credibilidade".

Por outro lado, a comissão de valores mobiliários do governo americano, SEC, "está investigando se a Embraer pagou propinas no exterior", fora dos EUA, informa o "Wall Street Journal".

"WSJ" e "FT" publicam, de Tóquio, que a japonesa Kirin comprou o controle da brasileira Schincariol por cerca de US$ 1,3 bilhão, "prosseguindo em sua marcha para os mercados emergentes".

O "FT" noticia que "os fluxos foram revertidos" no Brasil.

Agora que os países ricos estão enrolados em crise na Europa e na América do Norte, pela primeira vez em 20 anos, há mais estrangeiros vivendo no Brasil que brasileiros no exterior.

E o "NYT" faz um roteiro de Brasília, a "capital retro-futurista do Brasil", do "lendário Oscar Niemeyer". Entre outros, sugere visitas ao Palácio do Planalto, da "senhora presidente", e a Ceilândia, a "anti-Brasília".

Escrito por Nelson de Sá às 09h41

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Brics se reúnem e criam frente para atuar no G20

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h49

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Premiê desiste de referendo sobre pacote de ajuste

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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Sob pressão, Grécia suspende referendo popular

Escalada do "Jornal Nacional":

Aumenta a pressão contra a Grécia. Alemanha e França exigem aceitação imediata das condições para receber ajuda. O primeiro-ministro grego admite suspender o referendo popular sobre o assunto. Brasil: o INSS vai à Justiça contra um motorista que causou mortes no trânsito. A Previdência quer ser indenizada pelas despesas com parentes das vítimas. Em São Paulo, a Justiça dá prazo de 24 horas para alunos invasores deixarem o prédio da reitoria da USP. O Ministério da Educação recorre contra a anulação de questões do Enem. Exonerada toda a cúpula da Polícia Civil do Distrito Federal. Depois de mais de meio século, o governo de Cuba autoriza cidadãos a comprar e vender imóveis. Nas escolas brasileiras, uma corrida contra o tempo: elas precisam formar professores de música para o ano que vem.

Escrito por Nelson de Sá às 22h41

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Sem ceder à Apple, o "Financial Times" cresce

A Pearson, que publica o "Financial Times", elevou sua previsão de receita para 2011 ao relatar os resultados do terceiro trimestre, informa o concorrente "Wall Street Journal". A presidente do grupo, Marjorie Scardino, diz que o bom ano é resultado do "mix de mercados e serviços". Segundo o "WSJ", a Pearson "se volta a mercados como Brasil e Índia em busca de crescimento".

Na apresentação, a Pearson anunciou que as assinaturas digitais do "FT" cresceram 30% nos primeiros nove meses do ano e agora somam 250 mil, informa a Press Gazette. E que o número de usuários registrados cresceu 40%, alcançando 4 milhões.

Cinco meses atrás, o "FT" rompeu com a Apple e criou o seu próprio aplicativo de web, baseado em HTML 5, para smartphones, iPhone inclusive, e para tablets, iPad inclusive (imagem abaixo). E os dispositivos digitais já respondem por 15% das assinaturas e por 20% dos usuários.

Para o Wallblog, a estratégia de "paywall" do jornal "ganha cada vez mais força e rompeu a barreira significativa de um quarto de milhão de assinantes". Compara o êxito do "FT" com o do "New York Times", de estratégia oposta.

O "NYT", cujo acordo com a Apple é um dos mistérios do setor, segue no louvor a Steve Jobs. O publisher Arthur Sulzberger Jr. elogia o iPad, que permitiu "ir para a cama com a audiência". O colunista David Carr agradece Jobs por ter levado "show business" à cobertura de mídia e tecnologia.

E longa reportagem no "NYT" lamenta hoje que a cobertura da morte de Jobs tenha deixado para trás sua "santidade" e partido para o "contra-ataque".

Escrito por Nelson de Sá às 12h02

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O equilíbrio de poder mudou tão rapidamente

O "New York Times" relata que a "crise do euro mudou o humor para o G20". Era uma oportunidade para a França de Nicolas Sarkozy "brilhar", mas a cúpula foi dominada pelo "momento extraordinariamente escuro para a Europa":

Se alguém pode se permitir pavonear nas praias da Côte d'Azur, durante o encontro de quinta e sexta, são os países em desenvolvimento com rápido crescimento, especialmente China, mas também Índia, Rússia e Brasil. O equilíbrio de poder mudou tão rapidamente que a Europa está agora pedindo dinheiro a eles, e eles estão numa posição mais forte para pressionar por suas visões sobre regras de comércio e outros temas. Mas os líderes das grandes potências econômicas emergentes do mundo provavelmente não vão se vangloriar. Não só enfrentam vulnerabilidades próprias, mas também não querem ver seus clientes se debatendo economicamente, sobretudo quando outro grande canal de exportações _os Estados Unidos_ também está sofrendo. 

Cita o presidente chinês, Hu Jintao, que em entrevista ao "Le Figaro" afirmou que "a China sinceramente deseja ver estabilidade na zona do euro". A declaração é manchete no estatal "China Daily".

O "Wall Street Journal" anota, do comissário europeu Guenther Oettinger, ao questionar o referendo em entrevista no alemão "Die Zelt":

Que argumento ainda podemos usar para convencer países como China, Japão, Rússia e Brasil a comprar títulos europeus? A situação já é difícil o bastante, e agora nós perdemos três meses, pelo menos. 

Por outro lado, o "WSJ" publica artigo de Philip Bowring, dizendo que "a Europa não precisa do dinheiro da China". E que seus "líderes precisam ficar espertos com a China e parar de dar a ela um poder que não merece".

Enquanto isso, a China se move. O "CD" informa sobre o encontro de Hu Jintao com a diretora do FMI, Christine Lagarde, e ouve analistas chineses contrários a qualquer ajuda por outras vias que não o Fundo. Também sublinha o alerta de que o apoio não pode vir "à custa de sua própria economia".

Com foto da agência Xinhua, o "CD" informa sobre a reunião de Hu Jintao com Dilma Rousseff, ontem, "para discutir a expansão da cooperação bilateral" e uma "troca profunda de visões sobre temas regionais e internacionais de preocupação comum", inclusive a crise financeira. De Hu:

Os dois países devem aprofundar a confiança política mútua e usar os mecanismos de cooperação bilateral integralmente. A China quer manter contato próximo de alto nível com o Brasil, e os dois lados devem traçar um plano de cooperação para a próxima década, de modo a promover a relação bilateral de uma forma coordenada e estratégica. 

A presidente brasileira foi pela mesma linha, sublinhando a busca de cooperação em áreas como inovação, educação e investimento.

O "CD" noticia também, com Bloomberg, que a estatal de petróleo Sinopec, depois de comprar a unidade brasileira da espanhola Repsol, está em negociações para comprar parte na unidade brasileira da portuguesa Galp, "que tem participação na maior descoberta do hemisfério ocidental desde 1976", o pré-sal, "inclusive o campo Lula".

O "Financial Times" já publica análise sobre os investimentos chineses na América Latina, sobre Sinopec e outros, em busca "não apenas dos recursos naturais", mas também dos consumidores brasileiros, citando as fábricas de Chery e Wuhan, montadora e siderúrgica.

E não é só a China. O "WSJ" noticia que a americana PepsiCo negocia comprar as bolachas Mabel, "no esforço mais recente de uma grande multinacional para buscar crescimento com aquisição nos emergentes".

PS 13h - O "FT" informa na manchete on-line que a Grécia cedeu e não vai mais realizar o referendo.

Escrito por Nelson de Sá às 09h32

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Merkel e Sarkozy suspendem € 8 bi de ajuda à Grécia

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Escrito por Nelson de Sá às 08h50

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Alemanha e França sufocam Grécia, contra referendo

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Escrito por Nelson de Sá às 08h22

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Apple, vampiro digital

O guitarrista Pete Townshend, da banda inglesa The Who, afirma que a Apple deveria oferecer parte dos serviços que as gravadoras forneciam antes da demolição dos direitos autorais pelo "oeste selvagem da internet de Facebook e Twitter". Entre outros, a prospecção de talentos e o pagamento de artistas de menor projeção "diretamente", não por intermediários.

Afinal, diz ele e destacam Drudge e Huffington Post, são...

Artistas cujo trabalho o iTunes suga como um vampiro digital.

Escrito por Nelson de Sá às 10h56

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EUA de um lado, Brics de outro

"New York Times" e "Financial Times" noticiam que a Unesco, "desafiando a feroz pressão diplomática dos EUA e de Israel", admitiu a Palestina como membro pleno do órgão da ONU para educação, ciência e cultura. Em resposta, Washington cortou os fundos americanos da Unesco.

"China, Índia, Rússia e Brasil apoiaram os palestinos", enquanto os europeus revelaram "divisões profundas", com França a favor, Alemanha contra e Reino Unido se abstendo. Canadá, Austrália e Suécia acompanharam os EUA.

Por outro lado, a Associated Press, reproduzida pelo "NYT", diz que o voto da Bósnia sobre o Estado palestino, no Conselho de Segurança da ONU, será pela abstenção, "uma grande derrota para as esperanças palestinas", segundo a agência. A Palestina já soma oito votos, Brics inclusive, e contava com a Bósnia para forçar os EUA ao veto.

O chanceler israelense, segundo a AP, negociou com os sérvios da Bósnia, uma das três etnias do país, e obteve a rejeição do apoio ao Estado palestino. "O líder dos sérvios bósnios disse após o encontro que espera agora fortalecer os laços econômicos com Israel."

Escrito por Nelson de Sá às 10h02

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Desenvolvidos e emergentes se adiantam ao G20

"Financial Times" e "Wall Street Journal" publicam hoje que, também "temendo pelo crescimento", a Austrália cortou os juros ontem, a exemplo de "Brasil, Turquia e Indonésia".

Pouco antes do afrouxamento monetário australiano, o Citigroup havia soltado nota garantindo que, depois de "Brasil, Israel e Indonésia", não se deveria "esperar muito mais afrouxamento monetário".

Já o Japão "interveio unilateralmente" ontem para desvalorizar sua moeda e "surpreendeu o G20" às vésperas de nova cúpula. A ação "revela que governos como o japonês põem pouca fé na capacidade do G20 de enfrentar a pressão cambial sobre alguns países, efeito da volatilidade dos mercados financeiros", avalia o "FT".

E o "WSJ publica análise de John Taylor, de Stanford, dizendo que "Uma América de baixo crescimento não pode liderar o mundo, como no passado". Diz que, "distanciando-se dos princípios da liberdade econômica e promovendo intervencionismo fiscal e monetário, sua liderança declinou". Sublinha que "alguns países, inclusive México e Brasil, têm reclamado que o Fed está exportando inflação com seu juro quase zero e suas aquisições maciças de dívida americana de longo prazo".

O "China Daily", além da manchete para a recepção europeia ao presidente Hu Jintao, noticia que a "Rússia diz estar pronta para ajudar europeus". Moscou diz que vai "pressionar por uma decisão pela redução dos deficits de todos os países, em coordenação com nossos parceiros Brics".

Por outro lado, o "Japão está cauteloso sobre o mecanismo de resgate do euro", informa a Reuters, reproduzida por "CD" e "New York Times". Enquanto isso, "outros compradores potenciais, como Brasil e Rússia, indicaram que está dispostos a apoiar a zona do euro através do FMI ou em negociações bilaterais com membros individuais da UE."

Já o "FT" noticia que os "Brics estão prontos para emprestar à UE só via FMI", citando autoridades indianas e russas e o ministro Guido Mantega.

O preço do minério de ferro registrou sua primeira alta em sete semanas, "conforme os compradores retornaram ao mercado", informa o "FT". Para analistas, "a grande queda nos preços parece ter sido exagerada" pela redução desproporcional do estoque das siderúrgicas chinesas, em ação para renegociar os preços com Vale e outras.

Durante entrevista coletiva em Cingapura, noticiada por "WSJ" e outros, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, declarou que a estatal vai manter sua posição de exportadora no ano que vem e triplicar as vendas até 2020, sobretudo para a Ásia.

A Petrobras projeta EUA e China como maiores clientes, mas, segundo a agência indiana PTI, negocia para vender mais à Índia.

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

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Aposta na Europa leva corretora dos EUA à falência

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h13

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Obras de Kassab para 2012 ficam mais caras

 

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Escrito por Nelson de Sá às 07h51

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Lula começa a luta contra o câncer

Escalada do "Jornal Nacional":

O ex-presidente Lula começa o combate ao câncer de laringe. Os médicos dizem que o tumor é de agressividade média. Divulgadas as novas recomendações para o tratamento do câncer de mama. Pesquisadores usam mosquitos modificados geneticamente para combater a dengue. A Polícia Federal indicia o ex-presidente do Banco Panamericano por crimes contra o sistema financeiro. Na corrida presidencial americana, o pré-candidato de oposição que mais se destaca é acusado de assédio sexual. A Palestina é admitida como membro da Unesco. A população mundial chega a 7 bilhões de pessoas. Em Minas Gerais, uma cidade abraça o folclore brasileiro no Dia das Bruxas dos americanos. 

E do "Jornal da Record":

A luta contra o câncer: tumor de Lula tem agressividade média. Ex-presidente começa a quimioterapia e recebe a visita de Dilma. Pente fino: governo suspende contratos com ONGs. Novo ministro do Esporte toma posse. Marcado para morrer: ameaças das milícias faz deputado sair do país. Faroeste urbano: gerente e segurança de banco são feridos em assalto em São Paulo. Policiais e traficantes trocam tiros em shopping no México. Na série especial, a transformação de carros de luxo em máquinas de matar. Nasce o bebê de número 7 bilhões.

Escrito por Nelson de Sá às 23h16

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Amazon e o futuro, longe do Vale do Silício

Walter Isaacson segue na campanha de vendas da biografia autorizada, escrevendo no "New York Times" sobre "O gênio de Steve Jobs", da Apple.

Já Mark Zukerberg, do Facebook, se volta ao futuro. Em entrevista, descreve Jeff Bezos, da Amazon, como "um dos grandes empreendedores do nosso tempo". E sublinha a independência de Bezos, que criou sua start up e a mantém em Seattle. Ele mesmo diz que, hoje, teria mantido o Facebook em Boston ou preferido se estabelecer em Nova York:

Muitas empresas que foram erguidas fora do Vale do Silício parecem ter uma cadência de prazo mais longa. Há aspectos da cultura aqui que ainda são um pouco focados no curto prazo. Existe essa cultura em que as pessoas não se comprometem a fazer as coisas.

De sua parte, a Amazon negocia com a China para levar Kindle e Kindle Fire para o país. Em entrevista ao Sohu IT, ecoada pela Reuters, o vice Marc Onetto relatou que já trata de direitos autorais.

Também no Brasil a Amazon está em negociações com as editoras.

Mas o Brasil segue com prioridade para a Apple. A Reuters, reproduzida por "NYT" e outros, reporta de Jundiaí sobre as negociações, com mais pressão da taiwanesa Foxconn, que produz iPhones e Ipads, para reduzir o "custo Brasil" _os impostos, a burocracia, os direitos trabalhistas.

Escrito por Nelson de Sá às 11h34

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China leva protecionismo ao G20

O "China Daily" publica o artigo "Protecionismo não é a cura", do analista Lu Duo, dizendo que "politizar questões econômicas não vai tratar a fraca economia global" e que o G20 "precisa tomar medidas para injetar vitalidade". Questiona os EUA em especial, também criticado por reportagem sobre ações do Departamento do Comércio contra produtos chineses.

Mas "não são só as nações desenvolvidas". As exportações chinesas "estão sendo também desafiados por emergentes como Índia, Argentina, Paquistão, África do Sul e Brasil, que recentemente lançou uma série de investigações sobre produtos como sapatos, vidro e papel". Outra reportagem ressalta que a produção interna de cana não atende à demanda e a China deve virar o maior importador mundial de açúcar, já tendo se se tornado em julho o maior comprador do açúcar brasileiro.

Por outro lado, o "Financial Times" destaca que as montadoras chinesas, lideradas pela JAC, "estão revolucionando o mercado de automóveis de rápido crescimento do Brasil". Enfatiza que as "marcas chinesas tiveram recepção mais calorosa do que muitos imaginavam no Brasil". E que, apesar do imposto maior, "JAC, Chery e outras se comprometeram a construir fábricas no Brasil".

Os correspondentes de "New York Times", "Wall Street Journal" e "FT" publicaram reportagens sobre "Lula diagnosticado com câncer na garganta".

Segundo Simon Romero, do "NYT", "ele comandou uma vigorosa expansão da economia e uma política externa mais musculosa" e "é ainda admirado aqui como o maior líder político contemporâneo do Brasil". O jornal registra, com AP, que o venezuelano Hugo Chávez expressou "solidariedade" ao brasileiro.

O "WSJ" resenha "The Unconquered", livro de 494 páginas em que Scott Wallace, da "National Geographic", relata uma longa expedição do indigenista Sydney Possuelo para verificar se a política de manter em isolamento a tribo dos "flecheiros", na Amazônia, está dando certo. Pelo relato, sim.

Escrito por Nelson de Sá às 09h24

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Hu Jintao vai à Europa em crise

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Escrito por Nelson de Sá às 08h17

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Bolsa Família e salários consomem impostos

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h04

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Sem que tentem fazer a cabeça dos outros

De Lula, em vídeo "a todos os tuiteiros do Brasil" gravado em seu aniversário, na quinta, e postado pelo site do Instituto Cidadania:

Se vocês continuarem tuitando cada vez mais, vocês vão consolidar mais a democracia, vão democratizar mais os meios de comunicação e a gente vai poder ter informações em tempo real sem que as pessoas mudem aquilo que a gente quer falar, sem que as pessoas tentem fazer a cabeça dos outros. Nós agora fazemos a nossa cabeça.

O "Jornal Nacional" reproduziu o trecho seguinte, para mostrar que já estava rouco pelo câncer. E enfatizou que "o fumo e o consumo de bebidas alcóolicas são fatores de risco". A rádio de notícias da Globo responsabilizou seu "alcoolismo". Ao vivo no "JN", na saída do hospital, "Cala a boca Globo".

Escrito por Nelson de Sá às 11h00

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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