Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Irregularidades nas obras do Metrô de São Paulo

Escalada do "Jornal Nacional" de 28.10:

A Justiça Federal do Ceará dá três dias para que o Ministério da Educação decida se vai anular a prova do Enem ou só as questões que vazaram. O Ministério pretende refazer a prova apenas para os alunos da escola onde o problema foi descoberto. Alunos da USP enfrentam a polícia depois de um flagrante por uso de maconha no campus. Um dia depois de anunciar o fim da dupla com o irmão Zezé Di Camargo, o cantor Luciano é internado em um hospital do Paraná. Uma perícia aponta irregularidades na contratação de obras no Metrô de São Paulo. O governo facilita a concessão de licença ambiental para grandes obras. A monarquia britânica muda tradições de mais de 300 anos. A crise econômica provoca novos protestos na Europa. Na Turquia, um adolescente é resgatado 108 horas depois do terremoto. Em Florianópolis, uma grávida sobrevive a uma queda de 30 metros. Você vai conhecer Moisés, um ex-jogador que ajuda a reconstruir o Maracanã. 

E do "Jornal da Record":

O erro que custou o ouro: Brasil perde nos pênaltis para o Canadá e fica com a prata. No dia seguinte, a emoção de Maurine. Gigante: levantador da seleção de vôlei encontra ídolo. O salto de Diego: ele ganha mais uma medalha para o Brasil. Grávida cai do 10º andar de um prédio e sobrevive. Luciano briga com o irmão Zezé Di Camargo e vai parar no hospital. Estudantes são presos com maconha, enfrentam a polícia e ocupam a maior universidade do país.

Escrito por Nelson de Sá às 09h20

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Novas e velhas mídias, diante do OWS

O Nieman Lab relata que, como os demais, o editor do "New York Observer", o primeiro a cobrir o Occupy Wall Street, não queria dar, até que uma jovem repórter abraçou a história _e trouxe audiência ao site. Agora o OWS está por todo lado, com a entrada de um segundo personagem, a violência policial. É capa até da nova "Bloomberg BusinessWeek", do prefeito e magnata Michael Bloomberg, contrário ao movimento.

Mas o conflito ainda se desenvolve fora da cobertura tradicional. O CNET informa que hackers atacaram o site da polícia de Oakland, ontem, por causa da violenta repressão na noite de terça. E o Fishbowl informa que fuzileiros navais tomaram o agregador Reddit com protestos contra a polícia de Oakland, pela bomba de gás que atingiu a cabeça e ameaça a vida de um veterano de guerra de 24 anos, Scott Olsen.

Em meio às denúncias do OWS de que, além do Twitter, também o Facebook censura páginas do movimento, o Google tratou de divulgar que recusou pedidos de órgãos policiais americanos para retirar vídeos com a violência policial, informa o Read Write Web _que acrescenta:

Mas o currículo do Google é manchado. Ainda este mês, cedeu dados de um voluntário do WikiLeaks ao governo dos EUA, que usou uma lei antiga para requisitá-los sem mandado judicial. O Google fez a coisa certa ao recusar os pedidos da polícia, mas é preciso manter vigilância.

Ao fundo, o "New York Times" publicou ontem um artigo de Christopher Sochoian, da Open Society de George Soros, questionando a falta de segurança fornecida pelo próprio "NYT" e por "Guardian", "WSJ" e outros aos que denunciam ações do governo americano:

Se a marca do jornalismo de qualidade é a capacidade de proteger fontes confidenciais, então o WikiLeaks deveria, na verdade, ser visto como a referência das melhores práticas. Em contraste com as práticas vergonhosas da maioria dos jornalistas, o WikiLeaks tem uma segurança operacional espetacular: mensagens instantâneas criptografas são usadas para comunicação em tempo real; forte tecnologia de criptografia é usada para proteger arquivos trocados entre as pessoas; e servidores são ocultados usando o Tor, uma ferramenta de privacidade que permite a comunicação anônima. Seja lá o que se pensar de Julian Assange, ele é um hábil especialista em segurança de dados. Sabe muito mais sobre segurança da informação do que o jornalista mais bem informado de tecnologia. Sua plataforma parece ter funcionado: nenhuma das fontes do WikiLeaks jamais foi exposta pela organização (Bradley Manning, o soldado preso acusado de vazamento, foi exposto por um conhecido seu). Até que os jornalistas levem a sério suas obrigações de segurança, será mais seguro vazar algo para o WikiLeaks _ou grupos como ele_ do que para a imprensa.

Escrito por Nelson de Sá às 11h44

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para desenterrar os crimes contra a humanidade

No "New York Times", com AP, "Novas regras para os crimes das ditaduras na América do Sul". Destaca que, "uma geração depois de as ditaduras darem lugar à democracia, Brasil e Uruguai estão alcançando seus vizinhos em desenterrar os crimes contra a humanidade".

Uma comissão foi aprovada pelo Congresso brasileiro para "investigar décadas de abuso de direitos humanos", mas num "acordo" com militares. E "os parlamentares uruguaios fizeram o contrário, horas depois, rompendo um acordo de um quarto de século", revogando "a anistia militar e classificando sequestros, tortura e mortes da ditadura como crimes contra a humanidade". De Michael Warren, escrevendo de Buenos Aires:

Ditaduras militares aliadas dos EUA comandaram a América do Sul nos anos 70. Conforme cada nação retornou à democracia, os militares ainda poderosos as forçaram a acordos. 

Cecília Coimbra, "que foi torturada pelos militares brasileiros e fundou o grupo Tortura Nunca Mais", diz que a comissão brasileira "é extremamente limitada, é quase perversa".

O "China Daily" noticia que "Dilma Rousseff indicou um parlamentar do Partido Comunista" para o esporte. Descreve Aldo Rebelo como "nacionalista" e um "cruzado contra a corrupção", que "assume o papel num momento crucial" de preparação para a Copa de 2014 e os Jogos de 2016.

O jornal também destaca que o jornalista inglês Andrew Jennings, que investiga a cúpula do futebol há uma década, falou ao Congresso brasileiro que "é hora de o governo dizer à Fifa, 'vocês cheiram mal, não queremos nossa presidente sendo fotografada com bandidos'".

Escrito por Nelson de Sá às 10h02

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

China oferece dinheiro em troca de poder

Na manchete do "China Daily", Pequim saudou o acordo europeu, com o presidente Hu Jintao dizendo, em telefonema com o francês Nicolas Sarkozy, que as medidas ajudam na "estabilidade" dos mercados, o que deve ser também a mensagem do encontro do G20, semana que vem na França.

O jornal diz que a China não deu resposta oficial, mas ouve analistas chineses que defendem o apoio chinês, ainda que "cuidadoso", como Zhang Yuyan, da Academia de Ciências Sociais, e só através do FMI, como Zhong Wei, da Universidade Normal de Pequim. Seria uma maneira de "conquistar mais voz no sistema financeiro global" para a China.

Na manchete do "Financial Times", que ouve um integrante do banco central chinês, Li Daokui, e um ex-integrante, Yu Yongding, a China "muito provavelmente vai contribuir com o fundo europeu", mas isso "depende de os líderes europeus aceitarem algumas condições chaves" e também "depende de contribuições de outros países".

O "FT" ouve um assessor econômico chinês, anônimo, que defende que a "contribuição direta ao fundo europeu seria muito mais efetiva do que via FMI", instituição muito influenciada pelos EUA, que resistem à ajuda. Mas o jornal cita o russo Arkady Dvorkovich e o brasileiro Guido Mantega para sublinhar que os outros Brics querem o FMI.

O diretor do fundo europeu, Klaus Regling, chega hoje a Pequim para negociar "como a China pode contribuir", informa o "CD". Ele também vai "procurar outras nações ricas-em-dinheiro como o Brasil e os petro-estados do Oriente Médio", informa o "Wall Street Journal".

O "FT" publica que o "crescimento do crédito mostra a resistência do Brasil", sobre os dados que apontaram setembro como o mês com maior elevação no ano, "em contraste com a fraqueza na Europa e nos EUA". Anota que "alguns economistas temem inflação, se a desaceleração não se confirmar", porém "outros economistas", caso do Goldman Sachs, "avisam que a economia brasileira está desacelerando mais rápido do que o esperado".

O jornal noticia que a francesa Peugeot Citroën, seguindo investimentos anunciados por montadoras chinesas e pela alemã BMW, que "estuda estabelecer sua primeira fábrica latino-americana no Brasil", divulgou que vai destinar 240 milhões de euros à sua fábrica no Rio. Avalia a PwC:

O Brasil não é a China ou a Índia, mas, fora as duas, é o mais atraente.

Escrito por Nelson de Sá às 09h08

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

China elogia pacote e deve ajudar fundo europeu

 

Para edições, NYT/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h22

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Europa quer ajuda, mas Brics só apoiam via FMI

 

 

Para edições, FSP/índice/Nm, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h12

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aldo Rebelo encerra convênios com ONGs

Escalada do "Jornal Nacional":

O deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, é o novo ministro do Esporte. Ele anuncia que não fará mais convênios com organizações não governamentais. O ministro da Educação diz que investigações ligam professores do colégio no Ceará ao vazamento de questões do Enem. Medidas de ajuda a países europeus endividados animam investidores no mundo todo. Em Nova York, a polícia prende manifestantes de Wall Street. Condenado à prisão perpétua o "anjo loiro da morte" da ditadura argentina. Tecnologia para a saúde: uma descoberta da medicina permitirá prever a reação de cada paciente de câncer à quimioterapia. Na seleção brasileira, Kaká está de volta, mais de um ano depois da Copa da África. 

E do "Jornal da Record":

Diego Hypólito brilha e conquista mais uma medalha de ouro para o Brasil. O salto de Maureen Maggi: quem é a atleta tricampeã olímpica e agora tricampeã pan-americana. Com a ajuda da tecnologia, o vôlei masculino avança no Pan. Todas as informações do futebol feminino, hoje à noite. Aldo Rebelo assume o Ministério do Esporte e acaba com parceria com ONGs. Polícia Federal prende quadrilha internacional e apreende drogas e aviões. Jovem é retirado com vida, quatro dias após terremoto.

Escrito por Nelson de Sá às 21h00

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

EUA diante de China, Brasil, Índia

A "Time" sai com a manchete "Hillary Clinton e a ascensão do poder inteligente", expressão usada para descrever a política externa americana hoje, quando os EUA não detêm o poder sozinhos. Da secretária de Estado:

"Nós estamos limitados no contexto geo-estratégico porque outros países estão em ascensão. É um fato histórico. Mas eu não vejo isso como uma limitação ao nosso poder. Eu vejo como um desafio, de como nós podemos exercitar melhor o nosso poder para o avanço da segurança, dos interesses e dos valores americanos. Nós não podemos brandir uma varinha mágica e falar para a China e o Brasil ou a Índia: "Parem de crescer, parem de usar suas economias para afirmar seu poder agora no domínio econômico global". Isso é ridículo."

Já a "Economist" sai com capa sobre o plano europeu de resgate, dizendo que "não põe fim à crise do euro". E questiona a busca de apoio dos Brics:

Por que a China ou o Brasil deveriam investir um bocado quando a Alemanha está resistindo em pôr mais dinheiro? 

Sobre o Brasil, volta a cobrar prioridade à inflação, não ao crescimento.

A revista britânica também divulga a nova pesquisa Latinobarómetro, que registrou queda no apoio à democracia por toda a América Latina, o que credita, de modo geral, ao "descontentamento do progresso". Ou seja, os latino-americanos, agora "menos pobres, quem serviços públicos melhores".

A queda é maior no Chile, o que "sem dúvida reflete os meses de protestos contra o alto preço da educação". Mas é forte também no Brasil, onde baixou de 54% em 2010 para 45% agora. Diz que "é mais difícil apontar por quê, exceto talvez que Dilma Rousseff, a nova presidente, adotou linha dura com a corrupção, trazendo assim mais atenção à questão".

Escrito por Nelson de Sá às 13h38

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Alibaba, IBM e o Brasil

O "China Daily" noticia relatório do Alibaba, "maior site chinês de e-commerce, onde as empresas negociam entre si", que mostra que a demanda externa "foi afetada pelas crises econômicas na Europa e nos EUA, com diminuição no entusiasmo nas compras do exterior":

A perspectativa para as exportações chinesas para Austrália, Brasil e América do Norte serão melhores do que para outros destinos, segundo dados fornecidos por exportadores e compradores. 

Também no "CD", a "onda virou" para vários setores industriais, de eletrônicos a calçados. O site de e-commerce made-in-china.com, que tem cerca de três milhões de empresas chinesas registradas, informa que o número de compradores registrados vem diminuindo e:

Os fornecedores chineses estão focando mercados como Brasil e Índia, conforme cai a demanda nos mercados tradicionais da Europa e dos EUA. 

O "Wall Street Journal" perfila a nova presidente da IBM, Virginia Rometty, destacando que ela assumiu a divisão de vendas da empresa há dois anos e priorizou "o foco em mercados emergentes como Brasil, Rússia e Vietnã". Eles "ajudaram a IBM a obter seu maior crescimento de receita desde o boom da internet", alcançando um quarto do total no último trimestre:

A IBM quer que os emergentes respondam por 30% da receita até 2015. 

E o "Financial Times" entrevista o diretor executivo da Glotel, empresa de recrutamento em telecomunicações, que informa que os trabalhadores estão "indo para onde estão os melhores empregos". Dele:

Vimos um crescimento dramático em vagas em telecomunicações na África e na América do Sul, particularmente África do Sul, Brasil e Argentina, refletindo o crescimento do mercado nesses países. 

Questionado, diz que escolheria um dos dois sul-americanos.

Escrito por Nelson de Sá às 11h15

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Como a onda europeia pode chegar ao Brasil

O "Financial Times" avalia as eventuais implicações para o Brasil da crise europeia, em análise do correspondente Joe Leahy.

Ecoa, do Goldman Sachs, que "em caso de contágio" o canal seria o sistema financeiro, "por causa da participação europeia nos fluxos -cerca de dois terços dos investimentos diretos nos últimos dois anos". Também pelos "bancos europeus que operam no Brasil", embora não sejam "grandes o bastante no país para criar ameaça sistêmica". Outro impacto viria do comércio, pois a Europa responde por 20% das exportações e importações do Brasil e poderia levar à queda no preço das commodities.

"Mas o Brasil parece bem posicionado para enfrentar esses desafios", diz o correspondente, citando as reservas, hoje 71% acima do que estavam em setembro de 2008. E "o governo já está cortando as taxas de juros agressivamente". Ainda que os influxos "desapareçam e pressionem o câmbio", o Brasil ainda teria armas como a redução no imposto sobre transações financeiras e uma série de outras, "para resolver qualquer aperto de liquidez". Lembra porém que uma crise pode trazer algo "inesperado". Em suma:

O Brasil pode se permitir ter confiança, mas não complacência. 

Por outro lado, o "FT" destaca que o preço do minério de ferro caiu para o menor valor em 15 meses, com os cortes nas siderúrgicas chinesas, afetando Vale e as mineradoras de Austrália e Reino Unido. Informa ainda que a brasileira teve queda nos lucros, efeito da desvalorização do real e de perdas em derivativos, além da "redução nos preços do minério de ferro".

Já o "Wall Street Journal" destaca que a inflação australiana veio "em ritmo menor do que os economistas esperavam" e, portanto, "A porta está escancarada para um corte na taxa", na semana que vem. Anota que a Austrália "seguiria ação similar de Cingapura e Indonésia" e do "colega em riqueza de recursos minerais" Brasil.

Ao fundo, sem conseguir estancar a desvalorização da lira, a Turquia elevou as taxas que cobra dos bancos para "empréstimos overnight", sem mexer na taxa básica. Aumentou juros "pela porta dos fundos", diz o "WSJ", ouvindo porém, do banco Morgan Stanley, que aprovou:

Tempos extraordinários exigem medidas extraordinárias.

"WSJ", "China Daily" e "New York Times" noticiam a queda do ministro do Esporte, ressaltando que "renovou as preocupações com os preparativos para a Copa do Mundo de 2014".

Escrito por Nelson de Sá às 10h32

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Europa apela à China (e aos Brics)

"Financial Times", "Wall Street Journal" e "New York Times" noticiam que a Europa se volta à China, via FMI, para bancar o plano de resgate da Grécia, "mas não será fácil". Pequim indicou que "só contribuiria em conjunto com Brasil, Índia e Rússia, as outras grandes economias emergentes que compõem as chamadas nações Bric".

Em favor da ajuda chinesa estaria a possibilidade de algum retorno, como seu reconhecimento pela União Europeia como "economia de mercado". Mas "os líderes europeus têm até agora rejeitado essa troca". Diz o Comissário Europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn, sobre a proposta de contribuição "levantada por Brasil e China":

Ela significaria que os chineses, os russos e os brasileiros teriam indiretamente um lugar na mesa da zona do euro. Tal decisão tem significado estratégico que não deve ser subestimado. Ela teria consequências políticas muito grandes.

De sua parte, o estatal "China Daily" publica hoje o artigo "Europa precisa tomar seu remédio". Abre dizendo que "muitos economistas ao redor do mundo estão persuadindo os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), especialmente a China, a ajudar a Europa". E parte daí para cobrar que França e Alemanha não abriram seu foco "ao mundo inteiro, em vez de só à Europa", resultando hoje que os bancos de ambos "estão perto da falência pela exposição à dívida de outros europeus".

Afirma que "nenhum dos governos democráticos de Grécia, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal consegue implementar os cortes que as condições exigem". E que "a diretora euro-cêntrica do FMI", Christine Lagarde, quer que os emergentes investam na Europa, mas isso "só iria transferir o risco". Os recursos "resultantes do trabalho duro dos povos" emergentes não deve ser usado para "evitar o inevitável, que é a reestruturação das dívidas".

Por outro lado, "o caminho para resolver a crise é criando um sistema de comércio verdadeiramente universal, que assegue o direito de acesso a mercados sem barreiras continentais".

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bancos europeus aceitam perder 50% na Grécia

Para as edições, NYT/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h54

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Após denúncias, cai o sexto ministro de Dilma

Para edições, FSP/índice, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h30

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Orlando Silva está fora do governo Dilma

Escalada do "Jornal Nacional":

Orlando Silva deixa o governo da presidente Dilma Rousseff. Ele é o quinto ministro a cair após denúncias de irregularidades. O cargo será ocupado interinamente pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte. Nova suspeita de vazamento de questões do Enem. O Ministério da Educação cancela a prova de mais de 600 alunos no Ceará. Em São Paulo, camelôs enfrentam PMs no centro pelo segundo dia seguido. O governo provisório quer a presença da aliança militar ocidental na Líbia até o fim do ano. Líderes europeus propõem o perdão de metade da dívida da Grécia. A ONU anuncia que a população mundial chegará a 7 bilhões na semana que vem. Veja também o significado prático da decisão do STJ sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo. E o salvamento de mais duas vítimas do terremoto da Turquia.  

E do "Jornal da Record":

Perfeição e união: os meninos de ouro da ginástica artística. O Brasil no tatame: judô estreia e já pode ganhar duas medalhas de ouro. A força de Maurine: jogadora que perdeu o pai marca gol e dá a vitória ao Brasil. Orlando Silva está fora do governo Dilma. Ministério da Educação admite vazamento no Enem. Jornalista inglês apresenta no Senado as denúncias contra Ricardo Teixeira. Pelo segundo dia seguido, camelôs enfrentam a polícia no centro de São Paulo.

Escrito por Nelson de Sá às 22h04

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vem aí o dia de Guy Fawkes

Sábado da semana que vem é o dia de Guy Fawkes, que tentou explodir o parlamento inglês, rei inclusive, em 5 de novembro de 1605. Ele inspirou o Macbeth de William Shakespeare, no ano seguinte, e uma tradição de malhação e fogos que soma quatro séculos, todo dia 5.

O grupo de hackers Anonymous, que tem a máscara de Guy Fawkes como marca, já tenta acertar o que fazer para celebrar a data, relata o Daily Dot. Uma alternativa é a Operação Facebook, outra é a Operação Fox Hunt, com ataques às corporações de Zuckerberg e Murdoch.

Mas a expectativa maior é com uma terceira opção, a Operação Cash Back, dinheiro de volta. É ligada ao Bank Transfer Day, também dia 5, uma mobilização para fechar contas em grandes bancos e transferir a instituições comunitárias. Esta, por sua vez, é ligada ao Occupy Wall Street.

Escrito por Nelson de Sá às 12h06

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ameaça de desaceleração global agora é real

"China Daily", "Wall Street Journal" e "Financial Times" noticiam que a Índia elevou juros, mas já "sinaliza o fim do aperto monetário depois que Brasil e Rússia baixaram e a China manteve as taxas sem alteração desde julho, em meio à crise na Europa e à recalcitrante recuperação dos EUA". A decisão é elogiada pelo banco inglês HSBC, porém, diz o "WSJ":

Os preços são só metade da história. O pior está por vir. A ameaça de desaceleração global agora é real. Enquanto outros emergentes, da Indonésia ao Brasil, se preparam afrouxando a política monetária para sustentar o crescimento, a Índia não tem esse luxo. 

Já o "FT" volta a dar voz a Tony Volpon, do banco americano Nomura, que critica o corte de juros no Brasil dizendo que a decisão é "imperativa" de Dilma Rousseff. Volpon aposta na inflação, apesar das quedas. O jornal ecoa a manchete de ontem do "Valor", sobre a adoção da Selic para corrigir a poupança e remover uma barreira à queda maior nos juros.

Ao fundo, também no "FT", o presidente da Bovespa, Edemir Pinto, defendeu em Hong Kong que o governo brasileiro desista dos controles de capital.

Enquanto o mercado financeiro mantém a pressão sobre o governo brasileiro, o governo americano abriu inquérito contra Rajat Gupta, ex-diretor do banco Goldman Sachs, manchete de papel e dos sites de "WSJ" e "NYT". Ele acaba de se entregar ao FBI.

O "NYT" também destaca pesquisa revelando a maior "falta de confiança" da história no governo, pelos americanos, devido à "questão chave da desigualdade de renda". O quadro "abriu caminho para o Ocupe Wall Street, para sublinhar queixas de injustiça contra os bancos".

Escrito por Nelson de Sá às 10h04

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Do Oriente Médio para o pré-sal

Em especial sobre energia, abrindo fotos de duas plataformas brasileiras, a segunda em construção, o "New York Times" saúda como as "novas tecnologias redesenham a imagem da energia do mundo". Do Ártico à Patagônia, do Canadá a Israel, as mudanças teriam interesse geopolítico para os Estados Unidos, mas não só:

Os EUA podem agora reduzir sua dependência de meio século do Oriente Médio. A China e a Índia podem ter como sustentar o desenvolvimento de suas classes médias crescentes. O Japão e boa parte da Europa podem reduzir a dependência da energia nuclear.

Mais especificamente, "Chevron, ExxonMobil, ConocoPhillips e outras grandes empresas" ganham acesso a novas reservas, da Argentina à Polônia:

Antes dos anos 60, as companhias americanas dominavam os recursos de petróleo do Golfo Pérsico e do Norte da África e fizeram alianças de longa duração com governos autocráticos. Já nos anos 70, conforme a produção dos EUA atingiu o pico e a Opep e as companhias estatais tomaram o comando do petróleo no mundo, os EUA tiveram de aceitar um status quase de refém. Agora a sorte está mudando.

Para um ex-diretor de energia do Departamento de Estado, "se formos capazes de conseguir maior suprimento do Canadá, do Brasil e de países amigos na África, podemos reduzir o risco de corte do Oriente Médio".

Por outro lado, também em longa reportagem, o "NYT" sublinha que o pré-sal ameaça o investimento em energia renovável, etanol inclusive.

O "Financial Times" noticia que os "magnatas" Eike Batista e Nassef Sawiris, este do Egito, dizem que vão "construir uma fábrica de fertilizantes no Rio". Mas devem "enfrentar competição dura de Petrobras e Vale, que investiram na produção e têm apoio direto ou indireto do governo brasileiro".

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Crise engole o banco mais antigo do mundo

 

 

Para as edições, NYT/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Boa notícia: o fim do sigilo eterno

 

Para edições, FSP/índice, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h01

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Justiça reconhece casamento civil homossexual

Escalada do "Jornal Nacional":

Decisão inédita em Brasília: o Superior Tribunal de Justiça reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O Supremo Tribunal Federal abre investigação sobre as denúncias de irregularidades no Ministério do Esporte. O Senado aprova o projeto que estabelece prazo máximo para o sigilo de documentos do governo. Na Turquia, equipes resgatam um bebê de 14 dias nos escombros do terremoto de domingo. O conselho de transição da Líbia afirma que o corpo de Gaddafi foi enterrado no deserto. Os Estados Unidos anunciam a desativação de sua bomba atômica mais poderosa. A alta do dólar leva brasileiros a gastar menos no exterior. Governo do Amazonas pede desculpas aos japoneses por abusos durante a Segunda Guerra Mundial. 

E do "Jornal da Record":

Ouro sobre rodas: o brasileiro que brilhou nos patins. O drama de Maurine: jogadora perde o pai, não abandona a seleção e recebe o apoio de Romário. A primeira, a milésima: o "Jornal da Record" conta a saga dos brasileiros para chegar a mil medalhas em Jogos Pan-Americanos. Polícia e camelô se enfrentam em feira de comércio popular. Policial militar agride um homem que foi reclamar de um erro da companhia de energia. Supremo Tribunal Federal abre inquérito para investigar Orlando Silva. Corpo de Gaddafi é enterrado no deserto da Líbia. Um resgate emocionante de mãe e bebê, vítimas do terremoto na Turquia.

Escrito por Nelson de Sá às 21h44

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A revolução do tablet

O instituto Pew, junto com a "Economist", realizou estudo sobre o uso de tablets nos EUA, divulgado hoje com o enunciado acima. No destaque, 11% dos adultos americanos possuem o aparelho e metade deles acessa notícias todo dia. "Eles leem textos longos assim como as manchetes", porém a maioria "não gostaria de pagar pelas notícias".

O ranking de emprego dos tablets, pelos 77% que fazem uso diário:

web em geral          67%
e-mail                     54%
notícias                   53%
redes sociais           39%
games                    30%
ler livros                 17%
ver filmes/vídeos    13%

Outras "descobertas importantes" para o futuro do jornalismo, segundo o Pew, são que "o potencial de receita pode ser limitado", dada a resistência a pagar pelas notícias, e "a marca é importante", com a organização tendo peso semelhante ao custo, na decisão sobre adquirir um aplicativo.

E "a substituição já está acontecendo em grau elevado", com 90% dos consumidores de notícias em tablets deixando a fonte anterior de informação _em geral, um computador de mesa ou laptop.

Escrito por Nelson de Sá às 13h10

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Amazon vs. Apple, também em vídeo

A Amazon divulga hoje os resultados do terceiro trimestre, depois do fechamento de Wall Street. Analistas de mercado já avaliam suas ações como "buy", compre, justificando que a contração recente nas margens, para desenvolvimento da nova geração do Kindle, "prepara o terreno para o crescimento futuro em receita e lucro", segundo a "Forbes".

O GigaOm acrescenta que o JP Morgan mudou sua avaliação do Kindle Fire, que é concorrente do iPad e chega ao mercado no dia 15. De início um analista do banco se declarou "não impressionado", mas outro analista agora diz que devem ser vendidos 5 milhões de tablets no quarto trimestre. A Amazon não deve divulgar dados de venda do Kindle Fire, hoje.

PS 18h30 - Os resultados do trimestre vieram abaixo do previsto pelo mercado, levando à queda nas ações, informa o CNN Money.

Ao fundo, blogs de tecnologia postam hoje sobre o significado do Kindle Fire para o vídeo on-line. O Streaming Media prevê que, com maior velocidade e conteúdo, o sistema da Amazon terá impacto semelhante ao de YouTube e Netflix _e que Apple TV e Google TV jamais tiveram.

E o Tech Radar detalha que o browser Amazon Silk transfere a maior parte do processamento para os computadores da Amazon, longe do tablet.

A Apple já responde, através de fontes anônimas que dizem à Bloomberg que o engenheiro que ajudou a criar o iPod e o iTunes, Jeff Robin, foi indicado para comandar seu "novo esforço de TV", partindo agora para um televisor, propriamente, não mais o "hobby" que foi o Apple TV.

Mas o televisor, que seria integrado "wireless" a outros aparelhos Apple, "pode estar a um ano de distância", talvez só 2013, destaca a agência.

Escrito por Nelson de Sá às 11h42

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Por outro lado

De Joe Nocera, que ocupou a vaga deixada por Frank Rich como colunista do "New York Times", sobre a biografia autorizada de Steve Jobs:

O vínculo que se desenvolveu entre o escritor e seu objeto tornou quase impossível para Walter Isaacson ter a distância crítica necessária para compreender a verdadeira medida de seu objeto. Ele não entrevistou Jobs simplesmente; ele assistiu à sua morte. Há uma cena tocante perto do fim do livro, com um Jobs enfraquecido, deitado na cama, folheando fotos com Isaacson, conversando sobre o passado. Como é que alguém pode se distanciar criticamente de seu objeto quando momentos assim fazem parte de sua experiência com ele? "Acho que haverá muito em seu livro de que não vou gostar", diz Jobs a Isaacson naquela conversa, dois meses antes de morrer. Isaacson concorda, mas eu não. 

Nocera é voz dissonante no "NYT". O acordo que o jornal fez com Jobs para embarcar no iPad é um dos grandes mistérios do setor de mídia e tecnologia, hoje. E talvez ajude a explicar por que o "NYT", tão crítico, embarcou na idolatria do "visionário", do "gênio" dono da Apple.

PS 14h - Mas vem mais por aí. Já está em negociação um filme baseado na biografia autorizada de Jobs, segundo o "Los Angeles Times", com roteiro de Aaron Sorkin, que há um ano retratou Mark Zuckerberg, do Facebook.

Escrito por Nelson de Sá às 10h28

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cresce a cena "start-up" no Brasil

Partindo do exemplo da Elo7, site de vendas de artesanato de Juliano e Mônica Ipolito (foto ao lado, de Paulo Fridman) que recebeu um aporte da Accel Partners, empresa de investimentos do Vale do Silício, o "New York Times" reporta sobre as "start-ups no Brasil" e a crescente cena de investimento no setor.

Diz que tanto empresas quanto investidores brasileiros mantinham relação distante, mas isso começa a mudar. Antes da Accel, a brasileira Monashees Capital já havia se aproximado da Elo7. Não falta "talento", diz o jornal, citando a Akwan criada por professores de Minas e comprada pelo Google. A novidade é que o investimento está procurando os empreendedores e está sendo aceito por eles, estabelecendo um "novo paradigma", segundo Claudio Vilar Furtado, da FGV.

O "NYT" cita outros exemplos de e-commerce, como o Peixe Urbano, de Júlio Vasconcelos, e o GetNinjas, de Eduardo L'Hotellier e Diego Dias.

Em caderno especial sobre "Empresas Conectadas", o "Financial Times" avalia os sites de corporações dos Brics, incluídas no ranking feito pela consultoria Bowen Craggs. Do Brasil, os sites de Vale, Petrobras e Itaú.

A primeira teria o melhor site, "aliás, está ao lado da Exxon e à frente do JP Morgan Chase e da Pfizer", com "bom visual". Bom visual também é a característica dos sites da Petrobras e do Itaú. A estatal teria "conteúdo excelente", mas seu portal internacional não estaria à altura do nacional. O banco melhorou, mas sofre de "falta de coordenação".

De maneira geral, tanto nas brasileiras como nas chinesas e russas, os problemas refletidos nos sites são de "governança" e "falta de engajamento dos administradores sêniores".

O "China Daily", agregando reportagens e opiniões de outros órgãos de mídia do país, informa que as empresas chinesas "ponderam um retorno à Líbia", destacando os planos de Huawei e ZTE, empresas de serviços e equipamentos de telecomunicação, celulares inclusive.

Mei Xinyu, da Academia Chinesa de Comércio e Cooperação Internacional, think tank do Ministério do Comércio, diz que o novo governo líbio, apesar das críticas pontuais aos Brics, deve defender os investimentos chineses por causa da "inter-dependência econômica". E há autoridades líbias que apoiam a "cooperação com China, Rússia e Brasil".

Bill Gates, da Microsoft, foi convidado e apresenta um relatório sobre financiamento de projetos de saúde e agricultura nos países pobres para a cúpula do G20, na semana que vem. Em entrevista à Reuters, reproduzida por "NYT" e "CD", defendeu que os "ricos" não abandonem os programas "apesar dos tempos difíceis em casa". De Gates:

Embora potências em ascensão como China e Brasil estejam representando um papel maior na ajuda aos países mais pobres e compartilhando conhecimento em agricultura, a ajuda tradicional segue essencial no financiamento dos programas de desenvolvimento. 

A primeira versão de seu relatório defende que os recursos sejam obtidos com mais impostos sobre "transações financeiras, cigarro e combustível de aviação e navegação". Mas EUA, China, Reino Unido e outros se opõem à taxação de transações financeiras.

Escrito por Nelson de Sá às 09h20

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bancos credores da Grécia devem perder 60%

 

 

Para as edições, NYT/Nm, CD/Nm, WSJ/Nm e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h31

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Novas denúncias contra Orlando Silva

 

Para edições, FSP/índice, VE, OG/Nm e ESP/Nm. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h15

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cristina Kirchner tem a maior vitória

Escalada do "Jornal Nacional":

O conselho de transição anuncia que a Líbia terá um novo governo em até duas semanas e decide que o corpo de Gaddafi será enterrado em local secreto. Passa de 270 o número de mortos no terremoto da Turquia. Trinta horas depois, equipes de resgate ainda encontram sobreviventes. A reeleição na Argentina: Cristina Kirchner tem a maior vitória desde a redemocratização do país. Policial que denunciou irregularidades no Ministério do Esporte entrega gravações à Polícia Federal. No Rio Grande do Sul, uma grávida de gêmeos viaja mais de 500 quilômetros em busca de uma UTI. O Ibama multa a empresa suspeita de importar lixo hospitalar dos Estados Unidos. Neymar brilha na rodada em que o Vasco se isolou na liderança do Brasileirão. 

E do "Jornal da Record":

Força, leveza: como será a apresentação dos ginastas brasileiros no Pan. A estreia da seleção masculina de vôlei. O início das provas do atletismo. A vitória histórica de Adriana da Silva na maratona. Mais de duas mil latas de cerveja são apreendidas em presídios para PMs. Câmeras de rua ajudam a salvar vítima de sequestro-relâmpago e registram atropelamento em faixa de pedestre.

Escrito por Nelson de Sá às 21h29

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Censura bancária (e contra-ataque)

No londrino "Telegraph", que noticiou primeiro, "Aflições de dinheiro do WikiLeaks trazem fim do vazamento de segredos". E no "Guardian", "WikiLeaks suspende publicação para lutar contra bloqueio financeiro".

Em suma, sob pressão da Casa Branca de Barack Obama e do Bank of America, Visa, Mastercard, PayPal e Western Union vão conseguindo calar uma fonte de revelações sobre as ações americanas no mundo.

Por outro lado, o australiano "The Age" destaca que o WikiLeaks informou que vai reativar o sistema de recebimento de vazamentos no dia 28 de novembro _aniversário da divulgação dos despachos diplomáticos dos EUA.

O sistema estava fora do ar havia quase um ano, depois que um ex-integrante, hoje alinhado aos críticos do WikiLeaks, removeu software e inviabilizou as operações _além de furtar os dados sobre operações do Bank of America, que seriam o vazamento seguinte.

Aqui, "WikiLeaks precisa de você". Abaixo, Julian Assange diante de um painel com as marcas invertidas de Visa e demais:

Escrito por Nelson de Sá às 11h09

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

IBM, GE e a salvação emergente

No "New York Times", os resultados da IBM no trimestre "bateram as previsões". O principal executivo financeiro, Mark Loughridge, destacou como "fonte da força, em primeiro lugar, o crescimento rápido e persistente dos mercados externos, inclusive China, Índia, Brasil e outras nações emergentes, que agora respondem por 23% da receita".

Já os lucros da GE no trimestre vieram "em linha com a previsão dos analistas". A empresa caiu no ramo financeiro, mas sua receita industrial no exterior "subiu 25%, liderada pelo crescimento no Brasil, Rússia, China, Índia, Canadá, México e o Oriente Médio". Segundo o "NYT", de maneira geral:

O crescimento mais forte para as grandes indústrias dos Estados Unidos agora vêm do exterior

O "Wall Street Journal" também noticia, em texto e vídeo, que a GE está "forte no exterior, apontando para a demanda do Brasil, da China, da Rússia". Mas o jornal sublinha que a queda na margem de lucro levanta dúvidas sobre o preço que está pagando para crescer externamente.

E o "Financial Times" noticia que a também americana United Technologies "brilha em meio ao pessimismo". Do executivo financeiro, Greg Hayes:

Não está tão mal quando todos parecem querer que esteja. Ainda estamos vendo crescimento, a maior parte vindo dos mercados emergentes. São eles que realmente estão garantindo a elevação.

Prevê que a demanda emergente vá moderar "mas se manter forte em 2012, especialmente em países como China, Rússia, Brasil e Índia".

Em caderno sobre MBAs para executivos, o "FT" aborda o programa da FGV-SP que reúne brasileiros, chineses da Universidade de Honk Kong, mexicanos da Escola Egade, americanos da Universidade da Carolina do Norte e holandeses da Universidade Erasmus. Relata o choque das "diferenças culturais".

Na foto, o mexicano Carlos Quintana e o brasileiro Genilson Melo, diante da GV.

No "NYT", reportagem sobre a conferência Reinventando a Educação Superior, realizada em Madri com representantes de diversos países, relatou questionamentos como "os estudantes devem ser treinados para o mercado de trabalho ou é mais importante aprender a pensar?". Exemplificou com as críticas aos rankings de universidades, defendidos porém pelo representante brasileiro, da FGV, dizendo:

Queremos competir com os melhores, embora sabendo que jamais seremos Cambridge ou Harvard.

Escrito por Nelson de Sá às 10h18

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Brics ao resgate, de novo

O "China Daily" noticia que o assessor econômico do presidente Dmitri Medvedev, Arkady Dvorkovich, declarou que a Rússia admite usar reservas para comprar títulos europeus. Ele se postou ao lado de China e Brasil, que defendem ações contra a crise da dívida europeia, através do FMI:

Nós e todos os países Brics temos essa posição: precisamos apoiar coletivamente todos os países. 

E o "Financial Times" publica que, após mais um fim de semana sem consenso entre França e Alemanha sobre o resgate de Grécia e outros através de mecanismos europeus, os "líderes europeus" agora pensam em apelar "ao FMI e a outros investidores não europeus".

Segundo o jornal, será difícil convencer os EUA, que não querem "se envolver na crise", mas a Europa deve levar a proposta ao G20, em novembro:

Autoridades dizem ter esperança de que China e Brasil possam contribuir.

A resistência dos europeus a um acordo tem como base a análise de que os níveis de endividamento da Grécia exigiriam que os bancos credores, sobretudo franceses e alemães, aceitassem perdas de pelo menos 60%.

Escrito por Nelson de Sá às 09h32

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Turquia teme mil mortos em terremoto

Para as edições, NYT/NM, CD/NM, WSJ/NM e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h49

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cristina vence, com 53,9% dos votos, contra 16,8%

Para edições, FSP/índice, VE, OG e ESP. Para sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h21

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.