Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Começa o Pan de Guadalajara, na Record

Escalada do "Jornal Nacional":

Uma denúncia em Brasília: médicos são encontrados em consultórios particulares no horário do expediente na rede pública. Uma ameaça nas ruas de São Paulo: traficantes tomam conta de uma das mais movimentadas avenidas da cidade. Rio de Janeiro: a prefeitura quer apurar possíveis irregularidades na concessão do alvará ao restaurante que explodiu e deixou três mortos. A reserva de matrículas cria uma nova despesa para pais de alunos nas escolas particulares. A falta de segurança no transporte coloca em risco estudantes no Ceará. Ofertas do dia: promoções nos supermercados ajudam o consumidor a enfrentar a alta dos alimentos. Parcerias tiram municípios do Pará da lista de campeões do desmatamento. No outono europeu, portugueses enfrentam o outubro mais quente dos últimos 70 anos.  

E do "Jornal da Record":

Homem é atropelado enquanto prestava socorro a vítima de acidente. Vazamento de gás volta a assustar o Rio de Janeiro. Dono de restaurante que explodiu sabia que a instalação tinha falhas. Síndicos tentam barrar construção de albergue em bairro nobre e podem ser processados por intolerância. 14 de outubro de 2011: começa com festa e beleza o maior evento esportivo das Américas. O Pan de Guadalajara une mais de seis mil atletas, 42 países e 36 modalidades. E mais: força extra para um fenômeno das piscinas; Paulo Henrique Amorim revela a tradição mexicana que surpreende o mundo.

Escrito por Nelson de Sá às 23h24

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Google, Accel, Foxconn: ao Brasil

O "New York Times" noticia que o "Google anuncia fortes ganhos". Além da publicidade costumeira nas buscas, cresceu a receita via celulares, "indicação de que o Android está cimentando a posição do Google em publicidade de celular". E registraram números positivos os novos negócios: a rede social Google+ atingiu 40 milhões de usuários; o browser Chrome, 200 milhões; os celulares Android, 190 milhões.

O principal executivo de negócios do Google (Chief Business Office), Nikesh Arora, afirma que houve "algum" enfraquecimento em publicidade na Europa e "estabilidade" na América do Norte, porém:

Na Índia e no Brasil, está crescendo rapidamente. 

O "NYT" informa ainda que o fundo Accel investiu no site de vendas de artesanato Elo7. É a quarta aposta brasileira do fundo "venture", sediado no Vale do Silício, que justifica com a penetração de banda larga no Brasil:

Estamos diante de uma explosão de e-commerce.

"NYT" e "Financial Times" acrescentam, por fim, que a Foxconn "confirmou que inicia a produção de iPads em dezembro". O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Terry Gou, "ao lado do principal defensor do projeto, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante". Em suma:

Brasil e Foxconn cantando no mesmo iTune.

Escrito por Nelson de Sá às 12h08

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Sacoleiros emergentes

O "FT" noticia relatório do HSBC, que revelou "um novo nicho: o turismo de acessórios, a tendência dos consumidores dos mercados emergentes de planejarem as suas viagens para onde as sacolas são mais baratas". Com isso, metade das compras de produtos de luxo na Europa já é feita por estrangeiros, hoje. E de maneira geral:

Dos gastos dos viajantes chineses, 32% vão para compras. E isso não se limita aos chineses: na Flórida, o Brasil passou o Reino Unido como maior grupo de turistas, mas esses brasileiros "gastam o dobro dos britânicos" em produtos. Paralelamente, em NY, uma pesquisa revelou que os brasileiros são o cliente número 1 da avenida Madison

Na revista do "New York Times", em texto já postado hoje, o correspondente Simon Romero perfila os "bairros elegantes" paulistanos, sob o título "Brasil cria sua própria Manhattan". Diz que, "conforme a economia do Brasil voa _em parte como efeito do apetite da China por suas commodities, sem falar do petróleo abundante descoberto_ São Paulo prospera".

Em tom irônico, relata as aspirações globais dos paulistanos de Jardins, Itaim Bibi e Vila Nova Conceição, cujos preços imobiliários explodiram, "dominando a conversa nos restaurantes". Abaixo, em foto de Lamia Maria Abillama, "Cristiana Arcangeli, empresária da indústria de saúde-e-beleza, relaxa em uma das cadeiras de seu lar no Jardim Europa".

Escrito por Nelson de Sá às 11h03

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China e Brasil ao resgate, via FMI

Na manchete do "Financial Times", os emergentes "estão trabalhando em busca de formas para contribuir com dinheiro rapidamente e expandir o poder de fogo do FMI, com o objetivo de elevar seu papel no combate à crise da dívida soberana na zona do euro".

Segundo uma "pessoa familiarizada com a visão brasileira", os Brics "defendem um procedimento usado em 2009, quando governos, individualmente, compraram títulos especiais lançados pelo Fundo".

O Brasil é "uma das forças por trás do plano", do qual que "o ministro Guido Mantega falou na reunião do FMI em Washington". E a China "já mostrou interesse em contribuir". Participar do apoio à Europa via FMI, avalia o jornal, seria "politicamente aceitável internamente" nos Brics.

A notícia ecoa por "New York Times" e outros. E um analista de mercado financeiro de Hong Kong comenta no "FT":

Os chineses não querem investir muito, dado que os problemas do Ocidente foram criados por ele próprio. Se ajudarem, querem fazê-lo de maneira que traga vantagens e reconhecimento para eles. 

Na manchete do "China Daily", o superavit comercial chinês "revela queda maior" em setembro devido à "demanda fraca" de União Europeia, EUA e Japão. Por outro lado:

Os dados também mostram que a dependência chinesa desses grandes mercados continua a declinar. E as exportações para os outros países Brics, Brasil, Rússia, Índia e Áfrida do Sul, prosseguiram fortes. 

O "Wall Street Journal destaca que os "problemas do Ocidente cobram seu preço nas economias emergentes", sublinhando "China, Brasil e Indonésia". Na primeira, dificuldades nos bancos e exportações em queda para os países desenvolvidos. No segundo, desaceleração nas vendas do varejo. Na terceira, exportações de eletrônicos em queda.

Tanto CD" quanto "WSJ" publicam que Pequim pode "afrouxar a política monetária", a exemplo de Brasil e Indonésia, mais para o final do ano. Em vídeo, o "WSJ" acrescenta que Cingapura acaba de fazê-lo.

Escrito por Nelson de Sá às 09h54

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Brics negociam aumentar recursos ao FMI

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

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PIB desacelera. BC deve cortar mais os juros

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Escrito por Nelson de Sá às 08h22

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Explosão de restaurante mata 3 e fere 17 no Rio

Escalada do "Jornal Nacional":

Manhã de pânico no Rio. A explosão de um restaurante mata três pessoas e deixa 17 feridos. Um impacto semelhante à detonação de dez quilos de dinamite, que produz um cenário de destruição no centro da cidade. Bombeiros apontam um vazamento de gás como causa da tragédia. A nova lei do aviso prévio entra em vigor, mas deixa em dúvida patrões e empregados. Funcionários dos Correios retornam ao trabalho e fazem mutirão para a entrega de correspondências. A Eslováquia volta atrás e aprova o aumento de recursos para ajuda aos países da zona do euro. O primeiro-ministro da Itália pede um voto de confiança para enfrentar a crise econômica. O JN no Ar em Mato Grosso do Sul: nossa equipe investiga aonde foi parar o dinheiro destinado a postos de saúde de uma reserva indígena. No Brasileirão, você vai ver o equilíbrio na briga pela liderança.  

E do "Jornal da Record":

Explosão em restaurante no Rio deixa mortos e feridos graves. O local usava instalação clandestina de gás. Salvo pela cadeirinha: criança sobrevive a acidente grave em rodovia paulista. Guadalajara em verde e amarelo: nossa bandeira é hasteada na vila do Pan. Maurren Maggi pronta para o salto de ouro; a viagem das meninas do boxe; a chegada dos craques do futebol. Altitude ajuda ou atrapalha? Uma reportagem especial tira essa dúvida.

Escrito por Nelson de Sá às 20h56

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Quem será o próximo Steve Jobs?

Os analistas de mídia do MarketWatch e do "Los Angeles Times", Jon Friedman e James Rainey, seguem com as críticas ao endeusamento de Steve Jobs e à sua manipulação dos jornalistas.

Mas o tempo passa e o "Wall Street Journal" já fez um primeiro levantamento sobre "Quem será o próximo Steve Jobs?". Refuta Mark Zuckerberg, do Facebook (mídia social), e concentra as apostas de risco no chinês Jack Ma, do Alibaba (e-commerce), no taiwanês Peter Chou, da HTC (smartphone), no japonês Masayoshi Son, da SoftBank (operadora de telefonia), e no bio-engenheiro americano Drew Endy. Mas admite:

Por ora, o análogo mais próximo de Jobs é um dos rivais emergentes da Apple, o presidente da Amazon, Jeff Bezos.

A própria Apple parece pensar assim. Segundo o site BGR, prepara-se para lançar no início do ano um "mini iPad" voltado ao "consumidor mais sensível ao preço". Visa "defender-se do Kindle Fire, da Amazon, recém-lançado por US$ 199", contra os US$ 499 da versão mais barata do iPad.

Também o Google ameaça a Apple por conta do preço, segundo o "WSJ", daí ela ter "derrubado o preço do iPhone para US$ 0", dias atrás.

Escrito por Nelson de Sá às 14h12

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Câncer ético

Nick Davies, do "Guardian", o repórter que revelou os grampos criminosos do "News of the World", expõe mais um traço do "câncer ético" de Rupert Murdoch, na expressão de Felix Salmon, da Reuters.

Davies informa que o "WSJ Europe" pagou uma empresa _e até publicou reportagens favoráveis a ela_ para que comprasse exemplares e elevasse sua circulação. O esquema, que envolvia outras empresas, respondeu por 41% da circulação diária, no ano passado: 31 mil do total de 75 mil.

O próprio "Wall Street Journal", nos EUA, confirma hoje a reportagem de Davies, contrariando a primeira reação da corporação de Murdoch, ontem.

Escrito por Nelson de Sá às 13h03

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Siemens e o metrô no Capão Redondo

"Financial Times" e "Wall Street Journal" destacaram a demissão pela alemã Siemens do presidente da subsidiária no Brasil, Adilson Primo. Diz o primeiro:

Segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, as alegações vêm de uma investigação original de 2008. A descoberta em 2006 de um sistema de fundos sujos usados para pagar propinas para obter contratos levou à saída de dezenas de executivos e custou à Siemens mais de 2 bilhões de euros. Segundo pessoa próxima à empresa, uma auditoria interna conduzida pela Debevoise & Plimpton levantou mais provas de irregularidades na Siemens Brasil. Trabalhando com autoridades estaduais, a Siemens teria descoberto evidências do mau uso de fundos por Primo. As acusações se relacionam a uma conta bancária para a qual foram transferidos 6 milhões de euros. 

Da reportagem "Siemens é investigada sob suspeita de propina", publicada em dezembro de 2008 por Mario Cesar Carvalho:

Quatro negócios da Siemens com o Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), com o valor total de cerca de R$ 1 bilhão, são investigados pelo Ministério Público de São Paulo. A promotoria suspeita que os contratos podem ter sido superfaturados. As investigações tiveram origem num inquérito que apura se a Alstom pagou propina para obter contratos com empresas ligadas ao governo paulista. Siemens e Alstom são investigadas no exterior sob suspeita de terem subornado agentes públicos e políticos para obter contratos em países como Brasil, Alemanha e EUA. O contrato de maior valor em investigação no Brasil foi assinado em 2000, no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), para a construção da linha da CPTM que liga o largo Treze ao Capão Redondo (posteriormente, a linha foi transferida para o Metrô). A principal suspeita do Ministério Público recai sobre um contrato que envolve a Siemens da Alemanha e a do Brasil e um consultor do Uruguai. A suspeita é de que o consultor não prestou serviço nenhum à Siemens e repassou os valores que recebeu para alguém no Brasil.

Escrito por Nelson de Sá às 12h13

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Brasil, a melhor marca emergente

O "China Daily" noticia que o índice Anholt-GfK Roper de "marca nacional" para 50 países registrou melhora na imagem da China, explicada pelo crescimento e pelos Jogos de 2008. Os EUA seguem na frente, com outros países desenvolvidos nos primeiros 19 lugares da pesquisa, que ouviu 20 mil pessoas em 20 países:

O Brasil é o país em desenvolvimento de posição mais alta, no 20º lugar. A China passou para o 22º. 

Jonathan Wheatley, ex-correspondente no Brasil, escreve no FT.com sobre a presença de turistas brasileiros na Inglaterra, "hoje parecem estar por toda parte em Londres", mas sobretudo sobre a volta dos que residem na cidade "para casa" _com a perspectiva de Copa em 2014 e Jogos em 2016.

O "Financial Times" destaca o "índice de vulnerabilidade" criado pelo banco HSBC para 27 mercados emergentes, mostrando que "de modo geral a maioria está melhor do que em 2008".

A China é a menos vulnerável ou a mais "descolada" da crise. O Brasil vem em oitavo, atrás de Índia e outros emergentes asiáticos. Argentina e África do Sul também estão bem situados. A Venezuela é a mais vulnerável, pouco abaixo da Rússia, ambas pela dependência do petróleo.

"Wall Street Journal" e "FT" destacam que sete bolsas de valores dos cinco Brics (Brasil, duas da Rússia, duas da Índia, China e África do Sul) fecharam acordo para atuação conjunta, com índices cruzados a partir de 2012 e foco em commodities. Pela China, participa Hong Kong, mas seguem as negociações com Xangai e Shenzhen. Do segundo:

O chamado comércio Sul-Sul acaba de dar mais um passo à frente, sublinhando como os mercados emergentes estão cada vez mais olhando uns para os outros como fontes de crescimento. 

O jornal também noticia que a importação de commodites pela China registrou "forte" alta em setembro, "sublinhando a força da demanda chinesa por matérias primas e reduzindo os temores de desaceleração".

E o "WSJ" informa que o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, "quer negociar mudanças no imposto sobre importação de veículos com as montadoras que estão mudando a produção para o país".

O jornal anota que "o imposto maior não assustou", listando as fábricas em construção ou confirmadas pelas chinesas Chery e JAC, pela sul-coreana Hyundai e pela japonesa Nissan.

Escrito por Nelson de Sá às 11h24

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EUA aprovam proteção comercial contra China

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Escrito por Nelson de Sá às 08h12

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Recorde de feridos na concessionária Ecovias

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Escrito por Nelson de Sá às 07h52

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Protesto contra corrupção. Inquérito contra Teixeira

Escalada do "Jornal Nacional":

12 de outubro de fé: 140 mil pessoas lotam Aparecida em homenagem à padroeira do Brasil. 12 de outubro de protesto: manifestantes saem às ruas em várias capitais contra a corrupção. A Comissão Europeia apresenta um novo plano contra a crise econômica. Os gols dos jogos de hoje à tarde pelo Brasileirão. Um dia especial de festa no Rio: a estátua do Cristo Redentor completa 80 anos. Você vai conhecer o novo destino do JN no ar. 

E do "Jornal da Record":

A maior apreensão de anfetaminas da história: remédio conhecido como rebite era vendido para caminhoneiros. Protestos em vários Estados pedem o fim da corrupção. A Polícia Federal vai abrir inquérito contra Ricardo Teixeira. O irmão do cartola da CBF também vai ser investigado. Guadalajara: a chegada dos atletas brasileiros; as seleções femininas do vôlei e do futebol já estão no México; o ensaio para a grande festa de abertura; as surpresas do nado sincronizado brasileiro; a festa mexicana do chicote.

Escrito por Nelson de Sá às 23h42

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Fora do establishment

Na edição de hoje, publico análise sobre a cobertura da mídia de Nova York _coração da imprensa e da TV nos EUA_ para o movimento Ocupe Wall Street, atacado pelos republicanos e temido pelos democratas.

Escrito por Nelson de Sá às 11h24

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Rússia e China vs. Brasil e Índia

Na manchete da visita do primeiro-ministro russo Vladimir Putin a Pequim, o "China Daily" destaca que os dois países concordaram que o Conselho de Segurança da ONU deve ter "papel central nos assuntos internacionais" e que vão "prosseguir nos esforços para ampliar a multipolarização do mundo".

Porém "China e Rússia dizem que não se devem estabelecer prazos para a reforma do Conselho" e "não será positivo se qualquer país ou bloco de países apresentar uma proposta de reforma sem o apoio da maioria". O bloco não mencionado é o que reúne Brasil, Índia, Alemanha e Japão.

O "CD" também publica artigo de Mikhail Titarenko, da Academia de Ciências da Rússia, dizendo que os dois países "podem fortalecer sua cooperação como membros dos Brics", grupo que surgiu em "reação ao colapso do mundo bipolar e depois unipolar" e que "representa a força mais dinâmica na economia mundial e defende reforma profunda na arquitetura financeira e econômica".

Porém "deve ser enfatizado que China e Rússia, assim como os outros Brics, ao mesmo tempo em que unem esforços para defender seus respectivos interesses, não buscam qualquer confrontação", não havendo "conversa de construir qualquer tipo de grupo econômico fechado ou uma aliança política".

Ao fundo, o "New York Times" publicou editorial contra o veto duplo de China e Rússia, no Conselho, à resolução condenando a Síria. E anota:

Brasil, Índia e África do Sul também devem ser condenados por se absterem. Como democracias, deveriam liderar esforços para denunciar a brutalidade do presidente Bashar al-Assad, não autorizá-la.

Escrito por Nelson de Sá às 10h06

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Quebra de confiança, não de demanda real

O "Financial Times" noticia que as vendas do varejo no Brasil "desaceleraram drasticamente" em agosto. "Estamos preocupados que a economia esteja desacelerando mais rápido do que o esperado", diz o banco Goldman Sachs. Para o Nomura, "o consumor menor deve dar mais uma razão para o Banco Central seguir no caminho do corte de juros". Em análise, o correspondente contrapõe que "um dado não faz uma tendência":

É muito cedo para dizer que o consumidor humilde, um dos motores do impressionante crescimento do Brasil na última década, começa a fechar a carteira ou a bolsa.

Mas não é só no Brasil. O "FT" entrevistou o presidente da Alcoa, para quem o mundo está sob risco de "se preocupar ao ponto de entrar em nova recessão, e isso não pode ser permitido". Diz que o problema é confiança, não demanda real. Anota que vale para a economia mundial toda _e sublinha o Brasil.

O "Wall Street Journal" acrescenta que as exportações da Índia desaceleraram, crescendo 36,3% em setembro frente ao ano anterior _contra os 82% registrados em julho. "É o sinal mais claro do que vem por aí", diz o secretário indiano do comércio, observando que não só Europa e EUA, mas agora "o Japão tem problemas, a China está desacelerando, o Brasil tem problema".

O "FT", com a avaliação de que "mercado nenhum parece escapar das incertezas", tenta aconselhar investidores, mas sem resposta clara: "Para onde ir agora na nova ordem mundial?".

O "New York Times", com Reuters, adianta o encontro desta semana de ministros de finanças do G20, que reúne desenvolvidos e emergentes, e prevê "discórdia" sobre a crise na zona do euro:

De Brasília a Tóquio, cresceu a impaciência com o fracasso da Europa de virar a página no drama da dívida que turva os mercados e ameaça quebrar a confiança em uma recuperação global. 

Com a divisão entre os governos, "há sinais de que os bancos centrais tentam preencher o vazio", com o afrouxamento da política monetária no Reino Unido e, "no mundo emergente, o corte das taxas pelo Brasil e pela Indonésia".

Sobre a decisão "chocante" na Indonésia, o "FT" já trata de instruir, com ironia, os "analistas confusos" que proclamam surpresa a cada novo corte de juros. "Por que estão tão chocados?", diz, lembrando que o peso do quadro internacional para os BCs cresceu desde a quebra do Lehman Brothers, em 2008. Sugere "aprendizado gradual" também aos analistas.

E avisa que Coreia do Sul e México podem cortar também, esta semana. 

O "WSJ" ouve executivos de energia, que alertam que "os preços do petróleo vão se manter elevados mesmo que o Ocidente dê um segundo mergulho na recessão, porque a demanda em países como a China segue crescendo".

Para o presidente da francesa Total, "estamos olhando as coisas como ocidentais", enquanto "no Oriente eles não têm a mesma percepção, o crescimento sustentado prossegue lá". Exemplificando que no Brasil a demanda por combustível vem crescendo acima do crescimento da economia, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, acrescenta:

Se tivermos uma recessão muito profunda [nos EUA, Europa e Japão, os demais] não ficarão imunes, mas você não verá qualquer redução no consumo de petróleo.  

Em entrevista ao "FT", Gabrielli informa que houve "atrasos inesperados na entrega de perfuradoras em águas profundas", só tendo recebido 15 de 39 encomendadas previstas até 2014. Porém os planos "seguem nos trilhos".

O "China Daily" aponta quadro semelhante para outra commodity, a soja, com previsão de alta nos preços devido à colheita 7,3% menor nos EUA, maior produtor mundial:

Fazendeiros de Iowa ao Brasil fracassaram em acompanhar o ritmo da demanda recorde por óleo para cozinhar e por ração animal.

Escrito por Nelson de Sá às 09h22

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EUA acusam Irã. China recebe Putin e o Vietnã

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Escrito por Nelson de Sá às 07h56

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Sindicato acata fim da greve. Cai pressão por reajuste

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Escrito por Nelson de Sá às 07h38

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Após 25 anos, novas medidas de combate à dengue

Escalada do "Jornal Nacional":

Vinte e cinco anos de luta contra a dengue, mas especialistas alertam para o avanço de dois tipos de vírus. O governo anuncia novas medidas de combate à doença. Um temporal afeta o abastecimento de energia em cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. A Justiça determina que funcionários dos Correios voltem ao trabalho na quinta-feira. Um alerta na Europa: presidente do Banco Central europeu diz que a crise financeira pode atingir outros continentes. No Brasil, aumenta o número de poupadores entre as famílias que ganham menos. A presidente Dilma Rousseff sanciona a lei que concede aviso prévio de até 90 dias. Os Estados Unidos anunciam que desmontaram um plano para matar o embaixador da Arábia Saudita. Morre o humorista José Vasconcellos. Mano Menezes deixa de lado as experiências e escala força máxima contra o México.  

E do "Jornal da Record":

Cliente morre durante tiroteio em shopping no Rio de Janeiro. Em São Paulo, dono de supermercado e balconista de farmácia são assassinados com tiro na cabeça. Drama e mistério: casal de namorados de 14 anos desaparece a caminho da escola. Procura-se o dono de R$ 1 milhão. O caminho da tocha pan-americana: o fogo que une o continente; 3,2 mil pessoas participam do revezamento. Os novos duelos de uma velha rivalidade que não acaba nunca: Brasil e Argentina têm muitas disputas pela frente. A tradição dos vaqueiros mexicanos.

Escrito por Nelson de Sá às 23h59

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Entre a mídia e a educação

Na edição de hoje, em Mercado, faço um relato sobre a série de denúncias do "New York Times" contra um evento que levou 12 secretários estaduais de educação dos EUA ao Rio, patrocinado pela Pearson, que fornece serviços de educação tanto lá como cá.

A Pearson, que publica o "Financial Times", nega irregularidade e diz que o "New York Times" faz a mesma coisa com sua própria divisão de serviços de educação, Knowledge Network. O "NYT" confirma ter patrocinado eventos promovidos pelos mesmos secretários.

O setor está em expansão no Brasil, com Pearson, Abril etc.

Ryon Braga, da consultoria de educação Hoper, diz não ver maior problema no patrocínio de eventos por empresas, "se for transparente". E alerta que a questão é outra, no Brasil: secretarias de educação que "pressionam para comissionar", o que já se tornou "endêmico".

Escrito por Nelson de Sá às 10h53

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Mais corte de juros, agora na Indonésia

O "Financial Times" destaca que a Indonésia fez um "corte surpresa e agora se junta ao Brasil e à Turquia, em meio ao temor de desaceleração global, apesar da alta inflação". Na argumentação do banco central, foi para "antecipar e mitigar o impacto do desaquecimento econômico e financeiro global". O jornal prevê que "outros países da região podem seguir o caminho", listando Malásia, Tailândia e Filipinas.

Do presidente do BC indonésio, Darmin Nasution:

Não é mais a inflação que dá medo, mas uma queda econômica global. Quando a economia mundial está afetando a economia interna, não há outra saída a não ser apoiar o crescimento interno

O "China Daily" dá manchete e artigo para a ameaça _da chancelaria chinesa_ de que a aprovação de um projeto nos EUA, prevendo retaliação ao yuan desvalorizado, "detona guerra comercial".

O "FT", em longa reportagem, diz que o "Congresso dividido" está tornando a política internacional dos EUA "impotente e contraproducente". Sublinha as críticas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e da agência chinesa Xinhua, esta contra o projeto de retaliação ao yuan.

O "CD" apresenta a visita a partir de hoje do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que deve voltar a ser presidente. Os dois países concordaram, em reuniões prévias, em ações para ampliar laços comerciais, inclusive em energia, e a "coordenação no âmbito do G20 e dos Brics".

O "Wall Street Journal" informa que o assessor econômico do governo russo declarou que o país está pronto, "junto com pares como Brasil, China e Índia", para "oferecer ajuda à União Europeia". Mas cobra dos europeus, antes, "sua estratégia para a crise da dívida".

E a Casa Branca agora "quer seduzir mais investimento estrangeiro", acrescenta o "WSJ", sobre estudos no conselho sobre empregos, liderado pelo presidente da GE, Jeff Immelt, e no Departamento de Estado. Uma das ações propostas é "acelerar a concessão de vistos para China e Brasil".

O "FT" relata que a venda da fábrica de autopeças Hayes Lemmerz "demonstra a sorte contrastante" hoje no mercado. Cinco meses antes, o presidente da empresa de Michigan dizia já ser novamente comprador. "Mas o comprador é a Iochpe-Maxion, a fabricante brasileira de rodas e chassis", que levou a Hayes, "repetindo sua incursão na região", onde já havia comprado a ArvinMeritor. De um analista:

O fato de que o comprador é brasileiro faz sentido. Às vezes pensamos tanto na Índia e na China que esquecemos quem está realmente comprando. O Brasil quer se expandir para o Norte, e as empresas brasileiras estão crescendo muito bem. 

Por outro lado, o "CD" noticiou, com atraso, que a Jianghuai Automobile Company (JAC) vai investir US$ 500 milhões para erguer "sua primeira fábrica fora da China, no Estado nortista da Bahia", no Brasil. O anúncio veio "apenas um dia depois que a Nissan, do Japão, disse que vai investir US$ 1,4 bilhão em uma nova fábrica no Brasil".

O "FT" ecoa, por fim, o "protecionismo" de ex-ministros como Delfim Netto e até Sérgio Amaral contra "o apetite do dragão", a estratégia chinesa de compras no setor agrícola.

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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"NYT" e a nação hiperbólica

Em especial sobre petróleo, o "New York Times" publica a longa reportagem "No Brasil, as descobertas de energia põem o país num nível de poder inteiramente novo", do correspondente Simon Romero.

Abre ouvindo um ex-geólogo da Standard Oil contratado em 1954 pela Petrobras, Walter Link, que sugeriu então que o país deveria buscar petróleo no mar. Destaca que agora, com o pré-sal, os gastos anuais da estatal devem superar os da Nasa nos anos 60. E lembra que, segundo seus diretores, a Petrobras pode passar a Exxon Mobil, antiga Standard Oil, como maior empresa de petróleo do mundo em valor de mercado.

Mas anota os riscos com o debate sobre royalties estaduais e com a entrada excessiva de recursos nos próximos anos.

Também na edição especial, o "NYT" prevê um "futuro" positivo para o petróleo no mundo, com novas áreas na Rússia, Canadá, África e até Guiana Francesa, "ao norte do Brasil". Destaca que "os novos campos que mais prometem estão nas águas profundas da costa do Brasil".

Mas ouve, de um ex-presidente da Shell, Mark Moody-Stuart, que a Petrobras "acrescentou um desafio em cima de outro desafio", sobre a complexidade técnica da exploração profunda e sob a camada de sal.

Falando ao "Wall Street Journal", o presidente da estatal Saudi Aramco, Khalid Al Falih, acrescenta que a Arábia Saudita não vê motivo para aumentar sua capacidade de produção:

Você tem anúncios demais sobre imensa expansão de capacidade vindo de países como o Brasil, países como o Iraque. A demanda do mercado será respondida por outros.

Com a foto acima, de Sergio Moraes, Alexei Barrionuevo, que deixou de ser correspondente do "NYT" no país, escreveu anteontem que a presidente Dilma Rousseff busca escapar da "armadilha" da inflação em alta, do câmbio valorizado e da perda de competitividade industrial. Diz que "os gastos do governo são a maior ameaça"

Também no "NYT", a coluna O Fator Feminino proclama que "Liderança não é mais um clube de homens", perfilando Dilma, que "lidera a sétima maior economia do mundo" ou, ainda, "a mais rica, maior, mais racialmente diversa", enfim, "a nação mais hiperbólica na América do Sul".

Escrito por Nelson de Sá às 09h14

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China capitaliza bancos para "restaurar confiança"

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h30

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Em São Paulo, parlamentar superfatura saúde

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h09

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A chegada dos atletas ao Pan de Guadalajara

Escalada do "Jornal Nacional":

As conclusões da investigação de um crime que assustou o Brasil. A Justiça faz a denúncia contra os acusados da morte da juíza criminal no Rio: um ex-comandante do batalhão, um tenente e mais nove PMs se tornam réus no processo. Em São Paulo, um bilhete ajuda a resgatar uma mulher sequestrada há nove dias. A Justiça determina a retirada de moradores de um conjunto habitacional na capital paulista. Ele também foi construído em cima de um depósito de lixo. Anunciados os vencedores do Nobel de Economia: dois americanos que ajudaram o mundo a entender melhor a macroeconomia. Um avanço da tecnologia: cientistas desenvolvem um chip eletrônico para auxiliar os comandos do cérebro. Mano Menezes muda seis jogadores para o amistoso contra o México. O Corinthians retoma a liderança do Brasileirão. 

E do "Jornal da Record":

Bilhete em papel higiênico salva estudante sequestrada. Fora de casa: Justiça manda retirar moradores de condomínio construído sobre lixão. Ex-comandante da PM e dez policiais são indiciados pela morte da juíza Patricia Acioli.
Aqui do México, as informações sobre os Jogos Panamericanos de Guadalajara, um dos maiores eventos esportivos do mundo. Ele é o cara: em uma entrevista exclusiva, César Cielo revela como se tornou o nadador mais rápido do planeta. A chegada dos nossos atletas e um giro de notícias: a equipe da Record antecipa as nossas chances de medalha e conta a história de uma transmissão inédida na TV brasileira.

Escrito por Nelson de Sá às 23h56

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Aos navegantes

O blog volta a apresentar problemas técnicos e não deve ser atualizado hoje.

Escrito por Nelson de Sá às 09h13

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Por reunificação, China exalta revolução de 1911

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

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Europa estatiza banco franco-belga e prepara mais

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h15

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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