Nelson de Sá

Toda Mídia

 

iGod

No rescaldo do descontrole final da cobertura, com a morte, Jim Romenesko agrega hoje um primeiro mea culpa do jornalismo pela sua adoração por Steve Jobs. Lista "Washington Post", "Forbes" e Gawker.

Jack Shafer, na Reuters, também reage à idolatria:

Ele fez computadores, computadores bastante bons. Não é o bastante? 

De José Simão, com Eramos6:

Steve Jobs não morreu, fez um upload. Foi lançar o iGod! 

O blog volta na segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 11h34

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"En fuego"

A vida segue e as "encomendas do Kindle Fire continuam aumentando", informa o AllThingsD, com o título acima.

Estão agora em 25 mil por dia. Desde a apresentação pela Amazon, 250 mil.

Escrito por Nelson de Sá às 10h25

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China, França, Japão e o potencial do mercado

A chinesa JAC, em entrevista do presidente da empresa no Brasil, Sérgio Habib, à Folha e ao UOL, anuncia que vai abrir fábrica na Bahia, investindo R$ 900 milhões. E a franco-japonesa Renault-Nissan, em entrevista do presidente mundial Carlos Ghosn, nascido no Brasil, ao "Financial Times", confirma R$ 3,1 bilhões para nova fábrica no Rio.

O objetivo, diz Ghosn, é ser um dos quatro maiores no setor, porém:

Muitas montadoras mais estão vindo. E os caras grandes que estão aqui, há tanto tempo, eles vão lutar.

Os quatro maiores hoje são Fiat, VW, GM e Ford. E as chineses JAC e Chery, esta já com fábrica em construção, têm os "carros mais baratos".

Há duas semanas, no "China Daily", o diretor do centro de pesquisas para corporações transnacionais do Ministério do Comércio da China, Wang Zhile, já indicava que o IPI maior sobre carros importados aceleraria as fábricas:

A política de substitutição de importações do Brasil é como um apelo para desenvolver sua indústria automotiva, atraindo investimento e tecnologia estrangeira, não só produtos, encorajando joint ventures com montadoras chinesas. O potencial do mercado _e o sucesso nas exportações das empresas chinesas ao Brasil_ produziram uma oportunidade de mercado para que os atores chineses produzam carros lá. Mas eles devem repensar sua estratégia para tomar um passo importante no sentido de viabilizar sua ambição de expansão global, não dando atenção apenas aos lucros de curto prazo lá. 

O "CD" publica hoje "Banco Mundial precisa de um novo lar fora dos EUA", de Lex Rieffel, do "think tank" Brookings e ex-economista do Departamento do Tesouro dos EUA. Ele diz que, hoje instalado na frente do FMI em Washington, "chegou a hora de mudar pelo menos um dos dois".

Argumenta que ampliaria a "legitimidade", mudando "a crença generalizada de que é instrumento de política dos EUA". Avalia que a eventual redução de recursos americanos, o que já vem ocorrendo há uma década, seria compensada por "países como China e Brasil". E encerra:

Mudar para onde? África, Ásia ou América Latina? 

 

Em reportagem especial enviada de Chongzuo, "a capital chinesa do açúcar", com a foto acima, o "CD" publica que os cortadores de cana da China recebem hoje 130 yuan por dia, contra 30 cinco anos atrás. E os "fazendeiros de cana enfrentam tempos difíceis devido ao aumento nos custos". O consumo de açúcar cresceu no país, levando à importação:

Em julho, as compras do Brasil totalizaram 260 mil toneladas e a China se tornou o maior destino para as exportações do açúcar brasileiro.

Dizendo que o custo do corte de cana no país é seis ou sete vezes maior que nas "fazendas mecanizadas de outras nações produtoras, como Brasil e Cuba", o jornal estatal sugere seguir os latino-americanos.

Escrito por Nelson de Sá às 09h21

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"A mais séria crise financeira, talvez, da história"

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h39

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Prefeito quer que governos banquem meia-entrada

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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Agora, Apple vs. Amazon e Google

As ações da Apple caíram, mas pouco, 88 cents. "Evidência de que podem não estar mais ligadas ao destino de seu presidente", diz o "Wall Street Journal". O jornal destaca que a "Apple segue a luta sem sua musa", com uma imagem de Steve Jobs no palco e, logo abaixo:

Apple perdeu seu visionário num momento em que está para travar a batalha com seus mais sérios desafiantes até agora.

Amazon e Google.

Ao fundo, o Business Insider lembra que, "depois de anos de luta", o valor de mercado da Apple finalmente passou o da Microsoft no ano passado. "É apropriado que Jobs tenha sido capaz de desfrutar isso no último ano de sua vida." Abaixo, a disputa ao longo de três décadas:

O Cult of Mac posta "mais de cem capas de jornais ao redor do mundo" que "pranteiam Jobs". Abrindo a galeria, o "Diário de Pernambuco".

No Poynter, o primeiro da galeria é o "Correio da Bahia".

Escrito por Nelson de Sá às 23h32

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"Gênio espalhou desejos de consumo pelo mundo"

Escalada do "Jornal Nacional":

Um gênio criador, um mestre, um reinventor, um mentor de revoluções surpreendentes: a morte de Steve Jobs provoca uma onda planetária de homenagens e manifestações de pesar. Nossos repórteres contam a história do homem que levou as pessoas a ter um computador em casa no século 20, que remodelou a relação entre a música e o público no século 21 e que espalhou desejos de consumo por todos os cantos do mundo. Relatório da ONU mostra redução dos homicídios em São Paulo, mas os números do Brasil ainda são assustadores. A presidente Dilma visita a cidade natal do pai, na Bulgária. A greve dos bancários provoca transtorno para os mais idosos. Um poeta sueco é premiado com o Nobel de Literatura. Mano Menezes escala jogadores que atuam no Brasil para o amistoso na Costa Rica.  

E do "SBT Brasil":

Adeus a Steve Jobs, o homem que fez de uma maçã mordida o símbolo da comunicação do mundo moderno. Usuários prestam homenagens ao gênio da Apple na internet. A greve dos bancos completa dez dias e prejudica um público em especial: os mais velhos, que não sabem usar computador nem caixa eletrônico para pagar contas. Círio de Nazaré: os preparativos para a maior festa religiosa no Norte do país. Brasileirão: com a cabeça no Japão, Santos perde a terceira seguida; Luis Fabiano desperdiça a chance de dar a vitória para o São Paulo. Saia justa: fãs de Justin Bieber só não suportam uma coisa no astro, a namorada dele, Selena Gomes.

Escrito por Nelson de Sá às 22h00

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Faltou transparência, de novo

Na edição de hoje, publico uma análise sobre a desastrosa gestão de crise corporativa para os casos Toddynho e Center Norte.

Escrito por Nelson de Sá às 16h47

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O que querem os Brics no Conselho de Segurança

O "New York Times" destaca que China e Rússia fizeram um "raro veto duplo" no Conselho de Segurança, contra a resolução sobre a Síria, e "estão cada vez mais aliados na contenção do que veem como esforços ocidentais, particularmente dos EUA, de alimentar movimentos de protesto no Oriente Médio para ampliar seus interesses na região":

E nesse esforço eles têm sido apoiados por potências emergentes como Brasil, Índia e África do Sul, que formaram uma aliança própria.

O jornal ecoa que o indiano "The Telegraph" publicou que a "Índia, junto com Brasil e África do Sul, duas outras grandes democracias emergentes, está representando papel importante no Conselho". E a chancelaria indiana diz que a resolução sobre a Síria não cobrava, da oposição, renúncia à violência e abertura de negociações com o governo sírio.

O "China Daily" publica, da chancelaria chinesa, a defesa de "ações relevantes do Conselho para reduzir a tensão na Síria, promover diálogo político para diminuir as diferenças e manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio".

O "Wall Street Journal" segue na crítica ao "protecionismo americano" simbolizado por um projeto no Senado de retaliação à China. Sob o título "Não é hora de bater na China", diz que Pequim "pode estar certa desta vez", pois vem elevando o valor do yuan, "como prometeu". E na verdade "o problema é que os EUA estão ficando desesperados":

Com a fraqueza de sua moeda sendo acusada de causar "guerras cambiais" por países como o Brasil, os EUA não estão em posição de apontar o dedo para ninguém. 

Em vídeo, o jornal aponta que o discurso "populista" já avança também sobre os candidatos republicanos e "pode terminar em uma guerra comercial de verdade". Anota, por outro lado, que o Brasil "não é um bom exemplo", tendo elevado impostos sobre produtos chineses.

O "Financial Times" destaca "Por que o Brasil e a Turquia já não se importam tanto com a inflação". Diz que a crise iniciada pelo Lehman Brothers em 2008 mostrou aos bancos centrais emergentes que os "laços financeiros entre os países se tornaram mais fortes nas últimas décadas", como mostrou reunião anteontem do BIS (Bank for International Settlements), que reúne os principais BCs do mundo. Da conclusão do BIS:

Multiplicaram-se os canais de transmissão e os riscos associados a eles.

Ou seja, diz o "FT", os BCs dos emergentes agora "vão prestar menos atenção às pressões de inflação interna e mais ao que acontece nos mercados globais". E "devem ser mais propensos a cortar juros do que os economistas esperam", na visão tradicional de política monetária.

Escrito por Nelson de Sá às 11h44

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Ícone americano

A maior revista americana "parou as máquinas" para sair hoje com 21 páginas sobre Steve Jobs. É sua sétima capa com o empresário. O texto principal foi escrito por Walter Isaacson em duas horas, informa o Playbook. Por enquanto, a "Time" só postou o título, "Ícone americano".

Isaacson é o autor da biografia "Steve Jobs", cujas pré-vendas saltaram 42.000% após a morte, informa o Hollywood Reporter. Já é o primeiro na Amazon e o quarto na Barnes & Noble. O livro se baseia em 40 entrevistas com Jobs e centenas de outras com parentes, amigos e concorrentes. Sai no dia 24 de outubro.

Também a inglesa "Economist" correu com a capa, uma foto de Jobs no palco, e os enunciados "O mágico" e "Steve Jobs e o mundo que ele criou".

PS 18h - A "Time" postou afinal o texto de Isaacson, para assinantes.

E a Folha.com traduz na íntegra, aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 10h31

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O capitalista

Na edição de hoje, publico análise sobre o empresário que oferecia produtos que o próprio cliente nem imaginava desejar, gerando mercados do nada.

E listo os candidatos a gênio do capitalismo na semana que vem.

Mais aqui e abaixo:

Escrito por Nelson de Sá às 09h10

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Como visionário da Apple, reinventou a era digital

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h44

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O empresário que reinventou o consumo digital

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Escrito por Nelson de Sá às 08h32

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Protestos de Wall Street à Grécia. E greve no Brasil

Escalada do "Jornal Nacional":

Protesto no centro financeiro do mundo: milhares de manifestantes tomam as ruas de Nova York. Greve geral na Grécia: trabalhadores entram em confronto com a polícia em Atenas. Assembleia de funcionários dos Correios rejeita acordo que poria fim à greve. Empresas que aderiram ao refinanciamento de dívidas dão calote no governo. Um novo engavetamento envolve dez carros e deixa um morto em São Paulo. Cientistas liderados por um brasileiro anunciam o desenvolvimento do tato artificial. O Nobel de Química sai para um estudo desprezado pela comunidade científica durante anos. Justin Bieber é recepcionado por um coro de fãs no Rio de Janeiro, e conversa com nossos repórteres.  

Do "Jornal da Record":

Prefeitura de São Paulo fecha shopping com risco de explosão. Caminhão tomba e provoca engavetamento e morte em rodovia. Menino é operado para retirar alicate da cabeça. Ladrão arrependido devolve produtos roubados depois de apelo da vítima. A nove dias da maior festa do esporte nas Américas, Guadalajara acelera o ritmo das obras e recebe os primeiros atletas na Vila Olímpica. O amor ao esporte mobiliza milhares de voluntários. Bom humor, muito bom humor, e o melhor do mundo: as primeiras imagens de César Cielo no México. 

E do "SBT Brasil":

Sem aviso prévio: trabalhadores dão de cara com Shopping Center Norte fechado, e alguns ficaram aliviados. É hoje: Justin Bieber faz primeiro show no Rio para adolescentes e adultos. Está endividado? O "SBT Brasil" ajuda você a sair da lama. Show de imagens pelo mundo: a tempestade de areia que varreu os Estados Unidos; no Rio, o desespero de quem passava pela Linha Vermelha na madrugada. 2012 está chegando, e tem gente devendo promessas do ano passado.

Escrito por Nelson de Sá às 20h50

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Apple 0, Amazon 1

O press release da Apple carrega nos adjetivos, mas o "novo iPhone fracassa em empolgar investidores e fãs", destaca a agência Reuters. As ações das concorrentes Samsung, HTC, Nokia e Ericsson abriram em alta, hoje.

O Gawker ironiza, nomeando Mashable, BGR e até agências e jornais:

Inúmeros fãs da Apple estão incomodados que não emergiu um iPhone5 para preencher o vazio em suas almas, mas sabe quem realmente deveria se sentir abatido? Todos os blogs de tecnologia que gastaram tempo teclando grandes proclamações sobre novos artifícios, designs e telefones que nunca apareceram. 

O TechCrunch se explica sobre a ausência de Facebook, por exemplo, sugerindo aguardar mais. Digitimes e CNet preveem agora o iPhone5 só para final de 2012, talvez 2013 ou quando a tecnologia LTE estiver disponível.

O pouco que os analistas de mercado financeiro acharam de positivo no anúncio da Apple, ontem, foi a redução geral no preço.

Já a Amazon, que lançou dias antes seu tablet de US$ 199, Kindle Fire, estaria registrando média diária de 50 mil encomendas, 2.000 por hora, dizem Gizmodo e outros, com base num "suposto vazamento" para o blog Cult of Android, indicando que pode ultrapassar o iPad em pré-vendas, tornando-se "o maior lançamento de tablet da história".

Escrito por Nelson de Sá às 11h26

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Ricos vs. Brics, agora na Síria

"New York Times", "China Daily", "Wall Street Journal" e "Financial Times" noticiam que uma resolução condenando a repressão na Síria foi "vetada por Rússia e China" no Conselho de Segurança da ONU. "Brasil, Índia, África do Sul e Líbano se abstiveram." Do "NYT":

Rússia e as outras nações chamadas Brics _Brasil, Índia, China e África do Sul_ desaprovam a ideia de sanções, argumentando que a resolução do Conselho sobre a Líbia foi distorcida para abranger uma guerra da Otan contra o governo líbio e dizendo estarem decididos a não repetir isso. Mas diplomatas ocidentais acusam os que se opõem a sanções de usarem esse argumento como cortina de fumaça para esconder sua proteção ao governo Assad na Síria. 

O "CD" ouve, da chancelaria chinesa, que a resolução bloqueada colocava "pressão cegamente na Síria e ameaçava com sanções", o que "não ajuda a aliviar a situação" no país.

Escrito por Nelson de Sá às 10h11

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EUA e China em guerra cambial

O "New York Times" publica editorial contra a proposta, com apoio bipartidário no Senado americano, de "punir países que manipulem moeda". É "ideia ruim" e "a maneira errada de lidar com a China".

Sugere, como alternativa, "pressionar a União Europeia, o Brasil e outros a elevarem a pressão retórica" contra o yuan valorizado, que "também os fere". Sugere também "relacionar a aceitação da China como economia de mercado pelos EUA" à maior valorização da moeda.

Além do Senado, o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, já critica as ações cambiais chinesas, destaca o "Financial Times".

Já o "Wall Street Journal" reporta que "a China há tempos é criticada por manter sua moeda desvalorizada, para estimular exportações, mas no último mês o yuan foi uma das moedas com melhor desempenho". Anota que "não é o bastante para aplacar os críticos nos EUA", caso do Senado "dominado pelos democratas", mas lembra que o presidente republicano da Câmara criticou a proposta como "perigosa".

O jornal sublinha que a proposta "é só a ação mais recente tomada por governos ao redor do mundo para neutralizar o impacto da política cambial chinesa", dizendo que o Brasil elevou o imposto sobre carros importados e o ministro Guido Mantega vê guerra cambial, "apontando o dedo para China e EUA", com "políticas que resultam em moedas mais fracas".

Escrito por Nelson de Sá às 09h34

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Brasil sofre, mas pode ganhar com crise europeia

O "China Daily", com Xinhua, publica longa reportagem sobre a presença da presidente Dilma na Europa, sob o título "Brics podem ajudar na crise da dívida europeia?". Diz que, no encontro com a União Europeia em Bruxelas, "Rousseff apresentou palavras suaves, mas não garantia".

O jornal questiona se suas palavras "refletem as aspirações crescentes das nações emergentes _Brasil, Rússia, Índia e China". Diz que, segundo "especialistas", é pouco provável que "atuem como um bloco na ajuda à Europa", apenas individual e simbolicamente. E anota que o Brasil veria oportunidades de compra de empresas europeias na crise.

Em blog, o correspondente do "Wall Street Journal" em Bruxelas reclama que não pôde fazer perguntas sobre a questão a Dilma, dizendo que o apoio é retórico, aparentemente.

Já o "New York Times" destaca os "sinais de segunda recessão na Europa" e anota que "emergentes que são importantes clientes das exportações europeias, como China e Brasil, começam a recuar".

O "Financial Times" ouve do Golman Sachs, que revisou a previsão de crescimento do Brasil para 3,5% em 2011, citando a influência externa, com a crise na Europa e nos EUA:

O Brasil não pode desafiar a gravidade. É parte da economia global. 

O mesmo "FT" ouve da Moody's que o Brasil "pode até se beneficiar da crise". A agência de classificação de risco não estaria preocupada sequer com a inflação, pois o "horizonte de tempo é mais distante".

O "WSJ" publica longa reportagem sobre o anúncio da franco-japonesa Renault-Nissan de nova fábrica no Brasil, o último Bric a ganhar uma "grande ofensiva" da montadora. Carlos Ghosn, presidente, diz que estava "impaciente" pelo projeto, "como brasileiro" e porque a Renault-Nissan "precisa se posicionar para o crescimento" que prevê para o Brasil.

Sobre o imposto para carros importados, que afetou sobretudo marcas chinesas, Ghosn afirmou não acreditar que "qualquer montadora possa pensar numa estratégia de longo prazo no Brasil sem produzir internamente" e que "importações só podem solução temporária".

Escrito por Nelson de Sá às 08h51

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China e EUA se acusam de protecionismo

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h05

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Em São Paulo, deputado "é igual camelô"

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 07h57

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Anvisa fecha o cerco aos remédios para emagrecer

Escalada do "Jornal Nacional" de 4.10:

A Anvisa proíbe a venda de medicamentos para emagrecer e alerta para o uso indiscriminado de um remédio contra o diabetes. Donas de casa vão pagar menos para ter direito a aposentadoria. Funcionários fecham acordo para pôr fim à greve dos Correios. Manifestantes protestam contra instituições financeiras em Nova York. Mais uma agência de classificação de risco derruba a nota da Itália. A presidente Dilma Rousseff diz que a Europa pode contar com o Brasil para enfrentar a crise econômica. Câmeras registraram os agressores de um casal de homossexuais em São Paulo. O Nobel de Física sai para estudos sobre a expansão do Universo.  

Do "Jornal da Record":

Reportagem exclusiva: fiscal do trabalho é flagrado extorquindo dinheiro de empresário. Marido pede à própria mãe que mate a esposa grávida. Tiroteio entre traficantes fecha uma das principais avenidas do Rio de Janeiro. Fim da pílula milagrosa: a Anvisa proibe remédios para emagrecer. Notícias do Pan: na reportagem especial, o motoboy que viveu um dia de triatleta; o cofre que guarda o objeto mais desejado da competição. Romário é o mais novo comentarista da Record.  

E do "SBT Brasil":

Um dia depois do assassinato de um cliente por um vigia de banco, o "SBT Brasil" pergunta: será que os seguranças estão preparados para agir em situações de risco? Na Turquia, um garoto não pensou duas vezes e arrancou a arma da mão de um bandido. A Anvisa fecha o cerco aos remédios que ajudam a emagrecer. Milionária por acaso: americana ganha na loteria por bilhete que comprou sem querer. Viajamos para uma cidade no Pará que dá um sono: literalmente, tem restaurante fechado pra almoço. Exclusivo: o advogado preso acusado de abusar sexualmente de quatro pessoas da família pode ter feito uma quinta vítima. Nossos repórteres não desgrudaram do cantor canadense Justin Bieber no Rio de Janeiro. Você vai saber tudo o que ele fez no primeiro dia no país, aqui no "SBT Brasil".

Escrito por Nelson de Sá às 00h16

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A grande invasão chinesa

Jack Ma, presidente do Alibaba, o gigante chinês de comércio eletrônico, confirmou no final da semana em visita à Universidade Stanford que está "muito, muito interessado" em comprar "todo o Yahoo".

Ecoou por "New York Times", "Wall Street Journal" etc.

O interesse causa controvérsia, com ameaças de "reação em Washington" registradas pelo britânico "Financial Times", que pergunta, em análise:

Os Estados Unidos estão preparados para um Yahoo chinês? 

A Bloomberg confirma hoje que o Alibaba já está em negociação com a russa Digital Sky e com o fundo californiano Silver Lake para apresentar uma oferta conjunta pelo Yahoo _que já foi informado que vai receber.

Jack Ma não está sozinho na arrancada global. O Baidu, gigante chinês de buscas, lançou há duas semanas seu serviço em árabe e tailandês, informa o "WSJ". A partir dos sites no Egito, na Tailândia e no Japão, onde abriu caminho antes, o projeto seria espalhar-se por Ásia e África.

Nas palavras de Robin Li, presidente:

O objetivo do Baidu é se tornar uma marca reconhecida universalmente em mais da metade dos países do mundo

E tem mais. O Sina Weibo, maior serviço chinês de microblog, está preparando uma versão em inglês, segundo o site chinês TechWeb, ecoado meses atrás pelo The Next Web.

Escrito por Nelson de Sá às 11h20

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A corrida mundial por terras raras

O "Wall Street Journal" destaca que a "Vale, do Brasil, descobre terras raras na Amazônia", em sua "mina gigante de cobre Salobo, em Carajás", com depósitos "similares aos australianos". Terras raras são "metais usados em microchips e no refino de petróleo" e encontrados, em geral, como "subprodutos de minerais como o cobre".

O jornal anota que o "interesse global no desenvolvimento de projetos de terras raras cresceu desde maio, quando a China, o maior produtor, restringiu as exportações". Ao assumir, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou que acelelaria os estudos. Entre outros, pesquisam a produção no país "empresas brasileiras, chinesas e japonesas".

O "China Daily" noticia a oferta feita da estatal chinesa Minmentals para a compra da Anvil Mining, do Canadá, em busca de "expansão no Sul e no centro da África, região de enorme potencial de exploração" _e onde a mineradora canadense tem "experiência e relações", com direitos sobre a mina de cobre Kinsevere, no Congo.

O jornal registra, ouvindo outra mineradora, a Hanlong, que "Austrália e Brasil têm grandes recursos, mas, por causa dos custos crescentes e da política de barreiras, não oferecem muitas oportunidades aos chineses".

As exportações chinesas aos outros Brics subiram no ano, informa o "China Daily", mas cresceu também o custo das exportações.

Do Fórum de Governança da Internet, que a ONU realiza em Nairóbi, no Quênia, o "New York Times" noticia, com Reuters, que os "Brics pressionam por mais voz na gestão da internet". Índia, Brasil e África do Sul propuseram a criação de um órgão da ONU e China, Rússia, Tajiquistão e Uzbequistão defenderam agora um código global de conduta.

E "os Brics não estão sós na busca de maior controle", também a França defendeu posição semelhante em reunião do G7, dos países ricos.

Escrito por Nelson de Sá às 09h40

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Quem disse que o mundo é justo?

No "Financial Times", "Brasil se prepara para contração industrial", nos dados do setor a serem divulgados hoje. A indústria brasileira vai registrar "recessão técnica",  avalia a Capital Economics, citando os dois trimestres de retração. E pede levar a maior redução no crescimento no PIB, embora a desaceleração deve ser "menos severa do que em 2009".

O "Wall Street Journal" informa que os "motores seguros de recuperação perdem força ao redor do mundo" no setor industrial, de Taiwan à Alemanha e "através dos continentes", Brasil e Rússia inclusive.

E o "China Daily" noticia que a agência de classificação de risco Fitch cortou a previsão de crescimento global, inclusive "Brasil, Rússia, Índia e China, sinalizando que os emergentes não vão descasar das economias avançadas, apesar de terem perspectivas mais robustas de crescimento".

No texto da manchete para a queda das ações dos EUA no ano, o "WSJ" destaca que o motivo é o temor de moratória na Europa e que as perdas se estendem às bolsas de valores de "Japão, Índia, Alemanha, Reino Unido e Brasil". As aplicações correm para os "considerados portos seguros", como títulos do Tesouro americano, dólar e ouro.
 
O "New York Times", com análise da Reuters, já pergunta: "Os investidores vão manter a fé nos emergentes?". Diz que a saída das ações "têm sido ordenada até aqui" e que "são os atores especulativos de curto prazo que têm fugido dos emergentes". Já os "investidores institucionais, até a semana passada, pareciam preparados para aguardar".

A exemplo do "WSJ" dias antes, o "FT" publica que "Mrs. Watanabe", a sra. Watanabe, uma alegoria para os investidores tradicionais do Japão, "leva seu dinheiro para casa". Daí a queda do real em relação ao iene, de 13%, que se seguiu ao "corte nos juros" pelo Banco Central brasileiro.

O "FT" também informa que cresceu o risco Brasil. Do correspondente:

Não é justo, você pode dizer: "O Brasil é um dos mais fortes emergentes, com sistema financeiro sólido e um cofre de guerra em reservas. Por que deveria ser classificado com maior risco que o mundo desenvolvido em crise?" Mas quem disse que o mundo é justo?

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

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Banco franco-belga é atingido por crise da dívida

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h11

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Mais uma pane no metrô de São Paulo

 

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Escrito por Nelson de Sá às 07h57

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Casal homossexual é agredido na região da Paulista

Não foi possível reproduzir a escalada de manchetes de "Jornal Nacional", "Jornal da Record" e "SBT Brasil" de 3.10.

Escrito por Nelson de Sá às 05h58

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Empresas de mídia vs. empresas de tecnologia

Na edição de hoje e na íntegra na Folha.com, entrevisto Robert Levine, ex-editor executivo da "Billboard" e autor do livro "Free Ride", que está sendo lançado no Reino Unido e nos EUA e faz, ao longo de 320 páginas, um relato detalhado de "como a internet está destruindo a indústria da cultura", sugerindo "como contra-atacar". Dele:

As pessoas veem essas questões em termos de bem e mal. Quando você tem empresas, elas tendem a agir segundo seus interesses econômicos, tendem a fazer o que dá dinheiro. Na internet, você está falando de grandes provedores, Verizon, At&T, e de Google, Facebook. Mas os ativistas ainda falam, por exemplo, em blogs: "Somos nós contra as grandes empresas de mídia". Mas a indústria fonográfica já não é tão grande, comparada ao Google, e é pequenina, comparada às teles. 

Entre outros, o "Financial Times" publicou uma resenha positiva e o "Independent", uma negativa. E o "Observer", versão dominal do "Guardian", deu um extrato do último capítulo do livro.

Escrito por Nelson de Sá às 11h13

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Do Brasil, um iPhone mais barato?

Pedro Burgos, do Gizmodo Brazil, deu a notícia, com a foto acima, e o Gizmodo ecoou mundo afora, por "Financial Times", Cnet e outros:

Produzir iPad no Brasil? Complicado, caro, demora. Mas iPhones, por que não? De acordo com nossas fontes a fábrica da Foxconn está fabricando iPhones a pleno vapor. As maçãzinhas estão basicamente prontas para serem entregues, como mostram essas fotos conseguidas com exclusividade. O mais interessante: um novo modelo que, tudo indica, terá menor capacidade e será mais barato.

A versão mais barata do iPhone 4, identificada na imagem pelo número diferente do modelo, N90A, seria lançada junto com o iPhone 5amanhã, talvez a despedida de Steve Jobs.

Escrito por Nelson de Sá às 10h30

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Dilma quer euros para redes de comunicação

O "Financial Times" noticia que "Dilma Rousseff chega à Europa atingida pela crise, para sua primeira visita como presidente do Brasil, com planos para oferecer corte de impostos a quem investir na indústria de telecomunicação". Entrevista o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e detalha o esforço para atração de investimento em redes de comunicação, que ele prevê chegarem a US$ 37,2 bilhões em cinco anos.

O jornal também anota que "Dilma-Fifa estão prontos para conversa dura", sobre sua reunião com Sep Blatter para tratar de obras e contratos de TV.

Com a ilustração de um "Brazilian rider", o "WSJ" publica a longa reportagem "Sem brincadeira: Vaqueiros brasileiros dominam o maior evento dos rodeios" nos EUA. Cinco dos seis montadores de touros com melhor classificação na associação profissional dos EUA, que promove os principais torneios e se associou no Brasil ao Canal Rural, são brasileiros, a começar do campeão do ano passado, Renato Nunes.

E agora "americanos estudam português, tiram férias no Brasil" e tentam entender o "segredo", especulando que poderia ser a forma como controlam o touro _sentando na sela, não levantando_ ou a corda que usam _embora alguns americanos tenham trocado, sem resultado. Fala-se também que pode ser o tamanho médio maior dos animais, criados para carne, não leite.

"Qualquer que seja a razão, não é a mesma por que eles são tão bons no futebol", diz o "WSJ", ouvindo de Adriano Moraes, primeiro brasileiro a ter sucesso nos rodeios americanos, que até gostaria, mas o estilo brasileiro de montar não é tão "criativo" como no futebol.

Escrito por Nelson de Sá às 09h57

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A corrida para baixar os juros

O "Wall Street Journal" analisa por que, "de emergentes como o Brasil à Dinamarca e outras economias ricas, as autoridades cuja maior preocupação até um mês atrás era a inflação estão realizando cortes nos juros como forma de estimular o crescimento". Seus bancos centrais foram "assustados pelas crises gêmeas" nos EUA e na Europa.

O jornal lista Israel, África do Sul, Turquia, Chile e anota que "até os falcões do Banco Central Europeu podem cortar a taxas", na próxima quinta. Diz que "a mudança começou em 31 de agosto, quando o BC do Brasil fez um corte surpreendente de 0,5%", ele que volta a se reunir "no meio de outubro para possivelmente cortar a taxa" de novo.

O "Financial Times" destaca a contratação pelo BTG Pactual da "estrela bancária" Roger Jenkins, ex-executivo do inglês Barclays, "conforme o banco de investimento brasileiro prepara ambiciosos planos de expansão".

Escrito por Nelson de Sá às 09h03

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Cresce o uso de microblog na China

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h32

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Dilma vai propor fim dos supersalários

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h13

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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