Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Cresce aprovação de Dilma em nova pesquisa Ibope

Escalada do "Jornal Nacional":

Mais de seis meses longe de casa: depois do pesadelo nuclear no Japão, moradores de áreas perto de Fukushima são autorizados a voltar. Anunciadas as regras para privatização de aeroportos brasileiros. Em São Paulo, motorista de carro esportivo é preso depois de provocar uma série de acidentes. Um dos paramédicos que atenderam Michael Jackson diz que o cantor poderia ter sido salvo. A Argentina barra a entrada de sapatos brasileiros. A redação do Exame Nacional do Ensino Médio tem novas regras. Divulgada uma nova pesquisa Ibope de avaliação do governo Dilma. No Rock in Rio, o americano Stevie Wonder rege o público num show arrebatador. 

Do "Jornal da Record":

Infância em perigo: número de crianças envolvidas com drogas nas ruas do Rio de Janeiro aumenta quase 800%. Preso o advogado acusado de abusar sexualmente dos filhos. Os meninos e meninas da Etiópia que trabalham nas estradas para ajudar a família. Motorista de carro de luxo provoca série de acidentes graves. Cresce a aprovação de Dilma Rousseff. Mais um escândalo de Ricardo Teixeira: presidente da CBF teria superfaturado até diária de hotel. Nossos repórteres mostram a vila que vai receber os atletas brasileiros no Pan. 

E do "SBT Brasil":

Portas abertas: mesmo com risco de explosão, shopping funciona em São Paulo com autorização da Justiça. Barraco no tribunal: promotor e advogado brigam na frente da juíza. Você sabe onde a cantora Gretchen está trabalhando? Uma foto dela vestindo um avental vazou na internet. Tem mais uma cantora causando polêmica: Britney Spears resolveu escancarar as celulites nas escolas da Inglaterra. Em Porto Alegre, crianças que tomaram achocolatado no recreio passaram mal. Essa é para você que não suporta supermercado: já imaginou fazer as compras sem precisar passar pelo caixa? Essa novidade e outras histórias você vai ver daqui a pouco no "SBT Brasil".

Escrito por Nelson de Sá às 21h33

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Al Jazeera & Rumsfeld

Donald Rumsfeld era o secretário de Defesa dos EUA em 2001, quando um míssil americano destruiu a sucursal da Al Jazeera em Cabul, no Afeganistão. O governo americano disse que foi um "acidente". Também em 2003, quanto um caça americano atacou a sucursal em Bagdá e matou o jornalista Tareq Ayyoub. O governo americano disse que foi um "erro".

Em 2004, em entrevista coletiva no Pentágono, Rumsfeld descreveu a cobertura da Al Jazeera no Iraque como "perversa e indesculpável".

Mas hoje Rumsfeld fala da Al Jazeera, em entrevista à própria Al Jazeera, como adiantou o Huffington Post:

Sua audiência cresceu e pode ser um meio importante de comunicação no mundo. Estou encantado que estejam fazendo o que estão fazendo. 

Agora sob controle direto de um membro da família real do Qatar, país aliado dos EUA, o canal de notícias apoia algumas revoltas da Primavera Árabe, como na Líbia, mas esconde outras, como no Bahrein.

Escrito por Nelson de Sá às 11h41

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Facebook, Google & republicanos

Via Blue Bus, o "New York Times" noticiou que o Facebook "quer mais amigos e está disposto a pagar por eles". Montou "pela primeira vez um Comitê de Ação Política tradicional e vai usá-lo para distribuir dinheiro aos candidatos". Do porta-voz do Facebook:

O FB PAC dará a nossos funcionários uma forma de se fazerem ouvir no processo político, apoiando candidatos que dividem nossos valores. 

Também o Google vem ampliando os gastos com lobby e sua participação no processo político. Realizou o debate dos presidenciáveis republicanos, com a Fox News. Já o Facebook fez um "town hall meeting", encontro comunitário, reunindo parlamentares republicanos.

A correspondente Luciana Coelho questionou o porta-voz sobre quais candidatos o Facebook vai apoiar, sem resposta, e anotou:

Até hoje, segundo o Center for Responsive Politics, que monitora o financiamento a políticos, todas as doações visaram democratas.

Escrito por Nelson de Sá às 10h13

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China vs. Vale

O "China Daily" noticia que José Carlos Martins, executivo "da maior produtora de minério de ferro do mundo", a Vale, declarou que o setor caminha para um equilíbrio entre suprimento e demanda no período 2015-17. "Os preços devem ceder, depois estabilizar", diz Martins, que está em Qingdao, província de Shandong, Leste da China.

Já segundo Liu Xinquan, da Wuhan, cliente da Vale, "veremos os preços num patamar alto nos próximos anos", pois a expansão do setor "requer grandes investimento e longos períodos de construção".

No dia anterior, o "CD" havia noticiado que a associação de aço da China estabeleceu a meta de "auto-suficiência de 50%" para o minério de ferro nos próximos 12 anos. Hoje está em 10%. Por auto-suficiência, a China inclui direitos sobre reservas no exterior, que "o país vem buscando entusiasticamente, para quebrar o controle das três grandes, Vale, Rio Tinto e BHP Billition, que detêm 62% do mercado".

A China assinou acordos de exploração mineral com a África do Sul.

Em editorial, o "Financial Times" critica o retorno nos EUA da estratégia de "bater na China". O Senado vota na semana que vem a "ideia profundamente perigosa" de impor barreiras com base na manipulação cambial chinesa. O jornal diz que é cálculo "altamente incerto", prevendo "debates sem fim e litígio na Organização Mundial do Comércio".

E que "tais ações devem levar a uma escalada das 'guerras cambiais', para um teatro de batalha altamente litigioso". Questiona o Brasil pela proposta de "reescrever as leis da OMC para tratar de questões cambiais".

Os membros europeus do Conselho de Segurança da ONU "suavizaram" sua proposta de resolução, condenando a repressão na Síria, "para persuadir Rússia, China, Brasil, Índia e África do Sul, as nações Brics", informa o "New York Times", com Reuters. E os EUA devem apoiar, na votação esperada para hoje, "apesar de seu desapontamento com as concessões". Mas a Rússia demonstra contrariedade e ameaça vetar.

Também no "NYT", com AP, o ministro palestino do exterior, Riad Malki, afirmou ter assegurado oito votos no Conselho de Segurança em apoio à aceitação da Palestina: os cinco Brics, Líbano, Nigéria e Gabão. E que segue buscando o apoio de Bósnia e Colômbia.

Escrito por Nelson de Sá às 09h24

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Merkel obtém apoio parlamentar contra crise

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h24

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BC vai manter cortes moderados nos juros

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h08

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Sobe a previsão de inflação do Banco Central

Escalada do "Jornal Nacional":

O Banco Central aumenta a previsão da inflação de 2011 e reduz a do crescimento da economia brasileira. A Alemanha aprova um plano que amplia a ajuda a países endividados da Europa. Ceará: PMs impedem a entrada de professores em greve na Assembleia Legislativa. Minas Gerais: no início da primavera, incêndios se espalham na Serra da Canastra. Seguranças de Michael Jackson revelam detalhes do dia em que o cantor morreu. Torcedores paraenses emocionam a seleção na vitória contra a Argentina. Morre no Rio o rapaz acidentado que percorreu seis unidades públicas de saúde até ser atendido. Na maior cidade do país, um homem de 80 anos tem atendimento negado no hospital.

Escrito por Nelson de Sá às 21h58

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China e a nova ordem mundial (da mídia)

Arthur Sulzberger Jr., publisher do "New York Times", Mark Thompson, diretor-geral da BBC, Tom Curley, presidente da Associated Press, e outros representantes do jornalismo anglo-americano participaram no início da semana da segunda Cúpula Mundial de Mídia, em Pequim. Rupert Murdoch, da News Corp., foi à primeira e agora mandou o vice Joe Welch.

O evento foi criado pela Xinhua, que negou credenciamento a jornalistas estrangeiros e limitou a cobertura à sua própria versão. Da agência estatal chinesa, na tradução do "Financial Times", crítico do encontro:

Conforme a situação do mundo passa por grande mudança, a reforma da ordem mundial da mídia é inevitável... A mídia mundial está conclamando ao estabelecimento de uma ordem global de mídia mais justa, vantajosa para todos, inclusiva e responsável. 

Mais precisamente, a China promete, "como sempre, garantir os direitos legítimos de organizações estrangeiras de notícias e seus repórteres"; e deseja que a "mídia estrangeira apresente relatos cada vez mais precisos, equilibrados e objetivos sobre a China".

O site China Media Project, ligado à Universidade de Hong Kong e principal referência crítica sobre a imprensa chinesa, postou o editorial "O que é exatamente a Cúpula Mundial de Mídia?". Questiona a participação ocidental ao lado de membros do departamento de propaganda do PC, como Liu Yunshan, "principal autoridade da censura na China":

Escrito por Nelson de Sá às 15h08

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O terreno está cedendo sob Mr. Teixeira

Sob o título "Gols contra do Senhor Futebol", a nova "Economist" destaca que o "Brasil espera que a Copa de 2014 impulsione sua imagem, mas a federação de futebol do país está coberta de sujeira" (sleaze). Anota que a presidente Dilma Rousseff vem "tentando baixar as expectativas" e tem "motivo para preocupação":

Bem quando está fazendo o seu melhor para limpar a política do país _ela já sacou quatro ministros por acusações de corrupção_ a Copa está sendo tocada por uma das figuras mais manchadas do futebol

O foco é Ricardo Teixeira, na CBF "desde 1989 e protegido de João Havelange, que comandou a Fifa por um quarto de século até 1998". Cita denúncias da BBC e da Record e informa que um procurador ordenou investigação sobre "lavagem de dinheiro e crimes tributários".

Enfatizando que "o terreno está cedendo sob Mr. Teixeira" tanto no exterior como no Brasil, cita declarações de Dilma à "Carta Capital".

Escrito por Nelson de Sá às 12h42

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Aonde nenhuma perfuradora jamais chegou

O "Financial Times" publica, na reportagem "Brasil das águas profundas: aventurar-se aonde nenhuma perfuradora jamais foi", que a Petrobras tem "muito da engenharia e de outros talentos requeridos para tais projetos", mas também "desafios" como a dificuldade para conseguir visto para estrangeiros e os poucos engenheiros formados todo ano no país (40 mil, contra 80 mil da Coreia do Sul e 400 mil na China). Cobra abertura para "companhias internacionais".

O jornal noticia que a "participação em reservas brasileiras empurra para cima o grupo BG", cujas ações estão em alta em Londres. E ecoa, da Bloomberg, que a TNK-BP, "terceira maior produtora de petróleo da Rússia", investiu US$ 1 bilhão para se tornar sócia da brasileira HRT num projeto de exploração na Amazônia".

No especial sobre "Energias modernas", o "FT" anota os avanços na tecnologia para exploração de petróleo e gás nas "águas profundas de Brasil e Angola" e nas "áreas não convencionais da América do Norte e da China".

E o "China Daily" ouve do presidente da subsidiária da dinamarquesa Novozymes que a "China vai liderar a indústria de etanol", combustível "amplamente usado no Brasil e nos EUA". A empresa abriu uma usina de etanol de celulose em Heilongjiang, junto com as chinesas Sinopec e Cofco.

Em especial sobre "O Mundo Árabe" no "FT", Michael Peel analisa as "mudanças trazidas pelo tumulto político e pelo poder ascendente da China e do Brasil" na região. Diz que os "beneficiários são incertos" até na Líbia, apesar da presença franco-britânica, diante da perspectiva de crescimento maior de China, Índia e Brasil e menor de Europa e EUA. Alerta:

Mais chocante, a China está prestes a tomar o lugar dos EUA como maior cliente da Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo e por muito tempo uma peça chave para a política de segurança energética de Washington. 

O jornal reporta que o Irã já é o maior importador de carne do Brasil e ouve, do presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasil, Michel Alaby:

A Primavera Árabe causou algum dano aos negócios? O único problema foi o bloqueio da Líbia. Não é um grande parceiro, mas é um comprador importante de alimentos. No entanto, em todos os outros países, Tunísia, Egito, Bahrein, Iêmen, isso não aconteceu. Na verdade, foi o oposto _as exportações insistem em continuar crescendo. 

O "Wall Street Journal" informa que a Halliburton avisou que poderá ter de pagar US$ 200 milhões, por decisão judicial no Brasil, pelos "anos de atraso e centenas de milhões de dólares de estouro no orçamento" de um projeto que assumiu nos campos de Barracuda e Caratinga.

O jornal, que revelou há três anos o escândalo da Alstom no metrô de São Paulo e mantém uma cobertura regular de corrupção corporativa, informa também que ex-executivos de Panasonic, Whirlpool e Tecumseh foram indiciados pelo Departamento de Justiça dos EUA, sob acusação de "conspirar para fixar preços sobre compressores de refrigerantes" no Brasil.

Escrito por Nelson de Sá às 10h30

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Wall Street vai aos confins da Terra (o Brasil)

Ao longo das 12 páginas do caderno Deal Book, abrindo com a ilustração acima, de Dan Cosgrove, e o enunciado "Wall Street goes to the ends of the Earth", o "New York Times" retrata a presença dos bancos e investidores americanos nos países emergentes:

Na era da globalização, com as economias desenvolvidas começando a desacelerar, os mercados emergentes _que eram a fronteira final_ começam a dar frutos para investidores e empresas pacientes. 

Na reportagem de abertura, entrevista Antonio Quintella, presidente do Credit Suisse para as Américas. Em longo perfil, destaca André Esteves, "que construiu o maior banco de investimentos do Brasil, BTG Pactual, e quer competir globalmente".

E a revista "T", do "NYT", entrevista Hugo França (na foto de Gabriel Rinaldi), que "trabalha com madeira de seu Brasil nativo para criar ambientes espetaculares" que serão expostos na R 20th Century, em Nova York.

Ele diz que em seus Casulos "há estímulos para todos os sentidos: a temperatura é diferente, os sons são diferentes, o cheiro e a textura são únicos". E "esse contato direto gera empatia e encoraja uma experiência de vínculo entre homem e natureza".

Escrito por Nelson de Sá às 09h06

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China prevê 9% de crescimento em 2011

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h22

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Supremo adia decisão de limitar investigações

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h00

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Europa cria imposto para enfrentar crise

Escalada do "Jornal Nacional":

Mais de 40 anos em fuga: um condenado por assassinato nos Estados Unidos é preso em Portugal. Em Los Angeles, depoimentos no tribunal levantam suspeitas sobre a conduta do médico de Michael Jackson. Melões contaminados provocam mortes nos Estados Unidos. A Comissão Europeia aprova a criação de um novo imposto para enfrentar a crise econômica. Termina a greve de mais de cem dias dos professores em Minas. O ex-comandante da PM suspeito de encomendar a morte de Patricia Aciolli tinha uma desavença de 22 anos com a juíza. O técnico Mano Menezes busca a primeira vitória contra a Argentina. O medo de explosão afasta clientes de um shopping de São Paulo. 

E do "SBT Brasil":

Jovens voltam às aulas na escola onde menino se matou. A polícia revela que o aluno que atirou na professora conversou com o irmão sobre a morte. Corrida contra o tempo: shopping que pode explodir ainda não adotou medidas para evitar o fechamento. Tem também o frentista que quer ser ator e o cozinheiro que sonha em virar diretor de cinema. A conta venceu, o carteiro não entregou e, além dele, o banco também está em greve: saiba seus direitos contra multas e cobranças indevidas. A história do homem que ficou 41 anos fugindo da polícia americana, acusado de sequestro e assassinato.

Escrito por Nelson de Sá às 20h43

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US$ 199 vs. US$ 499 ou mais

No "New York Times", "Amazon revela tablet que solapa o preço do iPad".

O site CNET News avalia que, "Ok", ele só tem metade dos dispositivos do iPad _sem câmera, sem opção de celular_ e sua relação de aplicativos é incipiente. Mas não importa: "O Kindle Fire é um assassino de iPad? Sim. É o preço, estúpido".

Ao lado, uma comparação do site de gadgets This Is My Next. Na página original, acrescenta o Nook Color da Barnes&Noble, que considera um concorrente mais direto do Kindle Fire. O Gizmodo também já postou quadro comparativo, acrescentando Playbook, Galaxy Tab e Touchpad.

Escrito por Nelson de Sá às 19h13

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Infraestrutura digital, o boom

Do “New York Times”, hoje, destacando pesquisa da consultoria londrina DatacenterDynamics com 5.400 executivos da indústria de infraestrutura digital em todo o mundo:

A próxima grande expansão da infraestrutura digital no mundo está em andamento em países em desenvolvimento como China, Brasil e Argentina. Apesar da preocupação crescente com uma desaceleração econômica global, as empresas que constroem e operam centros de dados _que sustentam a internet e armazenam grandes quantidades de dados corporativos e governamentais_ preveem um crescimento para 2012 visto antes nos anos de boom da economia mundial: cerca de 19%. 

Para a DatacenterDynamics, a infraestrutura digital deverá deixar os EUA “inteiramente”, a caminho dos emergentes.

Escrito por Nelson de Sá às 13h19

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"Apostando no Brasil"

Sob o título "Placing a bet on Brazil", o "New York Times" noticia pesquisa divulgada ontem pelo banco JP Morgan, junto a 40 investidores institucionais da América do Norte e da Europa com aplicações na América Latina, mostrando que a "maioria vê o Brasil como o país com os padrões mais altos de relações com investidores". Citam também sua nova classe média.

E o "Financial Times" entrevista o presidente da Coca-Cola, que "criticou as normas tributárias dos EUA" e "apontou o Brasil como um exemplo de economia emergente que está se tornando atrativa ao investimento da mesma maneira que, no passado, faziam os EUA". De Muhtar Kent:

Eles estão aprendendo muito rápido, esses países. No Ocidente, estamos esquecendo o que funcionava 20 anos atrás. Na China e em outros mercados ao redor do mundo, você vê o tipo de atenção ao detalhe sobre como as empresas funcionam e como elas criam empregos. 

O "NYT" anota que o Banco Mundial, na semana passada, atribuiu o crescimento da América Latina aos laços com a China. "Mas a lua de mel comercial pode estar chegando ao fim", diz, ouvindo, do subsecretário do Comércio dos EUA, que custos de transporte e tarifas altas de importação estariam "revertendo a tendência".

E o "China Daily" noticia a renúncia do ministro do Interior da Bolívia, por causa da repressão aos manifestantes indígenas contrários à rodovia que vai ligar o Brasil, que financia a obra, ao Pacífico.

O correspondente Joe Leahy, do "FT", volta a dar voz ao mercado financeiro brasileiro, por aplicadores como Mirae Asset Management e Reliance Asset Management, contra o corte de juros. Mas registra, de passagem, que outros "não discordam que o Brasil está mais bem situado que em 2008".

Por exemplo, o Goldman Sachs fez um "teste de estresse da economia brasileira para o caso de choque" e concluiu:

O Brasil é capaz de lidar com choques financeiros porque as contas fiscal e externa estão em situação razoável; o sistema bancário interno é forte; a proporção de reservas é grande; e há amplo espaço fiscal e monetário para implementar macropolíticas anticíclicas.

Escrito por Nelson de Sá às 08h34

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Onda de protestos no mundo, contra os políticos

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h00

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PSD estreia com pelo menos 40 deputados

 

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Escrito por Nelson de Sá às 07h49

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Coronel da PM é preso por morte de juíza no Rio

Escalada do "Jornal Nacional":

Um comandante da Polícia Militar é preso e exonerado no Rio. Ele é suspeito de ser o mandante do assassinato da juíza criminal Patrícia Aciolli. Começa nos Estados Unidos o julgamento do médico acusado de dar uma dose mortal de remédio para Michael Jackson. Presidente Evo Morales suspende a construção da estrada que motivou a revolta de indígenas bolivianos. O uso de empréstimos com cheque especial bate recordes no Brasil. As greves dos Correios e dos bancos exigem cuidados com as contas no fim do mês. Mano Menezes define a seleção para o super clássico das Américas com a Argentina. Em Nova York, o "Jornal Nacional" conquista o Prêmio Emmy, o Oscar da TV mundial. 

Do "Jornal da Record":

Por risco de explosão, um dos maiores shoppings do Brasil deve ser fechado. Pela morte da juíza Patrícia, tenente-coronel é preso e exonerado. O primeiro dia da greve dos bancários em todo o país, e o primeiro dia do julgamento do médico acusado pela morte de Michael Jackson. Calor extremo: o parque florestal que está virando cinzas em Minas Gerais; a resistência da tribo e dos animais que vivem num dos desertos mais quentes do mundo. 

E do "SBT Brasil":

Um dos maiores shoppings de São Paulo é interditado: a ordem é da Prefeitura, porque há risco de explosão. Shopping Center Norte foi construído num campo minado de gás metano. E mais: todo o comércio no entorno do shopping também vai ter que fechar as portas. Até as igrejas estão se armando contra a criminalidade: em Brasília, os templos já têm alarme, câmeras e cerca elétrica. Bombeiros e veterinários usam sedativos para resgatar uma onça parda que apareceu na região da Grande São Paulo. Greve dos Correios, greve dos bancários: como você vai pagar as contas? Nosso correspondente na Inglaterra mostra a moda que circula pelas ruas de Londres.

Escrito por Nelson de Sá às 23h13

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Kindle Fire, um concorrente para o iPad

A Amazon apresenta amanhã o Kindle Fire, nome escolhido para seu tablet, aguardado como primeiro forte concorrente para o iPad, da Apple. As vendas começam em novembro, nos EUA, informa o TechCrunch. Para um analista citado na Reuters, "conhecendo a Amazon, deve ter preço agressivo".

O e-reader Kindle prossegue e vai ganhar novas versões, ainda mais baratas. No Brasil, informa o Radar, a Amazon segue em "conversas difíceis e ainda inconclusivas com as editoras". Com "planos ambiciosos, tem prometido lançar o Kindle a preço de banana para criar em velocidade supersônica o mercado de e-books no Brasil". Cerca de US$ 250.

O AllThingsD informa que "a maioria _mas não todas_ as grandes editoras de revistas assinaram com tablet da Amazon", nos EUA. Hearst, Condé Nast e outras fecharam, mas não a "Time". O Crain's diz que elas estão "excitadas" com um concorrente para o iPad e esperançosas de acesso aos dados dos assinantes, vetados pela Apple. Mas a proporção da Amazon nas assinaturas deve ficar nos mesmos 30%.

Já o "Tecnology Review", do MIT, alerta que o Kindle Fire "perpetua o estrangulamento da distribuição de aplicativos de mídia" iniciado pela Apple.

Escrito por Nelson de Sá às 11h59

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A nova ordem global, para a China

O "China Daily" publica edição voltada ao "diálogo chave" de China e Índia, visando "laços econômicos mais próximos apesar das diferenças políticas" e "também estimular a confiança dos países em desenvolvimento como um todo", segundo o ministro chinês do Desenvolvimento. "Os países já estão trabalhando muito próximos em grupos como G20 e Brics, e ambos precisam encarar os desafios em conjunto", diz o representante indiano.

Em artigo, Zhou Hong, da Academia de Ciências Sociais da China, defende "buscar uma ordem global de mais longa duração". Alerta que "as economias começaram a se mover em diferentes direções", com a Europa "tentando apertar a governança econômica", mas com os EUA "continuando a jogar com o afrouxamento quantitativo" monetário.

E um artigo do ex-editor do italiano "Corriere della Sera" Piero Ostellino lista "Regras para uma nova ordem mundial". Diz que o "sistema internacional está vastamente diferente" com a ascensão de "China, Índia, Brasil, África do Sul e outros", tornando-se "assimétrico, multipolar e desequilibrado", e defende regras em que a "pluralidade de situações, tradições e objetivos" seja respeitada _sem "ser contida num único desenho global" e "restaurando a relação apropriada entre liberdade e responsabilidade". 

Ao fundo, o "New York Times" noticia, com Reuters, que "EUA e Palestinos correm por votos no Conselho de Segurança". Os segundos "lutam contra a corrente para assegurar os nove votos necessários" e "têm apenas seis certos: China, Rússia, Brasil, Líbano, Índia e África do Sul, nações que, excetuando-se o Líbano, formam o bloco Brics". Porém:

Analistas dizem que os Brics não parecem ter feito esforços para usar seu peso considerável, mostrado tantas vezes em questões financeiras e comerciais, para forçar a questão palestina.

Escrito por Nelson de Sá às 11h13

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Com juros baixos, a senhora Watanabe vai embora

O "Wall Street Journal" destaca que a senhora Watanabe, "Mrs. Watanabe, um investidor ficcional, genérico do Japão, uma dona de casa ou corretor", foi dos mais atingidos pela "última reviravolta nos mercados globais". Uma das razões foi a desvalorização do real:

O Brasil, com seus 12% de taxa de juros, tem sido um destino de investimento popular... O dinheiro japonês está sendo repatriado dos destinos favoritos no hemisfério Sul. 

E o real mais fraco "balança os ganhos corporativos", diz o jornal, "reduzindo custos para empresas com operações no Brasil, mas também os lucros que saem do país quando convertidos para moeda mais forte". Ouve, da empresa de tecnologia Softek:

Para nós, está claro há anos que a melhor forma de se preparar [hedge], diante de todas as diferentes realidades fiscais que você tem no Brasil, é focar no mercado doméstico... manter o dinheiro que você faz dentro do próprio país

Já o "Financial Times" publica que, com "o corte dos juros, a primeira vítima foi a moeda". E "analistas" estariam se perguntando se será "forçado a recuar da guerra cambial, a luta contra os influxos que fortaleceram o real". Outro correspondente, em blog, diz que a "aposta está se mostrando arriscada" e a inflação "nos próximos meses será crucial não só para a carreira de Alexandre Tombini, mas talvez para o destino de Dilma".

Por outro lado, o mesmo "FT" noticia:

Seguindo a liderança dos bancos centrais da Turquia e do Brasil antes dele, Stanley Fischer, o presidente do Banco de Israel cortou em 0,25 ponto os juros básicos, para 3%, apesar da inflação, que foi para 3,4% no último mês, acima do teto da meta... Parece que o BC israelense, como os da Turquia e do Brasil, está tão assustado com o atolamento do comércio global que fez o corte mesmo com inflação crescente. 

E o mesmo "FT" informa, ecoando a Bloomberg, que corretores estão apostando que Tombini fará "o maior corte de juros do mundo", visando "blindar a economia contra uma crise bancária europeia".

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

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"New York Times" no Rock in Rio

Lembrando os tempos em que convencia o pai a levá-lo para ver Def Leppard e Judas Priest no Novo México, o correspondente Simon Romero avalia que o show mais recompensador foi o do Sepultura, junto com Les Tambours du Bronx, banda francesa de "percussão industrial".

Ele escreve sobre Antônio Cândido da Silva (na foto ao lado, de Ana Carolina Abe Romero), funcionário da Comlurb que, além de coletar o lixo na Cidade do Rock, prega aos espectadores. De Silva:

Sou um missionário de Deus. Não sou a favor desta música, mas também não sou contra. O que sei é que Jesus te ama e a todas as almas que estão neste festival de pecado

O "NYT" entrevista Paulo Coelho, que lança "Aleph", sobre sua "epifania numa peregrinação na Ásia em 2006 no trem trans-siberiano".

Sob o título "Autor best-seller dá seu trabalho", o jornal destaca suas estratégias de liberar livros para serem "pirateados" e, mais recentemente, se relacionar com os leitores via Facebook e Twitter _o que o "ajudou a vender dezenas de milhões de livros":

Eu tenho seis milhões de pessoas no Facebook. Estava checando outro dia a página de Madonna, e ela tem menos seguidores do que eu. É inacreditável.
Você é maior do que Madonna?
Não, não, não. Não estou dizendo isso. 

O "NYT" informa, com AP, com um procurador ordenou a Polícia Federal a investigar Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

No "China Daily", "o maior campeonato de futebol amador no mundo", o Peladão Verde, começou em Manaus com 761 equipes de "masters, crianças, mulheres, índios e a categoria principal". Na foto, o Boca Junior de Aleixo:

Escrito por Nelson de Sá às 09h17

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China e Índia iniciam diálogo por laço econômico

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h49

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Assassinatos crescem 10,48% em São Paulo

 

  

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Escrito por Nelson de Sá às 08h32

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PF vai investigar Ricardo Teixeira

Escalada do "Jornal Nacional":

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde revela: Rio de Janeiro e São Paulo estão entre as cidades com índices de poluição do ar mais perigosos para a saúde. Incêndios destroem quase a metade das áreas de proteção ambiental de Minas Gerais. Números que preocupam na economia: o mundo tem hoje 200 milhões de desempregados. Pesquisa do Banco Central aponta que a inflação do ano deve superar a meta do governo. O  Conselho de Segurança das Nações Unidas começa a discutir o reconhecimento da Palestina como Estado pleno. A repressão aos índios provoca violência na Bolívia. Jogador do Grêmio desiste de participar da seleção, mas também recebe com festa o time para o super clássico das Américas. Na noite dos metaleiros, um show de efeitos e saltos no Rock in Rio.  

Do "Jornal da Record":

No Rio de Janeiro, a saúde abandonada: um hospital onde pessoas vivas são dadas como mortas, e onde pacientes em busca de socorro morrem à espera da maca. Ministério Público confirma: Polícia Federal vai investigar Ricardo Teixeira. O passado e o presente do nosso futebol no México: seleção brasileira Sub-20 é convocada para o Pan; Adriana Araújo mostra por que os mexicanos não esquecem os craques do tri. A vida na região mais quente do planeta: as famílias que enfrentam temperaturas de até 60 graus.

Escrito por Nelson de Sá às 22h33

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Sobre o suicídio

Na última década, a Organização Mundial de Saúde e depois a agência americana para saúde mental, esta junto com instituições como a Associated Press, divulgaram guias para a cobertura de suicídios.

Com grande esforço para garantir que não se tratava de censura, oferecem "recursos para profissionais de mídia" e "recomendações", atualizados de tempos em tempos.

Como justificativa, "mais de 50 estudos no mundo, evidência o bastante para sugerir que certas formas de cobertura são associadas a um aumento significativo na estatística de suicídios", com "impacto mais forte sobre jovens".

É o que uma pesquisa de 1974, do sociólogo americano David Phillips, chamou de Efeito Werther, em referência às mortes que se seguiram à publicação de "Os Sofrimentos do Jovem Werther", de Goethe, em 1774, copiando o método como o protagonista se mata. Tanto OMC como AP recorrem a Phillips, professor da Universidade da Califórnia.

As recomendações buscam minimizar o Efeito Werther: evitar "sensacionalismo", "enunciados ou imagens dramáticas", "cobertura extensiva" e, em especial, "a descrição do método de suicídio".

Uma a uma, todas foram descumpridas na cobertura do suicídio de uma criança de 10 anos, na quinta-feira.

Nos dez dias seguintes, se Phillips estiver certos, a audiência infantil da TV brasileira estará sob risco de suicídio por imitação. O maior impacto é sobre os grupos de mesma idade.

Não só programas policiais, mas telejornais nacionais acumularam manchetes como "aluno de dez anos se mata na frente dos colegas". Entrevistaram crianças, algumas ao vivo, que estavam presentes. Repetiram dezenas de vezes como se matou.

Nas recomendações americanas há um capítulo voltado à mídia social, sublinhando evitar opiniões "insensíveis". Uma busca breve no Twitter, na sexta-feira, revelou um amontoado de piadas e ofensas ao menino.

O que não se encontrou, nem na mídia social nem na tradicional, foram as sugestões positivas dos guias. Coisas como divulgar listas com "os sinais de suicídio" e "o que fazer", além de lembrar que existem "alternativas ao suicídio".

Escrito por Nelson de Sá às 15h55

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Record e SBT fecham com Nielsen. Globo, não

Keila Jimenez informa que a Nielsen está em "conversas avançadas" com Record, SBT, Band e RedeTV! para medir audiência a partir do ano que vem:

Apenas a Globo não se posicionou. 

Mas o Ibope diz que a concorrência será "saudável".

Escrito por Nelson de Sá às 11h53

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Facebook e Twitter no trabalho, o que fazer?

Na edição de domingo, em Mercado, publiquei a reportagem "Uso de redes sociais desafia as empresas", mostrando que Petrobras, Vale e outros grandes grupos brasileiros se descrevem em transição, sem definir se proíbem ou estimulam os funcionários a se conectar no trabalho.

Mas no mundo a proibição aumenta, com preocupação crescente, segundo pesquisas, com a segurança dos sistemas.

Escrito por Nelson de Sá às 11h11

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Sem Plano Brady para a Europa, diz Brady

O "Financial Times" entrevista Nicholas Brady, ex-secretário do Tesouro dos EUA que arquitetou o Plano Brady _que resgatou as dívidas de Brasil e outros a partir de 1990, incluindo a aceitação de perdas pelos bancos credores.

Ele diz que o programa não pode ser repetido na Europa, pois países como Grécia e Portugal não têm perspectiva de crescimento, ao contrário dos latino-americanos, na época.

O jornal relata o ânimo ruim da reunião do FMI/Banco Mundial, diante dos conflitos dos europeus "para se organizarem". Ouve do ministro Guido Mantega a cobrança de "coordenação" e registra que os próprios Brics "recuaram da ideia de operação de apoio à zona do euro".

Segundo o jornal, os participantes da reunião "já miram a cúpula do G20, em novembro, em Cannes", mais com "esperança do que confiança".

Já o "New York Times" viu "indicações de que os europeus podem acelerar ações". Ouve do ministro britânico das finanças que "a zona do euro tem seis semanas", até novembro, "para resolver sua crise política". Mas Mohamed El-Erian, do fundo Pimco, diz que "eles não têm seis semanas". Alexandre Tombini concorda, citando crises semelhantes na América Latina:

Tem que ser rápido. Quanto mais demora uma crise de confiança, maior é o custo para solucioná-la e maior é a probabilidade de contágio. 

Ele diz ao jornal que o mundo está para entrar "num período relativamente longo de lento crescimento".

O "China Daily" publica hoje que "a Europa se volta aos emergentes para resolver sua crise de dívida", mas "é duvidoso que possa contar com a China para agir como um cavaleiro branco solitário".

O jornal noticia, com Xinhua, que o chanceler Yang Jiechi elogiou, na reunião dos Brics, o "grande avanço na cooperação" entre os cinco países desde 2011 e defendeu "aprofundar coordenação em grandes questões internacionais".

O "FT" relata o esforço dos emergentes para "estabilizar moedas", citando Coreia do Sul e Brasil, com intervenções de compra do dólar. "Estrategistas" do mercado financeiro, argumentando que o "montante de dinheiro" nas operações foi baixo, avaliam que os países não estão tentando reverter a queda, apenas "conter as mudanças selvagens".

Mas o "Wall Street Journal" alerta que "subitamente os investidores têm razões para se preocuparem com o resto do mundo", citando as bolsas de China e Brasil e commodities como cobre, "apontando desaceleração".

Destaca que "instituições conservadoras como fundos de pensão e seguradoras" dos EUA demoraram para agir e foram atingidas pela desvalorização das moedas emergentes.

O jornal lista, além da crise europeia, a perspectiva ruim nos EUA, cujo governo "pode pouco diante das pressões políticas que tornam impossível lançar um grande programa de gastos", e "sinais de desaceleração" também na China e no Brasil, para concluir, citando Mohamed El-Erian, do Pimco:

O mundo agora está em desaceleração sincronizada.

Escrito por Nelson de Sá às 09h45

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Uma segunda vida para o Rio

O "New York Times" publica crítica elogiosa das apresentações de "Chapa Quente", "gíria originada nas favelas do Rio e que se refere a um confronto iminente", da carioca Companhia Urbana de Dança, um grupo só de homens, dirigidos por Sônia Destri.

Eles mostram "sensualidade e força", "adrenalina", em "estética muito fora do comum", já vista antes em "Id:Entidades", espetáculo apresentando em Nova York no ano passado e repetido agora.

Também no "NYT", no fim de semana, o caderno de viagens indica "Uma segunda vida para as favelas do Rio de Janeiro", com um guia de clubes, bares, restaurantes nos morros da cidade, como o Maze, na Tavares Bastos (abaixo, em foto de André Vieira).

Até alguns anos atrás, poucos turistas se aventurariam, mas isso, junto com a reputação das favelas, começa a mudar. 

Escrito por Nelson de Sá às 08h50

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Alemanha resiste ao resgate, apesar da pressão

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h29

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Senado quer vincular saúde, mas sem novo imposto

 

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h07

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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