Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Dia histórico na ONU. Palestina pede reconhecimento

Escalada do "Jornal Nacional":

Um dia histórico nas Nações Unidas: o presidente palestino pede reconhecimento oficial como Estado pleno. Primeiro-ministro israelense diz que os palestinos devem antes reconhecer Israel. Os líderes das principais potências querem novas negociações de paz. Na economia mundial, os 20 países mais ricos dão um prazo para a União Europeia ajudar a Grécia. No Brasil, o dólar volta a cair. Polêmica na ciência: a velocidade de uma partícula põe em xeque uma das principais leis da física. Novidade nas pistas: alemães inventam carro que dispensa motorista. Começa o maior festival de música do país. As caravanas que partem para o Rock in Rio, o parque de diversões dentro da cidade do rock e a homenagem que abriu a festa no palco das grandes estrelas.

Do "Jornal da Record":

Menino de dez anos que se matou depois de atirar em professora é enterrado. Adolescente de 16 anos suspeito de assassinato é entregue à polícia pela mãe. Presidente palestino pede apoio da ONU para criação do Estado. Dilema brasileiro: como pagar as contas que não chegam por causa da greve dos Correios. O menino que fugiu da seca e se transformou em campeão da canoagem. 23 de setembro: é primavera. Conheça o som da estação mais colorida do ano. 

E do "SBT Brasil":

O que provocou mais uma tragédia em sala de aula? Um desenho no caderno do menino pode ajudar a esclarecer os motivos. Direção da escola em que ele estudava disse que ele tinha boas notas. O drama em São Caetano e as informações sobre o estado de saúde da professora. A primavera deu as caras e o tempo virou na maior parte do país. Fomos a alguns bairros de São Paulo para ver se eles honram os nomes que receberam. Você conhece a história que está por trás desta música ["Sunday Bloody Sunday"]. O governo britânico sabe e vai indenizar vítimas na Irlanda do Norte.

Escrito por Nelson de Sá às 23h03

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Facebook quer influenciar o que você compra

De San Francisco, Fernanda Ezabella relata que o Facebook anunciou "uma grande mudança visual em sua página principal, a do perfil do usuário, além de novos aplicativos, com compartilhamento de música e vídeo". Avisa que "os novos serviços dependem de parcerias para funcionar no Brasil".

Entre as parcerias anunciadas para música, vídeo e consumo nos EUA estão Spotify, Netflix, Hulu e Ticketmaster, além de marcas de alimentação e viagem. Do "New York Times", criticamente, sobre o Facebook:

É onde você vai para ver o que seus amigos andam fazendo. Agora quer ser uma força que forma o que você assiste, ouve, lê e compra

Foram divulgadas também as parcerias de jornalismo. Sem o "NYT".

O HuffPost entrevista o publisher do "Washington Post", Don Graham, sobre o aplicativo do jornal para o Facebook, que inclui outros títulos do grupo, como Slate e "Foreign Policy". Diz que não deverá aumentar os acessos ao "WP", e sim o "engajamento" entre jornalistas e leitores.

Também "Guardian" foi anunciado como parceiro do Facebook. O journalism.co.uk ouve da chefe de "engajamento digital" do jornal britânico, Meg Pickard, que "poderá ser muito interessante em termos de tráfego".

Outro acordo envolve The Daily, antes restrito ao iPad, e "Wall Street Journal", do mesmo grupo e que lançou seu aplicativo dias antes.

Também em jornalismo, o Facebook fechou com o Yahoo News, com diversos mecanismos detalhados pelo site Mashable.

Escrito por Nelson de Sá às 11h44

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Datena em campanha

Na edição de hoje, em Cotidiano, publico análise sobre a exploração política do suicídio de uma criança de dez anos, ontem na Rede Banteirantes, pelo apresentador José Luiz Datena.

Escrito por Nelson de Sá às 10h37

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O esforço para trazer à luz os abusos da ditadura

O "New York Times" publica, em nota, que a "Câmara baixa do Brasil aprova Comissão da Verdade para investigar os abusos durante a ditadura militar", decisão que agora vai para o Senado:

Seria um passo significativo no esforço para trazer à luz os abusos da era ditadorial, cuja discussão formal foi largamente evitada, sem julgar ninguém pelos crimes cometidos no governo militar. 

Também no "NYT", com Reuters, "Desafiante de Hugo Chávez quer mudanças ao estilo do Brasil". Henrique Capriles Radonski, governador de Miranda, seria "admirador de Lula", seu "modelo político". Diz Caprilles que "o Brasil é um exemplo para a região de como você pode alcançar crescimento econômico com visão social".

Após a tentativa de golpe contra Chávez, em 2002, ele passou quatro meses na prisão, mas foi absolvido. Diz que na época tentou atuar como mediador.

Escrito por Nelson de Sá às 10h02

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O mundo contra Merkel e Sarkozy

"China Daily" e "New York Times" destacam o comunicado do G20, ontem à noite, em que as "economias líderes" dos países desenvolvidos e emergentes "tentam tranquilizar os mercados mundiais".

Paralelamente, os cinco Brics anunciam que podem repassar recursos ao FMI para ampliar a estabilidade. E Reino Unido, Austrália, Canadá, México, Indonésia e Coreia do Sul soltaram carta aberta ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, cobrando "ação" para manter estabilidade.

O "CD" publica artigo criticando a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, por resistir a uma solução como o Plano Brady, usado para resolver a dívida latino-americana em 1989 e que inclui a aceitação, pelos bancos credores, da desvalorização da dívida. A resistência alemã e francesa seria em defesa dos "credores, em sua maioria bancos alemães e franceses".

Ao fundo, o jornal chinês acrescenta que a conferência dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais dos cinco Brics cobrou ampliação de suas cotas e reforma no FMI, hoje com representação maior da Europa.

O "Financial Times" postou pela manhã que o "Euro é levantado pelo comunicado do G20". O "NYT", com Reuters, postou que os "mercados dão uma pausa com o G20", mas também que as ações na Ásia e as moedas emergentes caem em "resposta fria ao G20".

Sobre ontem, "Wall Street Journal" e "FT" publicam que os "mercados emergentes tropeçaram ao redor do mundo" e que o Brasil reverteu política e passou a defender sua moeda contra o dólar.

No "WSJ", "apesar da carnificina de quinta, muitos investidores continuam otimistas com as perspectivas", citando o Brasil, que tem "uma das mais altas taxas de juros no mundo, o que deixa as autoridades monetárias com amplo escopo para cortá-las e estimular a economia". Mas "moedas em queda complicam combate à inflação" no país e na Coreia do Sul.

Em entrevista ao "FT", o ministro Guido Mantega criticou o Fed, que voltou a "afrouxar" a política monetária americana com a "operação twist", anteontem. Ele cobrou estímulo fiscal dos EUA, não monetário.

Mantega "agitou" os encontros em Washington, descreve o "FT", ao propor sanções comerciais via Organização Mundial do Comércio contra "países que desvalorizam sua moedas", como os EUA. A OMC anunciou que o crescimento do comércio global mostra forte desaceleração

Escrito por Nelson de Sá às 09h04

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fed e risco de recessão causam corrida ao dólar

  

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo precisou frear, e dólar fechou em R$ 1,89

 

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h02

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"Menino de dez anos se mata"

Escalada do "Jornal Nacional":

O Banco Central intervém no mercado de câmbio, mas a cotação do dólar volta a subir. No mundo todo, bolsas de valores têm dia de queda. Presidente Dilma reafirma que o Brasil está preparado para enfrentar a crise mundial. Deputados aprovam a criação da Comissão da Verdade sobre o período da ditadura militar. Discurso do presidente do Irã provoca protestos no plenário da ONU. Menino de dez anos atira na professora dentro da sala de aula no ABC paulista. Meningite provoca mais duas mortes na Bahia. Fogo avança em uma área de mata atlântica em São Paulo. Ex-jogador Sócrates deixa o hospital. Mano Menezes divulga duas listas de convocados para a seleção. 

Do "Jornal da Record":

Tragédia na escola: aluno de dez anos leva arma para a sala de aula, atira em professora e se mata na frente dos colegas. Dia quase sem carro: população não atende ao apelo para usar transporte público. Papa é recebido com protestos na Alemanha. Boas notícias: taxa de desemprego em agosto é a menor em oito anos. Sócrates deixa o hospital após 17 dias de internação. Na série do Pan, um reencontro emocionante: a professora e a aluna que virou campeã. 

E do "SBT Brasil":

Violência: aluno atira em professora dentro de escola em São Caetano e depois se mata. Homem gol: Mano Menezes chama artilheiro do Brasileiro para encarar Argentina. Alta: o ex-jogador Sócrates deixa o hospital depois de duas semanas internado. Dinheiro: bolsas de todo o mundo caem e ação do governo brasileiro não segura o dólar. Tempo: uma brasileira está entre os desaparecidos depois da passagem de um tufão no Japão. Viagem: companhia aérea que cancelar ou atrasar voos será punida com redução de horários. Limpeza: as sacolas retornáveis de supermercados estão ou não livres de bactérias?

Escrito por Nelson de Sá às 21h28

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Facebook & jornais, estúdios, gravadoras

O Facebook anuncia hoje "parcerias" com empresas de mídia e a esperada nova plataforma que permitirá "ler, assistir e ouvir" em tempo real, transformando "todas as ações de consumo on-line em algo que é compartilhado com amigos", informa o AllThingsD.

E o TechCrunch adianta um primeiro detalhe do projeto para música, destacando um "tweet" do diretor de criação Ji Lee, que postou ontem e minutos depois tirou do ar. Deve se chamar "Ouça com seu amigo", permitindo ouvir uma música junto com outros amigos da rede, "ao vivo".

O Facebook já vem implantando mudanças nos últimos dias. O blog oficial postou ontem que a rede quer "atuar mais como o seu jornal pessoal", com a seção de informações agora apresentando as "top stories" antes de listar os posts mais recentes dos amigos.

A rede iniciou aproximação com empresas jornalísticas como "Washington Post" e CNN. E o "Wall Street Journal" já lançou nesta semana o WSJ Social.

Segundo a Reuters, o Facebook "está à procura de um executivo de nome para cultivar relações e fechar acordos com as indústrias de filme e música para apoiar suas ofertas de mídia". Diz "uma pessoa familiarizada com a situação":

Eles mantiveram a indústria de mídia à distância. Era "somos uma plataforma, venham e usem o que quiserem, mas não precisamos entrar em parceria com vocês". Agora a atitude mudou. 

Mais sobre a conferência F8 no GigaOM.

Ao fundo, o Twitter vai entrar em propaganda política nos EUA, já tendo fechado com "cinco campanhas presidenciais", informa o site Politico.

Escrito por Nelson de Sá às 12h17

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cidade não muito limpa

Foi aprovada "a volta da publicidade em 43 mil locais de São Paulo", publica o "Estado". À proposta feita um ano e meio atrás, o prefeito Gilberto Kassab acrescentou "de última hora", após "lobby do mercado publicitário", mudanças como a exploração das 19 mil paradas e estações de ônibus e o fim da obrigação, prevista até então, de veicular campanhas educativas de trânsito e saúde e de instalar painéis eletrônicos com informações sobre o trânsito.

O líder de Kassab na Câmara Municipal, Roberto Trípoli, do PV, "admitiu que houve pressão do mercado":

Tem grupos espanhóis e franceses ansiosos há uns dois anos por essa concorrência. É obvio que existe uma pressão pela autorização. 

Via Adnews. Mais aqui e aqui, dois anos atrás.

Escrito por Nelson de Sá às 11h07

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

China & EUA, os maiores protecionistas

O "Financial Times" noticia que China e EUA, as maiores economias do mundo, são "as mais difíceis para entrar". A Rússia é a terceira, entre as grandes. E "Índia, Brasil e África do Sul estão mais para baixo na lista".

Pesquisa do escritório de advocacia Allen & Overy, junto a "1.004 líderes empresariais globais", apontou a China com 21%, EUA com 19% e Rússia com 17%. Os obstáculos citados são o ambiente regulatório, para os três; o custo para abrir negócios e as práticas regulatórias na China; os monopólios e duopólios nos EUA; e a falta de apoio governamental nos EUA e na Rússia.

Em coluna, o "WSJ" questiona o Citibank por mudar o método de avaliação de ações, "essencialmente colocando os mercados emergentes e desenvolvidos em igualdade". Admite que "a globalização assegurou que as divisões fossem borradas, mas os investidores não devem deixar que isso os cegue para as diferenças reais, que persistem, e os riscos reais".

O "China Daily" informa que as "Nações Bric assinam o Consenso de Pequim". Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, na Conferência de Competição Internacional dos Brics, realizada em Pequim, concordaram que suas "tarefas conjuntas" são enfrentar a crise financeira e promover "crescimento econômico de longo prazo, estável e relativamente rápido".

Também no "CD", os países de língua portuguesa "buscam atrair mais investimento chinês em forum patrocinado por Macau, território que já foi ocupado por Portugal mas voltou à China em 1999". O jornal ouve representantes de Brasil, Angola, Moçambique, Timor Leste e da região administrativa de Macau.

Na cobertura da ONU, o "New York Times" se concentra no discurso americano, mas o "WSJ" relata divergência entre Obama e Dilma, que falou pouco antes que "chegou a hora de a Palestina ser representada aqui".

E o "FT" destaca que os "europeus sentem a pressão diplomática", citando o provável voto favorável de "vários outros Estados no Conselho de Segurança, inclusive Rússia, China, Líbano, Brasil, África do Sul e Índia".

O "NYT" entrevista Ahmadinejad, mas só reproduz no site. Em uma resposta, o presidente do Irã diz que "até aceitamos" transferir o enriquecimento de urânio para outro país, "via Brasil ou Turquia, mas o governo dos EUA... bem, o que posso dizer? É o governo dos EUA".

Na revista "T", o "NYT" publica longo relato da viagem a Manaus feita por Diana Taylor, "companheira do prefeito Michael Bloomberg", de Nova York. Ela participa de uma ONG de microcrédito que iniciou operações na Amazônia. A certa altura, numa barbearia, ela olha para o espelho e diz: "O clima aqui é tão úmido, meu cabelo está precisando de muito trabalho".

Escrito por Nelson de Sá às 10h11

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma lá

Na edição de hoje, em Mundo, publico análise da recepção de mídia, no exterior, ao discurso de Dilma na abertura da Assembleia Geral da ONU.

Ela seguiu o roteiro lulista de se apresentar como representante das mulheres e defender a nação palestina. Foi com as duas agendas que motivou aplausos da plateia e cobertura imediata. O site Daily Beast, da "Newsweek", que dedicou capa para ela nesta semana, chegou a dar a manchete "Dilma se bate pelas mulheres" em "discurso histórico".

Mas a maior parte de suas palavras na ONU e depois o artigo que publica hoje no "Financial Times", "Brasil vai contra-atacar os manipuladores de câmbio", se concentraram na crítica aos países desenvolvidos por recorrerem à "guerra cambial" em prejuízo "especialmente dos países em desenvolvimento". A presidente do Brasil defende uma maior "coordenação" entre os dois grupos.

Escrito por Nelson de Sá às 09h38

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

BC americano tenta estimular economia

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Câmara aprova Comissão da Verdade

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h45

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma defende o reconhecimento da Palestina

Escalada do "Jornal Nacional":

As notícias de uma crise planetária. Grécia anuncia demissões de funcionários e cortes na aposentadoria. Agências de classificação de risco rebaixam a nota de bancos americanos e italianos. Em discurso na ONU, a presidente Dilma Rousseff diz que a crise não é por falta de dinheiro, mas de clareza de ideias. Ela defende o reconhecimento dos palestinos pelas Nações Unidas. O tema divide opiniões entre os demais chefes de Estado. Alagoas anuncia medidas de emergência por causa das condições das escolas. Deputados rejeitam um novo imposto pra financiar a saúde pública. Peregrinação de um homem por seis hospitais provoca demissões no Rio. Previsão da meteorologia para a Primavera. A chegada de um tufão à capital japonesa.  

Do "Jornal da Record":

Discurso histórico: primeira mulher a abrir a conferência da ONU, a presidente Dilma defende o Estado palestino e diz que esse é o caminho da paz para o Oriente Médio. Bandidos de luxo: quadrilha usava roupas de grife e carros importados em roubos e sequestros. Tufão provoca mortes e pânico no Japão. O encantador de cavalos: o tratador que se consagrou como o primeiro campeão negro do hipismo mundial.  

E do "SBT Brasil":

Mulheres no poder: Dilma Rousseff se consagra como a primeira voz feminina a abrir a Assembleia Geral da ONU. Um dia sem carro: nossos repórteres fazem o teste: você aceitaria carona de um desconhecido? Queda livre: a seleção brasileira cai para a sétima posição no ranking da Fifa. Susto na China: bombeiros salvam passageiros presos em barco encalhado em rio. 69 centímetros: americana entra para o livro dos recordes como a mulher mais baixa do mundo. Fuga em massa: um milhão de japoneses deixam suas casas com medo de tufão. Por que o brasileiro só usa 20% das roupas que compra.

Escrito por Nelson de Sá às 22h34

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O fim da década da Al Jazeera

O "New York Times" noticia a queda do diretor-geral da Al Jazeera com o enunciado "Depois de revelações do WikiLeaks, Al Jazeera substitui seu principal diretor de jornalismo" e "nomeia um membro da família real do Qatar". Segundo despacho diplomático dos EUA, Wadah Khanfar teria aceito um pedido americano para censurar sua cobertura.

Já o "Guardian", sob o enunciado "Pedido de demissão de surpresa levanta temor pela independência da Al Jazeera", entrevista o próprio Khanfar. Ele diz que sua saída "não tem nada a ver com a especulação" e que seus "encontros com os EUA devem ser colocados em contexto", pois tinha "encontros com presidentes e representantes dos governos da China, dos EUA, do Sudão e de outros países":

Sempre havia reclamação. Se a reclamação tem alguém mérito, nós lidamos com ela. Algumas vezes nós cometemos erros. Nós aceitamos. Mas se é político, nós realmente não levamos em consideração. 

O "Guardian" lembra que o chefe da sucursal da Al Jazeera no Líbano já havia pedido demissão em abril, "aparentemente por desacordo com a cobertura de algumas revoltas". O jornal cita o Bahrein, vizinho e aliado do Qatar, que não recebeu a mesma atenção do canal qatari. A "Foreign Policy" vai na mesma linha, sob o título "O fim da década da Al Jazeera?".

Questionado sobre o que vai fazer agora, Khanfar diz:

Vou continuar no mesmo espírito da Al Jazeera. Em pouco tempo, vou anunciar algo ligado à mídia e à ética e aos padrões da profissão.

Aqui, a própria Al Jazeera, já sob o comando do xeque Ahmed bin Jassim Al Thani, entrevista Khanfar. 

Escrito por Nelson de Sá às 12h50

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma e os canais globais

Os canais de notícias CNN e BBC, acompanhados pela TV paga, e Fox News, Al Jazeera original e em inglês, a chinesa CNTV e a russa RT, acompanhados via "streaming" on-line, pouco atentaram ao pronunciamento de Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU, há pouco.

CNN, BBC, Al Jazeera em inglês e RT fizeram entradas rápidas, com imagens ao vivo da presidente brasileira, mas pouco trataram do que falou, até porque ela se concentrou na crise europeia, enquanto a cobertura de todos os canais globais está voltada para a questão palestina.

Obama, que entrou depois de Dilma, está ao vivo por CNN, BBC e as duas Al Jazeera, mas não por Fox News, CNTV ou RT.

Escrito por Nelson de Sá às 11h32

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No "WSJ", Mantega impõe condições à Europa

Na edição de hoje, o "Wall Street Journal" entrevista o ministro Guido Mantega, sob o título "Brasil diz que Europa precisa salvar-se a si mesma" e o subtítulo "Ministro das finanças estabelece condições duras antes que as economias emergentes possam fornecer ajuda". Também em vídeo e ecoando no "Financial Times".

Em coluna, o mesmo "WSJ" sublinha que a "ajuda dos Brics mostra que a Europa escorrega para a irrelevância". Avisa que serve de "despertador para os europeus".

"New York Times" e "China Daily", por sua vez, reproduzem análise da Reuters, dizendo que a "Europa vai enfrentar pressão do G20 sobre a resposta à crise do euro". O G20, que abrange países desenvolvidos e emergentes, se reúne em Washington nesta semana.

Também no "CD", o embaixador chinês na União Europeia, Song Zhe, reclama do bloqueio de investimentos chineses na Europa e fala em preconceito, ameaçando "sérias consequências para as relações bilaterais".

O "CD" noticia o relatório do FMI, ontem, sublinhando que o "PIB do Brasil deve crescer menos do que a média global", para o Fundo.

O "WSJ" ressalta a previsão de menor crescimento global, mas enfatiza as avaliações do Fundo de que "é necessário esperar para ver os efeitos da redução dos juros no Brasil", "a política fiscal brasileira é apropriada para o cenário econômico atual" e "as mudanças anunciadas na política econômica do país mostram que o governo está comprometido com o controle da inflação". Porém "o Brasil ainda tem alguns desafios fiscais, como o sistema de seguridade social".

Em artigo no "FT", o editor de América Latina, John Paul Rathbone, avalia que a região "estão bem situada para sobreviver à desaceleração" nos EUA e na Europa. Diz que "uma desaceleração leve é até bem-vinda", para economias em risco de super-aquecimento como a brasileira.

E o "WSJ" entrevista Jeff Hines, que administra o fundo Hines, com US$ 25 bilhões em quatro continentes, e ressalta que ele se declara "ainda bastante otimista com os Brics" e "mais preocupado com EUA e Europa do que estava". No Brasil, investe em habitação popular, indústria e logística.

O "FT" destaca a "saída rápida das moedas emergentes", por parte dos investidores, sinal de que a "tempestade financeira global" avança, com o "pânico da zona do euro vazando para os emergentes". Mas o jornal também já se pergunta, ouvindo fundos de aplicação, se a recente desvalorização do "real bateu no fundo" e antecipa reação. A coluna Lex avalia que já é hora de o governo agir para recuperar o real, como começa a fazer a Coreia do Sul.

De sua parte, o "NYT", no blog do correspondente de viagens Seth Kugel, apresenta hoje um guia para comer barato no Rio, com "três refeições diárias ao preço de US$ 35, sem sair do refúgio da praia de Ipanema".

Escrito por Nelson de Sá às 09h51

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na ONU, enquanto o mundo queima

A foto de lado a lado, no alto da capa do "Wall Street Journal", mostra Obama e Dilma no centro da mesa com 15 chefes de Estado e governo. No enunciado geral para diversas reportagens, "Líderes mundiais se congregam na ONU enquanto a crise pega fogo no Oriente Médio e na Europa".

O "New York Times" também noticia, com AP, a Parceria para Governo Aberto que "EUA e Brasil estão co-presidindo", contra a corrupção. Tanto "NYT" como "WSJ" ressaltam que, junto com a nova "parceria", os EUA se juntaram à Iniciativa para Transparência das Indústrias Extrativistas, um grupo americano que defende "a transparência dos pagamentos a governos estrangeiros por companhias de petróleo".

Em artigo no "NYT", um ex-assessor de Segurança Nacional e um ex-diretor da CIA publicam "Como enfraquecer o poder do petróleo estrangeiro", defendendo a produção obrigatória de carros flex por Ford, Chrysler e GM e citando o Brasil como exemplo. O texto marca o lançamento de um lobby "bipartidário", hoje, contra o "monopólio" da gasolina.

Em caderno sobre o Peru, o editor de América Latina do "Financial Times", John Paul Rathbone, publica que a "influência brasileira cresce cada vez mais". Diz que o Brasil investe mais no país do que a China, mas enfrenta resistências ambientais. E anota o papel do "argentino Luis Favre, enviado pelo PT", na ascensão do presidente Ollanta Humala.

Escrito por Nelson de Sá às 09h04

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cingapura, maior acionista, ataca "lapsos" do UBS

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h24

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Crise global deixará Brasil vulnerável, diz FMI

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h04

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Quem torrou cartão no exterior leva susto na conta

Escalada do "Jornal Nacional":

A cotação do dólar sobe de novo e os gastos com viagens ao exterior obrigam brasileiros a refazer as contas. Surto de febre aftosa no Paraguai põe autoridades sanitárias em alerta na fronteira. Denúncias de violência sexual contra uma adolescente derrubam mais um chefe de sistema penitenciário no Pará. JN no Ar: no sul da Bahia, produtores rurais indígenas. Ministério americano nega pedido de clemência para um condenado à morte que pode ser inocente. Encontro de presidentes: Dilma Rousseff e Barack Obama lançam um programa contra corrupção dos governos. Às vésperas do Rock in Rio, oportunidades de trabalho atraem brasileiros e estrangeiros para a cidade. Corinthians multa jogador Adriano e ameaça rescindir contrato. Carreta atropela seis pessoas e mata cinco em uma rodovia de São Paulo. Na Argentina, um trem bate em furgão que ultrapassou cancela fechada. No Rio de Janeiro, nossos repórteres acompanham peregrinação de um jovem acidentado para ser atendido em hospitais públicos. 

Do "Jornal da Record":

O avanço do crack: no Estado mais rico do país, municípios não estão preparados para tratar os dependentes. O retrocesso da saúde: seis mil pacientes morreram em hospitais municipais do Rio de Janeiro neste ano. A crise de credibilidade: reportagem suspeita da revista "Veja" ameaça saúde de milhões de brasileiros. Obama e Dilma lançam programa de combate à corrupção. A menina que brigava na escola e agora vai brigar pelo ouro no Pan. 

E do "SBT Brasil":

Planos de saúde na UTI: 120 mil médicos vão deixar pacientes que pagam convênio na mão. Dólar dispara: quem torrou cartão de crédito lá fora levou susto na conta aqui no Brasil. Ao lado do homem: Obama se encontra com Dilma em Nova York. Melhor em tudo: campanha bem-humorada na internet coloca gaúchos no topo do mundo. Imagens impressionantes feitas logo depois de acidente com bondinho no Rio. A um passo do Oscar: filme "Tropa de Elite 2" é o candidato do Brasil na disputa. 28 milhões de telespectadores: estreia da série americana "Dois Homens e Meio" conquista maior público da temporada.

Escrito por Nelson de Sá às 22h22

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cai o diretor da Al Jazeera

O WikiLeaks postou e sites do Oriente Médio ecoaram, chegando ontem à "Foreign Policy", um despacho da embaixada dos EUA em Doha, no Qatar, relatando reunião em 2005 com o diretor da Al Jazeera, Wadah Khanfar. Segundo o documento, ele concordou em censurar o canal de notícias qatari, a pedido da diplomacia americana.

Hoje, Khanfar deixou a Al Jazeera.

PS 15h - Segundo o "Guardian", o novo diretor será o xeque Ahmed bin Jassim Al Thani, "membro da dinastia no poder no Qatar".

Escrito por Nelson de Sá às 13h07

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Facebook & mídia

No site da "Forbes" e por todo lado, o "Wall Street Journal" está lançando hoje o WSJ Social, que filtra o conteúdo do jornal para criar um produto "dentro das paredes do Facebook". Os usuários escolhem os assuntos que querem seguir "e isso determina o que vão ver". Segundo Maya Baratz, chefe de novos produtos do jornal, "no WSJ Social todo usuário é um editor".

Ele também responde aos "objetivos estratégicos" do Facebook, de oferecer conteúdo noticioso para manter as pessoas no site. Em sua conferência para desenvolvedores, que começa na quinta, a rede social vai apresentar uma plataforma para compartilhamento de mídia. E tem convidado organizações como CNN, "Washington Post" e Huffington Post para criar edições.

Comenta Jeff Bercovici, da "Forbes":

O Facebook é amigo das empresas jornalísticas ou seu rival? A matemática é cruel: quanto mais tempo os consumidores passam no Facebook, menos tempo têm para os sites de notícias. Agora o "WSJ" tem o que acredita ser uma resposta ao problema. 

Também hoje (e antes que a Apple o fizesse, com o iPhone 5) o Google está lançando oficialmente o Google Wallet, que permite operações com cartão de crédito, usando a tecnologia NFC (near field communication).

Escrito por Nelson de Sá às 11h46

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Abertura lenta e gradual

Os projetos que estabelecem o acesso a informações governamentais, com o fim do sigilo eterno, e a Comissão da Verdade, para apurar violações aos direitos humanos no regime militar, avançam com lentidão no Congresso.

Mas é o que Dilma Rousseff tem para apresentar na reunião com Barack Obama, hoje à tarde, e depois no lançamento por ambos da Parceria para Governo Aberto, Open Government Partnership, iniciativa dos EUA, que convidou o Brasil para ser co-autor, como relatam G1 e "Foreign Policy".

De Pequim, o "China Daily" publicou que "Funcionários anônimos exaltam abertura de governo", ironizando que Obama usou duas autoridades anônimas para dar declarações sobre o plano, que "promove transparência e responsabilização de governos ao redor do mundo".

Escrito por Nelson de Sá às 10h49

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pré-sal como alternativa às guerras do Oriente Médio

Com foto de Sergio Moraes na capa do "New York Times", mostrando a construção de uma plataforma de petróleo no Brasil, o novo correspondente no Rio, Simon Romero, publica a longa reportagem "Novas reservas podem elevar as Américas ao topo das listas das companhias de petróleo".

Pré-sal, dunas de petróleo no Canadá, descobertas na Colômbia, acordos da Exxon na Argentina, até a prospecção chinesa em Cuba: seriam todos "parte de uma grande mudança que pode diminuir a dependência americana do petróleo do Oriente Médio".

Na home, "companhias de petróleo ocidentais buscam explorar novas reservas numa parte do mundo com maior estabilidade política".

Escrito por Nelson de Sá às 10h12

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

China e o quinto mercado de carros do mundo

Na capa de negócios do "China Daily", "Carros chineses empurrados a construir no exterior". No primeiro parágrafo, "a política de substituição de importações do Brasil vai pressionar as exportações de veículos chineses, mas vai também ajudar a acelerar a decisão de estabelecer fábricas no país para ter uma base estável no quinto mercado de carros do mundo".

Um diretor da Associação de Carros de Passageiros da China, Cui Dongshu, diz que "é claramente um golpe para as exportações das montadoras chinesas, que tiveram um salto recente", e "vai empurrá-las para acelerar os esforços de estabelecer fábricas no Brasil, para evitar impostos elevados". Por outro lado, o mesmo Cui Dongshu declara ao correspondente Fabiano Maisonnave que "é provável que sejam reavaliadas decisões sobre construir fábricas no Brasil".

Afirma o diretor do centro de pesquisas para corporações transnacionais do Ministério do Comércio da China, Wang Zhile, no "CD":

A política de substitutição de importações do Brasil é como um apelo para desenvolver sua indústria automotiva atraindo investimento e tecnologia estrangeira, não só produtos, encorajando joint ventures com montadoras chinesas. O potencial do mercado _e o sucesso nas exportações das empresas chinesas ao Brasil_ produziram uma oportunidade de mercado para que os atores chineses produzam carros lá. Mas eles devem repensar sua estratégia para tomar um passo importante no sentido de viabilizar sua ambição de expansão global, não dando atenção apenas aos lucros de curto prazo lá. 

Em artigo no "CD", Zhang Monan, pesquisador do Centro Estatal de Informação, defende "Valorizar mais a cooperação que o dinheiro", sobre o "tema quente ao redor do mundo agora: se a China e outros Brics vão ajudar os europeus atingidos pela crise da dívida".

Diz que "não seria demonstração de generosidade", mas algo equivalente à China "ajudar a si mesma". Sublinha que "ajudar a Europa vai, até certo ponto, ajudar a desprender o mundo da 'armadilha do dólar'", em que estão os emergentes. Anota que "Iraque, Irã, Rússia, Venezuela e outros declararam aceitar o euro como moeda para contratos de petróleo". E fecha dizendo que os Brics, "se ajudarem", devem fazê-lo através do FMI e outros, mirando "mecanismos de governança global".

O "New York Times", com Reuters, noticia que a Standard & Poor's rebaixou a nota da Itália e que o banco central da China decidiu paralisar operações cambiais com os bancos franceses SocGen, BNP Paribas e Credit Agricole. Mas o "Financial Times" ecoa, do "Valor", que os Brics já teriam comprado títulos do fundo de resgate europeu.

O Brasil pode propor uma medida "anti-dumping cambial" na Organização Mundial do Comércio, publica o "FT". A OMC permitiria sanções contra países que, como EUA e China, depreciam a moeda para ampliar exportações. No site do jornal, Martin Wolf, colunista, e Alan Beattie, editor de economia internacional, comentam que "a China nunca aceitaria" e que a chance de passar na OMC é "perto de nula".

Por outro lado, o "Wall Street Journal" relata que cidades como Silva Jardim, no Rio, e bairros como Cidade de Deus, também no Rio, e Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, estão usando moedas locais como o capivari, que estimulam o comércio, permitem descontos e vêm sendo bem-sucedidas.

Escrito por Nelson de Sá às 09h09

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama mira ricos com novo plano de impostos

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h18

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lobby das montadoras não descarta elevar preços

 

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h05

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama anuncia corte (e imposto para milionários)

Escalada do "Jornal Nacional":

Cresce o temor mundial de que a Grécia dê um calote. As bolsas de valores caem e no Brasil o dólar atinge a maior cotação em 14 meses. O presidente Barack Obama anuncia corte trilionário de gastos nos Estados Unidos. Pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros já comprou produtos piratas. Na última semana do inverno, uma das áreas mais pobres da região Sudeste sofre com a seca. Manifestantes pedem o fim da energia nuclear no Japão. Adolescente denuncia a exploração sexual de meninas em uma colônia penal no Pará. Exposição reúne obras de artistas de várias partes do mundo em Porto Alegre. No fim de semana vascaíno, o campeão da Copa do Brasil assume a liderança do Brasileirão.  

Do "Jornal da Record":

Violência no trânsito: a prisão do estudante que roubou um ônibus e causou acidentes em série no Rio de Janeiro. O motorista bêbado que atropelou e matou mãe e filha em São Paulo. Adolescente é obrigada a fazer sexo com presos. Ela passou 14 dias em presídio do Pará. Presidente Dilma é capa de revista americana e será a primeira mulher a abrir uma conferência da ONU. Na série especial rumo ao Pan, os campeões da vida: saltador Rogério Bispo revive o passado de pedreiro.  

E do "SBT Brasil":

Palavra de craque: Neymar desmente sair do Santos pelo menos até julho de 2012, quando se comemora o centenário do Peixe. Chora Timão: 17 rodadas e o Corinthians perde a liderança do Campeonato Brasileiro. A turma de São Januário ri à toa: Vasco é líder do Brasileirão. Dilma Rousseff chama atenção do mundo como a primeira mulher a abrir um debate na ONU. Remédio amargo: para evitar a crise, Estados Unidos querem criar mais imposto para milionários. Flagrante de violência em São Paulo. Flagrante de falta de educação em Minas. Foi dada a largada para a corrida de mulheres com salto alto.

Escrito por Nelson de Sá às 22h31

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Facebook & mídia?

O Facebook deve lançar na quinta-feira, "segundo vários executivos de mídia e tecnologia", uma plataforma de mídia que permitirá compartilhar facilmente músicas, filmes e programas de TV, "tornando a página inicial do perfil um eixo básico de entretenimento".

"Mas o plano obriga serviços como Spotify e Rhapsody" a oferecer mais produtos grátis e pode se revelar uma faca de dois gumes, "a mixed blessing", destaca o "New York Times".

Escrito por Nelson de Sá às 10h43

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para o Banco Mundial, Brics ajudam crescendo

O "Wall Street Journal" de hoje entrevista o presidente do Banco Mundial, o americano Robert Zoellick, que "avisa que a Europa deve assumir responsabilidade" e "não pode contar com nações emergentes ricas-em-dinheiro como a China e o Brasil para irem ao seu socorro".

Questionado sobre o plano dos Brics de se reunirem esta semana em Washington, para estudar ações de apoio à Europa em crise, Zoellick diz que "a principal coisa que os emergentes precisam fazer é manter seu crescimento" e que "não há panacéia" para a crise europeia. "Ninguém vai aparecer com um pacote de dinheiro para resolver o problema."

Em coluna, o jornal defende que, na reunião em Washington, a nova diretora-gerente do FMI, a francesa Christine Lagarde, deve "pressionar a Europa a parar com a hesitação" e "convencer os Brics a assumir um papel maior", virando "parte da solução". Lagarde já havia chamado a proposta de apoio dos Brics um "desenvolvimento interessante".

No Brasil, o "Valor" publica na submanchete que "Brics já adquiriram títulos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, instrumento da zona do euro para socorrer os países da região". De Christophe Frankel, diretor do fundo: "Estamos muito felizes de ver já alguns Brics investindo nos nossos títulos".

Sob o título "Nadando contra a corrente", o "China Daily" publica artigo do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, sediado em Washington, Luis Alberto Moreno, dizendo que China e América Latina "têm razões o bastante para serem otimistas sobre as perspectivas de crescimento" e defendendo ampliar a parceria.

O "WSJ" noticia que a Argentina cresceu 9,1% anuais no segundo trimestre, "muito ligado aos preços mundiais dos grãos e à economia do Brasil".

Segundo o jornal, o grupo chinês Sany, de indústria pesada, "estuda aquisições no Brasil", Índia, Europa e EUA, além de estar "prestando muita atenção ao Oriente Médio e à África".

E o Facebook fechou acordo com o grupo britânico Diageo, de bebidas como Guinness, que está "especialmente atento à entrada na ampla audiência do Facebook em emergentes como o Brasil, onde as duas empresas ocupam o mesmo prédio de escritórios, em São Paulo", informa o "Financial Times".

Em longo artigo no "WSJ", quatro acadêmicos americanos perguntam: "Por que deixar que União Europeia e China liderem a abertura comercial com as economias de rápido crescimento da Ásia e na América Latina?". Eles lançam hoje "Uma Agenda pró-comércio para os empregos nos EUA", relatório que elaboraram para o Council on Foreign Relations, de Nova York.

Também em artigo no "WSJ", Daniel Yergin, que recebeu o Pulitzer pelo livro "The Prize: The Epic Quest for Oil, Money and Power", questiona sob o título "Haverá petróleo" aqueles que, "por décadas, previram uma crise no suprimeiro". Argumenta que novas tecnologias continuam a abrir novas fontes, citando "o 'pré-sal' na costa do Brasil e as dunas de petróleo no Canadá", além de Gana e da Guiana Francesa, "ao norte do Brasil".

Ele lança amanhã seu novo livro sobre o tema, "The Quest: Energy, Security, and the Remaking of the Modern World".

Escrito por Nelson de Sá às 09h59

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"NYT", "FT" e os contratos de educação

O "New York Times" denuncia "propósitos comerciais" na viagem de secretários de educação dos EUA "na semana passada ao Brasil" e antes a outros países, pagas pela Pearson, "uma das maiores empresas de educação no mundo, vendendo testes padronizados, pacotes de currículos e apostilas".

O grupo britânico, que publica o "Financial Times" e a "Economist", nega que vise "ganhar contratos" públicos nos EUA ou nos países.

No meio do texto, o "NYT" registra entre parênteses que também tem uma divisão de "cursos e serviços de educação", Knowledge Network, que "patrocinou alguns eventos para autoridades estaduais de educação" dos EUA.

O próprio "FT", também hoje, destaca que o grupo brasileiro Anhanguera "comprou a rival Uniban" e "cimenta sua liderança em uma das indústrias mais promissoras do Brasil: a educação privada".

E registra que "Pearson (proprietária do 'Financial Times') e outras empresas entram com sistemas de educação e escolas" no mercado em expansão.

Há duas semanas, publiquei a reportagem "Educação básica atrai grupos de mídia", sobre os investimentos de Pearson, Abril e outros no Brasil.

Escrito por Nelson de Sá às 09h27

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma lá

Nas bancas de Nova York para a semana em que vai falar na ONU, "Dilma Rousseff, presidente do Brasil, chega à cidade" e é entrevista/perfilada elogiosamente pelo correspondente Marc Margolis, antes um crítico, sob o título "Não mexa com Dilma".

A "Newsweek" é editada hoje por Tina Brown. A manchete "Onde as mulheres estão vencendo" destaca ainda um relatório sobre o progresso das mulheres, com boas notícias de China a Gana, passando pelo Nobel de economia. Mas também más notícias, da Arábia Saudita ao Congo.

De Tina Brown, sobre Dilma, para Mônica Bergamo:

É uma mulher fora do comum. Ela é resiliente e elegante sob pressão. Tem um dos empregos mais difíceis do mundo e uma das mais fortes histórias de vida. Sua transformação de jovem revolucionária em presidente é coisa de cinema. Depois de nove meses, ela imprimiu seu estilo sem exageros em um espaço que pertencia a Lula, seu antecessor enormemente popular. Dilma, não Lula, é hoje o político alfa do Brasil.

Escrito por Nelson de Sá às 08h50

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama prevê cortes e impostos em novo plano

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h17

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Petrobras diz que cai agora, mas vai crescer

 

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h00

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.