Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Quando a verdade se tornou uma vítima da guerra

Da Al Jazeera, hoje:

Mais aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 15h46

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"Programa do Jô"

Esta semana, estive no "talk show", falando de teatro e mídia. Em vídeo na Globo.com e também no YouTube.

Escrito por Nelson de Sá às 23h36

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SC debaixo d'água. Brasília sob fumaça

Escalada do "Jornal Nacional":

Cidades brasileiras debaixo d'água: Santa Catarina enfrenta as maiores enchentes em duas décadas. Duas pessoas morreram. Cidades brasileiras sem chuva nenhuma, e o ar seco alimenta queimadas na região Centro-Oeste. Um levantamento do governo mostra que as obras em dez aeroportos podem não ficar prontas até a Copa. A Justiça Federal derruba a liminar que impedia salários acima do teto na Câmara dos Deputados. Suspeita de novos atentados provoca reforço de policiamento em Washington e Nova York. Nossos repórteres mostram como está o Afeganistão dez anos depois do 11 de Setembro. Rebeldes líbios iniciam a ofensiva contra cidades controladas pelo exército de Gaddafi.  

Do "Jornal da Record:

O Brasil dos contrastes: tempestades causam mortes e isolam a população. Seca provoca incêndios e muda a rotina das cidades. O Brasil dos confrontos: traficantes dividem bairro de Curitiba e matam quem cruza a fronteira. No Rio de Janeiro, policiais são recebidos a tiros em comunidade. Um mundo sem paz: como a reação americana ao 11 de Setembro provocou milhares de mortes. Até brasileiros entraram na guerra.  

E do "SBT Brasil":

Às vésperas dos dez anos do 11 de Setembro, a polícia identifica três homens que tramavam atacar os Estados Unidos. Testamos o sistema criado para impedir a venda de bebidas alcoólicas a menores em São Paulo; o resultado foi desanimador. Vida selvagem no meio da rua: mulher sobrevive a ataque de urso branco na Rússia. Brasília pede água: a capital federal dormiu e acordou escondida sob a fumaça das queimadas. Santa Catarina pede ajuda: quase 60 mil pessoas estão desabrigadas por causa da chuva. Os gols da vitória do Corinthians sobre o Flamengo.

Escrito por Nelson de Sá às 22h42

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100 milhões de vozes e subindo

O blog oficial do Twitter anunciou que, cinco anos após sua criação, "100 milhões de vozes se voltam ao Twitter para compartilhar seus pensamentos e descobrir o que está acontecendo no mundo". Mais da metade, "todo dia".

O blog não oficial All Twitter, do Media Bistro, ouviu do porta-voz que o site recorre à "mesma medida que o Facebook usa para seus usuários ativos: quem loga pelo menos uma vez por mês".

"Nas próximas semanas", o Twitter vai lançar versões para chinês simplificado e tradicional, entre outras, somando 17 línguas para "dar voz a pessoas ao redor do mundo".

Escrito por Nelson de Sá às 11h35

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A invasão estrangeira na publicidade

Na edição de hoje, publico reportagem sobre o domínio de gigantes como o britânico WPP e o francês Publicis sobre a publicidade no Brasil.

A corrida levanta a sombra de que as contas das multinacionais também já venham fechadas do exterior, "quase um dumping" contra as agências nacionais, no dizer do publicitário Francisco José Moura Cunha Martins, o Franzé, da Artplan. Por outro lado, abrindo agências nos EUA e mirando também Europa e Ásia, Nizan Guanaes, da África, diz ser "totalmente a favor de um mercado aberto, global".

Da entrevista de Sir Martin Sorrell, presidente mundial do WPP:

O Brasil sempre foi central na nossa estratégia, como um dos Brics. Acreditamos no futuro do Brasil, mesmo antes de Lula carregá-lo em sua extraordinária jornada econômica de oito anos, jornada que tem prosseguido com a presidente Dilma Rousseff.

E de Maurice Lévy, presidente mundial do Publicis:

É um país que mostrou ser merecedor da confiança do investidor. [Tem] enorme potencial para crescimento, tanto em um sentido macro como nos segmentos específicos em que temos capacitação muito forte.

Escrito por Nelson de Sá às 10h46

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Tombini na vanguarda

Por "NYT" e "WSJ", "Bancos centrais asiáticos seguram juros" ou "apertam pausa", com os anúncios de Coreia do Sul, Indonésia, Filipinas e Malásia, ontem, de não elevar a taxa. Também a Austrália. E a África do Sul pode ser a próxima. Antes, "no Brasil, o BC anunciou um inesperado corte em resposta à deterioração nas perspectivas globais de crescimento". Foi decisão "controversa", que "rompeu com a manada".

O "WSJ" discute, em vídeo, o dilema inflação/crescimento que "emergentes da Ásia à América do Sul" estão enfrentando. O chefe da sucursal de Hong Kong diz que, depois da pausa, os BCs asiáticos podem seguir o brasileiro, que está na "vanguarda":

Sob o título "Inflação chinesa: virando a esquina", o "FT" posta que a menor inflação anunciada hoje por Pequim indica que, "com o tempo, as autoridades chinesas terão espaço para cortar taxas, como outros emergentes começaram a fazer, com o Brasil liderando o caminho".

Por outro lado, o correspondente no Brasil, ao noticiar a ata do Copom, volta a destacar a contrariedade de Goldman Sachs e outros com o corte.

No "CD", com Bloomberg, "bancos centrais da Tailândia à Nigéria planejam começar a comprar yuan conforme a China permitir a conversão da moeda para investimento". O Banco da Tailândia abriu escritório em Pequim para "analisar investimentos" e a Nigéria anunciou que vai "transferir 10% de suas reservas para yuan assim que possível", segundo o presidente de seu banco central. E o secretário de finanças das Filipinas declarou que comprar a moeda chinesa seria "prudente".

O despacho anota que "o yuan subiu 6% em relação ao dólar no último ano, ultrapassando as performances das moeda de Brasil, Índia e Rússia".

O Reino Unido anuncia expansão das representações diplomáticas em emergentes como China, Índia e Brasil, com atenção especial para diplomatas "com domínio de línguas".

Segundo o "NYT", com AP, o ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou no Uruguai que o Brasil quer uma redução de 15% nas forças de paz no Haiti, para iniciar a retirada gradual.

Em especial sobre a Fórmula 1, o "NYT" pergunta se "ainda é o maior de todos os shows" após uma década de "homogeneização da tecnologia, redução na velocidade por razões de segurança e corte de custos devido às perdas nos orçamentos das equipes com a crise financeira".

Ouve de Jayme Brito, produtor da cobertura da Globo, que "o público busca o glamour" dos carros rápidos, dos pilotos, das pessoas famosas, "por isso a TV paga tanto dinheiro pelos direitos da F1".

Escrito por Nelson de Sá às 09h26

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O "desafio" ou o "apelo" de Obama ao Congresso

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h41

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Lula é questionado por Valério. E contratou demais

 

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h16

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Como a quadrilha abriu 171 cofres do banco Itaú

Escalada do "Jornal Nacional":

Emergência em Santa Catarina: milhares de moradores voltam a enfrentar os perigos das enchentes. Uma auditoria encontra prejuízos de quase R$ 700 milhões no Ministério dos Transportes. O presidente do Banco Central fala sobre a decisão de reduzir a taxa básica de juros. E nega qualquer interferência política. Engenheiros temem que obras da Copa de 2014 não fiquem prontas a tempo. O presidente americano Barack Obama anuncia seu plano para criar empregos. Na série sobre os dez anos do 11 de Setembro, o impacto dos atentados na comunidade mulçumana nos Estados Unidos. O rei em Jerusalém: Roberto Carlos canta em cinco idiomas para milhares de fãs. 

Do "Jornal da Record":

Ferramentas do crime: polícia revela como quadrilha abriu quase 200 cofres de banco. [vídeo aqui] Guerra urbana: PMs são recebidos com tiros de fuzil em São Paulo. No Rio, UPP com dois mil homens vai reforçar a segurança no Alemão. Guerra do terror: o diálogo entre terroristas e controladores de voo momentos antes do ataque às Torres Gêmeas. A dor de quem foi preso injustamente pelo maior atentado da história. Seca e tempestade: as capitais que estão há três meses sem chuva. O Estado onde a enchente fecha indústrias e expulsa a população de casa. 

E do "SBT Brasil":

Como será o dia-a-dia de quem mora na rota dos aviões? Insegurança na faixa: um mês depois, motoristas ainda sofrem para respeitar os pedestres em São Paulo. Supermercados de Maceió vendiam alimentos podres para os consumidores. Aconteceu de novo: oito seguranças dão socos e pontapés em estudante em uma casa noturna em São Paulo. É fogo: acompanhamos a rotina dos bombeiros na cidade mais seca do país. Em Santa Catarina, famílias estão isoladas em várias cidades depois de dias seguidos de chuva forte.

Escrito por Nelson de Sá às 21h27

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Para cima e para baixo

As capas das nova-iorquinas "Time", "New Yorker" e "Newsweek" para o aniversário do 11 de Setembro:

E antes a "New York", aqui. Mais no Media Bistro e na "Foreign Policy".

Escrito por Nelson de Sá às 13h47

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Não, 11/9 não mudou o mundo

Frank Rich já havia escrito que 11/9 foi "o dia que mudou tudo, só que não mudou". Mais importante, na década, foi "a pilhagem da economia americana pelos que estiveram no poder em Washington e Wall Street".

A ele se junta agora Richard Haass, que preside o think tank Council on Foreign Relations e foi diretor de planejamento do Departamento de Estado no governo Bush, sob o enunciado "11/9 em perspectiva":

11 de setembro de 2001 foi uma tragédia terrível, mas não foi um ponto de mudança histórica.

Também David Rothkopf, da "Foreign Policy", subsecretário de Comércio no governo Clinton, sob o enunciado "O buraco negro de 11/9":

11/9, por todo o seu drama trágico e heróico, é um acontecimento fácil de superestimar. De fato, temos superestimado seu significado desde praticamente o momento em que aconteceu. 

Lista "dez acontecimentos que foram, na verdade, mais importantes" na década. Em primeiro, "A ascensão da China e dos outros Brics". Brasil, Rússia, Índia, China "e outros se levantaram enquanto os EUA estavam distraídos pelo show lateral de Bin Laden", um "espetáculo de feira".

Em suma, escreveu Philip Stephens no "Financial Times", sob o enunciado "Não, 11/9 não mudou o mundo":

Osama bin Laden agarrou uma década inteira de manchetes, mas o futuro estava sendo escrito em Pequim, Nova Delhi, Rio e além.

Escrito por Nelson de Sá às 11h56

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TechCrunch, últimos capítulos

O conflito entre Michael Arrington, do TechCrunch, e Arianna Huffington, do AOL Huffington Post, que controla hoje o TechCrunch, já tem veredicto. "Arrington fora da AOL (desta vez para valer)", diz a "Fortune".

Com uma imagem do filme "300", Arrington havia postado ontem que ou a AOL "reafirma a independência editorial" do blog ou "vende o TechCrunch de volta aos acionistas originais". Nem um nem outro:

Em vez disso, os executivos da AOL decidiram acabar com Arrington [terminate Arrington]. O final está escrito, mas muito do último capítulo segue em branco. Isso inclui o destino do CrunchFund.

A AOL havia se comprometido a financiar o fundo de investimento que Arrington quer montar _e que originou o conflito_ mas pode desistir.

O caso já ganhou até animação taiwanesa: 

Escrito por Nelson de Sá às 10h20

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Brasil vs. China

O "Financial Times" noticia que o "Brasil taxou importações de tubos de aço chineses", com tarifas antidumping, um dia após Dilma Rousseff ter afirmado, em pronunciamento sobre o Dia da Independência, que não permitirá "jamais a competição desleal de produtos estrangeiros", que "ataque nossas indústrias e empregos".

No "China Daily", "Indústria têxtil da China é vítima de atritos comerciais, diz autoridade" do Ministério do Comércio. O setor enfrentou o segundo maior número de investigações antidumping em 2010, só abaixo do setor químico. Pequim avalia que os inquéritos comerciais lançados por EUA, Europa e Japão contra o país devem diminuir nos próximos anos, "enquanto os lançados por emergentes como Índia, Brasil e Peru devem aumentar".

Por outro lado, o jornal estatal noticia a abertura da Feira Internacional para Investimento e Comércio, em Xiamen, e ouve Rita Santos, do Fórum para Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que trabalhou pela participação de Brasil, Angola e outros na feira, buscando "mais investimento chinês" aos países.

Post no "FT" analisa a reação "brusca" de Mantega sobre a intervenção cambial suíça _que ele chamou de desespero_ como reflexo da resistência em seguir o mesmo caminho, de impor um teto à valorização. Seria também reflexo de sua maior "confiança", diante da interrupção da tendência de valorização do real após o corte nos juros.

O jornal financeiro reporta que o Congresso argentino aprovou a criação de um Banco do Sul, proposto pela Venezuela, mas que vinha "juntando pó". Também Equador e Bolívia já aprovaram, "mas o banco de desenvolvimento não deve sair do papel até que o Brasil, a mais poderosa economia da América do Sul, ratifique sua liberação".

O "Wall Street Journal" ressalta "o terceiro elemento na equação do preço do petróleo: a crescente produção dos não-membros da Opep". Diz que a Rússia, que acaba de fechar contrato com a americana Exxon, "é o membro mais importante do grupo, mas novas áreas estão excedendo as expectativas, como os campos profundos na costa brasileira". Cita, do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que a previsão é de produção semelhante aos primeiros 10 anos do Mar do Norte.

A nova diretora da Agência Internacional de Energia, parte da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), que reúne EUA, Europa, Japão e seus aliados, vai visitar Arábia Saudita e outros para diminuir "as recentes tensões entre os exportadores e a agência", que "representa os países consumidores".

Por outro lado, diz que vai "aprofundar a cooperação com os emergentes, onde quase todo o crescimento de consumo está concentrado hoje". A agência da OCDE convidou os cinco Brics, que não fazem parte da organização, para sua próxima reunião ministerial, em outubro.

O "New York Times" informa, com Reuters, que a comissão de investigação do vazamento da BP no Golfo do México defendeu que os "EUA precisam trabalhar com Cuba, seu inimigo ideológico, para estabelecer planos de segurança, no momento em que a ilha comunista se prepara para iniciar exploração". Uma perfuradora da italiana Eni e da espanhola Repsol inicia os trabalhos em dois meses e Cuba já "mandou 200 engenheiros ao Brasil para treinamento em equipamentos no mar".

O "WSJ" relata como "Famílias ao redor do mundo choram entes queridos", sobre as "centenas de imigrantes" que morreram nos ataques de 11/9. Entre eles, Cantor Fitzgerald, filho do brasileiro Ivan Barbosa. "Foi o início de um tempo terrível para a humanidade", diz Barbosa, citando guerras, ataques na Europa e na Ásia e a "hostilidade contínua entre culturas e religiões".

Escrito por Nelson de Sá às 09h00

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Banco central americano se prepara para agir

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 08h01

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Com moeda valorizada, mochileiros vão aos EUA

 

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 07h49

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Paradas militares & manifestações contra corrupção

Escalada do "Jornal Nacional":

Tiroteio no Complexo do Alemão, no Rio: Exército afirma que traficantes tentaram invadir a área ocupada pelas forças de segurança. 7 de Setembro: paradas militares celebram o Dia da Independência em todo o Brasil. Manifestantes vão às ruas também em protestos contra a corrupção. Na Rússia, 43 pessoas morrem na queda de um avião que transportava um time de hóquei no gelo. Dois sobreviventes estão no hospital. Paquistão e Índia são alvos de atentados. A crise econômica faz surgir comunidade de desempregados nos Estados Unidos. A família do ex-jogador Sócrates diz que ele precisa de um transplante de fígado. No Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni disputa a milésima partida pelo São Paulo. A vitória conduz o time provisoriamente à liderança. 

E do "Jornal da Record":

Quarta-feira em verde e amarelo: Dilma participa do Dia da Pátria ao lado da filha e do neto. Contra a roubalheira: manifestantes lavam o Congresso em Brasília e marcham em São Paulo. Forças de paz diante da guerra: Exército é atacado por traficantes no Complexo do Alemão. Tragédia na Rússia: queda de avião mata time inteiro de hóquei no gelo. 11 de Setembro, dez anos de terror: imagens inéditas de centro islâmico que fica ao lado de torres gêmeas.

Escrito por Nelson de Sá às 22h25

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11 de Setembro e a mídia

Na edição de hoje, publico análise-reportagem que descreve como a submissão da mídia ao Estado após o 11/9 levou à transparência radical de hoje.

Para Jay Rosen, da New York University, "a hora de maior humilhação" para a imprensa que se orgulhava de ser o cão-de-guarda do Estado, com coberturas como Watergate e os Papéis do Pentágono, "pode ser localizada com precisão: domingo, 8 de setembro de 2002". Foi o dia em que o "New York Times" deu na manchete (acima) que o Iraque tentava comprar "tubos de alumínio" para uso nuclear. O governo Bush repercutiu o jornal imediatamente e, meses depois, iniciou a invasão. O efeito foi estimular a desconfiança da cobertura e o apelo da "transparência radical" simbolizada pelo WikiLeaks.

Num ensaio postado ontem pelo "NYT", "Meus negócios pendentes do 11/9", Bill Keller, editor-chefe até ontem, escreve o mesmo, buscando porém explicar como o trauma dos ataques levou ao desastre do apoio à guerra.

Escrito por Nelson de Sá às 11h20

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Mantega e o desespero suíço

No texto da manchete sobre o teto para a valorização da moeda na Suíça, o "WSJ" ouve "Guido Mantega, ministro das finanças do Brasil, país que está ele próprio se debatendo com uma moeda forte". Ele diz que "o esforço suíço pode ter algum efeito de curto prazo, mas não muito impacto no longo prazo":

É uma situação extrema, em que eles estão desesperados. 

No "FT", Alan Beattie escreve que, com a decisão suíça e os alertas de Mantega sobre a política monetária "super-frouxa" dos EUA, "ressurge o temor de guerras cambiais". E o site já acrescenta que também a Coreia do Sul "planeja imposto sobre títulos", no "esforço mais recente para deter a entrada de capital".

O "WSJ" já ensina "como lucrar quando o dólar cai" e cita, por exemplo, os fundos cambiais, que rendem "especialmente em países com alta taxa de juros, como o Brasil". O mesmo jornal noticia a inflação de agosto no Brasil e diz que "levanta dúvidas sobre a ação do Banco Central", que cortou os juros.

Em blog no "FT", um dos correspondentes posta que, "em anúncio heterodoxo, a Suíça venceu o Brasil". Mas este "não deve seguir a mesma fórmula de optar por um teto" e sim "usar a oportunidade para continuar a reduzir suas altas taxas de juros".

E o blog de mercado financeiro do "WSJ" pergunta, diante das intervenções da Suíça e do Japão para "enfraquecer" suas moedas e da queda dos juros no Brasil: "O yuan chinês é o último refúgio?".

Por outro lado, o "NYT" informa que a Unctad, órgão da ONU para comércio, "alerta para o risco da austeridade global", Brasil inclusive, questionando as politicas que tornam "orçamentos equilibrados e baixo déficit público um fim em si mesmo".

O "CD" destaca que a 15ª Feira Internacional para Investimento e Comércio da China, que começa hoje em Xiamen, marca "a primeira vez em que os Brics aparecem juntos no maior evento de investimento do mundo, sugerindo a maior influência das economias emergentes no mercado global de capitais". Segundo o porta-voz do Ministério do Comércio, "setores empresariais dos emergentes demonstraram entusiasmo inédito pela feira".

O "FT" destaca que o "Irã eclipsou a Rússia e se tornou o maior comprador de carne do Brasil, o maior exportador do mundo, fortalecendo os laços controversos dos dois países e aprofundando o dilema de política externa da presidente Dilma Rousseff". São dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne.

Também no "FT", John Paul Rathbone escreve sobre "o grande jogo dos Brics" na América do Sul. "Os chineses estão lá, também os indianos. O Brasil, com a hegemonia regional, está por toda parte, é claro." Faltava a Rússia, "mas isso pode estar mudando", com o anúncio de uma nova "fase nas relações russo-latino-americanas" pelo chanceler Sergey Lavrov, que quer entrar para o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, como a China, e priorizar investimentos em energia _e não mais armas.

No "NYT" e no "WSJ", "os EUA estão escorregando e os emergentes estão melhorando, mas os europeus ainda dominam a lista das economias mais competitivas do mundo, segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial". No topo, a Suíça. Saltando para segundo lugar, Cingapura. Os EUA, em primeiro em 2008, caíram para o quinto. A China está em 26º. Brasil, 53º, subindo cinco posições. Índia, 56º. Rússia, 66º.

No site do "NYT", Paul Kennedy, de Yale, escreve sobre o 11 de Setembro, "Uma América à deriva". Diz que os EUA reagiram de maneira "brutal" para reafirmar seu poder após o ataque, com o governo Bush combinando "guerras caras e indesculpáveis cortes de impostos", com "efeitos terríveis sobre os deficits federais". E cresceu o isolacionismo, com desatenção para "a ascensão da China" e o próprio hemisfério ocidental:

A extraordinária transformação do Brasil, o sucesso do Chile, a recuperação silenciosa da Argentina. Mas os EUA têm uma estratégica positiva, cuidadosamente desenhada para a América Latina? É claro que não. 

No "NYT", com AP, "Brasil planeja começar a retirar tropas no Haiti", ecoando entrevista do ministro da Defesa, Celso Amorim, à BBC.

Também com AP, o jornal publica que "um tribunal no Pará confirmou a condenação de um fazendeiro por orquestrar a morte da freira americana Dorothy Stang em 2005".

O "WSJ" destaca o Relatório Norton de Cybercrimes, da Symantec, dizendo que "mais de um milhão de adultos ao redor do mundo foram vítimas, diariamente". O custo anual para os consumidores, nos 24 países abordados, seria de US$ 388 milhões, superando "o comércio global de cocaína, heroína e maconha, de US$ 288 milhões". No Brasil, o custo seria de US$ 9,5 bilhões.

As maiores vítimas seriam homens. Entre os comportamentos de risco, "assistir conteúdo adulto on-line" e "usar wi-fi grátis"

Escrito por Nelson de Sá às 10h06

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Suíça impõe teto para moeda e "choca mercados"

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Escrito por Nelson de Sá às 09h30

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Inflação em 12 meses é a maior desde 2005

Para as edições, FSP/índiceOG e ESP. Para os sites, FSP, OG, ESP e Extra.

O Valor não circula hoje, feriado de 7 de Setembro.

Escrito por Nelson de Sá às 08h57

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Rota pode ter montado farsa para justificar mortes

Escalada do "Jornal Nacional":

Os preços dos alimentos sobem em agosto e a inflação acumulada em 12 meses é a maior dos últimos seis anos. Aumenta o número de aposentados com dívidas de empréstimos consignados. Cientistas brasileiros desenvolvem feijão transgênico. O Sudeste e o Centro-Oeste sofrem com a umidade baixa. A Justiça bloqueia dinheiro da família de Gaddafi no Brasil. Na série sobre o 10º aniversário dos atentados, o custo do combate ao terrorismo depois do 11 de Setembro. Médicos contêm a hemorragia no ex-jogador Sócrates. O mais novo feito histórico do goleiro Rogério Ceni. Da várzea para o mundo, a carreira meteórica do mais novo artilheiro da seleção.  

Do "Jornal da Record":

Confronto ou execução? Rota pode ter montado farsa para justificar a morte de seis assaltantes. Ousadia ou afronta? Traficantes vendem drogas à vontade no centro de cidade paulista. Roubo milionário: identificada quadrilha que assaltou cofres particulares de banco. Exclusivo: nossos repórteres entram no local que guarda os restos de uma história de terror. É o depósito de corpos e escombros das Torres Gêmeas. 

E do "SBT Brasil":

O que você come quando viaja de carro ou ônibus pelo país? Nossos repórteres percorreram várias rodovias e descobriram que nem só de frango assado e pamonha vive o comércio de beira de estrada. A nova cara da Aids: o número de casos da doença dobrou em pessoas com mais de 60 anos. Mais uma fraude contra o INSS em Alagoas: mães simulam doenças mentais nos filhos para receber benefícios da Previdência. Você, torcedor, sabe quem é este homem? [foto do jogador Bruno Cortês, do Botafogo] Ele é um dos convocados por Mano Menezes para estrear na seleção.

Escrito por Nelson de Sá às 23h00

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Cabo-de-guerra do Netflix com os produtores

Um dia depois de lançar o serviço de streaming de cinema e TV no Brasil, sem Globo, como sublinhou o Blue Bus, o Netflix anunciou um contrato com o estúdio Miramax para toda a América Latina, informa o TechCrunch.

Uma semana atrás, por outro lado, o Netflix havia perdido o contrato com a Starz, que permitia acesso a mil filmes por ano, de estúdios como Sony e Disney. Por outro lado ainda, um mês atrás fechou acordo com a CBS, para veicular suas séries na América Latina.

Escrito por Nelson de Sá às 12h21

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Arianna e a revolta do TechCrunch

Enquanto procura um sócio local para o Hufffington Post Brasil, Arianna Huffington enfrenta uma revolta em casa.

O TechCrunch, que ela comanda como parte dos ativos da AOL em mídia, está conflagrado desde que Arianna anunciou que Michael Arrington não trabalha mais no blog. Foi após o "New York Times" apontar conflito ético no fato de Arrington estar lançando um fundo para investir em tecnologia, setor que o blog cobre. De MG Siegler, hoje no próprio blog, sob o título "TechCrunch como nós o conhecimento pode ter acabado":

O TechCrunch está no precipício. Até amanhã, Mike pode ser jogado para fora da empresa que fundou. Ou não. Ninguém sabe. Se for, será substituído por _bem, novamente, ninguém sabe. Certamente, ninguém no TechCrunch. Este site está para mudar para sempre e estamos totalmente no &$@# escuro... Arianna Huffington já fala abertamente que busca um novo editor-chefe para substituir Mike. E há notícias conflitantes sobre se ele ainda trabalha para a AOL.

Os conflitos com que temos que nos preocupar são os que não são explicitados. Eles são muito mais predominantes e realmente enganam os leitores porque são mais sutis. Mas essa é uma tarefa impossível. A AOL não pode fazê-lo, ninguém pode. Então, em vez disso eles vão abater o cordeiro que todos podem ver para ganhar o elogio espalhafatoso dos lordes da velha mídia. Faz quase um ano que a AOL nos comprou. Na época, prometeram não interferir. Por mais de 11 meses, mantiveram sua palavra, e as coisas funcionaram bem para nós. Nosso negócio é um dos poucos ornamentos de valor real em seu manto. Agora querem quebrar a promessa que nos fizeram. E, se a promessa for quebrada, vai quebrar o TechCrunch.

Escrito por Nelson de Sá às 11h43

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Jornais emergentes

Na "Forbes", Kenneth Rapoza escreve que o grande concorrente do site do "New York Times", em audiência de jornais pela internet, não é o inglês "Daily Mail", mas o Indiatimes.com, dos jornais "Times of India" e "Economic Times". E comenta, sobre os dados da Alexa:

Claro, a Índia tem um bilhão de pessoas a mais que os EUA, mas os jornais nos mercados emergentes estão na verdade indo muito bem.

Brasil inclusive, anota.

Escrito por Nelson de Sá às 10h55

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Brics e Europa articulam nova agência de risco

 

  

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Na manchete do "CD", uma nova "super-agência" de classificação de risco está sendo formada "para reduzir a dependência das três grandes", S&P, Moody's e Fitch. "Será estabelecida por organizações na Europa, EUA e países que formam os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)", com sede provavelmente na Europa.

"A Dagong terá papel chave", diz Guan Jianzhong, presidente da agência de risco chinesa. Participam dos contatos "representantes dos Brics, a sul-coreana Avaliação de Informação e Crédito Nacional, o grupo alemão Scope e o russo RusRating". Entre outros, o ex-primeiro-ministro italiano Romado Prodi "ajudou a formular os planos para a agência".

No "WSJ", a reportagem "Europa sinaliza pessimismo global" destaca que, "até recentemente, a economia mundial parecia no caminho de uma recuperação sólida, ainda que não espetacular, liderada por emergentes como China, Índia e Brasil" e que a Alemanha, "em especial, se beneficiava desse crescimento". Mas "agora os emergentes, embora ainda em expansão, não estão crescendo rápido o bastante para levantar a economia global" e deixam o mundo "sem um motor potente de crescimento".

Em coluna com a mesma conclusão, anota que o Brasil já começou a baixar os juros, devido à "retração nas projeções" de crescimento e inflação.

O "WSJ" publica longa entrevista com o presidente da General Electric, Jeff Immelt, que destaca os investimentos no Brasil, onde vê "grandes oportunidades de crescimento". Argumenta que "a classe média está crescendo no Brasil, então, conforme isso acontece, cresce o setor de saúde, a eletricidade, petróleo e gás, energias alternativas, uma forte capacidade realmente diversificada". Questionado sobre o centro de pesquisa e desenvolvimento que estabeleceu no país, responde:

Estamos há bastante tempo, mas agora nos tornamos mais "insiders". Temos relações com as grandes empresas de petróleo, os grandes bancos. E temos grande capacitação _locomotiva, nosso maior serviço de aviação é no Brasil. Estamos construindo o centro de pesquisa. Somos capazes de conectar muitos pontos lá. 

No "NYT", com Reuters, a Dell se associou à gigante de buscas Baidu para desenvolver tablets e celulares para o mercado chinês hoje dominado pela Apple e pela Lenovo. Antes, havia anunciado sua entrada em "smartphones na China e depois no Brasil".

Por "FT", "WSJ" e "NYT", com AP, a Netflix introduziu seu serviço de cinema e TV em "streaming" no Brasil na segunda, o que vai colocar à prova a banda larga no país. O Brasil servirá de entrada para a América Latina, "crucial para o crescimento da empresa depois dos recentes reveses nos EUA".

O brasileiro Marcos Fava Neves, colunista do "CD", trata das mudanças na recepção de informação, em série sobre conectividade.

O "WSJ" posta 15 imagens da IlustraBrazil, exibição de ilustradores brasileiros em cartaz na galeria Foundry, em Xangai.

Escrito por Nelson de Sá às 08h28

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Dilma & Alckmin destravam obra para 2014

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h04

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PMs se tornam assaltantes de caixa eletrônico

Escalada do "Jornal Nacional":

Episódios de violência no Rio provocam discussão sobre a necessidade de ajustes no programa de policiamento pacificador. Uma menina de seis anos é baleada a caminho da escola. Morre a sexta vítima do acidente com um bonde no Rio. O Japão procura mais de 50 desparecidos na passagem de um tufão. A crise financeira mundial volta a derrubar as bolsas. Dez anos depois, nossos repórteres mostram como o 11 de Setembro prejudicou a rotina dos viajantes e as liberdades individuais. Você vai conhecer a revelação do automobilismo brasileiro na Fórmula 3. Em Londres, como foi a vitória da seleção brasileira no amistoso contra Gana.  

E do "Jornal da Record":

O "Jornal da Record" revela com exclusividade: como PMs se transformaram em assaltantes de caixas eletrônicos. O Ministério Público investiga a violência de militares no Complexo do Alemão. Punks contra skinheads: as primeiras imagens da briga que terminou com a morte de um jovem. A quadrilha que passou um final de semana limpando cofres particulares de um banco e ninguém viu. Na série especial, os dez anos do 11 de Setembro.

Escrito por Nelson de Sá às 22h35

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Facebook passou Orkut?

Da nova edição da revista "IstoÉ Dinheiro":

A "Dinheiro" apurou em primeira mão que os números do Ibope do próximo ranking de audiência na internet, a ser divulgado nas próximas semanas, referentes ao mês de agosto, revelarão que o Facebook desbancou o Orkut e hoje já é a maior rede social do país. 

PS 16h - O Ibope "não confirma", pois os dados "ainda não foram finalizados".

Escrito por Nelson de Sá às 13h12

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Por que o WikiLeaks publicou tudo

Natalia Viana, do WikiLeaks, descreve como foi a decisão de liberar os 251 mil despachos diplomáticos dos EUA. Diz que o clima em Ellingham Hall, onde Julian Assange vive em prisão domiciliar, era de tristeza pelo "final apressado para um dos vazamentos mais significativos da história do jornalismo".

E que, "ao contrário das divulgações anteriores, quando eram checados e seguiam cronograma de publicação controlado pela organização, metade dos telegramas contém o nome dos envolvidos nos comunicados":

O WikiLeaks decidiu publicar porque o jornal alemão "Freitag" publicou reportagem anunciando ter acessado o conteúdo integral dos documentos a partir de um arquivo criptografado disponível na internet. Segundo a revista alemã "Der Spiegel", o ex-associado Daniel Domscheit-Berg teria ajudado o "Freitag" a encontrar esse arquivo. Desde que saiu da organização, Daniel tem sido o maior inimigo de Assange.

O fato é que o arquivo se tornou público graças a uma cadeia de erros de diversos atores. Assange criou uma senha para o arquivo que colocou em um servidor. A senha foi entregue aos veículos que fizeram a parceria inicial. Em algum momento, esse arquivo foi colocado na rede torrent para proteger os dados. Estava escondido dentro de um subdiretório oculto e criptografado –apenas quem tivesse a senha poderia acessá-lo. Em janeiro, os jornalistas David Leigh e Luke Harding, do "Guardian", publicaram a senha no livro "WikiLeaks: Dentro da Guerra de Julian Assange". Ainda assim, o segredo se manteve mais seis meses, até o jornal alemão. Grupos de transparência hacker que já acusavam o WikiLeaks de "conservadorismo" por retirar os nomes dos ativistas em risco decidiram postar todos. Os documentos começaram a circular na internet e, na quinta, o Wikileaks decidiu publicar.

Escrito por Nelson de Sá às 11h01

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Mais de duas décadas depois, o erro do debate

De Maurício Stycer, em resenha do documentário "Roberto Marinho - O Senhor do seu Tempo", da produtora FBL:

A edição do debate entre Collor e Lula, em 1989, é longamente abordada. Claudio Mello e Sousa, ex-assessor de Marinho, diz: "Tenho praticamente certeza de que a candidatura Collor nasceu num dos sofás da sala do Roberto Marinho na TV". João Roberto Marinho afirma que o pai "tinha simpatia pelo Covas" e "jamais houve orientação" para que apoiassem Collor. Ao falar do debate, no entanto, observa: "Nós erramos. Erramos com a intenção de acertar". Segundo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, a percepção na Globo é que Collor venceu, mas Marinho entendeu que a primeira edição não expressava isso. "E mandou reeditar." Boni cita Armando Nogueira, então diretor de jornalismo: "Collor ganhou o debate por 3 a 2. O doutor Roberto mandou editar de 3 a 0".

Escrito por Nelson de Sá às 10h27

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Mais de um ano antes, a rejeição

De Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, na análise "Sondagem reflete indecisão do eleitor e dilema dos partidos":

De que vale uma pesquisa mais de um ano antes da eleição? Os partidos não vacilam diante dessa dúvida e contratam fartamente suas próprias sondagens. Durante esse período de definições de apoios, planejamentos de comunicação e captação de verbas, sondar o eleitorado é questão de sobrevivência. Já os eleitores surpreendem-se ao serem solicitados a declinar preferências sobre assunto tão remoto. Diante da imposição das perguntas, quase um terço mostra-se espontaneamente sem opinião. Mesmo diante dos cartões com nomes, é frequente a indecisão, inclusive entre os que demonstram alguma preferência. Predominam a força dos nomes e participações em campanhas e gestões passadas. Estão fora das escolhas desse momento os apoios que serão explicitados para além das páginas de jornal, as construções de imagens e a embalagem do marketing. Esses fatores, diretamente associados ao tempo na TV, provocarão mudanças a partir do retrato revelado agora.

E de Vinicius Mota, na coluna "Mesmice renovada":

O efeito imediato do Datafolha deve ser o afastamento de José Serra da disputa. A opção pelo seu nome, nos dois cenários analisados, não chega a 20%. Nas especulações dos partidos, já era dada como remota a chance da presença de Serra. A baixa pontuação -há menos de um ano, obteve 40% dos votos da capital no primeiro turno- e sua alta rejeição (32%) abrirão de vez a disputa no PSDB. Fala-se com seriedade até em prévia entre postulantes, um raio em céu azul na trajetória de acordos de mandachuvas no partido. Mandachuvas e rejeição, aliás, tornam difícil uma nova tentativa de Marta Suplicy. Na dianteira dos cenários testados, pontuando ao redor de 30%, a petista é refutada por outros 30% e pelo aiatolá do PT, o líder supremo Lula da Silva -que abençoou Fernando Haddad, com pouco mais de traço no Datafolha.

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

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Zoellick alerta China para queda nas exportações

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ Asia e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT. "WSJ" e "FT" não circulam hoje nos EUA, Dia do Trabalho.

No "CD", com Xinhua, "China apoia reforma no Conselho de Segurança da ONU". O ministro assistente do exterior, Wu Hailong, cobrou "maior representação dos países em desenvolvimento, especificamente nações africanas". Disse que Pequim apoia uma "reforma racional e necessária, de modo a refletir melhor o quadro atual na política internacional". E que "participa ativamente das discussões e negociações intergovernamentais, mantendo comunicação frequente com países como Japão, Índia, Brasil e Alemanha". De Wu:

Nós valorizamos os papéis e a influência de tais países que são grandes, mas no momento não são membros permanentes do Conselho de Segurança. 

No "CD", o conglomerado russo En+ diz planejar expandir negócios com seus parceiros chineses em "novos projetos na Sibéria oriental", para se tornar um dos grandes fornecedores de energia da China. Diz que o suprimento de recursos naturais por países distantes como Austrália, Brasil e África do Sul leva "entre 14 e 35 dias" e "apenas um dia" da Rússia.

O "CD", ecoando o "Beijing Times", noticia que "Grupo chinês compra grande no Brasil", sobre a aquisição de 15% da CBMM, responsável por 85% da produção mundial de nióbio, por US$ 1,95 bilhão. Também no "WSJ Asia".

O "FT" informa que a Agrifirma, "empresa brasileira de investimento em fazendas" de propriedade de Lord Rothschild, Jim Slater e Hugh Sloane, vai lançar uma joint venture com o Fundo Brasil Agronegócio para "acelerar" o desenvolvimento de projetos, "inclusive grandes áreas de terra pouco exploradas na Bahia".

O "FT" posta que a projeção da inflação anual na Turquia veio alta. Diz que é lembrança de que segue sendo um problema nos emergentes, mas o país deve seguir em sua estratégia de cortar juros, dado o quadro mundial. Anota que "o humor pode estar mudando nos bancos centrais emergentes, como exemplificado pelo Brasil". Mas diz que o "Brasil é caso à parte em taxas elevadas de juro nominal e real e, portanto, o tamanho das reduções é consideravemente maior que em outros lugares".

O jornal alerta que o Brasil divulga amanhã a inflação de agosto, "de especial interesse depois do corte surpreendente".

Em coluna, o "NYT" destaca que as ações de China, Índia e Brasil têm resultado pior do que as americanas neste ano, mas "os investidores nem de longo jogaram a toalha" e, "na verdade, apostaram mais de US$ 12 bilhões em fundos focados em ações de mercados em desenvolvimento", em 2011. Aconselha comprar ações de empresas voltadas ao consumo, não à produção industrial, para aproveitar as novas classes médias.

Escrito por Nelson de Sá às 08h53

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Haddad, preferido de Lula, não passa de 2%

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h14

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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