Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Da mídia para a educação, por crescimento

Na edição de hoje, publico a reportagem "Educação básica atrai grupos de mídia", sobre os investimentos no país por corporações como a britânica Pearson, que publica o "Financial Times" e a "Economist", e a brasileira Abril, que publica a "Veja".

Depois de comprar Anglo e outros ativos em educação, a Abril acaba de abrir o capital de seu braço educacional, em operação que levantou R$ 351 milhões líquidos. Pretende destinar R$ 200 milhões para mais aquisições. Negócio com maiores expectativas de crescimento, a educação é a "menina dos olhos" do presidente da Abril, Roberto Civita,

Depois de comprar os sistemas de ensino do COC e outros ativos, a Pearson também segue em campo atrás de mais aquisições. Em outras frentes, o grupo também vem ampliando sua presença em cobertura jornalística, com o "FT", e publicação de livros, com um acordo entre a Penguin, também da Pearson, e a Cia. das Letras.

Outro grupo de mídia já no setor é o Prisa, que publica o espanhol "El País" e que, no Brasil, fornece livros didáticos aos programas do governo, via editora Santillana/Moderna. Mas a concorrência não espera maior investimento, pois o grupo passou por mudança de controle e realiza cortes.

O blog volta na segunda.

Escrito por Nelson de Sá às 18h48

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Economia do Brasil cresce menos no trimestre

Escalada do "Jornal Nacional":

Vendem-se drogas, incentiva-se o consumo, assaltam-se usuários: nossos repórteres flagram um mundo de ilegalidades num ponto turístico do Recife. O preço do açúcar sobe e ladrões passam a roubar a mercadoria preciosa em São Paulo. A economia do Brasil cresce menos no segundo trimestre e o governo reduz a previsão de expansão em 2011. Desemprego volta a preocupar os Estados Unidos. A Turquia expulsa o embaixador de Israel. Cresce a venda de anti-inflamatórios nas farmácias do Brasil. Oito pessoas morrem em acidente com uma ambulância. 

E do "SBT Brasil":

Como a proibição dos saquinhos de supermercado virou uma cilada para o consumidor. Emagrecimento a jato: três dias após dieta relâmpago, será que Andreia perdeu peso? Você já ouviu falar na terapia do sal? E, o mais curioso, dentro de uma caverna. "Se liga, mané": esta é a nova campanha do governo do Rio contra o carioca folgado. Este homem ficou famoso em todo o Brasil e agora é estrela de uma ação em Minas contra motorista que bebe e dirige.

Escrito por Nelson de Sá às 21h02

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

WikiLeaks para todos

No meio da noite, o WikiLeaks anunciou, via Twitter:

Acendendo uma luz sobre 45 anos de "diplomacia" dos EUA, é hora de abrir os arquivos para sempre.

E liberou os 251.287 arquivos do Cablegate2.

Foi logo depois de Julian Assange afirmar, em vídeo no InfoTrends, que a "imprensa ocidental é mentirosa". Em português, no "tweet" do WikiLeaks.

Um dos documentos, uma carta da ONU, diz que uma família iraquiana foi executada com tiros na cabeça por soldados americanos, durante a guerra. A Associated Press noticia e confirma que as suas próprias imagens da época mostram quatro crianças com tiros na cabeça (esq.). Também por "Independent" etc.

Outro despacho aponta pressão do governo sobre jornalistas, em Cingapura. Outro fala em exploração sexual na Costa do Marfim. Outro mostra como o lobby dos estúdios de Hollywood, MPAA, agia disfarçado na Justiça da Austrália.

 

Escrito por Nelson de Sá às 13h29

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Foxconn & BNDES

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, declara que "o governo vai ter de entrar com uma parte" do investimento da Foxconn em uma fábrica de telas de toque no Brasil, informa o "Estado". Além do BNDES, busca sócios privados brasileiros para o negócio:

Temos de compor um bloco de investidores, com força financeira e tecnológica... Com musculatura financeira. 

Mais aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 11h55

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

TechCrunch parte para o dinheiro?

"Fortune" e outros informam que o fundador e editor do TechCrunch, Michael Arrington, "o blogueiro de tecnologia mais poderoso da América, está tomando um grande passo no mundo do investimento em empresas" com um novo fundo de "venture capital", CrunchFund.

Entre seus parceiros, a própria AOL, que comprou o TechCrunch há um ano e vai financiar metade do fundo, e outras empresas de "venture capital" do Vale do Silício como Kleiner Perkins, Greylock e Sequoia Capital. O fundo terá US$ 20 milhões para investir em empresas de tecnologia.

Com o projeto, Arrington deixa de comandar o blog, mas continuaria escrevendo, reportando-se a Arianna Huffington, que dirige as operações de mídia da AOL. O "New York Times" vê conflito e ouve, de Arrington:

Eu não reivindico ser um jornalista. Eu tenho para mim padrões mais altos de transparência. 

O presidente da AOL, Tim Armstrong, diz que sua corporação "tem um entendimento tradicional de jornalismo, com a exceção do TechCrunch, que é diferente, mas é transparente sobre isso".

Já o site BusinessInsider ouve, de Arianna Huffington, que Michael Arrington "não trabalha mais no TechCrunch", ponto.

PS - Ela está no Brasil e falou no InfoTrends, com cobertura do Blue Bus.

Escrito por Nelson de Sá às 10h57

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cinismo

Com a chamada "Na Líbia, ex-inimigo é reescalado no papel de aliado", o "NYT" destaca que Abdel Belhaj, que hoje chefia a manutenção da ordem em Trípoli, "foi torturado por duas pessoas que disse serem agentes da CIA", no exílio, "e depois repatriado à Líbia, onde foi jogado numa solitária por seis anos". Ele era o líder do Grupo de Luta Islâmica, classificado pelos EUA como "terrorista" e "filiado à Al Qaeda".

Por outro lado, a Al Jazeera destaca, com eco no "Washington Times", que documentos do quartel-general de Gaddafi mostram que o diplomata americano David Welch, ex-secretário assistente de Estado, assessorou o ditador na "guerra de propaganda".

Entre suas sugestões, passar informações aos EUA sobre a presença da Al Qaeda no conflito líbio, "mas só através das agências de inteligência de Israel, Egito, Marrocos ou Jordânia", pois Washington "ouve a informação se originada desses países". Welch também critica o Qatar, que controla a própria Al Jazeera, descrevendo sua atuação no conflito líbio como tentativa "cínica" de tirar a atenção da revolta no Bahrein.

Ao fundo, o "Wall Street Journal" informa que as empresas de tecnologia Amesys e Narus, subsidiárias da francesa Bull e da americana Boeing, negociaram com Gaddafi alternativas para o monitoramento da internet _e pelo menos a primeira prestou os serviços.

Escrito por Nelson de Sá às 09h53

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na Líbia, "terrorista" torturado pela CIA vira aliado

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

O "CD" publica que a "China está coletando novas fontes externas de minério de ferro". Segundo Xu Xu, presidente da Câmara de Comércio de Metais, Minerais e Químicos, "a tradicional posição de mineradoras australianas e brasileiras está sendo desafiada, conforme a China diversifica seus suprimeiros, explorando regiões como Peru, Chile e Canadá". Ele defende desenvolver "relações estratégicas com exportadores de minério de ferro de Rússia, Vietnã e Cazaquistão".

O "WSJ" noticia que um consórcio de estatais chinesas, inclusive Baosteel, "está comprando parte da maior produtora de nióbio do mundo, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração ou CBMM, por US$ 1,95 bilhão, segundo pessoa familiarizada com o negócio". O nióbio é usado para fortalecer o aço, na fabricação de automóveis e dutos. A CBMM "ocupa posição dominante no mercado global".

No "CD", a chinesa Sinohydro fez uma oferta de US$ 200 milhões por uma operação de energia no Equador, mas avalia que, "dada a localização geográfica, a concorrência com empresas de Brasil, Europa e EUA será maior, comparada com a concorrência nos países africanos".

E a montadora de automóveis Chery abriu uma fábrica na Venezuela, acrescenta o jornal estatal, "em meio aos esforços para se expandir no exterior", que incluem "outra fábrica em construção no Brasil, desde julho, com início de produção esperado para setembro de 2013".

De Frankfurt, o "WSJ" reporta que a indústria na zona do euro registrou contração pela primeira vez em dois anos. Na Alemanha, segue em expansão, "mas no ritmo mais fraco em dois anos". O setor industrial alemão, "dependente de exportações", tem conseguido "amortecer os males do Sul da Europa com o sucesso de suas empresas na busca de novos mercados, particularmente em economias emergentes como China e Brasil".

Em reunião fechada de ministros e banqueiros centrais do G20, informa o "FT", a "Alemanha colocou seu peso ao lado de China, Brasil e França, nos chamados para ampliar a cesta de moedas" usadas pelo FMI, inclusive o renmibi ou yuan, a moeda chinesa. Argumenta que a ação permitiria à China acelerar o processo de flutuação do yuan, assim como outros emergentes.

Na manchete do "CD", "Líderes se reúnem sobre a Líbia", convocado por França e Reino Unido e com participação de China e Rússia, entre os 60 convidados. He Wenping, do instituto para estudos da Ásia Ocidental e África, da Academia de Ciências Sociais, diz que os Brics foram representados por causa de sua força econômica. "Se as potências ocidentais, atingidas por dificuldades econômicas, não podem responder às necessidades do governo de transição, ele pode se voltar aos Brics."

Ainda ecoando o corte no juro, a coluna de mercado financeiro do "WSJ" avalia que "vai se voltar contra o Banco Central". Diz que o "Brasil tem um dilema", ainda com taxas altas que valorizam a moeda e enfraquecem os exportadores, mas que elas são "altas por boas razões _a saber, a memória da hiperinflação e a inflação atual de 7%". Diz que o corte veio "cedo".

Também no tema, o correspondente Tom Murphy destaca que o corte "pode ser o tiro inicial em uma ampla campanha para contra-atacar os efeitos do que autoridades veem como uma iminente recessão global".

E o "FT" destaca, no "day after" da decisão, a reação de "analistas", funcionários de empresas do mercado financeiro, todos expressando contrariedade com o corte.

O "CD" defende que é "necessária uma resposta unida para conter a disseminação de doenças crônicas" e que a "China e as potências emergentes podem representar um papel de liderança". Citando dados da Organização Mundial de Saúde, diz que o peso maior recai sobre "potências emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China, que junto com a África do Sul são conhecidos como Brics". E que, "como grupo, lideram a explosão global em males como diabetes".

O jornal estatal anota que os "trabalhadores da Copa do Brasil entraram em greve no Maracanã pela segunda vez em duas semanas, depois que pontos do acordo salarial fechado para encerrar a primeira paralisação foram desrespeitados".

O "WSJ" entrevista Caetano Veloso, "diretor convidado" do festival de cinema de Telluride, no Colorado. Ele fala sobre a influência de Godard sobre o tropicalismo e dos filmes de Pedro Almodóvar.

Escrito por Nelson de Sá às 08h37

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Supremo se mobiliza por 14,7% de aumento

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h08

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Redução dos juros opõe governo e oposição

Escalada do "Jornal Nacional":

A redução dos juros básicos da economia provoca debate entre governo e oposição. O "Jornal Nacional" ouve também a opinião de economistas sobre a decisão de ontem do Banco Central. O presidente do Supremo Tribunal Federal diz que o corte do orçamento do Judiciário foi um equívoco do Poder Executivo. Protestos contra o aumento de passagens terminam com um ônibus incendiado em Teresina. 350 mortes por dia e a Justiça de São Paulo ordena o fim da greve nos serviços funerários. No Rio, problemas no freio de um bonde provocaram um atropelamento fatal em 2009. A voz do líbio Muammar Gaddafi ressurge em mensagem gravada e em tom ameaçador. A seis dias do show em Jerusalém, Roberto Carlos encontra o presidente israelense Shimon Peres. A terapia contra o câncer de pele desenvolvido por brasileiros. O que os hospitais públicos oferecem aos fumantes que querem deixar o vício. A coroação da nossa atleta de ouro, Fabiana Murer.  

Do "Jornal da Record":

Fuga em massa: polícia entra em comunidade atrás de contrabandistas que atuavam no aeroporto e acaba espantando grupo armado de traficantes. Greve atrasa enterros em até três dias. Lentidão da Justiça atrasa indenização em até 13 anos. Dedo-duro a serviço da milícia: policial recebia R$ 40 mil por mês para alertar criminosos. Oposição quer faxina no Ministério do Esporte por causa de convênio fantasma.  

E do "SBT Brasil":

Médico pediatra é coisa rara no mercado. Cadeirinhas para crianças: lei que obriga o uso faz um ano. Será que pegou? Lembra da CPMF? O imposto da saúde pode voltar com apoio de Dilma Rousseff. A história de um professor inglês que é ator pornô nas horas vagas. A estreia do quadro "Pedacinho do Brasil". Greve nos cemitérios: os enterros em São Paulo estão pela hora da morte.

Escrito por Nelson de Sá às 21h42

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"Changing direction"

Como ironizou Vinicius Torres Freire, hoje está sendo um "dia de divulgação de notas de falecimento da autonomia do Banco Central e de diagnósticos sobre o enlouquecimento de seus diretores", por quase toda mídia.

Mas não no exterior.

A "Economist" já traz na edição de hoje a análise "Mudando de direção", com o subtítulo "Aperto fiscal, afrouxamento monetário". Cita argumentos para um lado e outro, não toma posição e fecha dizendo que "o Banco Central do Brasil está diante de uma ação complicada de equilíbrio".

A tradicional seção Lex, do "Financial Times", vai na mesma linha, sob o enunciado "Espaço para manobra":

Banqueiros centrais ao redor do mundo devem estar olhando para o Brasil com uma mistura de emoções. O corte do Banco Central inspira admiração, medo e inveja. A admiração é pelo arrojo persistente. O BC está respondendo bravamente à súbita deterioração do ambiente econômico global. Se o fraco verão global terminar logo ou se a inflação brasileira voltar a subir, o banco vai parecer bobo. Mas a aposta na desaceleração parece boa... Porém o corte abre precedentes temerários. Primeiro: fraqueza política.  A crise tornou os banqueiros centrais muito mais políticos, mas na maioria dos países eles têm vantagem sobre políticos e reguladores. No Brasil, parece que cedeu à pressão do governo... Pelo menos os brasileiros têm espaço para manobra. Na maioria dos outros país, mais estímulo monetário não faria nada além de encher bolhas financeiras. Os banqueiros centrais podem se sentir desculpados por invejar a liberdade dos brasileiros.

Também no site do "FT", que até verte para o inglês o comunicado do BC, o editor de América Latina, John Paul Rathbone, ressalta que "o BC do Brasil claramente não sentiu que sentar no muro era uma alternativa" e reproduz nota do HSBC, sobre a provável influência sobre os outros emergentes:

A ação do Brasil mostrou que os bancos centrais dos mercados emergentes estão mais defensivos do que alguns podem ter pensado. O trauma de 2008 simplesmente bateu fundo. Espere que todo mundo deixe de lado o aperto monetário por um tempo, com algumas poucas exceções pontuais como a Índia e talvez a Tailândia.  

Rathbone acha que a China pode ser outra exceção, mantendo o aperto para evitar insatisfação política derivada da inflação, mas acrescenta:

A situação do Brasil é muito diferente. Seu governo não precisa se preocupar com revoltas por aumento no preço dos alimentos. Está mais preocupado com o crescimento e em manter o muito necessário fortalecimento da infraestrutura do país.

Escrito por Nelson de Sá às 12h24

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O WikiLeaks continua

O "New York Times" bem que tentou, ouvindo "vários diplomatas americanos" e "autoridades de defesa", mas não encontrou qualquer sinal de "represália" contra fontes usadas pelo Departamento de Estado, citadas nos despachos divulgados esta semana via WikiLeaks.

Pelo contrário, a organização Human Rights Watch, acabou falando ao jornal que "houve consequências positivas tremendas, em termos de acesso das pessoas à informação sobre seus próprios países".

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, abriu há pouco o InfoTrends, segundo o Blue Bus, com ataques ao "NYT" e ao "Guardian", que teria divulgado a senha de acesso à íntegra dos 251 mil despachos diplomáticos. 

PS 14h - Mais de Assange contra "NYT" e "Guardian", aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 10h40

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Novo velho establishmet

A "Vanity Fair" soltou sua lista "The 2011 New Establishment", concentrada nos EUA, com 40 nomes. "Top 10":

1. Mark Zuckerberg, Facebook
2. Sergey Brin e Larry Page, Google
3. Jeff Bezos, Amazon
4. Tim Cook e Jonathan Ive, Apple
5. Jack Dorsey, Square/Twitter
6. Marc Andreessen e Ben Horowitz, Andreessen Horowitz
7. Reed Hastings, Netflix
8. John Lasseter, Pixar/Disney
9. Lady Gaga, cantora
10. Dan Doctoroff, Bloomberg 

E criou uma nova lista de 25 nomes, "The Powers That Be", para os poderosos "que formataram o mundo em que vivemos _e continuam a exercer enorme influência":

1. Steve Jobs, Apple
2. Bernard Arnault, LVMH
3. Michael Bloomberg, prefeito de Nova York
4. Rupert Murdoch, News Corp.
5. Brian Roberts and Steve Burke, Comcast/NBC Universal
6. François-Henri Pinault, PPR
7. Bob Iger, Walt Disney Co.
8. Jeffrey Bewkes, Time Warner
9. Jill Abramson, "The New York Times"
10. Steve Ballmer, Microsoft 

Em suma, proclama o editor Graydon Carter, "a Era da Informação dá lugar à Era da Tecnologia", com "mudança sísmica de interesse e influência".

Escrito por Nelson de Sá às 09h56

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Investimento da China no exterior volta a crescer

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

"FT" e "WSJ" destacam que o Brasil "surpreende" com "inesperado" corte de juro. O primeiro ressalta que a medida "encerra o ciclo de sete meses de aperto, conforme o país se prepara para crescimento menor e forte deterioração nos mercados globais". Anota que, "a 12%, a Selic ainda é uma das maiores taxas no mundo e tem sido responsabilizada por atrair dinheiro especulativo e sobrevalorizar a moeda". Já o segundo ressalta que ela "deverá levantar perguntas sobre o compromisso do governo em combater a inflação e sobre a independência de seu banco central".

Ambos citam vozes do mercado financeiro. No "FT", Tony Volpon, do grupo Nomura, diz que o corte é "potencialmente um grande erro" porque a economia global pode não estar "tão mal". No "WSJ", John Welch, do Macquarie Capital, diz que "é um erro e eles terão que voltar atrás".

Por outro lado, o mesmo "FT" já reporta que "a decisão brasileira _e seu longo comunicado apontando o dedo para a piora nas condições globais_ pode ter impacto sobre o banco central da Índia". O "choque do banco central do Brasil pode tornar mais fácil para o da Índia mudar de tática", que ainda está focada na inflação.

O "WSJ" também já escreve que o corte brasileiro, que "surpreendeu os mercados", "pode tornar a potência sul-americana um definidor de tendência entre as economias emergentes, se outros bancos centrais também decidirem priorizar o crescimento", citando Coreia do Sul e China, cujos números "permanecem em território de contração". Mas os preços chineses "continuam pressionados" e o corte de juro brasileiro "não deve mover a China", avalia um blogueiro do mesmo "WSJ".

No editorial "Isolando Assad", o "NYT" cobra novas sanções da União Europeia, "um grande importador de petróleo sírio". Além do embargo de petróleo, quer sanções contra bancos e empresas de telecomunicação. E critica a "vergonhosa cumplicidade" dos "protetores poderosos demais de Mr. Assad", Rússia e China, "junto com Índia, Brasil e África do Sul".

Escrito por Nelson de Sá às 08h32

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Contra crise, BC corta juro e surpreende mercado

 

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h03

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O novo valor do salário mínimo

Escalada do "Jornal Nacional":

O governo envia ao Congresso a proposta do Orçamento de 2012 com o novo valor do salário mínimo. O bonde que matou cinco pessoas no Rio tinha ido à oficina 13 vezes em agosto. Um dos filhos de Muammar Gaddafi fala em vitória contra os rebeldes na Líbia. Melhora o estado de saúde do técnico Ricardo Gomes. Robinho é cortado do amistoso contra Gana.  

Do "Jornal da Record":

Na sala de espera: associados dos planos de saúde aguardam até cinco horas por uma consulta. Na série especial, por que a Justiça demora tanto para punir os erros médicos. Mais um escândalo da Copa: o Ministério do Esporte libera R$ 6 milhões para projeto que não saiu do papel. Em Brasília, jovens invadem a Esplanada dos Ministérios. Na Espanha, eles se divertem com a guerra dos tomates.  

E do "SBT Brasil":

Mais um flagrante de como o país investe mal na educação. Creche com goteira em Curitiba avisa: choveu, deixe seu filho em casa. O pãozinho nosso de todo dia está cada vez mais caro. Criança pega arma do pai e dá tiro na cabeça. Polícia diz que era um crime anunciado. Bondinho da morte: só agora governador do Rio admite que Estado falhou. Boa notícia: Ricardo Gomes abre os olhos e se mexe no hospital. Sai o ranking dos melhores lugares para se viver no mundo. Apenas uma cidade brasileira está na lista. As novas armas da polícia para flagrar motorista que sai da linha.

Escrito por Nelson de Sá às 23h12

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

WikiLeaks sob ataque

O WikiLeaks soltou mais uma série de despachos diplomáticos dos EUA.

E o "New York Times" publicou mais uma reportagem contra o WikiLeaks, agora dizendo que os novos documentos revelam nomes de fontes do Departamento de Estado, o que "alarmou autoridades americanas". O jornal diz que, quando usou vazamentos do WikiLeaks, "removeu os nomes de pessoas vulneráveis a retaliação". O WikiLeaks já respondeu:

É totalmente falso que quaisquer fontes tenham sido expostas ou venham a ser expostas. O "NYT" baba, senil e mau... Desculpe-nos, "NYT", não importa quantos picaretas como Ravi Somaiya vocês contratarem, já deixamos para trás seu tabloide do Pentágono

Somaiya, que publicou o perfil contra o WikiLeaks que levou ao rompimento do acordo com o "NYT", ajudou também na nova reportagem.

Dos documentos liberados agora, na cobertura, praticamente só ecoou a acusação contra o WikiLeaks. Que passou a enfrentar hoje, além do ataque de "NYT" e outros, um ataque de hackers, de origem desconhecida.

Escrito por Nelson de Sá às 11h02

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Princípios, na prática

Também hoje, na Ilustrada, publico a análise "É cedo para saber se os Princípios Editoriais da Globo são para valer", sobre os primeiros sinais de adoção do documento, quase um manual, por "JN" e "Fantástico".

Escrito por Nelson de Sá às 10h30

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Arianna Huffington entre nós

Na edição de hoje, no caderno Tec, entrevisto Arianna Huffington, que espera estrear o Huffington Post Brasil, em português, antes do fim do ano, em tempo para a campanha eleitoral. Ela chega hoje ao Brasil e deve fechar com um parceiro local. Quando veio no final do ano passado, reuniu-se com o jornalista Franklin Martins, então ministro da Comunicação Social, e com o publicitário Nizan Guanaes, entre outros.

Questionada sobre a política brasileira, responde:

O que é interessante é que tanto o governo como a oposição concordam em uma coisa: que o futuro do Brasil depende de elevar as pessoas da pobreza para a classe média. Isso não é visto como uma perspectiva de direita ou de esquerda, mas como o caminho para o futuro. É muito interessante, porque nos EUA, neste momento, há tamanha polarização sobre o caminho que deveríamos tomar. Pelo menos no Brasil há ampla concordância sobre o que precisa ser feito. Mas, obviamente, há desacordo sobre como chegar lá. 

Questionada se vai participar desse debate, diz que "sim, com certeza, adoraria que os leitores participassem desse debate em seu próprio país".

Escrito por Nelson de Sá às 09h46

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Exxon ganha acesso ao Ártico e abre EUA à Rússia

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Sob o título "A nova vassoura de Dilma", editorial do "FT" elogia sua "postura inflexível contra a corrupção, uma mudança bem-vinda da atitude relaxada que tipificou a política brasileira por tempo demais". Questiona quem resmungou que "sua postura anticorrupção vai tornar impossível governar", como fez a "Economist", que é do mesmo grupo do "FT". Argumenta que deixar a corrupção florescer é perigoso, como se viu na Índia. Mas afirma que, além de ministros novos, "Ms. Rousseff precisa também atacar a burocracia excessiva que alimenta a corrupção", sugerindo começar por uma reforma tributária que alivie as empresas no país.

O "FT" ecoa despacho da Bloomberg, com o plano divulgado pelo ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, para um corte de US$ 2,5 bilhões nos impostos sobre empresas que construam redes de fibra óptica para serviços de telefone, TV a cabo e internet.

Sob o título "Negócio no Brasil levanta a Vivendi", o "WSJ" informa que a empresa francesa de telecomunicações reportou alta de 23% no faturamento, no segundo trimestre, "com seus games e suas unidades brasileiras revertendo a fraqueza nos negócios da empresa na França".

O "WSJ" destaca que, nos últimos cinco anos, "a melhor arma da Whirlpool contra o gasto anêmico do consumidor dos EUA foi um crédito tributário brasileiro". Este ano, ele deve responder por um terço dos lucros do grupo americano de aparelhos domésticos. Mas o mecanismo pode acabar no início do ano que vem "e o mercado já começa a precificar a realidade, com suas ações caindo 29% neste ano".

O "CD" informa que a Hon Hai/Foxconn, que fabrica o iPad da Apple, obteve lucro abaixo da expectativa no segundo bimestre. Registra que a empresa "enfrenta custos maiores conforme se expande na China ocidental e no Brasil para estar mais próxima dos trabalhadores".

O americano eBay avalia aquisições na China e no Japão, informa o "WSJ", e "também estuda abrir sites em língua local no Brasil e na Rússia, onde a empresa vê forte crescimento".

O "WSJ" noticia que o acordo entre a americana Exxon e a russa Rosneft representa um "olho preto para a BP", que era a parceira original no bloco no Ártico. Mas a petroleira britânica "busca assegurar investidores de que tem muitas outras oportunidades", caso do acesso a "algumas áreas de exploração de primeira linha em lugares como o Brasil" e a Índia.

O "FT" avalia que "o negócio mostra que o modelo de cooperação entre petroleiras dos países desenvolvidos e dos emergentes ricos em recursos ainda funciona". Nos últimos anos, "a ascensão de empresas nacionais como Petrobras e Saudi Aramco, que são muito habilitadas tecnicamente, havia levantado temores de que as empresas dos EUA e da Europa não tinham mais o que oferecer aos controladores de recursos".

Paralelamente, o "FT" tenta entender a confusa equação entre inflação e ambiente nos postos brasileiros, com o sobe-e-desce de gasolina e etanol.

O "CD" relata que o primeiro teste no mar do primeiro porta-aviões da China "alcançou os objetivos previstos". O jornal volta a registrar que "EUA, Reino Unido, França, Rússia, Espanha, Itália, Índia, Brasil e Tailância operam um total de 21 porta-aviões ao redor do mundo".

O serviço premium do "FT" noticia que a Kenya Airways, do Quênia, encomendou dez jatos da Embraer, com opção para outros 16, para seu projeto de viajar a todas as capitais africanas até 2013. É parte do "novo foco da Embraer no nicho regional da África".

O "WSJ" reporta que o crescimento da África do Sul foi de "apenas 1,3% no segundo trimestre, em descompasso com a ambição de ser visto como um mercado emergente musculoso para o continente". No início do ano, o país "se tornou o mais novo membro dos Brics".

O "NYT" relata o discurso de despedida de Strauss-Kahn no FMI, em Washington. Ele sugeriu que o Fundo "represente papel ainda maior como influência estabilizadora e pacificadora nos países em desenvolvimento" e "falou com carinho" da sucessora, Christine Lagarde. Foi longamente aplaudido, segundo o representante brasileiro, Paulo Nogueira Batista.

Escrito por Nelson de Sá às 08h40

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma tenta conter gastos com custeio e Congresso

 

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h14

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Câmara arquiva cassação em mensalão do DEM

Escalada do "Jornal Nacional":

Rebeldes dão ultimato às tropas leais a Gaddafi na Líbia: ou elas se rendem ou sofrerão ataque militar. Discussão sobre o financiamento da saúde pública faz ressurgir a ideia da criação de um novo imposto. A Câmara arquiva o pedido de cassação do mandato da deputada suspeita de envolvimento com o mensalão do DEM de Brasília. Vento forte e granizo provocam prejuízos no Sul do Brasil. Nos Estados Unidos, aumenta a contagem de vítimas do furacão Irene. Médicos descartam por enquanto uma nova cirurgia no técnico Ricardo Gomes. Proibida a venda na internet de pacotes de serviços estéticos como drenagem linfática e ultrassom. Na série especial de reportagens sobre o tabagismo, fumantes que só largam o vício depois que ficam doentes. Cientistas brasileiros criam em laboratório neurônios iguais ao de pessoas com esquizofrenia. No Rio de Janeiro, fãs passam a noite na fila por ingressos para o show de Justin Bieber. A saltadora Fabiana Murer entra para a história ao conquistar nossa primeira medalha de ouro no Mundial de Atletismo.   

E do "Jornal da Record":

Como bandidos vendiam carros de luxo em São Paulo. Cidades-fantasma: voltamos a Nova Friburgo e Teresópolis sete meses depois da enchente. Dieta milagrosa de revistas: será que funciona? Mulheres põem a mão na massa fina: são as maiores compradoras de material de construção. Dunga arruma time para treinar bem longe do Brasil. O que você faz com os presentes de ex-namorado?

Escrito por Nelson de Sá às 21h20

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ao vivo!

O "hype" em torno do furacão Irene serviu para a estreia do novo perfil de Twitter do "New York Times", @NYTLive. Em três dias, parte deles com reprodução na home, somou 346 mensagens, inclusive "retweets", e 22 mil seguidores. Entre os que participaram, a brasileira Fernanda Santos, repórter de educação que posta em inglês, espanhol e português.

O @NYTLive foi criado para evitar avançar sobre o perfil @nytimes, que tem 3,6 milhões de seguidores com interesses muito diversos e que poderiam ser perturbados pelo excesso de "tweets" voltados a uma única cobertura. Da editora de mídia social do jornal, Liz Heron, ao Poynter:

Aprendemos que as pessoas queriam muita informação e rapidamente. Uma hipótese que ainda não havíamos tido chance de testar era se as pessoas ficariam irritadas conosco se sentissem que estávamos tuitando demais. Neste caso, ninguém reclamou. 

E o editor de mídia social da Reuters, Anthony De Rosa, detalha como usa o Twitter para reportar de lugares como a Índia, "através do olhar de quem está lá", partindo de recursos como TweetDeck e Storyful para depois postar em "live blog" na agência britânica:

Escrito por Nelson de Sá às 10h56

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bancos de EUA, Inglaterra e França buscam saídas

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Ouvindo o ministro Guido Mantega, "WSJ" e "FT" reportam que o "Brasil separa dinheiro para conter preços" e "dar ao seu banco central mais espaço para baixar as taxas de juros muito altas". Também para "fortalecer as finanças do país antes de uma possível deterioração nos mercados globais". Com o anúncio, as "ações brasileiras lideraram os ganhos na América Latina".

O "CD" destaca artigo do professor de uma universidade de Sidney, na Austrália, "O dilema de manter títulos da dívida dos EUA". Descreve o impasse chinês de ter que parar de acumular reservas em dólar, mas não poder vender, para que não se desvalorize. E sugere "começar por reduzir o uso de dólar em transações internacionais, passando a usar sua própria moeda, o yuan", o que, "na verdade, já começou a fazer" em acordos com o Brasil e outros. Sugere também "estabelecer mercados em yuan no exterior", como parte de um processo para tornar a moeda uma alternativa de reserva.

O presidente da Adidas afirma no "WSJ" que a empresa alemã de equipamento esportivo deve continuar a crescer em dois dígitos na China e que "Brasil e Rússia são dois emergentes com grandes oportunidades de crescimento para a Adidas". E "a Índia tem potencial, também".

Em texto assinado de Salvador, o "NYT" diz que, "conforme cresce a prosperidade no Nordeste do Brasil, cresce também a violência das drogas". De saída do Brasil, o correspondente Alexei Barrionuevo diz que os assassinatos caíram em São Paulo e subiram no Nordeste "beneficiado pelos programas do ex-presidente Lula".

Escrito por Nelson de Sá às 08h32

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aperto fiscal antes do corte de juros

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h04

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma anuncia economia extra de R$ 10 bilhões

Escalada do "Jornal Nacional":

O governo anuncia uma economia extra para enfrentar a crise internacional: R$ 10 bilhões. Crescem as suspeitas sobre as listas de criação do mais novo partido brasileiro. O PSD tem até assinatura de eleitor morto. O governo do Rio confirma: o bonde que matou cinco pessoas no sábado tinha sofrido um acidente horas antes. O técnico Ricardo Gomes tem quadro estável e grave depois da cirurgia de emergência. A seca prolongada reduz de forma preocupante o nível do rio Acre. Depois da tempestade, a gastança: os Estados Unidos contam os prejuízos da passagem do Irene. O Japão tem o sexto chefe de governo em cinco anos. A mulher e três filhos de Muammar Gaddafi se refugiam na Argélia. Os rebeldes querem a extradição para a Líbia. Os nossos repórteres entram na prisão dos horrores da ditadura. 

Do "Jornal da Record":

Absurdos que se repetem: mais uma equipe da PM paulista é acusada de omissão de socorro. Desta vez o baleado também era policial. Mais dois homens são espancados porque os agressores acharam que eles eram gays. Acidente anunciado: condutor morto em bondinho já alertava sobre o perigo do transporte. Exclusivo: irregularidades param obras de ampliação do maior aeroporto do país. Na série especial, brasileiros esquecidos pela Justiça. A história do juiz que pediu desculpas porque levou 13 anos para dar uma sentença. 

E do "SBT Brasil":

As últimas informações sobre a saúde do técnico do Vasco, Ricardo Gomes, vítima de um AVC. Mais que arroz e feijão: roupas de supermercado invadem os carrinhos do país. Fugitivos: mulher e filhos de Muammar Gaddafi escapam da Líbia para a Argélia. Furacão Irene deixa 29 mortos e uma conta enorme. Intolerância: arquitetos apanham na avenida Paulista ao serem confundidos com gays. Cliente infiel: projeto que está no Congresso acaba com multa na troca de operadora de celular. Que farra: Príncipe Harry cai na gandaia em resort na Croácia.

Escrito por Nelson de Sá às 21h29

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O dia que não mudou o mundo

Frank Rich escreve sobre "a década do 11 de Setembro" na nova "New York", sob o título "Fim do dia". Em suma, "os terroristas perderam, mas quem ganhou?". Era "o dia que mudou tudo, só que não mudou" e "é marcante como nossa cidade, a exemplo do país, seguiu em frente":

"Em retrospecto, o acontecimento mais consistente dos últimos dez anos pode não ter sido o 11/9 ou a Guerra do Iraque, mas a pilhagem da economia americana pelos que estiveram no poder em Washington e Wall Street."

A revista inclui uma "Enciclopédia 11/9".

E o Internet Archive postou vídeos do dia dos ataques e da semana seguinte, nas redes americanas e de países como Reino Unido e China.

Escrito por Nelson de Sá às 13h30

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dividir para governar

Na edição de hoje, publico análise sobre as estratégias de comunicação paralelas de Obama e Dilma, que passaram a dar atenção a emissoras locais para contornar a agenda da mídia nacional.

Escrito por Nelson de Sá às 10h00

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A tempestade de hype

Howard Kurtz escreveu no Daily Beast, já na manhã de domingo, sobre "o furacão de hype", com o "alarmismo" da TV, sobretudo cabo, e das autoridades. Ecoou por "New Yorker", "New York", Drudge, France Presse, mostrando que a cobertura "queria muito que Irene fosse um grande evento" e seu "apocalipse inexistente" acabou por "engolir Nova York":

Ouvindo, você diria que Godzilla já estava no Hudson.

Escrito por Nelson de Sá às 09h16

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Enfraquecida, Irene atinge subúrbios de NY

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

No editorial "Repensar globalmente a economia", o "CD" publica que, no encontro em Jackson Hole, nos EUA, "os bancos centrais dos endividados países ricos começaram a perceber que há um limite para o que a política monetária pode fazer". E afirma que, "se a comunidade internacional quer uma recuperação global que perdure, deve dar mais atenção à mensagem expressa em outro encontro, também na sexta":

Em Inhotim, no Brasil, quatro mercados emergentes _Brasil, África do Sul, Índia e China_ conclamaram as nações industrializadas a ampliar seu compromisso para redução das emissões de gás com efeito efeito... O fato de que a economia mundial _especialmente aqueles países ricos endividados_ precisa se preparar para um segundo mergulho de recessão demanda uma revisão ampla da legitimidade da procrastinação em enfrentar a mudança no clima

Por outro lado, na capa do "FT" e em página inteira intitulada "Uma batalha amazônica", o correspondente Joe Leahy afirma que "uma luta sobre desmatamento apresenta um teste para uma presidente que se esforça em controlar uma coalizão indisciplinada _e para um grande exportador agrícola". Diz que, "depois da redução do desmatamento nos últimos anos, o futuro da floresta amazônica, a maior do mundo", é ameaçado pela votação do Código Florestal no Senado, que "promete anistia aos desmatadores".

Também no "FT", o Brasil "encontrou algo além de minério de ferro, soja e petróleo para exportar: fazendeiros". No próximo mês, fazendeiros brasileiros vão a Moçambique, onde "clima e terra são similares ao do cerrado brasileiro", como parte do acordo Pró-Savana.

O "WSJ" informa que a segunda empresa de alimentos da "China busca negócios na Austrália, em açúcar, laticínios e vinho". A estatal acaba de comprar a australiana Manassen Foods e já tentou, sem sucesso, a divisão de açúcar da CSR. A Austrália é o terceiro produtor de açúcar do mundo, atrás de Brasil e Índia.

No "FT", as estimativas para a safra de milho dos EUA vêm sendo reduzidas "semana a semana" por causa do calor. O preço deve agora subir, depois que os mercados tiveram "algum alívio" com o fim do veto às exportações por Rússia e Ucrânia _esta deve se tornar este ano a terceira maior exportadora de milho, "passando o Brasil".

Citando "um diplomata ocidental", o "WSJ" noticiou que a Rússia "surpreendeu" ao apresentar uma proposta de resolução no Conselho de Segurança "que se opõe ao texto apresentado pelas nações ocidentais, que imporia embargo de armas e sanções financeiras à Síria". A proposta "é apoiada por China, Brasil, Índia e África do Sul", segundo o diplomata ocidental.

Pesquisa Ipsos em 24 países mostrou que "Brasil, Arábia Saudita, Argentina e Índia", informa o "FT", têm os povos mais otimistas sobre o desempenho econômico de seus países, enquanto os mais pessimistas estão em "Hungria, Japão, Reino Unido e França"

O "WSJ" noticia que a Magnolia Bakery, de Nova York, que produz bolinhos (cupcakes) celebrizados pela série "Sex and the City", se prepara para abrir franquias em "mercados como São Paulo, Tóquio e Doha, no Qatar".

O "CD" registrou a chegada a São Paulo, com recepção do prefeito Gilberto Kassab, das concorrentes a Miss Universo, no dia 12.

Escrito por Nelson de Sá às 08h22

Comente | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bancos declaram inadimplência maior para sonegar

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 07h55

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.