Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Juíza executada estava jurada de morte

Escalada do "Jornal Nacional":

Assassinada com 21 tiros, no Rio, uma juíza criminal. O crime foi na frente de casa. Uma parte do Brasil com ares de deserto: milhões de cidadãos sofrem com a baixa da umidade do ar. Em Manaus, é a menor em mais de cem anos. Denúncias contra uma deputada na operação Voucher serão mandadas para o Supremo Tribunal Federal. O Tribunal de Contas da União investiga outro contrato suspeito no Ministério do Turismo. Italianos se superam em criatividade na hora de inventar impostos. Como as quedas das bolsas de valores atingem mesmo quem não investe em ações. A vitória da seleção feminina no Grand Prix de Vôlei. Uma lição de pais em meio aos tumultos na Inglaterra. 

E do "SBT Brasil":

A febre do R$ 1,99: as lojas ficaram, os preços subiram. Flagrante de educação: escola técnica está entregue às moscas em Maceió. Juíza executada no Rio estava jurada de morte por traficantes. Os Estados Unidos apertam o cinto e a Estátua da Liberdade fecha para balanço. O Rio de Janeiro comemora com o SBT 30 anos de praia. 

O blog volta na segunda.

Escrito por Nelson de Sá às 22h53

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A alma da China

Enquanto o Reino Unido ameaça toda mídia, a "Mídia chinesa ousa flexionar seus músculos", relata o "Financial Times" na submanchete, de Pequim:

Muitos repórteres e editores estão em estado de júbilo. A sua desobediência coletiva aos censores do Partido Comunista e o seu trabalho poderoso de reportagem depois do acidente com o trem-bala os encheram de um recém-descoberto sentimento de poder. 

Diz um anônimo editor de seção "de um jornal estatal":

A capacidade do partido de nos deixar de joelhos está mais fraca. 

O "FT" ouve dois professores de jornalismo, de universidades de Pequim e Guangzhou, que expressam esperança. Mas anota que um produtor de televisão foi suspenso, depois que seu programa na estatal CCTV elogiou a cobertura crítica do acidente como "a alma da China".

Ouve também Zuo Zhijian, do jornal de negócios "Século 21", sobre o impacto da rede social Weibo, a maior do país, com 140 milhões de usuários:

No passado, [jornalistas] só se ressentiam silenciosamente, mas quando vai ao Weibo você descobre que [todos] sentem o mesmo. A existência do Weibo está ajudando a mídia a gradualmente rejeitar a auto-censura e a auto-intimidação e retornar ao conteúdo das notícias.

Escrito por Nelson de Sá às 12h06

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Os tablóides continuam

No alto da home do "Guardian", os tablóides de domingo aumentaram sua circulação em quase dois milhões de exemplares, com o fim do "News of the World", de Rupert Murdoch, até então a maior circulação do Reino Unido.

Os dados são de julho, para o mercado "red top", dos jornais mais sensacionalistas, no caso, "Sunday Mirror", "People" e "Daily Star Sunday".

Ken Auletta escreve na "New Yorker" que os bons resultados da News Corp. no trimestre "podem criar ilusão", bem como as "notícias de que seus jornais não foram os únicos a grampear". Porém:

A aflição de Rupert Murdoch, como o sangue que Lady Macbeth vê, não vai embora... A mancha vai persistir. Cada editor preso é candidato a acordo que pode revelar quantos sabiam dos grampos. E logo virá mais, com os executivos que autorizaram pagamentos aos detetives e propinas à Scotland Yard... O sonho do octogenário de ungir seus filhos para dirigir a empresa parece fora de alcance. Sua habilidade para atemorizar políticos e alistá-los em seu clube se dissipou.

Escrito por Nelson de Sá às 11h14

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Londres e o controle de toda mídia

O primeiro-ministro britânico David Cameron quer "algum tipo de bloqueio" das mensagens de texto que possam incentivar violência e vai cobrar BlackBerry Messenger e outras mídias sociais. O anúncio suscita comparações com o que acontece nas ditaduras do Oriente Médio.

Ele também vai cobrar vídeos das organizações de mídia para uso pela polícia, dizendo que elas têm sua "responsabilidade" no combate aos conflitos. BBC e ITN já avisaram que só entregam depois de "processo apropriado", ou seja, ordem judicial.

Por outro lado, a polícia londrina admite que pode ter "inadvertidamente" levado os jornalistas a acreditar que Mark Duggan havia atirado nos policiais _ele foi morto pela polícia na última quinta, o que detonou a violência. As balas que seriam dele eram, na verdade, de policiais.

Escrito por Nelson de Sá às 10h14

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Em semana selvagem, o quarto dia de zigue-zague

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Sob o título "Unasul: muito barulho por nada?", o correspondente do "FT" em Buenos Aires critica a reunião de hoje entre ministros de economia e presidentes de bancos centrais do "bloco com visões políticas e econômicas díspares". Eles vão discutir medidas conjuntas contra a crise de EUA e Europa. O correspondente ouve o "think tank" americano Foundation for Liberty and Progress, que questiona o eventual uso de moedas locais, em vez do dólar, no comércio regional.

O "WSJ" analisou 35 anos de dados da Standard & Poor's e das outras agências de classificação de risco e concluiu que elas "fracassam em enxergar calotes". Por exemplo, "Brasil e Argentina tinham a mesma nota em 2001, um período de grande mudança política em ambos; um ano depois, a Argentina havia dado o calote na dívida, enquanto o Brasil estava no início de uma recuperação econômica de dez anos".

De Nova York, o "WSJ" reporta que a cadeia americana Wal-Mart estuda a compra da unidade brasileira do Carrefour, "segundo pessoas familiarizadas com o assunto". O negócio poderia chegar a US$ 8 bilhões.

"FT" e "WSJ" reportam que a siderúrgica alemã ThyssenKrupp registrou queda nos lucros devido aos "custos de uma nova unidade de aço no Brasil, mas manteve sua perspectiva 'ambiciosa' para 2011".

De Mumbai, o "FT" informa sobre os resultados negativos da Tata Motors, com queda na venda de veículos na própria Índia _que agora foca os outros Brics. Na mesma direção, com despacho da Bloomberg, o "CD" publica que empresas de autopeças dos EUA devem ampliar suas aquisições para atender "mercados de rápido crescimento como Brasil e China".

O "CD" destaca o artigo "Robôs podem ser 'amigos do empregador', mas...", de um professor da Universidade de Cingapura. Cita a decisão da Foxconn de adotar robôs nas linhas de produção da Apple na China, "para transferir os trabalhadores a postos mais inovadores", anota que outras indústrias devem seguir o exemplo também por "Índia, Brasil e Rússia", mas alerta que a mudança "pode criar distúrbios".

De São Paulo, o "WSJ" noticia que a Unica, associação de produtores de cana, cortou "pela segunda vez em um mês" a previsão de produção no Brasil. E o "FT" acrescenta que o crescimento no consumo de açúcar na China pressiona ainda mais a produção mundial.

Sob o título "George Soros, a namorada e o apartamento", o "NYT" noticia o processo de Adriana Ferreyr, 28, "ex-estrela de novela no Brasil", contra o bilionário George Soros. Ela quer R$ 50 milhões, alegando que ele prometeu um apartamento. O advogado de Soros diz que "é obviamente uma tentativa de extrair dinheiro de meu cliente, que é um homem muito rico".

O "FT" posta, com algum atraso, sobre "um novo perigo para os turistas" que buscam o Rio para as férias de meio de ano: bueiros explosivos.

Sob o título "Espetacular ascensão e queda", o "NYT" publica crítica elogiosa de "Senna", o documentário sobre o piloto brasileiro. E o "WSJ" dá sua segunda resenha, já não tão elogiosa, e faz uma rodada das críticas que já saíram sobre o filme nos EUA.

Escrito por Nelson de Sá às 08h38

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Com nova crise, governo e comércio reveem gastos

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h06

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Indiciados PMs que atiraram em ônibus no Rio

Escalada do "Jornal Nacional":

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal desperta a atenção de brasileiros aprovados em concursos públicos. Gente que ainda não foi chamada para trabalhar entra na Justiça. Mercados internacionais têm um dia de recuperação forte, mas as incertezas provocam um aumento da procura do ouro como porto seguro. A presidente Dilma reafirma que as consequências da crise serão atenuadas no Brasil. O governo tenta conter a insatisfação dos partidos aliados. São Paulo debate como impedir ataques de meninas infratoras em área de comércio. Indiciados dois PMs que dispararam tiros na direção do ônibus sequestrado no Rio. 

Do "Jornal da Record":

PMs indiciados: policiais que atiraram em ônibus no Rio vão responder por lesão corporal. PMs ameaçados: bandidos disparam contra marido e mulher ao descobrir que eles eram policiais. O marido morreu e a mulher dominou e prendeu um assaltante. Fúria animal: corrida de touros deixa um morto e 15 feridos. Um brinde à vida: novo rosto da americana desfigurada por chimpanzé. A volta aos gramados de jogador que levou um tiro na cabeça e o reencontro emocionado de pai e filho depois de 11 anos de separação. Extremos do esporte: alto, baixo, pesado ou leve. Atletas de perfis diferentes vivem o mesmo sonho olímpico. 

E do "SBT Brasil":

Multas, você um dia vai conseguir se livrar de uma. Turma da madrugada: faculdades para quem pega cedo no batente. Violência gratuita: as imagens impressionantes de uma tourada sangrenta na Colômbia. Operários descobrem um tesouro no teto da Câmara dos Deputados. São recados deixados por quem ajudou a construir Brasília.

Escrito por Nelson de Sá às 22h07

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Rupert tira James da sucessão

Na Reuters, "Rupert Murdoch endossa Chase Carey como próximo na linha de sucessão", em conferência por telefone com jornalistas:

Murdoch reconheceu pela primeira vez que seu filho James não é sua escolha para sucedê-lo no comando do império de mídia News Corp, pelo menos em curto prazo. Na mais clara indicação de que o escândalo prejudicou as ambições de James, seu pai endossou Carey.

Escrito por Nelson de Sá às 12h55

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Declínio e queda da Europa (e talvez do Ocidente)

A "Time" juntou na capa os distúrbios em Londres com a crise econômica europeia, para a manchete minguante "Declínio e queda da Europa (e talvez do Ocidente)". Para o enunciado interno, "O fim da Europa".

Já a "Economist" publica duas capas dividindo os temas, "Anarquia no Reino Unido" (Anarchy in the UK), para circulação no próprio país, e "Ressuscitando a economia global", para o resto do mundo.

 

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 11h55

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Vaivém

Para registro, no Teletime, "Requerimento de Álvaro Dias (PSDB) impede votação do PLC 116", que abre o cabo para as teles.

Um mês atrás, segundo o Tele.Síntese, a Globo havia manifestado apoio ao projeto, para o ministro das Comunicações.

Escrito por Nelson de Sá às 10h45

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Publicidade em boas mãos?

Em reportagem hoje, escrevo sobre o grande teste da nova lei de contratação de agências, com a entrega das propostas para a licitação da Secom, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, para uma conta avaliada em R$ 150 milhões anuais.

As novas regras, que valem para a administração pública em todos os níveis, buscam restringir o risco de direcionamento na seleção. Acabam também com o chamado "desconto padrão", o faturamento da comissão das agências pelos veículos, inclusive para publicidade do setor privado.

Abaixo, a última campanha das três agências atuais da Secom, Propeg, 141 e Matisse. Estreou domingo, no intervalo de "Fantástico" e outros:

Escrito por Nelson de Sá às 09h40

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Em Londres, conflito também de mídia

Em análise na edição de hoje, escrevo sobre a reversão na cobertura inglesa de jornais e TV, marcada pela foto da jovem se jogando do prédio em chamas.

Por outro lado, no que já é chamado até de "The BlackBerry Riots", jovens se comunicaram via mídia social, usando o BBM, para mobilizar as depredações.

Escrito por Nelson de Sá às 09h25

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Crise se volta à França. China lança porta-aviões

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Sob o título "De onde virá o crescimento?", o "NYT" destaca em editorial que "nunca a economia do mundo dependeu tanto do sucesso das nações em desenvolvimento". Diz que elas "não são robustas o bastante" e "seguem vulneráveis", sublinhando que a "enchente de dinheiro" cria novos desafios e citando a inflação no Brasil. Mas o editorial visa, em especial, cobrar da China que "abandone sua manipulação da moeda" e "dê uma folga a seus concorrentes industriais".

Sob o título "Escorregão dos emergentes perto do fim", o "CD" publica análise da Bloomberg dizendo que o recuo nas ações seria "exagerado" e elas estariam "perto do piso" e de iniciar recuperação. Cita Rússia, Índia, Brasil e China.

Artigo assinado por um democrata e um republicano no "WSJ" destaca que o "gasto em transporte é o estímulo certo" e que "China e Brasil estão nos ultrapassando com portos e estradas 'estado da arte'".

O "WSJ" noticia que a AB InBev, "a maior cervejaria do mundo", comandada por brasileiros, elevou seus lucros em 26% no segundo trimestre, por causa de "corte de custo nos EUA e aumento de preço no Brasil".

Com foto na primeira página de "WSJ" e "FT", o primeiro porta-aviões chinês "não vai alterar o equilíbrio de poder na Ásia-Pacífico, diz especialista russo" do Centro de Análise de Estratégia e Tecnologias de Moscou, destacado no "CD". O navio é um ex-porta-aviões soviético, Varyag, "totalmente remodelado para ser uma plataforma de pesquisa e treinamento", segundo o jornal chinês, que volta a lembrar que "EUA, Reino Unido, França, Rússia, Espanha, Itália, Índia, Brasil e Tailândia operam um total de 21 porta-aviões ao redor do mundo".

Em artigo, o "CD" afirma que o navio é "dádiva para a marinha, segurança para a nação" e que, "entre os membros permanentes do Conselho de Segurança e as potências emergentes como o Brasil, a China é a última a operar porta-aviões".

Em blog, o "FT" entrevista Arturo Valenzuela, que perdeu o posto de responsável pela América Latina no Departamento de Estado dos EUA. Ele não vê risco na presença da China e diz que a América Latina subiu "para um novo nível, podemos até dizer que passou para a classe média, e os EUA reconhecem isso".

O "FT" posta que a "pacificação" de favelas no Rio testa um projeto de reciclagem de lixo no morro Santa Marta, que hoje "vive em relativa paz" com as UPPs.

Sob o título "Agressividade com lucidez", o "WSJ" publica longa crítica favorável ao documentário "Senna", que estreia em Nova York e Los Angeles, amanhã.

Escrito por Nelson de Sá às 08h17

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Société Générale e Bank of America puxam queda

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Escrito por Nelson de Sá às 07h49

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França passa a preocupar

Escalada do "Jornal Nacional":

Tiros em uma avenida no centro do Rio: passageiros do ônibus invadido por assaltantes saem feridos. A polícia investiga a ação dos PMs que cercaram os bandidos. As bolsas voltam a cair na Europa e nos Estados Unidos. A França passa a preocupar investidores. Atos de vandalismo matam mais três pessoas na Inglaterra. Libertada a metade dos presos na operação de ontem da Polícia Federal. O ator Reynaldo Gianecchini recebe diagnóstico de um câncer linfático. A seleção brasileira perde amistoso com a Alemanha. A CBF manifesta apoio ao técnico Mano Menezes.  

Do "Jornal da Record":

O sequestro do ônibus no Rio: comandante da PM reconhece falhas na ação. Um dia depois, passageiros tentam superar o trauma. Tráfico de animais pela internet: quadrilha vendia em até 18 vezes e entregava em casa. O sobe e desce da crise: popularidade da presidente Dilma cai e Bovespa tem nova alta. Médicos confirmam: Reynaldo Gianecchini tem câncer. Ator diz estar preparado para a luta. Mulheres do esporte: elegância e coragem de duas campeãs a caminho do Pan. A tristeza da boxeadora expulsa da "Fazenda".   

E do "SBT Brasil":

O caminho das pedras: será que o brasileiro tem noção de direção? Bola da vez: a França é a nova vítima da crise. A periferia de São Paulo fica com o pé atrás. Sequestro de ônibus no Rio: polícia admite erros na libertação de reféns. Durma com o barulho: propaganda de rua tira o sono dos moradores em Brasília. O Brasil dormiu no ponto: 3 a 2 para a Alemanha.

Escrito por Nelson de Sá às 23h14

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Sangat TV, exclusivo!

Na cobertura dos tumultos na Inglaterra, informa o "Guardian", a pequena Sangat TV "perseguiu arruaceiros em Birmingham, questionou a polícia durante batalhas em andamento e transmitiu prisões ao vivo" no canal 847 na operadora de satélite Sky. Estrelada por seu "motorista-apresentador", Mr. Singh, "tirou espectadores de gigantes como BBC e CNN":

Escrito por Nelson de Sá às 11h32

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Globo e a isenção

Como informou o Blue Bus, a carta de Princípios Editoriais das Organizações Globo chegou aos trending topics no final de semana, com críticas ao conflito com a realidade. Mas já começa a ser usada para o julgamento do "JN", que ontem errou e depois se corrigiu, como blogou Luis Nassif.

"Um projeto conduzido diretamente pelos acionistas", aponta como atributos da informação de qualidade "a isenção, a correção e a agilidade".

Enviei perguntas sobre a carta, a começar do motivo para adotá-la agora. Resposta da "equipe de princípios editoriais das Organizações Globo":

A consolidação da era digital, muito bem-vinda, trouxe certa confusão sobre o que é jornalismo, uma vez que todos podem escrever para largas audiências. Diante disso, todos aqueles que desempenham o jornalismo profissionalmente devem expressar seus princípios, para diferenciar-se e pôr-se ao julgamento do público.

Mas a web já tem 20 anos...

Apesar de a primeira transmissão via web estar completando 20 anos, a popularização dessa mídia no Brasil só aconteceu nos últimos anos. 

É resposta à campanha da Record? Ao escândalo da News Corp.?

Não é uma resposta a um movimento ou questão específica. 

O documento "tem como objetivo deixar claros quais são os princípios" para os telespectadores, leitores etc. "Além dos nossos próprios profissionais."

Escrito por Nelson de Sá às 10h43

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Dez anos depois, as teles no cabo

Por "Valor" e Teletime, "depois de dez anos de tramitação no Congresso, o projeto de lei que elimina as restrições à atuação das teles na TV a cabo pode ser votado hoje no plenário do Senado".

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, voltou a defender "aprovação rápida", mas o presidente da comissão de tecnologia, Eduardo Braga, diz que ainda há risco no "frágil equilíbrio" obtido para aprovar o PLC 116:

Este não é o projeto dos sonhos de nenhum dos setores, mas é o projeto possível, fruto de diversos acordos.    

Entre eles, com a Globo.

Escrito por Nelson de Sá às 09h16

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Fed promete manter taxa zero e ações reagem

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Jim O'Neill, criador do acrônimo, alerta no "FT" que "Medidas de pânico vão arruinar a recuperação Bric". Especificamente, avisa ao G7 para evitar qualquer "estímulo monetário" que, enfraquecendo o dólar, acabe elevando a inflação na China e nos outros Brics _o que tornaria "indiretamente seus próprios problemas [do G7] ainda piores". Ou seja, "nosso objetivo deve ser simples: estimular as economias desses mercados exportadores cruciais, cuja ajuda o Ocidente vai precisar ainda mais no futuro".

Em longa reportagem, o "WSJ" destaca que a "Venda ajuda nações emergentes a curar inflação", sobre a corrida de vendas nas bolsas. Abre o texto dizendo que "a queda nos mercados financeiros e de commodities pode preparar o caminho para um política monetária mais frouxa e moedas mais fracas em alguns mercados emergentes, onde, diferentemente de muito do mundo desenvolvido, há espaço para corte de juros". Cita declarações públicas de Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, e ouve analistas sobre a China e a África.

Em blog no "FT", "o apetite do Brasil por compras não mostra sinal de esvanecer apesar dos temores, nas economias desenvolvidas, de um segundo mergulho na recessão". Também no "FT", "Títulos brasileiros são despejados apesar de economia robusta", destacando em gráfico que as ações de Brasil e Turquia tiveram queda "particularmente aguda".

Ainda no "FT", Pedro Moreira Salles, que vendeu o Unibanco ao Itaú, "vai criar fundo de investimento de US$ 1 bilhão, sublinhando a crescente confiança nas perspectivas de crescimento de longo prazo mesmo quando o mundo desenvolvido se debate para afastar nova crise financeira". Ele diz que o fundo pode ter como alvo "empresas estrangeiras no Brasil".

O "CD" noticia que o primeiro porta-aviões da China "deixou o estaleiro" hoje pela manhã para seu primeiro teste no mar. E anotou que nove países já tem porta-aviões, "inclusive EUA, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Rússia, Índia, Tailândia e Brasil". Também deu no "NYT".

Falando ao "CD", o candidato a vice da oposição argentina, da União Cívica Radical, "prometeu aprofundar laços bilaterais" com Pequim e deu as "relações Brasil-China como um exemplo".

No "NYT" e no "FT", "Ministro da Turquia e outros enviados pressionam líder sírio", mas Assad já rejeitou o primeiro apelo. Hoje, "representantes de Índia, Brasil e África do Sul encontram o chanceler da Síria, para instá-lo a acabar com a repressão".

Escrito por Nelson de Sá às 08h27

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Operação atinge PMDB e PT

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h09

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Faxina leva mais de 30 para a cadeia

Escalada do "Jornal Nacional":

A Polícia Federal prende mais de 30 suspeitos de desviar dinheiro do Ministério do Turismo. Entre eles, o segundo nome mais importante do ministério. Aliados do governo reclamam de excesso de rigor dos órgãos de investigação. A oposição pede punição dos envolvidos. Bolsas de valores ocidentais têm um dia de recuperação depois da tempestade de ontem. O governo muda regras para aumentar o número de empresas que pagam impostos no programa Super Simples. Problemas climáticos prejudicam a safra de 2011. 16 mil policiais tentam conter os protestos violentos em Londres. Veja também: as informações da seleção brasileira na véspera do amistoso com a Alemanha; a homenagem ao homem que é símbolo das conquistas do nosso futebol.  

Do "Jornal da Record":

Faxina brasileira: corrupção no Ministério do Turismo leva 35 pessoas para a cadeia. Faxina inglesa: população limpa as ruas de Londres depois de madrugada infernal. Acidente no canteiro de obras: elevador despenca e mata nove operários. Medo no restaurante: clientes são assaltados na hora do jantar. Suspense na Fazenda: boxeadora pode ser a primeira participante expulsa de um reality show. O Brasil no Pan: tênis de mesa e a esgrima esperam fazer bonito em Guadalajara.  

E do "SBT Brasil":

0800, 0300: você sabe quando essa ligação é paga? Polícia Federal faz limpa no Ministério do Turismo. Mais de 30 pessoas vão para a cadeia. Embarque imediato, mas será que está tudo pronto para a viagem? Perdidos no espaço: lixo na órbita da Terra preocupa cientistas. Prédios incendiados, lojas quebradas, arrastões em restaurantes: nossos repórteres acompanham de perto a onda de violência em Londres. Uma dúvida que está na cara: quem usa óculos parece mais inteligente? A roupa que vestiu o brasileiro nos 30 anos do SBT.

Escrito por Nelson de Sá às 20h46

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Anarquia & mídia social

Segundo a Associated Press, "Mídia social foi usada para espalhar tumultos britânicos". Aponta o sistema BlackBerry como o mais usado, por ser "popular entre os jovens, pois é grátis, compatível com multimídia e tem privacidade, se comparado com Facebook e Twitter [e com] celulares regulares", que podem ser vigiados pela polícia.

Abaixo e aqui, as capas de amanhã, nas bancas de Londres:

Escrito por Nelson de Sá às 20h32

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A foto

Nas capas de "Telegraph", "Times" e "Guardian" e dos tabloides "Sun" e "Daily Mirror", a foto de uma jovem se jogando de um prédio em chamas foi tomada por Amy Weston, fotógrafa da agência Wenn. Ela foi informada dos incêndios em Croydon e estava a caminho quando ouviu gritos:

Havia seis ou sete pessoas gritando e chorando do lado de fora, e eles pareciam morar nos apartamentos que estavam pegando fogo. Um homem de camisa branca estava gritando que uma garota estava na janela prestes a pular. Ele correu para ela, mas a polícia de choque apareceu e o segurou, e eles foram até lá no lugar dele. Assim que ela caiu, a multidão empurrou e não havia maneira de ver o que aconteceu com ela. Eu me lembro de ouvir pessoas gritando que havia mais gente no prédio. As pessoas começaram a ficar raivosas umas com as outras, com um grupo acusando o outro de ter iniciado o fogo. Havia alarmes de cilindros de gás, então eu saí. Não podia chegar ao meu carro, então tive que andar, escondendo minha câmera nas minhas roupas.

A "Time" tem toda a sequência, aqui. Para o "Guardian", a foto "entra para a história como um dos movimentos icônicos dos tumultos de Londres".

Escrito por Nelson de Sá às 13h10

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Contra as imagens

O "Guardian" informa que os conflitos em Londres, iniciados em protesto pela morte de um homem pela polícia, já "visam fotógrafos", com relatos de agressão, e as equipes dos canais de televisão Sky, ITN e CNN.

Acima, foto de Daniel Christian, da Getty Images.

No "Telegraph", a colunista Mary Riddell recusa as explicações que envolvem falta de segurança e até raça e escreve que "não é coincidência que a pior violência que Londres vê em muitas décadas acontece contra um cenário de economia global em queda livre". Andrew Sullivan concorda.

Nina Power, no "Guardian", também.

Ao lado, foto tirada no bairro de Hackney, com jovem vestindo a máscara de Guy Fawkes, personagem histórico que tentou explodir o parlamento inglês, no século 17.

 

 

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 12h26

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Juros e o lobby dos bancos

"Segundo a totalidade dos especialistas entrevistados", diz o "Valor" no texto da manchete, "o Banco Central deveria interromper o ciclo de alta de juros imediatamente e até começar a cortá-los em caso de agravamento". Destaca que o "mercado já admite corte de juros".

Mas de Genebra, também no "Valor", Assis Moreira informa que o Instituto Internacional de Finanças, "o mais influente lobby dos bancos" no dizer da Reuters, questionou as "incertezas" da política econômica, o que "ajudou a derrubar o mercado de ações do país":

Veem "pressões políticas" contra mais alta de juros e fracas soluções na área fiscal, reforçando a preferência por "instrumentos não ortodoxos", enquanto a inflação continua alta. O IIF atribui essas "suspeitas" ao fato de o BC ter adotado "tom dovish" (que designa defensores de juros mais baixos) em julho, omitindo do comunicado a expressão "suficientemente prolongado" em relação ao aperto monetário.

Armínio Fraga, do JP Morgan Chase, em entrevista a Vinicius Torres Freire, diz que a queda na Bovespa se deve a fatores como "problemas recentes de governança" na Petrobras e na Vale e os "impostos sobre investimentos", além da "natural reação de um mercado que é [ainda] líquido".

Ele critica o pacote do governo para os derivativos, dizendo que tem "sinais antimercado e pró-business", pró-empresas.

Escrito por Nelson de Sá às 11h12

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Fim de uma era no rádio

Gil Gomes, Paulo Barboza e Zé Béttio, entre outros, foram demitidos pela rádio Record na última sexta-feira, informou ontem o "Meio & Mensagem", que reproduz, do comunicado divulgado pelo grupo:

Por razões estratégicas, a emissora passa a transmitir música e informações jornalísticas. A mudança de trajetória visa atender às expectativas do mercado do rádio AM brasileiro. 

Quando a Record contratou Heródoto Barbeiro para a Record News, houve especulação de que ancoraria também uma rádio Record News.

Na coluna Mônica Bergamo, Gil Gomes diz que "foi um choque". Ele já "ligou para as rádios Tupi e Capital pedindo emprego".

Escrito por Nelson de Sá às 10h42

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Otimismo pela manhã

Neste momento, nas manchetes on-line, o "New York Times" e o "Wall Street Journal" destacam que a "corrida global de venda se reduz" e o mercado "futuro de ações sobe", mostrando "otimismo pela manhã".

Mas o "Financial Times" ressalta a "extrema volatilidade" na Europa em queda. E o "China Daily" dá manchete para a inflação chinesa, que se acelerou para 6,5% anuais em julho.

Escrito por Nelson de Sá às 09h38

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Ações em queda livre com rebaixamento dos EUA

 

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Sob o título "Queda no mercado brasileiro supera outras", o "WSJ" noticia que a Bovespa caiu quase 10% antes de se recuperar e que a presidente Dilma Rousseff pediu calma, "lembrando que o país superou a crise de 2008 melhor que a maioria". No "FT", sob o título "Aversão ao risco castiga emergentes", Jonathan Wheatley também destaca a queda da Bovespa e ouve, de um economista de banco: "Estamos vendo contaminação dos mercados externos; não tem nada a ver com a economia brasileira".

Também no "WSJ", "alguns membros do G20 [países ricos e emergentes] aumentaram o volume para uma ação conjunta visando debelar o tumulto", citando Austrália, Coreia do Sul e Brasil. E o "FT" noticia a "recepção fria" à promessa de estabilidade do G7 [só ricos] no mercado, mas registra o elogio do Banco Central do Brasil à iniciativa.

Em blog no "WSJ", a reação de Eike Batista, que "ri do tumulto", dizendo via Twitter que "navega melhor em mares turbulentos".

Em longa reportagem de Pequim, sob o título "Montadoras chinesas buscam lugar no mercado brasileiro", o "CD" relata os planos da JAC para um fábrica no país, "seguindo Chery e Lifan", com investimento de US$ 600 milhões e produção de 100 mil veículos por ano a partir de 2014.

O "FT" relata como a cervejaria japonesa Kirin se viu "presa em uma contenda familiar" ao anunciar a compra da Schinchariol.

No "CD", sob o título "Ex-chanceler toma posse no Ministério da Defesa", Celso Amorim, cuja "política externa independente elevou a presença internacional do Brasil", afirmou que uma estratégia nacional de defesa "é fundamental para o crescente status do país na arena mundial".

Escrito por Nelson de Sá às 08h56

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Bovespa despenca. Bancos perdem mais nos EUA

 

  

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h20

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Uma segunda-feira desastrosa nos mercados

Escalada do "Jornal Nacional":

8 de agosto de 2011: uma segunda-feira desastrosa nos mercados internacionais. Bolsas do mundo todo reagem mal ao rebaixamento da nota dos Estados Unidos por uma agência de classificação de risco. O presidente Barack Obama faz um discurso em defesa da economia americana e diz que não precisa de agências para saber o que deve ser feito. A presidente Dilma Rousseff diz que a agência se precipitou e que o Brasil está mais forte agora do que no fim de 2008 para enfrentar uma crise mundial. O ministro da Agricultura começa a semana sob pressão depois da demissão do principal assessor suspeito de corrupção. Desrespeito à faixa de pedestres passa a ser combatido com mais vigor. A seleção brasileira se reúne para enfrentar a Alemanha. Ronaldinho leva o Flamengo à liderança do Brasileirão.  

Do "Jornal da Record":

Mulheres e bebida no quartel: moça morre em festa na base aérea. Pai e filho no crime: os dois assaltavam postos de combustíveis. O mundo mais pobre: crise derruba bolsas nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Em São Paulo, a queda é a maior em três anos. Londres tem novo dia de quebra-quebra e prisões. Outras imagens da segunda-feira: um caminhão pendurado em viaduto; Rio de Janeiro escondido por nevoeiro; o salvamento de um filhote de baleia. Na série especial, Carlos Dornelles e as esperanças do Brasil no Pan.   

E do "SBT Brasil":

Você faz parte da nova classe média brasileira? O perfil foi divulgado pelo governo e nós acompanhamos a reação de quem representa esse novo consumidor. Herói não por acaso: cinema ajuda americanos a resgatar autoestima. Onda de vandalismo assusta Londres. Cesta básica: estamos de olho na inflação. Chega de tinta: as mulheres assumem a idade dos pés à cabeça.

Escrito por Nelson de Sá às 20h44

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China vs. EUA, em escalada de mídia

Citando Xinhua e "Diário do Povo", a Reuters relata que "a mídia chinesa culpa excessos militares dos EUA por crise". No texto, "os enormes gastos militares são os culpados pela crise que levou ao rebaixamento do rating".

Escrevendo de Pequim para a "Newsweek", Niall Ferguson, professor de Harvard, testemunha "a visão da China sobre o debate da dívida dos EUA". Em suma, "é difícil imaginar o que mais poderíamos fazer para confirmar a posição do PC chinês de que a democracia ocidental é uma forma de caos institucionalizado a ser evitada por todos os asiáticos sãos".

Em editorial recém-postado, o "Wall Street Journal", de Rupert Murdoch, pergunta "quem Pequim pensa que engana com suas repreensões arrogantes?" e diz que "viciada em dívida" é a China.

Escrito por Nelson de Sá às 13h56

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Dilma, analista de mídia

Uma semana atrás, a presidente declarou que "o governo não irá se pautar por medidas midiáticas no combate à corrupção", o que foi recebido como indicação de que não se deixaria pautar pelas denúncias da mídia.

Mas Claudio Humberto publica que ela "na verdade tem sido pautada pela imprensa porque é uma leitora compulsiva, inclusive de jornais, revistas e da internet, segundo seus assessores mais próximos", e "mantém o hábito de consumir notícias desde os tempos em que, filiada ao PDT, exercia a função de 'analista de mídia' para Leonel Brizola".

Escrito por Nelson de Sá às 11h02

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O escândalo continua?

O "WSJ" informa que os executivos da News Corp. de Rupert Murdoch, dona do próprio "WSJ", "vão tentar usar uma importante reunião do conselho, amanhã, para desviar a atenção do escândalo na unidade de jornais do Reino Unido". A empresa apresentará resultados e "analistas acreditam que os negócios de TV e cabo tiveram bom desempenho".

Mas a filha de Murdoch, Elisabeth, anunciou no final de semana que não vai mais voltar ao conselho, como era previsto, dizendo que seria "inapropriado", informaram "Guardian" e "Financial Times".

Em Nova York para investigar o "New York Post", outro tabloide de Murdoch, o repórter Nick Davies, que revelou o escândalo no "Guardian", dá entrevista ao Deadline NY e prevê a queda de James, irmão de Elisabeth, do posto de número 3 da corporação.

David Carr, no "NYT", escreve hoje sobre o "soft power" do magnata nos EUA, destacando que "uma divisão da News já caiu sob investigação duas vezes, mas nenhuma deu em nada".

E Michael Wolff, biógrafo de Murdoch, reúne na "Adweek" o que o FBI está investigando, sobre a News nos EUA:

Acusações de que uma de suas subsidiárias, News America Marketing, grampeou o sistema de computação de um concorrente, Floorgraphics, e, usando a informação, tentou extorqui-la para se vender à News; alegações de que relações que o "New York Post" manteve com oficiais da polícia de Nova York podem ter envolvido troca de favores e dinheiro por informação; e acusações de que o chefe da Fox News, Roger Ailes, buscou levar uma executiva, Judith Regan a mentir a investigadores sobre detalhes de sua relação com o chefe da polícia de Nova York, Bernie Kerik, para proteger os interesses políticos de Rudolph Giuliani.

Escrito por Nelson de Sá às 10h14

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Conversas tentam acalmar mercados nervosos

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

No "WSJ", Burton Malkiel, de Princeton, aconselha ao investidor que "não entre em pânico sobre o mercado de ações" e diz que quem "resistir vai ficar feliz por tê-lo feito". Argumenta que, para muitas multinacionais americanas, "o que acontece na China, Índia e Brasil é mais importante do que a inabilidade da Europa de arrumar a casa ou a paralisia nos EUA e no Japão".

O "senhor apocalipse" Nouriel Roubini, da NYU, escreve no "FT" sobre a "missão impossível: parar outra recessão" nos "EUA e outras economias avançadas". E, "para piorar, indicadores da indústria estão bastante reduzidos tanto nas economias emergentes como China, Índia e Brasil como em países exportadores como Alemanha e Austrália".

O "CD" noticia a repressão ao tráfico no Peru, que fortaleceu sua cooperação antidrogas com "Colômbia, Bolívia e Brasil".

No "NYT", o festival nascido em Chicago anuncia a criação do Lollapalooza Brazil em abril de 2012, dizendo que "os brasileiros têm uma história rica de celebração" e "nem dá para imaginar que alturas a festa vai alcançar".

Com as férias de verão, o "FT" destaca o turismo nas cataratas do Iguaçu e até no Pará, apesar do "conflito de terra".

Escrito por Nelson de Sá às 09h38

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Brasil e o G20 não vão vender papéis dos EUA

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 09h14

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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