Nelson de Sá

Toda Mídia

 

O mercado à beira de um ataque de nervos

Escalada do "Jornal Nacional":

O trabalhador punido no bolso: a inflação dos últimos doze meses foi a maior em seis anos. A semana termina com grandes perdas nas bolsas de valores aqui e no exterior. Os sonhos de consumo da nova classe média brasileira. Assaltos evitados pela polícia acabam com onze criminosos mortos em São Paulo e na Bahia. Criado um sistema de vigilância contra maus tratos a idosos. Na semana de volta às aulas, estudantes correm risco em transporte escolar clandestino. Depois de acidente em carro esportivo, o ator que interpreta Mr. Bean deixa o hospital. Começa uma viagem ao maior planeta do sistema solar. Entra em erupção um dos vulcões mais ativos do mundo. A seleção sub-20 de futebol vence mais uma no Mundial. A nova geração do vôlei põe gigantes nas quadras. 

E do "SBT Brasil":

Nossos repórteres foram atrás de uma iguaria que anda sumida: ovo colorido. As bolsas sobem, descem e o mercado fica à beira de um ataque de nervos. Caixa eletrônica vira alvo de bandidos e seis morrem em confronto com a polícia de São Paulo. 30 anos de SBT: que moedas circularam no país neste período? 

O blog volta na segunda-feira.

Escrito por Nelson de Sá às 21h31

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O escândalo em livros

A "Vanity Fair" saiu na frente, uma semana atrás, reunindo 20 reportagens já publicadas sobre Rupert Murdoch no e-book "O magnata chefe de Fleet Street", a rua dos jornais em Londres.

Agora o "Guardian" lança "Grampo de telefone: Como o Guardian descobriu a história", o primeiro e-book de sua nova série, Shorts. Reproduz seis anos de cobertura, boa parte dela produzida pelo repórter Nick Davies, e também análises e comentários, além do relato do editor-chefe Alan Rusbridger sobre o furo.

Escrito por Nelson de Sá às 11h33

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Na batalha das listas de ricos, mais um brasileiro

Na "primeira jogada da batalha das listas de ricos", como descreve o "Wall Street Journal", a Bloomberg destaca em sua revista de mercados os oitos "bilionários escondidos". Aqueles de que a Forbes não fala _e de que pouco se fala, em geral.

Na relação, dois alemães, dois franceses, um marroquino, um canadense e um peruano, Carlos Rodriguez-Pastor, do grupo IFH. E um mineiro, Rubens Menin Teixeira de Souza, "construtor de casas para as massas do Brasil", dono da MRV Engenharia & Participações.

A lista completa da Bloomberg, para concorrer com Forbes, deve sair em 2012.

Escrito por Nelson de Sá às 10h01

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Ações no mundo levam maior tombo em dois anos

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

O "NYT" publica que, "conforme os investidores fogem do dólar e do euro atrás de refúgio em moedas mais fortes, esses santuários começaram a mandar uma mensagem: basta". Suíça e Japão, "dependentes de comércio para os quais a valorização torna exportações não competitivas", agem para desestimular a entrada e "arriscam críticas de estarem incitando guerra cambial". Lembra que Coreia do Sul e Brasil já fazem o mesmo.

O "WSJ" publica que a "valorização de moedas atormenta economias globais", citando Japão e Suíça e o "alarme de Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Israel e África do Sul". Diz que "o governo brasileiro está entre os mais agressivos". E "enquanto isso a China mantém forte controle sobre o yuan, deixando que se valorize diante do dólar, mas não tanto diante das moedas de seus outros parceiros comerciais".

O "WSJ" anota que a economia suíça, "uma das mais fortes da Europa", começa a sofrer com a valorização do franco e, se as medidas não derem certo, pode "pisar no freio no ano que vem". Os bancos UBS e Credit Suisse creditaram ao câmbio as fortes demissões que fizeram. E a empresa química Clariant "já planeja transferir produção para áreas como Brasil e Índia".

Em blog, o "FT" posta que a Bovespa foi a maior queda de ontem. Avalia que o país, "um mercado grande e líquido em tempos normais, sempre sofre mais que outros emergentes, mas tem tido mau desempenho o ano todo". Por outro lado, o "FT" se pergunta se o corte nos juros pela Turquia, ontem, "estabelece uma tendência que outros emergentes seguirão, mudando o foco da ameaça de inflação para a de recessão".

O "CD" destaca que o banco chinês ICBC, "o maior do mundo em empréstimos", comprou 80% do argentino Standard e "planeja abrir braços no Brasil e no Peru". O "FT" também noticia, anotando que "o presidente do banco, Jiang Jianqing, voa da Argentina para o Brasil, onde tem planos de estabelecer operações".

Noticia também que as exportações da montadora Chery bateram recorde em julho e que "a empresa também expandiu suas linhas de produção estabecendo uma fábrica na cidade de Jacareí, no Brasil", que começa a operar em março de 2013.

Falando a blog do "FT", o economista brasileiro Maurício Mesquita, do Bando Interamericano de Desenvolvimento, presidido pelo colombiano Luis Alberto Moreno, defendeu que o Brasil reduza as tarifas sobre produtos importados da Colômbia a zero, como um "bom gesto" para a integração.

O "CD" registra que o ministro da Defesa do Brasil "se demite" após comentário e é "substituído pelo ex-chanceler Celso Amorim". O "WSJ" também noticia a queda do ministro "mantido do governo predecessor, de Lula", mas que, "num aceno de maior continuidade, Ms. Rousseff convidou Celso Amorim, influente ex-ministro do exterior de Mr. da Silva".

Escrito por Nelson de Sá às 08h45

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Europa detona pior dia desde a crise financeira

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h25

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Jobim fala demais, irrita Dilma e cai

Escalada do "Jornal Nacional":

Tremores nos mercados internacionais: dúvidas sobre a economia americana derrubam bolsas no mundo todo. Cai o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele não resistiu às novas declarações polêmicas sobre colegas de ministério. O calor provoca mortes nos Estados Unidos. O inverno brasileiro provoca sensação de frio abaixo de zero. Ditador da Síria autoriza criação de novos partidos. Em estradas federais de São Paulo, transportadoras driblam fiscalização no peso da carga. No Campeonato Brasileiro, Flamengo e Corinthians batem recorde de desempenho. 

E do "Jornal da Record":

Dinheiro vivo e sujo: auditores da Receita Federal são presos com mais de R$ 12 milhões. Ministro da Defesa fala demais e irrita presidente Dilma. Saída de Nelson Jobim é dada como certa. Na série Receita Perigosa, o drama de jovens que fizeram aborto com remédio proibido mais vendido do país. Susto e sorte: instrutor de asa delta e aluna sobrevivem a queda de 340 metros. Menina esquecida em perua escolar é encontrada sozinha andando pelas ruas.

Escrito por Nelson de Sá às 22h36

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EUA perderam a confiança do mundo

Na capa da "Time", "O grande rebaixamento americano", dizendo que "o Congresso se provou incapaz de resolver os problemas de dinheiro de nossa nação" e "o resultado é que nós perdemos a confiança do mundo". O acordo "feriu nossa posição no mundo". Também na capa, "Como o Tea Party sequestrou a América".

E na "Economist", com imagem de um tubarão, "Hora de um segundo mergulho?", sobre "o crescente temor de outra recessão americana". No editorial, "um acordo malfeito, temores de recessão, o perigo de estagnação: a perspectiva da América é cruel".

A "Economist" também avalia a política industrial do Brasil, dizendo que "o governo sente a dor da indústria" e "alguns empresários de sorte logo estarão pagando impostos menores", mas "certamente há espaço para mais". A revista vê o pacote como, de certa maneira, "a continuação por outros meios da 'guerra cambial' declarada pelo ministro Guido Mantega".

Escrito por Nelson de Sá às 11h40

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"Stand up" e a Tropicália

Além do longo perfil de Rafinha Bastos, que compara a cena "stand up" com a Tropicália, que também bebeu na cultura pop anglo-americana para criar um novo "estilo globalmente influente", o "New York Times" de Larry Rohter traz uma lista dos comediantes brasileiros, com Marcelo Mansfield, Marcela Leal, Danilo Gentili, Marco Luque e Diogo Portugal.

E um vídeo em que Rafinha faz piada com o McDia Feliz, "um dia em que você se entope de Big Mac, salva o mundo do câncer e morre de enfarto".

Escrito por Nelson de Sá às 09h48

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Japão e Suíça na "guerra cambial" para deter moeda

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

No destaque do "WSJ", "as crises de dívida dos EUA e da Europa mudaram as linhas de frente das guerras cambiais para o Japão e a Suíça", que agora "ecoam os reclamos sobre 'guerra cambial' do ministro da Fazenda do Brasil".

Citando a "guerra cambial" de Brasil, Japão e Suíça, o "WSJ" destaca que "alguns investidores" pedem um "acordo internacional para reduzir as tensões nos mercados cambiais globais" e até já "especulam" que ele está a caminho.

Listando Japão e Suíça e agora a "decisão chocante" da Turquia, de cortar mais os juros, o "FT" critica as "ações desarticuladas" dos bancos centrais. E especula que vem aí mais uma rodada de "relaxamento quantitativo" nos EUA, que não será bem-vinda no Brasil, "um dos maiores críticos", no Japão e na Suíça.

Em uma terceira reportagem, o "WSJ" diz que "investidores e analistas acham que o Brasil vai precisar de muito mais que controles de capital para colocar na coleira os ganhos do real".

O "NYT" entrevista o presidente da Petrobras, Jose Sergio Gabrielli, que está nos EUA e vê com otimismo o suprimentro de petróleo para as próximas duas décadas e o avanço da agenda ambiental. Na descrição do jornalista Clifford Krauss, "a Petrobras é o crescente gigante de energia do mundo em desenvolvimento, e talvez o maior exemplo da ascensão do Brasil como uma potência econômica mundial".

No "FT", a mineradora ucraniana Ferrexpo estuda investir em minério de ferro no Canadá, na Austrália e no Brasil, e já está em busca "do melhor preço e do melhor momento". Mas a mineradora britânico-australiana Rio Tinto, também concorrente da Vale, prevê queda na demanda mundial _e alta na inflação dos países produtores, reduzindo crédito e elevando salários.

O "CD" informa que a empresa chinesa de trem-bala CSR adiou a votação de acionistas sobre um plano de captação de recursos, "para dar aos investidores tempo de estudar o efeitos do acidente". Dizendo que a China "trombou com uma revolta da classe média" no episódio, coluna do "FT" observa que o acidente veio quando "autoridades já tinham feito planos ambiciosos para vender o sistema chinês para Brasil, Reino Unido e EUA".

Em artigo postado no "NYT", um empreendedor de Nova York saúda o prefeito Michael Bloomberg por entrar na corrida pela inovação em tecnologia, que estimula fábricas por "China, India, Brasil" e outros. Bloomberg quer estabelecer uma nova escola de engenharia de "classe mundial" em Nova York.

Em editorial, o "NYT" defende Hillary Clinton e cobra os cinco Brics por terem "bloqueado qualquer ação" contra a Síria, no Conselho de Segurança, deixando a "comunidade internacional paralisada".

Escrito por Nelson de Sá às 09h32

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Governo desestimula importação de autopeças

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h58

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A tensão nos mercados e o faroeste urbano

Escalada do "Jornal Nacional" de 3.8:

Tensão nos mercados internacionais: bolsas de valores despencam depois da aprovação do pacote anticalote dos Estados Unidos. A Bovespa tem a pior cotação em dois anos. O governo volta a reduzir o IPI de automóveis. O ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, vai a julgamento por corrupção e assassinato. Senadores retiram assinatura que permitiria abrir uma CPI dos Transportes. Cinco ministros darão explicação ao Congresso sobre denúncias de irregularidade. Morre no Rio de Janeiro, aos 80 anos, o ator Ítalo Rossi.  

E do "Jornal da Record":

Faroeste urbano: a caminho da escola, mãe e filho são baleados. No estacionamento do shopping, três homens são executados. Na hora do jantar, pai é morto na frente do filho. E um bairro onde os assaltos têm hora marcada. A vida embaixo d'água: chuva diminui, mas cidades paulistas ainda estão inundadas. Mercado de trabalho: manifestação pede redução de jornada e aumento de salário. Candidatos apostam em cirurgia plástica para conseguir um trabalho.

Escrito por Nelson de Sá às 00h00

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Rafinha lá

Descrevendo Rafinha Bastos como "ponta de lança da explosão de comédia" no Brasil, Larry Rohter anuncia que vai postar amanhã o perfil que fez dele, para o "New York Times" de domingo, "A mania cômica de um brasileiro: mídia social". O comediante, sublinha o ex-correspondente do jornal no Brasil, foi apontado como "a pessoa mais influente no universo do Twitter".

Rohter adianta os planos do Comedy Central para entrar no país, primeira aposta latino-americana do canal que tem Jon Stewart e Stephen Colbert como estrelas. Álvaro Paes de Barros, que prepara o negócio para a Viacom, elogia a "nova geração de humoristas ácidos, vibrantes e inteligentes". Liderada, escreve Rohter, por Rafinha.

Na foto de Lalo de Almeida, o perfilado no Comedians, o clube de "stand up" que criou com Danilo Gentili, em São Paulo.

Escrito por Nelson de Sá às 16h22

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Dilma lá

Ontem no fim do dia, Dilma deu longa entrevista à "New Yorker", para um perfil na revista. Questionado sobre o que havia achado dela, Nicholas Lemann, também diretor da faculdade de jornalismo da Universidade Columbia, descreveu como "very impressive", muito impressionante. Antes, Lemann falou com Lula, entre outros entrevistados em São Paulo, Rio e Brasília.

Via blogs de Vera Magalhães, Lauro Jardim e Ancelmo Gois.

E do blog de Ricardo Kotscho:

A nova pesquisa CNI-Ibope sobre o governo Dilma foi a campo na semana passada e deve ser divulgada nos próximos dias. Sem citar números, Carlos Augusto Montenegro confirmou que a avaliação positiva deve subir um pouco, em função da "faxina", que conta com apoio popular. Para Montenegro, Dilma manterá bons números enquanto a crise americana não chegar aqui e os resultados na economia continuarem positivos.

Escrito por Nelson de Sá às 12h00

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"Cyber war"

Na nova "Vanity Fair", com destaque para a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, mais guerra cibernética. Desta vez, nada de acusar e prender hackers adolescentes dos grupos Anonymous e LulzSec. Agora é contra o dragão cibernético, "cyber dragon", a China.

A empresa privada de segurança McAfee relatou ao governo americano "episódios de cyber espionagem" que indicariam militares chineses como origem das ações. "Todos os sinais apontam para a China", diz especialista do think tank CSIS, de Washington. Teriam sido acessados "segredos governamentais, arquivos de e-mail, contratos, esquemas de design".

Escrito por Nelson de Sá às 10h54

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Importar da China, não. Cooperar, sim

Em vez de Programa de Inovação Brasileira, como queria o marqueteiro João Santana, a nova política industrial acabou se chamando mesmo Brasil Maior. "Passa longe de um programa de inovação tecnológica", avalia Claudio Angelo, dizendo que "ajuda a enfrentar China, mas não inova", à exceção de software. Ficou para as próximas semanas a nova política de ciência e tecnologia.

Por outro lado, Sabine Righetti entrevista o presidente da Academia Chinesa de Ciências, Chunli Bai, que tem status de ministro e visita instituições de pesquisa em energia, espaço e agricultura no Brasil. Foi fechado acordo para criar um centro binacional de nanotecnologia. Diz Chunli:

É uma vantagem cooperar com o Brasil. Esse projeto tem futuro. Queremos dar mais peso a áreas estratégicas. O governo chinês está investindo muito em ciência, hoje temos 1,78% do PIB em pesquisa. 

E prossegue a escalada de marketing. O Radar posta que quatro comerciais "com cores vibrantes" lançam no próximo domingo o novo slogan do governo, "O Brasil está em boas mãos", aprovado "pela própria Dilma".

Escrito por Nelson de Sá às 09h30

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Acordo fecha crise. E novos temores atingem mercado

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Sob o título "Brasil age para impulsionar produtos locais", o "WSJ" noticia que, enfrentando o "efeito da moeda valorizada sobre a indústria do país", o governo anunciou menos imposto, mais crédito e um programa de compras que favorece produtos brasileiros sobre importados. Já a coluna de mercados criticou o "cheiro de protecionismo" do programa "Buy Brazil".

Sob o título "Brasil reforça luta contra importações", o "FT" noticia que as medidas são contra "importações da Ásia" e ressalta, além do corte de impostos, mais controle alfandegário e ações antidumping. Anota que as medidas vêm "apenas uma semana após a introdução de regras rigorosas para controle da moeda".

"Precisamos proteger nossa economia, nossas forças produtivas e nossos empregos", destacaram os jornais, do discurso de Dilma.

Em texto de um dos correspondentes, o "FT" publica que o "Brasil desfruta de sucesso em meio à 'insanidade' global", referência à declaração de Dilma sobre a "incapacidade política do mundo desenvolvido". Agora "o desafio é administrar seu sucesso".

O site do "FT" anota que, embora sem o "desespero chinês por matérias-primas", também a Índia começa a investir mais na América Latina, citando estudos do Council of the Americas e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O "CD" relata a negociação, no Conselho de Segurança, de uma resolução sobre a Síria, "com propostas de Brasil e outros, no que vários embaixadores qualificam como passo positivo".

O chanceler Antonio Patriota disse que negocia a resolução com Índia e África do Sul. Os três também estudam enviar uma delegação para conversas com as autoridades sírias.

Escrito por Nelson de Sá às 08h06

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Pacote reduz em R$ 24,5 bi tributos sobre indústria

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 07h46

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Medidas para estimular a indústria brasileira

Escalada do "Jornal Nacional":

O governo abre mão de mais de R$ 24 bilhões em impostos e reduz o custo de contratação de empregados. Nossos repórteres mostram a repercussão das medidas para estimular a indústria brasileira. Primeiro, denúncias de fraudes nas escalas de trabalho. Agora é o descaso com os cidadãos doentes. São os novos flagrantes no Hospital Regional de Sorocaba. A oposição consegue assinaturas para uma CPI dos Transportes. Em discurso no Senado, o ex-ministro Alfredo Nascimento reclama da falta de apoio da presidente Dilma. A queda de um avião da FAB mata oito pessoas no Sul do Brasil. Santa Catarina: frio do inverno tem novo registro de neve em São Joaquim. As chuvas deixam centenas de famílias desabrigadas em São Paulo e no Paraná. Na Arábia Saudita, a construtora da família Bin Laden vai erguer a maior torre do mundo. Clientes de plano de saúde terão mais direitos no ano que vem. 

E do "Jornal da Record":

Tempestade de inveja: chuva fecha as Cataratas do Iguaçu e alaga cidades paulistas. Corrupção federal: agentes da PF escondiam na cueca propina que recebiam de contrabandistas. Oposição consegue assinaturas para abrir a CPI dos Transportes. Obama assina acordo e evita calote americano. Família acusa jogador de matar a namorada em São Paulo. Bomba vitaminada: na série especial, os perigos dos suplementos alimentares. Proibido estacionar: o jeitinho que um prefeito encontrou para punir motorista infrator.

Escrito por Nelson de Sá às 21h23

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E-consumidor, classe C

"Classe C já responde por 46,5% dos e-consumidores", informa o TI Inside. Segundo a consultoria e-bit, no fim do primeiro trimestre, dos cerca de 10,7 milhões de e-consumidores brasileiros, 5 milhões possuíam renda familiar igual ou inferior a R$ 3 mil. Diz um diretor da e-bit:

O crescimento da baixa renda no e-commerce é relevante e deve continuar em evidência para os próximos anos. Esse consumidor chega ao novo canal já adquirindo produtos de alto valor agregado, como eletrodomésticos, eletrônicos e artigos de informática.

Escrito por Nelson de Sá às 15h14

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O papel continua

Sob o título "Entre americanos afluentes, mídia impressa está no topo", o AdAge destaca pesquisa Ipsos Mendelsohn feita junto aos 20% da população com renda familiar anual de US$ 100 mil ou mais.

Os meios tradicionais seguem na preferência. Sobre os leitores de jornais: 86% leem em papel, 39% em computadores e 14% em celulares.

PS - Mais no blog de Fernando Rodrigues, aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 10h41

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De São Paulo para o Rio

Mônica Bergamo informou que "o próximo correspondente do 'New York Times' no Brasil, Simon Romero, deverá se instalar no Rio". Copa e Olimpíada "influenciaram na decisão do jornal".

Escrito por Nelson de Sá às 09h04

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Xinhua lá

Como noticiado pelo "New York Times" e pelo "Wall Street Journal", bem como pela Associated Press e pela Reuters, a Xinhua chegou ontem ao Times Square, em Nova York. A Agência de Notícias Nova China, tradução do nome, ocupa o espaço antes reservado ao HSBC.

A agência estatal acaba de fechar contrato para estabelecer seu escritório perto dali, no topo de um edifício na Broadway, próxima à Reuters.

O cartaz poderá trazer, no futuro, manchetes. "A entrada no Times Square sinaliza uma nova era, em que eles querem se tornar um ator global", diz um professor da Universidade da Califórnia, ao "WSJ". "A China está percebendo que, na arena global, soft power é tão importante quanto hard power."

"Eu nunca poderia imaginar que um dia veria nossa tela no Times Square, ao lado da publicidade da americana Coca-Cola, da japonesa Toshiba e da coreana Hyundai", diz o turista chinês Deng Li, segundo a Xinhua.

Escrito por Nelson de Sá às 08h19

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EUA aprovam acordo. China repensa reserva em dólar

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

O "CD" publica no artigo "Começou a debacle do deficit dos EUA" que, mesmo com acordo, "a polarização política e econômica crescente vai piorar as coisas". E, "como nações estrangeiras financiam metade do deficit orçamentário com títulos do Tesouro, uma corrida para a saída não pode ser descartada inteiramente, embora seja improvável". Aconselha que "é prudente que as maiores potências emergentes continuem a diversificação gradual e um movimento maior na direção de investimentos alternativos, ao lado dos títulos dos EUA". Argumenta que "riscos serão mais diversificados numa economia mundial multipolar".

Por "CD", "FT" e "NYT", o banco britânico HSBC anuncia o corte de 30 mil empregos, iniciando "revolução brutal". Credit Suisse e os americanos Goldman Sachs e Morgan Stanley também reduzem funcionários. "Apesar da retração nos países desenvolvidos, o HSBC planeja seguir contratando na Ásia e no Brasil", diz o "NYT". O "FT" anota que o resultado melhor que o esperado, no primeiro semestre, se deveu aos "principais mercados emergentes".

Por "WSJ", "FT" e "NYT", a cervejaria japonesa Kirin fechou a compra da Schincariol, para "obter uma sólida plataforma no Brasil, a maior economia na América Latina". No valor anunciado de R$ 3,95 bilhões ou US$ 2,5 bilhões, "é a segunda maior aquisição japonesa já realizada na América Latina".

Falando ao "FT", em Londres, o presidente da Petrobras, Jose Sergio Gabrielli, prevê um crescimento da produção de petróleo, no Brasil, no mesmo ritmo dos primeiros dez anos do Mar do Norte. Diz que, dependendo da "velocidade das outras", a Petrobras pode se tornar a maior produtora do mundo em 2020.

Escrito por Nelson de Sá às 07h30

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Nova política industrial desonera e prioriza nacional

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 07h02

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Republicanos aprovam pacote anunciado por Obama

Escalada do "Jornal Nacional":

Uma segunda-feira difícil nas bolsas de valores. O mercado financeiro reage ao acordo para evitar que os Estados Unidos deem um calote. Os deputados aprovam pacote anunciado ontem por Barack Obama. Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência por causa da repressão violenta na Síria. O presidente da Venezuela reaparece depois da quimioterapia contra o câncer. Em Cuba, sinais de mudança: aprovada a volta da propriedade privada, mais de 50 anos depois da revolução. O Santos recusa R$ 100 milhões por Neymar. Cientistas anunciam que encontraram oxigênio no espaço. A prisão de um maníaco revela uma lista impressionante de crimes. 

Do "Jornal da Record":

Fardas manchadas: 30 PMs ligados ao crime são expulsos. Bandidos vestidos de policiais saqueiam hospital. Passageiros em perigo: em São Paulo, ônibus desgovernado invade loja. Em trens superlotados, pessoas são pisoteadas. Montanha de fogo: lavas de vulcão assustam italianos. Receita perigosa: coquetel para emagrecer que vicia e pode matar. 

E do "SBT Brasil":

China, o país do futebol: o Corinthians abre o olho para o melhor mercado consumidor do planeta. Carro popular, você ainda vai ter o seu se souber financiar. Mais um escândalo sacode Brasília e o ministro da Agricultura desabafa. Dia D: Estados Unidos sabem hoje se país vai dar calote da dívida. Acredite se quiser: tem turista indo a Pernambuco ver corrida de galinha. Terra estrangeira: a reação dos músicos que tocaram pela primeira vez fora do Brasil. A contagem regressiva começou: SBT 30 anos.

Escrito por Nelson de Sá às 21h21

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Na China, blecaute de mídia

O "New York Times" relata o "blecaute de mídia na China depois do acidente" com o trem-bala. Na sexta, o departamento de propaganda do Partido Comunista enviou a ordem, o que forçou editores de jornais a derrubar páginas inteiras de sábado, "trocando reportagens e análises sobre o acidente que matou 40 por quadrinhos e textos sobre outros assuntos".

O diretor do centro de jornalismo e mídia da Universidade de Hong Kong, Qiang Gang, abriu o sábado saudando a cobertura realizada ao longo da semana, mais crítica que o habital, inclusive na agência Xinhua e no "Diário do Povo", do próprio PC, quando "o tempo virou".

É o que relata o próprio centro em Hong Kong, reproduzindo páginas inteiras que foram derrubadas na última hora, por exemplo, com o editorial "O único caminho para reconstruir a confiança do público é procurar a verdade", abaixo:

Para mostrar que a imprensa chinesa apresenta "variedade e profissionalismo" quando não sofre censura, o site também reproduz páginas dos dias anteriores por toda a China, com cobertura crítica do acidente do dia 23.

Escrito por Nelson de Sá às 14h20

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Al Jazeera lá

Passados quinze anos de sua criação e cinco do canal em inglês, a Al Jazeera chegou a Nova York. Desde a meia-noite, informa o Huffington Post, o canal de notícias do Qatar, que oferece cobertura muito diversa para as guerras no Oriente Médio, está no 92 do serviço de cabo Time Warner.

A operadora só cedeu depois dos apoios expressos nos últimos meses pela democrata Hillary Clinton e pelo republicano John McCain _apoios só viabilizados depois da cobertura favorável do canal aos ataques na Líbia.

Antes, chegaram a ser atacadas por mísseis americanos as sucursais da Al Jazeera em Cabul, no início da invasão do Afeganistão, e em Bagdá, no início da invasão do Iraque, matando o jornalista Tareq Ayyoub.

No Brasil, o serviço de cabo Net, do mexicano Carlos Slim em associação com a Globo, e o serviço de satélite Sky, do americano John Malone também em associação com a Globo, seguem sem permitir acesso à Al Jazeera.

Escrito por Nelson de Sá às 11h18

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Escândalo, fase 2

Os advogados do "New York Post", de Rupert Murdoch, notificaram os funcionários do tabloide que eles devem "preservar e manter documentos" sobre grampos de telefone, devido às investigações em andamento nos EUA, informou o blog de Jim Romenesko.

"O pior pesadelo de Murdoch se torna realidade", ironiza o Adweek, anunciando que o repórter inglês Nick Davies, que persistiu e acabou revelando o escândalo do "News of the World", desembarca hoje em Nova York.

E Frank Rich defende "olhar deste lado do Atlântico" para o "colosso de mídia que corrompeu o Reino Unido". Citando os políticos que contrata e os acordos milionários que fecha para calar ex-funcionários, inclusive o atual editor-chefe do "Washington Post", avisa que será um caminho difícil e longo.

Ele recorda na "New York" suas experiências com a corporação de Murdoch, como jornalista iniciante no próprio "Post" e depois como alvo da Fox News, o que levou às "mais explicitamente violentas ameaças anti-semitas" que enfrentou na carreira. Diz que o problema maior é que o império, em suma:

Intimida e silencia políticos, reguladores, concorrentes, jornalistas e até cidadãos comuns para maximizar seus lucros e seu poder.

Para registro, "o pior pesadelo de Murdoch se torna realidade", ironiza o Adweek, anunciando que o repórter Nick Davies, que perseguiu e revelou o escândalo do "News of the World", desembarca hoje em Nova York, para uma semana de investigação.

Escrito por Nelson de Sá às 10h08

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Campanha permanente

Parte de um painel sobre programas de parlamentares em rádio e TV, publiquei análise na Ilustrada sobre a estratégia de campanha permanente, importada dos EUA, que mantém deputados o tempo todo no ar.

Escrito por Nelson de Sá às 09h32

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A descoberta do mundo (e da internet)

Na longa reportagem "A descoberta do mundo", que publiquei no caderno Ilustríssima, os principais think tanks brasileiros, Ipea, FGV e Cebri, anunciam esforços para melhorar a comunicação direta, via internet, e conseguir maior voz no debate público sobre política externa.

O modelo vem dos centros de pensamento americanos, como Brookings e, sobretudo, Council on Foreign Relations.

Escrito por Nelson de Sá às 09h22

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Líderes concordam sobre acordo para dívida

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Em artigo de Zhang Youwen, da Academia de Ciências Sociais de Xangai, o "CD" defende um modelo de "regionalismo aberto" para o desenvolvimento chinês e asiático, "respeitando os interesses de outros na Ásia e dando boas-vindas ao engajamento de membros não-asiáticos dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)".

Sob o título "GIC prefere China, Coreia e Brasil", o serviço premium do "FT" destaca que o fundo soberano de Cingapura "disse que está transferindo mais aplicações dos mercados desenvolvidos para" os emergentes citados e "avisa que o ambiente de investimento é desafiador".

Em longa reportagem, o "WSJ" aponta a "Grande mudança [sea change] no mapa do risco global", com a crise da dívida nos EUA e na Europa. Identifica "alterações fundamentais nos mercados globais de títulos", com investidores agora vendo "México e Brasil como menos arriscados do que europeus que foram seus colonizadores, Espanha e Portugal". E diz que "o debate sobre o teto da dívida empurrou o seguro contra calote de títulos do Tesouro dos EUA _há muito tempo o principal investimento de 'risco zero'_ acima do brasileiro".

Sob o título "O presidente se rende", Paul Krugman escreve no "NYT" que "muitos vão dizer que o desastre foi evitado, mas estarão errados". E que o acordo que evitou o calote da dívida "é em si mesmo um desastre", piorando o problema do deficit. Pior, "ao demonstrar que a extorsão funciona, leva a América para o caminho de república das bananas".

Por outro lado, o blog Alphaville avisa, no "FT": "Não subestime o risco inflacionário nos mercados emergentes". Citando os preços na China e o câmbio no Brasil, diz que o foco nas crises de dívida de EUA e Europa tira a atenção do desafio, que seria até "mais sério".

O "FT" também traz a resposta da diretora-gerente do FMI, a francesa Christine Lagarde, aos alertas de favorecimento aos credores privados europeus na crise da dívida grega, lançados pelo representante do Brasil no Fundo, Paulo Nogueira Batista. Ela "rejeitou tais sugestões", dizendo: "Quando leio essa história de que será 'um teste para ver o quanto ela é europeia', penso que não é essa a questão. Eu sei que há histórias graciosas sendo contadas aqui e ali. Bobagem."

O "WSJ" reporta que o "Big Oil" europeu, grandes petroleiras como BP, Total e Repsol, enfrentam queda de produção. Sublinha que a BG foi "a única a registrar maior produção, prosperando com as recentes descobertas na região 'quente' do mar do Brasil". E que uma alternativa para reverter a queda de produção são os "acordos entre gigantes privadas e estatais emergentes como Petrobras, do Brasil, Rosneft, da Rússia, e CNPC, da China".

E o "FT" noticia que a Petrobras quer "quase triplicar" a produção de etanol até 2015, elevando sua participação no mercado interno de 5% para 12% e ampliando a competição no setor, que neste ano tem sido alvo de "empresas estrangeiras como Shell e BP".

Em editorial, o "CD" defende os alertas contra o fumo que começam a ser introduzidos no país, dando como modelo as imagens usadas no Brasil, "as mais atemorizantes no mundo" e que "estão funcionando".

Escrito por Nelson de Sá às 08h02

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Partidos se acertam e Obama anuncia

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 07h44

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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