Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Com emprego, nordestinos voltam para casa

Escalada do "Jornal Nacional":

O emprego mais perto de casa: cai o número de brasileiros que deixam suas cidades para buscar trabalho em outra região. Denúncias de corrupção voltam a derrubar funcionários do Ministério dos Transportes; diretor do Dnit não resiste às suspeitas de tráfico de influência. Mais de 30 países reconhecem os rebeldes como governo legítimo da Líbia. Um vulcão desperta depois de 20 anos na Indonésia. Obama apela de novo aos oposicionistas para que autorizem o aumento no limite de endividamento americano. O venezuelano Hugo Chávez anuncia que voltará a Cuba para sessões de quimioterapia. Nossos repórteres mostram o início dos Jogos Mundiais Militares, no Rio. O que os números revelam sobre a participação dos brasileiros na Copa América. O reencontro casual de dois irmãos depois de meio século. Você vai conhecer as atrações da noite extra do Rock in Rio. 

E do "Jornal da Record":

Trânsito que mata: neblina provoca choque entre ônibus no Rio de Janeiro; em São Paulo, defeito no banco faz motorista perder o controle e bater em dois motociclistas. Na série Perigo nas Ruas, uma professora que recusou uma paquera foi atropelada e perdeu o movimento das pernas. Desespero americano: Barak Obama cobra do Congresso um plano para evitar o calote. Terra natal: cresce o número de nordestinos que voltam para casa. 

O blog volta na segunda.

Escrito por Nelson de Sá às 21h11

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Caiu mais um

Como antecipado, saiu também Les Hinton, "publisher" do "Wall Street Journal", presidente da Dow Jones e ex-presidente da News International, que tinha o "News of the World" sob sua responsabilidade.

Informação do AllThingsD e do próprio "WSJ", ambos da corporação de Rupert Murdoch, que soltou nota lembrando sua trajetória ao lado de Hinton, ao longo de 52 anos. Em carta aos funcionários da Dow Jones, Hinton diz ser "um dia profundamente, profundamente triste para mim".

Na Slate, Jack Shafer se pergunta se o próximo sacrifício do magnata será seu filho e herdeiro, James.

Escrito por Nelson de Sá às 17h45

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Lá e cá

O cabo-de-guerra entre Obama e os republicanos prossegue hoje, para alarme da China, das agências de risco e de Paul Krugman.

Em encontro com petistas e peemedebistas, informa o blog de Ilimar Franco, "Dilma comparou sua situação com a do presidente americano, lembrou que o Congresso aprovou sua proposta de salário mínimo, sem a qual não poderia fazer o ajuste fiscal, enquanto Obama não tem apoio parlamentar para ampliar o limite de endividamento público":

E previu uma grave crise.

Escrito por Nelson de Sá às 12h47

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As desculpas de Rupert Murdoch

Rupert Murdoch se encontrou com os pais de Milly Dowler, a garota de 13 anos que, sequestrada e morta, teve suas mensagens invadidas e apagadas por jornalistas do "News of the World". Segundo o advogado da família, o magnata fez "um completo e sincero pedido de desculpas".

Entrevistado pela AP, o repórter Nick Davies, do "Guardian", avisa que vem "mais por aí", nesta "grande história sobre o abuso de poder". E relata:

Quando eu escrevi a história sobre Mily Dowler, enviei um e-mail para o meu editor dizendo que eu achava que era a história mais importante até então. Mas eu não previa a extensão do impacto emocional

Murdoch veicula no fim de semana, nos jornais londrinos, o anúncio abaixo, com um pedido formal de desculpas:

Escrito por Nelson de Sá às 11h46

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Lula vs. imprensa

Do ex-presidente da República, ontem, segundo Cristiane Agostine:

Eu tô ficando invocado. Faz seis meses que eu saí, mas eles não saem do meu pé. Primeiro disseram que há diferenças entre mim e Dilma, que somos diferentes. Não precisa ser um especialista para saber que ela é diferente de mim. Falaram que divergimos. Eu já disse que, se houver divergência, é ela quem estará certa. Não há divergências. Depois, quando tirei uma foto com senadores, disseram que ela era fraca. Ela pode ter todos os defeitos do mundo, menos ser fraca. Ninguém que passa três anos na cadeia, sendo barbaramente torturada e é eleita presidente pode ser fraca. Inventaram também que ela é diferente nas coisas que faz, que eu falava muito. É que eu competia com o que eles falavam e o povo acreditava em mim. Chegaram a dizer que eu deixei uma herança maldita. A primeira é o pré-sal. Tem o Prouni, o PAC 2. Quem sabe é o Minha Casa, Minha Vida 2? O dado concreto é que eles não perceberam que as coisas mudaram no Brasil.

Diz que a população hoje se informa "de múltiplas formas" e não só por "aqueles que achavam que formavam a opinião pública". Mais aqui e aqui.

Não por coincidência, entrou no ar hoje o site do Instituto Cidadania, com vídeo de apresentação do ex-presidente da República:

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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Caiu mais um, no império. E outro entra na mira

Questionada até nas palavras cruzadas da edição final do "News of the World", a executiva Rebekah Brooks, que comandava hoje a News International, subsidiária britânica da News Corp., e editava o tabloide em 2002, quando começaram os grampos, renunciou, informam "Guardian" e outros.

A queda de Brooks veio depois que "o segundo maior acionista da News Corp. depois de Rupert Murdoch", o "príncipe" e bilionário saudita Alwaleed bin Talal, declarou ontem à noite ao "Newsnight", da BBC, que "é claro que ela tem que sair, pode apostar que ela tem que sair".

Dizendo que sai porque "as liberdades de imprensa que valorizamos tanto estão em risco", ela diz em carta que não sabia dos "problemas". E declara "profundo senso de responsabilidade pelas pessoas que machucamos".

O alvo, na hierarquia do império de Rupert Murdoch, passa a ser Les Hinton, perfilado no "New York Times". Ele comandou a mesma News International de 1995 a 2007 e hoje é "publisher" do "Wall Street Journal".

Escrito por Nelson de Sá às 10h17

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China questiona EUA por dívida e QE3

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Na manchete do "CD", o anúncio pelo banco central americano de que pode fazer uma terceira rodada de relaxamento quantitativo (QE3), "imprimindo mais dinheiro", "ameaça segurança cambial da China" e "pode forçar economias emergentes, como China, Brasil e Índia, a pagar mais pela importação de commodities, exacerbando ainda mais seus problemas inflacionários." Segundo Lu Zhengwei, economista-chefe do Industrial Bank, "seria uma notícia muito ruim para os emergentes", estimulado mais entrada de capital.

De Ribeirão Preto e Londres, o "FT" reporta que os campos de cana do Brasil "sinalizam choque do açúcar", com menor produção.

A operadora americana de mercados futuros ICE comprou parte da brasileira Cetip e "prepara lançamento de um mercado de energia, tentando desafiar o domínio da BM&FBovespa", informa o "FT". E "cresce o interesse em ações da Brasil Foods depois da aprovação da fusão" pelo Cade.

Artigo no "CD" sugere seguir Coreia do Sul, Índia e Brasil e aceitar dupla nacionalidade, como forma de facilitar a atração e retenção de "talentos".

No "NYT", a conferência da Comissão Internacional sobre Caça a Baleias mostrou divisão. O Brasil propôs, ao lado da Argentina, a criação de um Santuário de Baleias do Atlântico Sul e pediu votação. Japão, Noruega e Islândia, países que defendem a prática, se retiraram do encontro, apoiados por alguns países africanos e caribenhos.

O crítico Jon Pareles, do "NYT", saúda a "chance rara" de ver um show de Tom Zé em Nova York, na terça.

Escrito por Nelson de Sá às 09h04

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Governo ameaça e usineiros do Centro-Sul cedem

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 08h46

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O que aconteceu com a égua que caiu do caminhão

Escalada do "Jornal Nacional":

A empresa proprietária do avião acidentado no Recife afirma que ele passou por manutenção especial até o último domingo. O fabricante dos motores teria mandado representantes para acompanhar o trabalho. As primeiras análises de peritos indicam que as mortes foram provocadas pela queda, não pelas explosões. A Justiça Federal determina: o dinheiro desviado do Forum Trabalhista de São Paulo nos anos 90 tem que ser devolvido aos cofres públicos. São R$ 55 milhões. Jornais britânicos que grampearam telefones ilegalmente tem um brasileiro entre as possíveis vítimas. O roubo de um bebê é esclarecido em menos de 24 horas em Alagoas. Cresce a tensão com o risco de calotes das dívidas dos Estados Unidos. Juros altíssimos aumentam o perigo de uso do cheque especial. O ataque da seleção desencanta e classifica o Brasil para a próxima fase da Copa América. O lixo que vira material de construção: entulho de demolições usado em novas obras de grande porte. O lixo que ajuda doentes: roupas sem uso movimentam mercado que beneficia pacientes de Aids. Um mês depois do acidente, você vai saber o que aconteceu com a égua que caiu de um caminhão em Brasília. 

Do "Jornal da Record":

Contabilidade do crime: tráfico faz pagamento de auxílio-doença e benefícios às viúvas de criminosos. Flagrante da violência: o arrastão que assustou clientes em restaurante; a agressão a um motorista de ônibus durante assalto; e o roubo de um bebê dentro da maternidade. PRB pede que o Ministério Público investigue Ricardo Teixeira. Na série Perigo nas Ruas, a história do bombeiro que foi atropelado enquanto atendia uma vítima. 

E do "SBT Brasil":

Uma luz no fim do túnel: remédio pode ajudar na prevenção da Aids. Mistério na cidade maravilhosa: onde foi parar Ivonete? Uma grande jogada: motel convoca torcida do Grêmio e do Inter. Uma grande bolada: governo vai pagar de uma só vez o que deve aos aposentados. Harry Potter no Brasil: o bruxo está solto. O dia em que os aposentados americanos dançaram.

Escrito por Nelson de Sá às 21h43

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A metástase

Associated Press, Reuters e o "Wall Street Journal", do próprio Rupert Murdoch, informam que o FBI abriu investigação nos EUA sobre a tentativa de invasão das mensagens de familiares das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, por jornalistas do "News of the World".

A tentativa foi noticiada pelo tabloide "Daily Mirror" e levou membros dos partidos Democrata e Republicano a cobrarem investigação nos EUA.

Murdoch deu entrevista ao mesmo "WSJ", postada há pouco, em que "defende vigorosamente" a maneira como a News Corp. conduziu o caso, mas diz que vai estabelecer uma comissão independente para "todas as acusações de conduta imprópria".

Ele admite "minor mistakes", erros menores. 

Escrito por Nelson de Sá às 16h47

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Chineses nos portões

Marli Olmos reporta de Pequim que, nos próximos dias, São Paulo passa a ser a sede latino-americana do canal em espanhol da gigante chinesa CCTV. Mas os programas em português ainda não têm data para estrear.

A CCTV domina [a televisão chinesa], com mais de dez canais, divididos por área, como noticiário, cultura, variedades, gastronomia, telenovelas e esportes. A audiência é de causar inveja: 1 bilhão.

A agência Xinhua, também estatal, abre sucursal na cidade até o fim do ano e já "procura jornalistas para seu serviço em português".

Nos dois casos, o objetivo é reforçar a cobertura de economia e futebol.

Escrito por Nelson de Sá às 11h56

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O império trincou

O magnata Rupert Murdoch está na capa da edição britânica da "Economist", "Um império em xeque". Na capa para o resto do mundo, "À beira do precipício", sobre a Itália, que torna "crise do euro muito pior".

Mais Rupert Murdoch na capa da americana "Time", pela terceira vez, "Escândalo!", e também da nova "Bloomberg BusinessWeek", "A bagunça de Murdoch".

 

 

 

Escrito por Nelson de Sá às 10h53

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Grampos chegam ao caso Jean Charles

Na manchete on-line do "Telegraph" e na submanchete do "Guardian", neste momento, com fotos de Jean Charles, "Família Menezes teme ter sido alvo" dos grampos do "News of the World" e dos vazamentos da polícia ao tabloide.

Investigadores do escândalo informaram o primo do brasileiro assassinado em 2005, pela própria polícia, que seu número de telefone foi encontrado nas anotações de um detetive particular contratado pelo tabloide.

Em carta ao primeiro-ministro, a família pede investigação, por acreditar que a polícia pode ter vazado informações aos tabloides para escapar da responsabilidade pela morte de Jean Charles.

Na edição de hoje, publico análise da "metástase" do escândalo pelo império de Rupert Murdoch, que ameaça chegar aos EUA.

Hoje, um republicano de Nova York, presidente da Comissão para Segurança Interna da Câmara, se somou aos senadores democratas que cobram investigação do grupo, informa o site Politico.

Escrito por Nelson de Sá às 10h01

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Murdoch perde apoio e tira oferta pela BSkyB

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

O "CD" noticia que o Conselho de Segurança da ONU criticou os ataques às embaixadas americana e francesa na Síria. Mas que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os Brics, se opuseram a uma resolução proposta por países europeus condenando o governo sírio.

O Conselho também recomendou à Assembleia Geral que aprove, ainda hoje, o Sudão do Sul como membro da ONU. Em destaque no "CD", os representantes da África do Sul e do Brasil _o chanceler Antonio Patriota_ elogiam os líderes sudaneses do Norte e do Sul pelas negociações que levaram à criação do novo país.

"WSJ" e "FT" noticiam que o regulador antitruste do país, o Cade, aprovou a Brasil Foods "com restrições". E o "FT" ecoa as críticas da mídia brasileira e do mercado aos esforços do BNDES de criar empresas "campeãs nacionais".

O "WSJ" informa que a Unica, lobby do setor brasileiro de açúcar e etanol, reduziu a previsão de safra de cana para 2011/12 no Sudeste.

O "FT" posta que o banco RBS decidiu reduzir as aplicações em títulos públicos no Brasil, transferindo para Peru e Colômbia.

O "NYT" destaca a vitória que levou a seleção americana à final do mundial de futebol feminino, em campanha que a "nação vidrada" na TV. E registra que a seleção masculina do Brasil vence e avança na Copa América.

Escrito por Nelson de Sá às 09h31

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BRF perde ativos e marcas, mas é aprovada

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 09h09

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Em Pernambuco, avião cai e mata 16

Escalada do "Jornal Nacional":

Uma tragédia no início da manhã em Pernambuco: um avião com 16 pessoas cai e explode perto da praia de Boa Viagem. Não há sobreviventes. No interior de São Paulo, o choque de um ônibus com um caminhão deixa 8 mortos. Autorizada a fusão das empresas Perdigão e Sadia. Uma agência de classificação de risco piora ainda mais a nota da Grécia. Outra avisa que vai reavaliar a dos Estados Unidos. Jovens católicos entram em confronto com a polícia na Irlanda do Norte. Os salários sobem, e empregados domésticos brasileiros viram patrões de outros empregados domésticos. O jogador de vôlei de praia Pedro Solberg é suspenso por causa de doping. A seleção brasileira tenta a primeira vitória na Copa América. 

E do "Jornal da Record":

Tragédia no Recife: piloto percebe pane, não consegue pousar avião e na queda 16 pessoas morrem. Atentados em série matam na Índia. Feira do tráfico: nossos repórteres descobrem comércio de drogas no meio da rua. Polícia é avisada e recebida a tiros. Estatuto da Criança faz 21 anos, mas menores entram cada vez mais cedo no crime. Na série Perigo nas Ruas, a capital brasileira do atropelamento. São duas mortes por dia.

Escrito por Nelson de Sá às 20h53

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EUA e o Brasil global

Com a manchete "Abrindo espaço para o Brasil", o site do Council on Foreign Relations, "think tank" de política externa mais influente nos EUA, destacou ontem e hoje seu novo relatório, "Brasil Global e os laços EUA-Brasil". David Rothkopf, ex-governo Clinton e membro da força-tarefa que elaborou o documento, diz que seu país deve abraçar a "oportunidade para transformar a relação de forma a refletir o papel do Brasil como potência mundial".

Rothkopf também trata da "mudança tectônica nas relações EUA-Brasil" reconhecida pelo relatório na "Foreign Policy" _onde proclamou Celso Amorim, há dois anos, "O melhor ministro de relações exteriores do mundo".

O CFR linka análises de Luigi Einaudi, da Universidade de Defesa Nacional, do Departamento de Defesa, sobre a "necessidade de engajamento estratégico" com o Brasil; de Julia Sweig, do próprio CFR, sobre o "novo ator global", na "Foreign Affairs"; e do brasileiro Matias Spektor, da FGV-Rio, sobre a "necessidade de colaboração" entre os dois países, na "Americas Quarterly".

Escrito por Nelson de Sá às 11h48

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Deu no "New York Times"

Mônica Bergamo informa que Simon Romero, correspondente do "New York Times" na Venezuela, vai substituir Alexei Barrionuevo como correspondente no Brasil. Nascido no Novo México, é casado com uma brasileira e trabalhou antes no país, onde montou as sucursais da Bloomberg em Brasília e Rio.

A passagem do correspondente anterior foi marcada por um caso de plágio, investigado e punido por Jill Abramson, a nova editora-chefe do "NYT". E Barrionuevo evitou noticiar, na crise entre EUA e Brasil após o acordo buscado no Irã, a carta enviada antes por Obama a Lula, estimulando a iniciativa.

Escrito por Nelson de Sá às 11h04

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Rupert Murdoch admite derrota

Na manchete on-line do "Guardian" agora pela manhã, com foto de Rupert Murdoch, "News Corp. abandona oferta por BSkyB".

E na do "New York Times", "Em retirada, Murdoch desiste de tomada de TV", após pressão dos três maiores partidos no Parlamento:

E um senador democrata cobrou investigação também nos EUA, por causa das denúncias de propina a policiais ingleses, prática proibida por lei americana, e tentativa de grampo de vítimas dos ataques de 11 de setembro em Nova York.

Escrito por Nelson de Sá às 10h54

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Até na China, "hot money" pressiona câmbio

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Ainda ecoando texto que postou de dois gerentes do "hedge fund" londrino Marshall Wace, o "FT" publica reportagem de uma página com a chamada de capa "Os limites do lulismo", assinada de Lauro de Freitas, perto de Salvador, mas concentrada no suposto risco de crise de crédito. Ouve Tony Volpon, do banco Nomura, que não vê bolha, mas diz que os consumidores estão "esticados" e aponta a dependência das commodities no "modelo Lula", e Armínio Fraga, do JP Morgan Chase, que cobra investimento, opinião endossada pelo correspondente. "O modelo Lula está incompleto. Nós não investimos o bastante para crescer rápido, então estamos batendo em algumas lombadas." E o debate continua, aqui.

"WSJ" e "FT" noticiam o "colapso" da fusão com o Pão de Açúcar e a "derrota" do Carrefour _que ainda recorre a seus bons resultados no Brasil para contrapor à deterioração na Europa.

O "NYT" segue na exaltação da vitória da seleção feminina sobre o Brasil, perfilando a goleira Hope Solo e dizendo que a equipe quer deixar legado próprio, saindo da sombra da seleção de Mia Hamm e outras, campeã em 99.

O "CD" destaca a apresentação do argentino Conca pelo Guangzhou Evergrande, "a maior contratação da nação", ele que vai receber US& milhões na Super Liga chinesa.

Escrito por Nelson de Sá às 09h28

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Pão de Açúcar desiste, mas BTG ainda quer negócio

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 09h04

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Como os amigos ganham dinheiro com a CBF

Escalada do "Jornal Nacional":

O novo ministro dos Transportes defende mudança nas regras para a contratação de obras. O diretor afastado do DNIT vai ao Congresso; ele nega envolvimento em suspeitas de superfaturamento e evita fazer ataques ao governo. Sete pessoas desaparecem num naufrágio no Amapá. O Ministério Público denuncia três pessoas pelo acidente com o voo da TAM que matou 199 pessoas em São Paulo. O BNDES recua e anuncia que não financiará a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour. A Previdência cumpre ordens da Justiça e anuncia aumento nos benefícios de 100 mil pessoas. A guerra entre operadoras de telefonia oferece vantagens para os clientes. Japoneses criam um aparelhinho capaz de examinar o sistema digestivo ao ser engolido. Copa América: mistério na escalação do Brasil que irá enfrentar o Equador; a precisão de Messi classifica a Argentina para a próxima fase. 

E do "Jornal da Record":

Choque entre trens deixa dezenas de feridos. Menores em fuga matam duas pessoas em acidente. Um deles também morre, mas bebê que foi arremessado do carro sobrevive. Como os amigos de Ricardo Teixeira ganham dinheiro com a CBF. Carona irregular: padres viajam em avião para acompanhar posse de arcebispo. Na série Perigos da Rua, a dor de quem perde um filho atropelado.

Escrito por Nelson de Sá às 21h14

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A grande derrota de Rupert Murdoch

O Partido Conservador abandona Rupert Murdoch. Laura Kuenssberg, correspondente de política da BBC, acaba de tuitar que o "Governo vai apoiar a moção do Partido Trabalhista amanhã" e o Parlamento vai aprovar o veto à compra da operadora de satélite BSkyB pela News Corp. [Mais no "Guardian".]

A corporação perdeu US$ 7 bilhões em valor de mercado, com fuga de investidores, informa a Bloomberg. E anunciou "dramática" recompra de ações para conter a queda, destaca o "Financial Times".

Por outro lado, Roger Cohen escreve "Em defesa de Murdoch" na edição de hoje do "New York Times", sem negar os crimes, mas argumentando que "ele tem sido bom para os jornais ao longo de várias décadas, mantendo-os vivos e vigorosos, barulhentos e relevantes".

Escrito por Nelson de Sá às 12h04

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Dilma e o fim de semana

Do senador Blairo Maggi a Jorge Bastos Moreno, sobre reunião com os ministros Ideli Salvatti e Gilberto Carvalho:

A pergunta que deixei foi: o procedimento do governo daqui para frente vai ser este? Os ministros ficam reféns do noticiário de fim de semana. Basta um jornal, uma revista ou uma emissora de TV botar uma denúncia sem provas para condenar uma pessoa? Ou muda o tratamento ou todo fim de semana tem gente do governo sendo demitido.  

De um líder de partido da base governista, a Lauro Jardim:

A imprensa está conseguindo dominar o governo.

Escrito por Nelson de Sá às 11h40

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A Globo cai

E "a Globo encerrou o primeiro semestre perdendo público no país", informa Keila Jimenez, hoje no jornal:

Segundo o PNT (Painel Nacional de Televisão) do Ibope, a Globo marcou, de janeiro a junho de 2006, média/dia de 23,3 pontos. No primeiro semestre deste ano, registrou 17,6 pontos: queda de 24%... A Record passou de 5 pontos (2006) para 7,2 (2011). Cresceu 44%.

Escrito por Nelson de Sá às 11h02

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Pequim critica operações dos EUA no mar da China

 

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

O "WSJ" destaca a queda do real após novas medidas do governo, mas "a tendência de longo prazo ainda é de valorização", segundo estrategistas de aplicação. E o "FT" publica que, depois da moeda brasileira, também o won vem sofrendo valorização na Coreia do Sul, que priorizou enfrentar a inflação.  

O "CD" destaca o salto de mais de 100% nas exportações da chinesa Chery, um quarto do crescimento devido às vendas ao Brasil. O "NYT" informa que a Starbucks se reorganizou globalmente para "maximizar suas oportunidades em mercados de crescimento como China, Brasil e Índia". E o "FT" reporta que a demanda já causa alta nos preços dos armazéns em São Paulo.

"FT" e "WSJ" noticiam a desistência da Vale em comprar a mineradora sul-africana Metorex, disputada com a chinesa Jinchuan. O "WSJ" publica a recusa da fusão Pão de Açúcar/Carrefour pelo grupo francês Casino. E o "CD" registra o adiamento do trem-bala no Brasil.

Saudando o primeiro encontro de ministros de Saúde dos Brics, realizado na segunda-feira em Pequim, o vice-primeiro ministro chinês se comprometeu a aprofundar a cooperação do grupo em medicina, diz o "CD". O jornal estatal anota que militares de EUA, Brasil e outros iniciaram operações de treinamento para "missões de paz", no Chile.

"NYT" e "WSJ" celebram a vitória dos EUA sobre o Brasil, no mundial feminino de futebol, dizendo que a arrancada para o gol no minuto final foi algo "muito americano" e "um marco para o futebol" do país. Análises destacadas nos dois jornais criticam brasileiras por simulação.

Escrito por Nelson de Sá às 10h26

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De Grandis denuncia ex-diretora da Anac

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 10h02

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O risco de calote planetário dos EUA

Escalada do "Jornal Nacional":

Nos Estados Unidos, o presidente Obama quer evitar que o país dê um calote planetário em seus credores. Sinais de alerta na economia: no Brasil, desde 2002 o volume de dívidas em atraso não crescia tanto quanto no primeiro semestre; na Europa, agora é a Itália que preocupa o mercado financeiro. Surgem denúncias de desvio de dinheiro que deveriam socorrer as vítimas das enchentes da região serrana do Rio. O escândalo dos grampos atinge mais um jornal de tradição na Grã-Bretanha; até o ex-primeiro-ministro pode ter sido vítima. Nas águas do rio Volga, russos procuram sobreviventes num dos piores naufrágios da sua história. A Argentina tenta evitar outro vexame em casa com uma partida decisiva da Copa América. E fracassa mais uma tentativa de tirar do papel o trem-bala Rio-São Paulo. 

E do "Jornal da Record":

Violência no asfalto: ladrões matam chefe de cozinha para levar moto; homem é espancado por causa de um telefone celular. Na reportagem especial, as pessoas atropeladas no país. Acidente a 150 quilômetros por hora: fiança de R$ 300 mil livra empresário da cadeia. Ricardo Teixeira debocha dos críticos, mas denúncias de corrupção na CBF podem virar CPI.

Escrito por Nelson de Sá às 20h58

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Prossegue o cerco a Rupert Murdoch

No noticiário do dia, o "Independent" publicou que o "News of the World" pagou policiais por dados sobre a realeza e o "Evening Standard" publicou que policiais da rainha Elizabeth venderam dados ao tabloide. E o príncipe Charles foi alertado de que também foi grampeado, destaca o "Guardian".

A BBC acrescenta que outro jornal da News Corp., "Sunday Times", acessou telefonemas e documentos do ex-primeiro-ministro Gordon Brown.

Ao fundo, o líder liberal-democrata Nick Clegg, da coalizão de governo no Reino Unido, pediu a Rupert Murdoch que desista da compra do serviço de satélite BSkyB. Foi após se encontrar hoje com os pais de Milly Dowler, a garota de 13 anos que, assassinada, teve suas mensagens grampeadas pelo tabloide.

Aqui, ao vivo, o debate no Parlamento britânico.

Por outro lado, na própria News Corp. a responsabilidade pelo caso está recaindo sobre Les Hinton, hoje publisher do "Wall Street Journal", "desviando a culpa de James Murdoch e Rebekah Brooks", diz o "Financial Times".

Escrito por Nelson de Sá às 12h02

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Publicidade brasileira sob domínio francês

M&M e Propmark fecharam a semana noticiando que o francês Publicis Groupe deve pagar até US$ 120 milhões por 70% da DPZ. Em 2010, já havia comprado 49% da Talent por US$ 110 milhões. Com ambas, avalia Adonis Alonso:

O Publicis passa a ser o maior conglomerado de comunicação publicitária do país em faturamento. 

PS 18h - O grupo francês anunciou hoje que fechou o negócio.

Escrito por Nelson de Sá às 11h20

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Prisa e o ímã do Brasil

Em entrevista a Raul Juste Lores e Sylvia Colombo, o espanhol Juan Luis Cebrián, do "El País", diz que "até agora nenhuma das marcas tradicionais da imprensa escrita foi capaz de migrar para as operações virtuais com sucesso" _e que "Google, Facebook, estes são nossos competidores reais".

Hoje presidente do grupo Prisa, ele veio ao Brasil para encontros sobre a editora Santillana/Moderna, também do grupo, e para negociar a produção de conteúdo para televisão:

O Brasil é hoje um um ímã que atrai todos. Acabou a piada sobre o país do futuro. Hoje se vê o Brasil como um dos motores do século 21.

Para cobrir dívidas do grupo espanhol, em 2010 o controle do Prisa foi adquirido por investidores americanos. Em 2009, para financiar o crescimento na América Latina, também foi vendida parte da Santillana.

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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Obama e republicanos voltam à estaca zero

Para as edições, NYT, CD, WSJ e FT. Para os sites, NYT, CD, WSJ e FT.

Por "NYT" e "WSJ", a queda do ministro dos Transportes "dá à nova líder no Brasil a chance de limpar a casa", mas também faz sentir a "pressão de uma coalizão indisciplinada".

No "WSJ", a guerra cambial está de volta, com a entrevista de Guido Mantega e as medidas dos bancos centrais de Israel, Coreia do Sul, Taiwan e Filipinas para enfraquecer suas moedas. Analistas dizem que o fim do afrouxamento monetário nos EUA deve ajudar, mas também que moedas mais fortes podem ser algo permanente para países que se tornaram mais ricos, como o Brasil.

Para o "WSJ", fim da tarifa sobre etanol de cana nos EUA "chega em hora ruim para o Brazil". Já para o "FT", a mudança "pode ser o catalizador que levará a indústria de biocombustíveis do Brasil a sair das fazendas familiares endividadas para ser o eixo de energia alternativa do mundo". E a Shell, com sua subsidiária Raízen, já quer elevar produção para "focar na exportação aos EUA".

Também no "FT", pesquisa indica a América do Sul, sobretudo Brasil, e a África como os mercados mais atraentes para investimentos em infraestrutura portuária, depois do boom na Ásia, sobretudo China, na última década.

No "CD", o brasileiro Marcos Fava Neves escreve sobre as "relações inter-organizacionais", entre empresas, na era de menor "integração vertical" e maior terceirização.

No "NYT" e no "WSJ", destaque para a jogadora Abby Wambach, que salvou os EUA no último minuto da prorrogação e levou a seleção feminina à vitória sobre o Brasil.

Escrito por Nelson de Sá às 09h28

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Denúncias na Copa, na Serra, na Petrobras

 

Para as edições, FSP/índice, VE/índice, OG e ESP. Para os sites, FSP, VEOG e ESP.

Escrito por Nelson de Sá às 09h14

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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