Nelson de Sá

Toda Mídia

 

Uma troca de cargos no governo

Escalada do "Jornal Nacional":

A presidente Dilma promove uma troca de cargos no governo. A ministra da Pesca vira ministra de Relações Institucionais. O ministro de Relações Institucionais vira ministro da Pesca. A Itália chama de volta seu embaixador depois da libertação de Battisti. A Justiça manda libertar os bombeiros presos há uma semana no Rio. Recém-nascido é abandonado ao relento no frio de Curitiba. Os voos começam a se normalizar nos aeroportos depois dos cancelamentos provocados pelo vulcão chileno. Rock in Rio 2011 ganha uma noite a mais de show. Depois de três anos de reformas, o público de São Paulo recebe de volta seu Teatro Municipal. Milhões de doses contra a gripe A perdem a validade. Duas famílias brasileiras fazem uma descoberta perturbadora. Quanto elas gastam por mês em impostos escondidos nos preços. 

E do "Jornal da Record":

Herói por acidente: nossos repórteres localizam o passageiro do ônibus que acenou para o maquinista e evitou a tragédia. Fim da prisão: Justiça manda soltar os mais de 400 bombeiros que protestavam contra baixos salários. Instinto animal: cachorra escuta choro e salva bebê abandonado pela mãe em noite gelada. Rebeldia da natureza: tempestade provoca apagão em Belo Horizonte e morte no Rio. Em Porto Alegre, cinzas do vulcão chileno cancelam 90% dos voos. Troca-troca no governo: Luiz Sérgio vira ministro da Pesca e Ideli Salvatti vai para a articulação política. Na série paz e amor, você vai conhecer a ilha que é o paraíso dos pernilongos. Aprenda a se proteger das pragas urbanas. 

O blog volta na segunda.

Escrito por Nelson de Sá às 22h24

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Brasil e a guerra do século 21

Um ano atrás, "os maiores especialistas em segurança de software do mundo entraram em pânico com a descoberta de um vírus de computador radicalmente diferente e mais sofisticado do que qualquer coisa que já tinham visto", relatou a "Vanity Fair" de abril.

Era o Stuxnet, cuja tarefa, descobriu-se afinal, era atacar o programa nuclear iraniano. No vaticínio da revista, "Stuxnet é a nova face da guerra do século 21: invisível, anônimo e devastador".

E o Brasil já ergue suas defesas. Bruno Lupion informa que as Forças Armadas abrem no segundo semestre o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), com cem oficiais, em Brasília.

O coronel Luis Cláudio Gomes Gonçalves destaca o Stuxnet como exemplo de arma cibernética a enfrentar e diz que o CDCiber vai coordenar os programas já existentes das três armas. E terá um simulador de guerra cibernética, um laboratório de análise de artefatos maliciosos e um centro de tratamento de incidentes:

O mundo mudou, hoje uma equipe de dez pessoas mal-intecionadas, com grande conhecimento, pode fazer estragos enormes.

Nos EUA, o Pentágono divulga este mês seu primeiro plano de estratégia cibernética, informa o "Wall Street Journal". Já concluiu que um ataque "pode constituir ato de guerra", permitindo "retaliação com força militar" .

A sabotagem do Stuxnet no Irã e ataques aos próprios sistemas do Pentágono e da indústria de armamentos Lockheed Martin "deram nova urgência ao esforço para desenvolver estratégia mais formalizada".

Escrito por Nelson de Sá às 11h34

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Huffington Post passa "New York Times"

Com 35,5 milhões de visitantes únicos, o Huffington Post, criado há cinco anos, ultrapassou em maio o site do "New York Times", que ficou em 33,59 milhões. Os números da ComScore foram postados no Twitter e confirmados por BusinessInsider, Atlantic e Forbes, entre outros.

A perda da liderança entre os sites de notícias em inglês acontece depois de o "NYT" ter iniciado o acesso pago no final de março. A corrida estava entre o HuffPost e o londrino Mail Online, este linkado pelo Drudge Report.

O "NYT" reagiu dizendo que "é importante os leitores entenderem que o tráfego do HuffPost reflete agora o tráfego do AOL News, pois o domínio AOLNews.com redireciona para o HuffingtonPost.com". Em maio, mais de 30% dos redirecionamentos foram do AOL News.

Ecoando a reação do "NYT", o site Poynter alerta para não confundir visitantes únicos com "page views". Por outro lado, em abril, quando foi sentido o primeiro impacto do acesso pago, o "NYT" declarou que "mantivemos nossa posição em termos de visitantes únicos, o que é importante e nos deixa satisfeitos".

Escrito por Nelson de Sá às 09h38

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Dois dias de apagão em São Paulo

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Escrito por Nelson de Sá às 09h09

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Lagarde, em campanha, deixa China "satisfeita"

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h47

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Governo italiano recorre contra Supremo em Haia

Escalada do "Jornal Nacional" de 9.6:

O governo italiano decide ir ao tribunal internacional de Haia. É o recurso contra a decisão do Supremo brasileiro de libertar Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália. O Banco Central muda de posição e obriga os bancos a substituir notas manchadas que saírem de caixas eletrônicos. Vulcão chileno volta a provocar o cancelamento de voos na América do Sul. Em estado de calamidade, Roraima enfrenta desabastecimento por causa das cheias. Um ônibus despenca sobre a linha férrea e acaba atingido pelo trem em São Paulo. O governo boliviano decide legalizar carros que entraram no país como contrabando. Entre eles, veículos roubados no Brasil. Um dos países mais ricos do mundo se compromete a garantir o acesso universal a tratamento contra Aids. Na final da Copa do Brasil, o Vasco da Gama conquista o título num grande jogo em Curitiba. 

E do "Jornal da Record":

Depois da queda, o choque. Ônibus cai de viaduto e é arrastado por trem. Exclusivo: maquinista que evitou a tragédia faz uma revelação surpreendente. Ele disse não ter visto o ônibus. Leva e traz: quadrilha de classe média saía do Brasil com cocaína e voltava com ecstasy da Europa. Castigos cruéis: no México, traficante pendura rival em ponte. No Paquistão, suspeito de roubo implora para não morrer. Vitórias da sociedade: cai o projeto de lei que poderia beneficiar corruptos. Quem saca notas manchadas de rosa já pode trocar o dinheiro na hora. Na série pragas urbanas, um bicho asqueroso que vive escondido em frestas. Vascaínos comemoram com os jogadores a conquista da Copa do Brasil e a ida para a Libertadores.

Escrito por Nelson de Sá às 01h50

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"Dilma's Dilma"

Com a foto ao lado _e a legenda reproduzida no título acima_ a nova "Economist" já publica a queda de Palocci, "um revés para Ms. Rousseff". Descreve a escolha de Gleisi Hoffman como "arrojada, mas arriscada", dizendo que, "diferente de Palocci, que tinha laços com Lula, Ms. Hoffman só deve lealdade à própria presidente".

Cita Edward Amadeo, ex-governo FHC, hoje no JP Morgan Chase, para quem, "sem Palocci para conter os esquerdistas do PT, ela pode se dispersar da macroeconomia direta-e-reta". Ao que contrapõe a revista: "Mas os mercados reagiram calmamente".

O "Financial Times" publica que é "um golpe sério para a presidente e para a confiança do investidor em seu governo". Ouve Christopher Garman, do grupo Eurasia, para quem "isso mostra as vulnerabilidades de seu perfil tecnocrático, ela estava ignorando a classe política".

Mas o mesmo "FT" já posta hoje que "os investidores se mostraram imperturbados pela renúncia de Palocci, visto como o membro mais ortodoxo do governo". E "muitos analistas aplaudiram a troca por Hoffman, vista como gerente mão-na-massa à maneira de Rousseff".

O site da "Forbes" dá no título, com ironia, que a partir de agora as "Mulheres mandam no palácio presidencial".

O "Wall Street Journal" publicou que a saída "enfraquece a capacidade para avançar sua agenda num Congresso cada vez mais hostil".

Mas o mesmo "WSJ" já posta que "a reação do mercado foi muda", embora "alguns analistas expressem preocupação com a austeridade", citando UBS e Eurasia, que veem risco de gastos para agradar ao Congresso. De todo modo, diz o banco, "avaliamos que Palocci tinha influência muito limitada na dia-a-dia da política econômica".

O "New York Times" acrescenta que a saída "lança dúvida sobre a nova presidente". E ouve do cientista político David Fleischer, da UnB, que "ela vai ter que retrabalhar a relação com o Congresso, envolver-se mais na negociação com os parlamentares, o que será um desafio".

Escrito por Nelson de Sá às 13h39

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Público pequeno

O público de "Quebrando o Tabu", do diretor publicitário Fernando Andrade, irmão do produtor, Luciano Huck, não passou de 3.570 pessoas até ontem. "Apesar do alvoroço, ainda não se animou muito para assistir o documentário com FHC", aponta Lauro Jardim.

Do ex-presidente, falando à BBC Brasil para o lançamento do filme, que defende a legalização das drogas:

Eu acreditava que, com a repressão, seria possível diminuir. Não diminuiu. Eu aprendi. As pessoas mudam quando aprendem. 

O aprendizado coincidiu com a reunião de FHC e dos ex-presidentes Ernesto Zedillo (México) e Cesar Gaviria (Colômbia) pelo investidor George Soros, maior financiador democrata, no início de uma campanha para liberar a maconha na Califórnia _em referendo que acabou recusando a proposta no final do ano passado.

Em tempo, também apoio o novo FHC, na proposta. Abaixo, o trailer:

Escrito por Nelson de Sá às 11h22

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"Agora É Tarde"

O cerco à nova geração "stand up" de comediantes prossegue, estimulada antes pelo alcance que estabeleceram do que pelo conteúdo grosseiro de algumas piadas, mas o "talk show" de Danilo Gentili já tem data de estreia na Band, o próximo dia 29.

Escrito por Nelson de Sá às 10h21

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A bela e o marketing

Em telefonema, "Dilma disse a Lula que não podia mais manter Palocci diante do desgaste que estava provocando", noticia a Folha.

E Renata Lo Prete informa que "há quem enxergue na escolha de Gleisi Hoffman uma participação especial de João Santana, que esteve com Dilma há uma semana". O marqueteiro "já havia detectado prejuízo à popularidade da presidente".

Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, em declaração ao UOL, a escolha de Gleisi não passa de "marketing".

Por outro lado, "desde a transição Gleisi era a opção de Dilma" para a Casa Civil, informa Raymundo Costa no "Valor". Na época, Lula "sugeriu a ela que o melhor seria contar com Palocci, enquanto Gleisi ganharia experiência no Senado".

Com Gleisi, o ministério da presidente soma agora dez mulheres.

Escrito por Nelson de Sá às 09h34

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Gleisi já era a preferida de Dilma. Lula apoia

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h54

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Arábia Saudita perde e Opep não eleva produção

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Escrito por Nelson de Sá às 08h27

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Na maior cidade do país, 20 horas sem energia

Escalada do "Jornal Nacional":

Troca de ministros em Brasília. A nova chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, diz que terá como referência a atuação de Dilma Rousseff como ministra. Ela nega que seja um "trator" no relacionamento com políticos. Antonio Palocci declara que deixa o governo para preservar o diálogo e reafirma que agiu dentro da lei. A presidente Dilma manifesta tristeza com a saída do amigo. Ministros do Supremo Tribunal Federal decidem o futuro do italiano Cesare Battisti. Banco Mundial prevê crescimento menor da economia internacional em 2011. Ciclone deixa milhares de moradores sem luz em São Paulo. 

E do "Jornal da Record":

Na maior cidade do país, mais de 20 horas sem energia elétrica. Semáforos apagados, prejuízo no comércio e moradores aflitos. Horror dentro de casa: babá agride e gira criança até ela ficar tonta. Tinta do crime: aposentada saca dinheiro manchado de rosa e notas ficam retidas no banco. Polícia prende quadrilha que roubava relógios de luxo. Decisão do Supremo: Cesare Battisti vai ficar no Brasil. Estilo Dilma: nova chefe da Casa Civil diz que é uma gerente firme, mas vai trabalhar em harmonia com o Congresso. Ela e o marido formam o primeiro casal de ministros da República. Fúria animal: ataque de elefantes mata e provoca destruição na Índia. Na série pragas urbanas, a luta de uma cidade para acabar com os pombos.

Escrito por Nelson de Sá às 20h58

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"NYT" se volta para o futuro digital

A nova editora-chefe do "New York Times", Jill Abramson, indicada no final da semana, declarou ao Poynter que completar a transição digital "é provavelmente o desafio mais importante que tenho pela frente".

Ela defende a diversidade na redação, com uma mulher no comando e um negro, Dean Baquet, como segundo. Diz ser "importante pelo mundo que cobrimos, que é diverso" e, sem jornalistas que o reflitam, "perdem-se aspectos importantes". Mas o foco é a integração papel/digital:

Vou chefiar o "Times" num período desafiador, quando estamos fazendo a transição de um mundo dominado pelo papel para um mundo dominado por notícias que chegam digitalmente. 

Ao Huffington Post, declarou ver sua tarefa como "agarrar o futuro e ajudar a tomar as decisões certas para chegar lá". Como segunda de Bill Keller, que segue como editor até agosto, chegou a se licenciar das funções cotidianas para se dedicar à face digital do jornal.

Keller entregou o cargo logo após saírem os primeiros resultados do acesso pago, com "números encorajadores", no dizer do publisher Arthur Sulzberger Jr. "Não quero deixar meu sucessor no meio de uma crise", argumentou Keller, segundo a "New York".

Oito anos atrás, ele assumiu a edição em meio a duas crises históricas do "NYT", envolvendo as reportagens de Judith Miller, que levou o jornal a bancar a existência de armas de destruição e a invasão do Iraque, e de Jayson Blair, por plágio.

A indicação de Jill Abramson foi elogiada pela crítica de mídia lembrando, em parte, a forma com que tratou em 2008 de outro episódio de plágio, este do correspondente do jornal no Brasil, Alexei Barrionuevo, que copiou dois parágrafos do "Miami Herald".

Escrito por Nelson de Sá às 12h46

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No Peru, "eu sou brasileiro"

Em análise hoje, escrevo sobre o avanço do marketing político brasileiro pela América Latina, iniciado há duas décadas, com a redemocratização.

Na campanha vitoriosa de Ollanta Humala no Peru, as inserções da dupla petista Luis Favre e Valdemir Garreta, da FX Comunicações, usaram de fundo o hino de torcida "Grito de Guerra", de Nelson Biasoli, mas sem os versos "eu sou brasileiro/ com muito orgulho/ com muito amor":

Outro, aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 10h01

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Na Casa Civil, "a Dilma da Dilma", não de Lula

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 09h17

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Fed recusa mais estímulo monetário à economia

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 08h41

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24 dias de pressão

Escalada do "Jornal Nacional" de 7.6:

24 dias de pressão. E a crise política aberta com denúncias sobre o patrimônio leva Antonio Palocci a pedir demissão. A saída ocorre mesmo depois de a Procuradoria Geral da República arquivar pedido de investigação do caso. A senadora Gleisi Hoffmann é a nova ministra-chefe da Casa Civil. A queda no preço do álcool diminui a inflação em maio. O JN no Ar voa para uma das áreas mais tensas do Pará depois de uma série de assassinatos nas últimas semanas. Encerradas as buscas de corpos das vítimas do voo 447 da Air France. As cinzas de um vulcão chileno prejudicam a aviação e chegam ao Brasil.

E do "Jornal da Record":

A primeira grande baixa do governo Dilma. O ministro Antonio Palocci pede demissão e a senadora Gleisi Hoffmann assume a Casa Civil. Exclusivo: a feira do rolo. Não adianta senha, nem bloqueio. Celulares roubados são vendidos livremente nas ruas de São Paulo. Pela primeira vez neste ano, inflação fica abaixo de 0,5%. Cinzas no ar. Fumaça de vulcão chileno chega ao Brasil e cancela dezenas de voos. Mais um escândalo no comando da CBF. Jornal norueguês acusa Ricardo Teixeira de participar da venda ilegal de ingressos para a Copa. Na série sobre pragas urbanas, um inimigo oculto, pequeno, mas que em bando é capaz de destruir uma casa inteira, o cupim.

Escrito por Nelson de Sá às 08h33

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Concorrência no cabo?

Na última semana, a agência de telecomunicações, Anatel, aprovou a abertura do mercado de operadoras de TV a cabo para as teles.

E hoje Keila Jimenez informa que a Fox Latin America decidiu dobrar o número de funcionários no país para quase cem e contratou "headhunter" para buscar executivos, tendo como "maior alvo" a Globosat. "Vários diretores da programadora já receberam propostas".

A subsidiária da News Corp. de Rupert Murdoch já distribui 12 canais no país e planeja outros, a começar do Fox Sports, que poderia ocupar o lugar do Band Sports, que nega a venda.

Ao fundo, Ricardo Feltrin informou que a cobertura do Pan do México, em outubro, terá Ana Paula Padrão, Heródoto Barbeiro e outros, com 12 horas diárias no canal Record News e oito na Record. "Nem Globo e nem sua 'cria' SporTV terão acesso ao Pan."

Escrito por Nelson de Sá às 12h00

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América Latina e o fim da velha tríade

Vladimir Safatle, professor de filosofia, escreve hoje sobre a eleição "paradigmática" de Ollanta Humala no Peru, uma "vitória do lulismo":

A direita latino-americana é uma espécie de movimento que sempre volta ao mesmo lugar. Contra uma candidatura que julga desfavorável aos "mercados", a velha tríade empresários/igreja/setores hegemônicos da mídia se dispôs a sustentar qualquer um. 

No caso, a representente de um governo anterior marcado por "violações brutais contra os direitos humanos, golpe de estado e esterilização forçada de 250 mil indígenas".

Mas a eleição marcou uma divisão na tríade. O direitista moderado Alejandro Toledo apoiou Humala. E o escritor Mario Vargas Llosa, no dia da eleição, abandonou o tradicional "El Comércio", do grupo que controla a maior rede de TV, pelo "La Republica", que apoiou Humala.

A própria ascensão do "La Republica", com revelações e pesquisas próprias, mudou a democracia peruana. Como já saudou a "Economist", também na Colômbia cresceu a diversidade, com o "El Espectador" voltando às bancas em contraponto ao tradicional "El Tiempo".

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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Procuradoria não vê indício de crime e arquiva

 

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Escrito por Nelson de Sá às 09h44

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EUA agora cobram controle sobre derivativos

 

 

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Escrito por Nelson de Sá às 09h20

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Imagem de Dilma fora do país depende da economia

Publico hoje no jornal uma análise com o título acima, comparando Dilma e Obama, ambos tidos inicialmente como reservados demais, até tímidos, em contraste com Lula e Bill Clinton.

Vou procurar seguir a linha da "news analysis" anglo-americana, dialogando com entrevistados, no caso, o economista Jim O'Neill, criador da narrativa Bric, o sociólogo argentino Juan Gabriel Tokatlian, da Universidad Di Tella, e o marqueteiro João Santana. Deste último:

A imagem de Dilma no exterior vai depender muito da imagem que o Brasil firme no curto prazo para o mundo. Mas, seguramente, ela tem um perfil muito apropriado para expressar a nova fisionomia que o Brasil vem formando, de um país social e tecnologicamente antenado. Uma coisa é certa: em termos de imagem, não terá, jamais, a incompletude de uma Bachelet, nem o coquetismo tresloucado de uma Cristina. Tampouco será uma Thatcher dos trópicos.

Escrito por Nelson de Sá às 09h10

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Aos navegantes 2

Já estou de volta. As minhas tarefas no jornal, agora, incluem a produção de análises e reportagens de imagem/mídia. O blog pode passar por algumas mudanças, com o tempo, mas mantém o mesmo perfil.

Escrito por Nelson de Sá às 08h30

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Nelson de Sá Nelson de Sá é articulista da Folha de S.Paulo.
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