Jornalismo "sci-fi"
A novidade em tecnologia de mídia, este ano na cobertura presidencial nos EUA, é o "video wall" de "multi-touch" usado pela CNN, já com previsão de cópia por aqui. O site é alvo hoje do site 23/6, com uma paródia "mashup" entre a afetação tecnológica do jornalismo americano e o filme "Contatos Imediatos de Terceiro Grau".
A coluna e o blog voltam na segunda-feira.
Escrito por Nelson de Sá às 10h13
A China recorre a Japão e Taiwan
"China Daily" e "Hindu" seguem com as tragédias nacionais. O primeiro com a estimativa de 50 mil mortos pelo terremoto na China e relatos mais chocantes sobre o resgate. O segundo com a investigação do ataque terrorista que matou 63 na Índia, agora sob ameaça de novos atentados, enviada ontem por e-mail aos jornais indianos, com vídeo.
Escrito por Nelson de Sá às 09h53
Gays e lésbicas na primeira página
"NYT", "WSJ" e "WP" abrem com a decisão judicial na Califórnia que derrubou o veto aos "casamentos de mesmo sexo". Os dois primeiros dedicam maior atenção, com o liberal "NYT" dizendo que ainda é "só o segundo Estado" americano a tornar constitucionais as uniões e com o conservador "WSJ" sublinhando que a decisão "reacende o debate".
Na foto do "NYT", supostamente, dois gays comemoram. Na do "WP", duas lésbicas. Na do "WSJ", duas senhoras se abraçam, sob o cartaz "A vida parece diferente quando você é casado".

Na campanha presidencial, "NYT" e "WP" sublinham que George W. Bush criticou o democrata Barack Obama, em Israel, e que o republicano John McCain quer os soldados fora do Iraque em 2013.
O "WSJ" revela que as relações entre a Líbia, que vive um boom econômico, e os EUA voltam a esfriar cinco anos depois da reaproximação. O ditador Muamar Khadafi enviou carta a George W. Bush ameaçando distanciamento e cobrando os incentivos políticos e financeiros que o presidente americano teria prometido.
Escrito por Nelson de Sá às 09h17
"Menos burocracia", mas também "mais rigor"
Nas manchetes, o novo ministro do Meio Ambiente quer mudar a legislação de licenciamento, por "mais rigor nas grandes obras e menos burocracia", segundo a Folha. "Globo" e "Estado" comemoram que Carlos Minc quer "agilizar", com "menos burocracia e procedimentos inúteis" na liberação de obras.

A Folha noticia _e o UOL dá em manchete nesta manhã_ que o tribunal de contas vê irregularidades em contratos da Alstom em São Paulo. "Num deles, o Metrô restaurou em 2007 um contrato de 1992 para comprar trens por R$ 500 milhões." E o "Estado" destaca que o "PT defende CPI sobre contratos da Alstom com estatal paulista", no caso, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, que fechou contratos de R$ 33 milhões com a empresa francesa.

No enunciado de primeira página da Folha, para o levantamento do Ipea de Márcio Pochman, "pobres pagam mais imposto". Para o "Globo", "impostos agravam desigualdade".
Escrito por Nelson de Sá às 08h15
Do Comando Sul
No topo das buscas de Brasil no Yahoo e nos sites de "New York Times" e "Washington Post", ontem, o texto "EUA reasseguram Brasil sobre frota e águas territoriais", de Raymond Colitt, da Reuters. Foi uma entrevista em Brasília do chefe do Comando Sul dos EUA, quanto ao restabelecimento da Quarta Frota, voltada à América Latina _e "foco de preocupação" por aqui, como admite o almirante americano. Diz que os EUA vão respeitar as 200 milhas, onde estão as novas reservas de petróleo do Brasil, e que a Quarta Frota tem propósitos "principalmente" pacíficos.

Começa hoje no Peru a cúpula de países de Europa e América Latina, mas temas como inflação dos alimentos e pobreza "podem ser postos de lado" pelas notícias sobre o conteúdo dos computadores das Farc, ressaltou a americana Associated Press.
As evidências de oferta de armas do venezuelano Hugo Chávez ao grupo colombiano estavam na primeira página do "Washington Post", na edição de ontem. E à noite ganharam destaque de Globo e outras, por aqui.

Sites como o australiano "The Age" deram ontem a reportagem "Encontro dos Brics busca transformar força econômica em poder", da Bloomberg. Os Brics "estão falando em formar uma aliança política" na reunião de seus chanceleres na Rússia, com "agenda de assuntos não-econômicos como armas e o combate ao terrorismo".
De lá, para a Agência Brasil, Celso Amorim falou em "reunião de caráter histórico", que prova que "a geografia mundial está mudando".
Leia aqui a íntegra da coluna "Toda Mídia" de hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 07h53
"Está em jogo na Amazônia o futuro do Brasil"
O editor para as Américas do serviço mundial da BBC, Américo Martins, e o enviado Fergus Nichol entrevistam o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, coordenador do Plano Amazônia Sustentável. Respondendo em inglês, em vários audiocasts e posts, ele evita comentar a saída de Marina Silva, mas afirma, sublinhando que "o que está em jogo na Amazônia é o futuro do Brasil":
_ Eu creio que se produz uma impressão falsa, por causa do foco de alguns em rivalidades e desentendimentos [entre o Meio Ambiente e a Agricultura]. A verdade é que há base para uma convergência inclusiva de opiniões no Brasil. Há algumas pessoas que deixariam a Amazônia como um santuário, para o deleite e benefício da humanidade. E há algumas que acreditam que o desenvolvimento requer portas abertas para formas predatórias de exploração. Mas a vasta maioria do país se opõe a essas visões e está determinada a encontrar uma forma de reconciliar três compromissos: com a conservação, com um sistema de produção inclusivo e o compromisso de defesa da nossa soberania.
Escrito por Nelson de Sá às 10h57
"Momentos mágicos"
Confirmando o aumento no controle da cobertura de mídia sobre o terremoto, como destacou o "FT" e adiantou o próprio "Diário do Povo", do PC chinês, o estatal "China Daily" tirou o fundo negro da capa e contou duas histórias emocionantes e positivas, entre outros "relatos heróicos": uma grávida retirada dos escombros depois de 50 horas; e uma criança resgatada depois de ter sido protegida pelos pais mortos.
No "Hindu", com imagens dos feridos no atentado, a caçada do principal suspeito e as declarações de guerra ao terrorismo.
Escrito por Nelson de Sá às 10h16
O fim da alta dos alimentos?
Em "Sinais de fim para alta no preço dos alimentos", manchete de sua edição voltada para a Ásia, o "FT" destaca:
_ A alta no preço dos alimentos, que disparou um tumulto econômico e político global no último ano, finalmente mostra os primeiros sinais de estabilização. O índice da FAO, da ONU, considerado a melhor medida da inflação global da comida, apresentou sua primeira queda em 15 meses em abril, com os preços de trigo, laticínios, açúcar e soja caindo. O diretor-geral assistente da FAO diz que, com exceção de milho e arroz, a inflação parece estar "atingindo seu pico".
Escrito por Nelson de Sá às 10h01
Republicanos em pânico
Na corrida presidencial, o "WP" e o "FT" dão manchete para o apoio de John Edwards, que foi forte candidato no início da disputa democrata, a Barack Obama. "Finalmente", ironiza o "NYT", que preferiu sublinhar a derrota republicana em eleição local, no Mississippi, o que levou "medo" ao partido quanto ao pleito de novembro para o Congresso. O "WP" fala em "crise" entre os representantes republicanos, com a possibilidade de perderem os mandatos.
Os jornais prosseguem com a tragédia na China, agora voltados ao lado humano, com o impacto das crianças mortas para as famílias de um só filho, no "NYT", e a história de uma mãe que não consegue apoio para a busca por seu filho, no "WSJ". O "WP" abre foto de Mianmar, da catástrofe anterior, com crianças famintas.
Em contraste com o "NYT" do dia anterior, o "FT" destaca no alto, com foto do primeiro-ministro Wen Jibao com crianças, que o governo chinês "amplia o controle da cobertura do terremoto".
Escrito por Nelson de Sá às 09h23
Lula se chega a Médici
Os jornais, "Valor" inclusive, trazem na capa a escolha de Carlos Minc para o lugar de Marina Silva, depois do vaivém com Jorge Viana. O "Globo" sublinha que, para Lula, a Amazônia "é de responsabilidade da soberania nacional". A Folha destaca a coluna de Janio de Freitas:
_ Tem sentido grave a transferência do Plano Amazônia Sustentável, do Meio Ambiente para a Secretaria de Assuntos Estratégicos. Significa o avanço que obtêm, no governo e em Lula, concepções militaristas. Lula se chega a Médici, não só por sua adesão ao "ninguém segura este país", mas também pelo "Brasil Potência", que, no dizer de Nixon, fará a "América Latina ir para onde o Brasil for". Ao aceitar o lugar, Minc aceita a restrição a políticas suas para a Amazônia. Lula se interessou pela rapidez com que ele decidiu dificuldades de licenciamento para obras no Rio. Mas Minc não é só um administrador de atividade determinada e rápida. Conhece seu assunto e nele tem idéias consolidadas. Se também tem disposição para concessões, é o que veremos.
Escrito por Nelson de Sá às 08h27
"It is over"
Escrito por Nelson de Sá às 08h15
A verdade é ácida
Kibe Loco agora é da Globo, mas ainda fala o que pensa, de um jeito e de outro, como no vídeo abaixo, postado hoje.
Escrito por Nelson de Sá às 11h47
A defensora da Amazônia
A repercussão própria dos jornais, canais de notícias e redes demora alguns dias, como sempre, mas o site do britânico "Guardian" e outros já trazem a reportagem "defensora da Amazônia se demite de cargo ambiental do Brasil", da Reuters; a americana Associated Press, no Google etc., destaca que a "renomada defensora da floresta tropical" saiu por "falta do necessário apoio político para proteger a Amazônia"; e o site da BBC fala em "firme defensora da floresta tropical".
Já o site do chinês "Diário do Povo" reproduz despacho da Xinhua que noticia o fim da "gestão muitas vezes controversa de seis anos".
PS - O mesmo "Guardian", dos mais engajados na causa ambiental, correu e postou há pouco a foto abaixo e a reportagem "Temores pela floresta com a renúncia da ministra do Meio Ambiente", do correspondente Tom Philips, sobre o futuro da Amazônia agora que os ambientalistas perderam um "aliado-chave na luta contra a destruição".

Escrito por Nelson de Sá às 11h02
China "corre contra o tempo"
Confirmando a análise do "NYT" de que desta vez a cobertura da calamidade é ampla, o estatal "China Daily" abriu capa e contracapa para a manchete "Resgate corre contra o tempo", novamente com fundo preto, fotos de vítimas e bombeiros, além de reportagens como "Famílias rezam por crianças presas sob os escombros".
Escrito por Nelson de Sá às 10h16
Na tragédia, uma China "sem censura"
Jornais estrangeiros seguem com o terremoto da China nas manchetes, conforme cresce o número de mortos. O "NYT" destaca a análise "Ao resgate, sem censura", saudando que a TV estatal esteja transmitindo sem parar, o que "é marcante para um país com tradição de esconder a proporção das calamidades naturais". Por outro lado, o "WSJ" ressalta que o terremoto evidencia a crescente desigualdade social.
Tanto "NYT" como "WP" noticiam que Hillary Clinton venceu facilmente, "handily", nas primárias da Virgínia Ocidental, notadamente entre "trabalhadores brancos", foco da democrata em seus últimos pronunciamentos contra Barack Obama. Em pesquisas de boca-de-urna, a "raça" foi apresentada como razão "importante" para o voto em Hillary.
Escrito por Nelson de Sá às 09h25
